terça-feira, 5 de agosto de 2014

NOSTALGIA


Para comemorar o meu aniversário (4/8/2014), brotou nostalgia e fui virando as páginas....


Vou virando as Páginas

Vou virando as páginas,
Jogando fora todo legado
Da Filosofia, Matemática e Biologia
E toda a hipocrisia das falas vazias

Arrancando as páginas das ilusões
E desilusões desconhecidas
Dos girassóis que não giraram com o sol
E dos espinhos das rosas que feriram

Vou riscando os sonhos das fantasias
Perdidas nas muitas folhas deste caderno
Borrando as fotografias dos amores e dores
Fustigando a saudade que me abana em cada dia

Fecho entre as mãos as páginas viradas
Aconchego-as em meu peito
Despeço-me...atiro ao fogo esse pedaço

E, no crepitar das chamas, desfaz-se a vida!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BALSEIROS DO RIO URUGUAI

Em 9/06/2014

Este vídeo merece fazer parte do meu acervo sobre histórias e recordações do rio Uruguai, rio de minha infância às suas margens, na cidade de Itapiranga onde nasci.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

JET LAG

JET LAG - (JET-No caso, o conceito está ligado a avião a jato, ou simplesmente Jato: LAG-No caso, o conceito está ligado à diferença de fuso horário.)

Definição de dicionário de lingua inglesa (Complete WordFind – Reader’s Digest Oxford)
!) Extreme tiredness and other bodily effects felt after a long flight involving marked differences of local time.– extrema fadiga e outros efeitos corporais(biológicos) sentidos após um longo voo envolvendo grandes diferenças do tempo local.(tem a ver com fuso horário).


http://pt.wikipedia.org/wiki/Jet_lag

O Jet lag (em português: descompensação horária, ou em medicina, dissincronose) é uma fadiga de viagem, é uma condição fisiológica que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano.

(Ritmo circadiano ou ciclo circadiano (do latim circa cerca de + diem dia) designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.
O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritmo_circadiano  )

O Jet Lag ocorre como consequência de viagem através de vários fusos horários, o que se tornou comum com as viagens a jato e daí o nome em Inglês (Jet, jato; Lag, diferença de horário). Desta maneira após uma viagem passando por vários fusos horários a pessoa se sente como se o relógio interno dela (relógio biológico) não estivesse no mesmo do horário do local.

Desta maneira logo após uma viagem cruzando fusos horários há um distúrbio do sono pois a pessoa quer dormir no horário que estava habituada e não no horário local - isto denomina-se Jet Lag. Este é um tipo de Insônia pois não consegue dormir no horário que deveria.
 Quando uma pessoa viaja entre vários fusos horários, o relógio biológico não fica de acordo com o horário do destino, pois o ritmo dia/noite em que a pessoa estava acostumada: o padrão natural do corpo é mudado, como por exemplo as horas de refeição, de repouso e regulação hormonal já não correspondem ao ambiente. Desde o momento da chegada no destino e adaptação ao horário local, a pessoa está sofrendo um jet lag.

SONO ACUMULADO E O EFEITO JET LAG
(Extraido do caderno “Saúde”, p.3, Jornal NH, 14 a 20.05.2014)

Começar a semana cansado é algo bastante habitual, já que no Domingo pela noite muitos dormem mal. Desta forma, arrastam uma dívida de sono durante toda a semana Para recuperar o descanso perdido, acordam mais tarde no fim de semana, o que favorece que pela noite não tenham sono e assim a história se repete. Nesta dificuldade para adaptar o ciclo do sono às demandas sociais, os ritmos circadianos influem de forma decisiva.
“Os ritmos circadianos são ciclos biológicos que tem a duração aproximadamente 24 horas. O relógio biológico sincroniza esses ritmos com o meio externo, que marca o ciclo da luz e da escuridão, os horários de alimentação e o tempo social, diz Maria José Collado, psicóloga e pesquisadora da Universidade Complutense de Madri. Segundo ela, nossos dias estão estruturados pela interação dos ciclos circadianos, solar, biológico e social. Em função disso há pessoas matutinas e vespertinas, o que os especialistas chamam de cotovias e corujas.
É fundamental dormir o suficiente toda semana e não acumular o sono perdido durante os dias de trabalho. Collado afirma que horários regulares ao longo de toda a semana facilitam a adaptação do relógio biológico a nossos requerimentos ambientais e sociais.
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Fiz esse estudo para alertar a todos que têm uma vida atribulada, muitos trabalhando à noite, outros, alternando dia e noite no trabalho, outros ainda não se preocupando, acarretando  conseqüências sérias para a sua saúde. 
São preocupações, também, de cunho social, uma vez que muitos acidentes no trabalho, no lar, no trânsito, têm como causa o efeito JET LAG quase nunca detectado, dando-se como causa do acidente, muitas vezes, falta de atenção, falta de treinamento, imprudência e outras causas mediatas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

MORTE PARA AS MOSCAS, OU NÃO?




Quem sabe possamos interagir um instante, caro leitor. A história que quero compartilhar com você é o destino de uma mosca. Você conhece uma mosca.  Imagine essa mosca. Como seria a sua mosca? Não vou lhe dizer como é a minha mosca, pois aí seria, a sua mosca, igual a minha. Então, escolhida a nossa mosca, ela começa a nos importunar com o seu voo e a pousar, insistentemente, ora na mão, ora no rosto, ora, bem, onde a sua mosca está pousando em você? Eu espanto a impertinente mosca, com minha mão, a seguir com o guardanapo. Ah, eu estou em um restaurante, e você? Quando chega a minha comida, a mosca resolve almoçar também. Você já viu que a hora em que a mosca me importuna é por volta do meio dia. Não sei onde e a que horas a sua mosca lhe importuna Pense nisso. Talvez você esteja lendo, em casa, ou no consultório do médico, ou quem sabe a mosca está lhe importunando enquanto dirige? Ou enquanto come um cachorro-quente? Como eu posso saber, se não estou com você.?   Só posso imaginar, mas você sabe onde eu estou e a que horas a maldita mosca está me importunando. E agora ela pousa no meu bife. Você, leitor, admitiria que sua mosca pousasse no seu bife, ou no seu pão, ou em outro qualquer alimento seu?  Eu detesto  mosca pousando no que estou comendo. Fico a imaginar por onde ela andou pondo suas patinhas, cheias de bactérias e micro sujeiras e não consigo admitir que mosca alguma pise em minha comida. O que você faria com a sua mosca? Você sabe que mosca é bicho insistente, e persistente, não é mesmo? E também, muito rápida. Por quê você acha que a mosca é um bicho tão rápido? Penso que é um esquema de anatomia, mas também tem muito a ver com o vento que é deslocado perto dela quando tentamos atingi-la. Bem, formule a sua teoria. Eu teria que pesquisar. Então, a minha mosca, está pousada no meu bife. Penso no que fazer. Penso fundo, enquanto olho a fatídica mosca no meu bife e chupando o molho ensanguentado do bife. Credo, que expressão fora de hora! Minha fome está aumentando. Maldita mosca. Você é vegetariano?. Talvez seja hora de pensarmos nisso. O que faz uma mosca! Abalando nossas concepções, não é mesmo? Se a mosca não estivesse me perturbando, com certeza, as minhas energias estariam concentradas em algo mais produtivo, ou também, aproveitando o ambiente, talvez, admirando as pessoas ou questionando a sua aparência ou algo assim. Em que ou no que você aproveitaria o seu tempo, caso a sua mosca não existisse? Mas, como ela existe e também perturba você, talvez possamos juntos elaborar algumas idéias para afastar nossas moscas. Creio que o mais prático seria matá-las, mas a minha mosca se tornou esperta e pousa no meu bife, no meu arroz e se eu for tentar matá-la, espalho comida pela mesa toda. O que você sugere? Será que aprendo a conviver com ela viva? Parei de comer. Analisando com mais cuidado a situação resolvi chamar o garçom. Por favor, amigo, você pode eliminar essa mosca? O garçom, gentilmente, pegou o meu bife e, com cuidado, levou-o com a mosca. Em seguida trouxe outro bife, sem mosca!
Afinal, não precisei matar a mosca, nem perguntei ao garçom se ele a matou. E, você, leitor, deu um destino a sua mosca? Ou acha que pode conviver com ela? Você já ponderou se poderia viver sem mesmo uma mosca a lhe incomodar? Como seriam nossas vidas sem moscas? Pense nisso!
Depois que o garçom levou a minha mosca, comecei a comer. Enquanto mastigava, levantei os olhos e vi que uma jovem, em uma mesa além da minha, me olhava insistentemente. Vi que escrevia alguma coisa no guardanapo e fez um sinal que entendi que o enviaria para mim. Chamou o garçom e lhe entregou o guardanapo, fazendo um gesto em minha direção. O garçom chegou e li no guardanapo: “Por que o garçom levou o seu bife?”. Pedi que o garçom esperasse e devolvi o guardanapo com minha resposta: ”Porque havia uma mosca pousada nele!” A jovem, ao ler a resposta, deu uma gargalhada, levantou-se e foi embora. O que eu perdi, caro leitor? Pode me explicar?
Afinal, o que você fez com sua mosca?
Vou lhe dizer algo interessante,: na faculdade, um calouro recebeu o apelido de “Mosca” e foi tão forte esse apelido que o colega se formou sendo conhecido por “Mosca”. Ainda, depois de tantos anos, décadas se passaram, e me lembro do “Mosca”. Não me recordo a origem do apelido, mas posso imaginar! Um típico caso de “bullying”, não é mesmo? E na faculdade!
Hoje, joga-se banana para os jogadores negros nos campos de futebol. Tantos anos e nada mudou!
Quando baixei os olhos para continuar comendo, uma mosca estava pousada no meu bife! Será a mesma ou outra que vem me perturbar?
Garçom, você matou aquela mosca?

terça-feira, 8 de abril de 2014

JULGAMENTO TRIBAL



O Conselho Tribal estava reunido para  julgar três jovens índias da tribo.
Toda a tribo estava em volta. Casualmente, nesse julgamento, haviam dois segmentos formados, de um lado se agrupavam as índias e de outro os índios o que não era comum de acontecer. Sempre, nos julgamentos da tribo, índios e índias se misturavam
O Grande Chefe, iniciando os trabalhos, anunciou, solenemente, o motivo do julgamento. Antes pediu que as três jovens se levantassem e jurassem dizer a verdade. E foi o que fizeram. Então o Grande Chefe deu a palavra aos Conselheiros da Tribo para que iniciassem as perguntas.
O primeiro Conselheiro indagou:
- O que é que vocês estavam usando?
Silêncio...
- Respondam, o que vocês estavam usando:?
- Chama-se “Pakova-Ju’a”, respondeu uma delas.
Ouve-se um murmúrio entre as índias.
O Grande Chefe pediu silêncio e fez sinal para que outro Conselheiro fizesse a sua pergunta.
- Vocês não aprenderam com suas mães que a índia tem que andar nua?
Novo silêncio...
Ouve-se um protesto. Alguma índia da tribo gritou: “Esse julgamento não é justo!”
Silêncio mortal...
O Grande Chefe, levantou-se, com o cajado em riste e indagou furioso:
- Quem foi que falou? Qual mulher ousou interromper o julgamento?
- Fui eu, respondeu a mulher do Grande Chefe, levantando-se no meio das índias.
Um imenso murmúrio se espalhou em vozes entre as índias.
Um guerreiro vociferou:
- Ela deve ser punida.
Novo silêncio mortal...
O Grande Chefe estremeceu, baixou o cajado. Longo silêncio se fez.
Por fim a sentença:
- Esse julgamento é justo e vai continuar. Quem se opuser será lançado às formigas e seu corpo banhado em mel.
Prossiga o julgamento, Conselheiro.
Repito a pergunta, disse o Conselheiro:
- Vocês não aprenderam com suas mães que a índia tem que andar nua?
Todas as três, em julgamento, concordaram com um movimento de cabeça.
Como era de costume no Conselho Tribal, cada Conselheiro tinha direito a uma só pergunta.
Levantou-se o terceiro Conselheiro e indagou às jovens?
- Por quê vocês resolveram usar esse tal de “Pakova -Ju’a”?
A mais jovem apressou-se a responder:
- Peço permissão para usarmos, agora, para que os senhores Conselheiros avaliem melhor.
Neste momento, do lado masculino, ouve-se, um “Ohhhh ! prolongado.
As índias aplaudem...
- Silêncio! Ordena o Grande Chefe. Vamos fazer um intervalo. Os Conselheiros me sigam até a minha tenda. Levem as rés para a tenda prisão. Ninguém fale com elas.
Chegando à tenda o Grande Chefe, pegou o cachimbo, colocou o fumo e a erva destinada aos momentos de grande decisão e, após aceso, aspirou bem fundo a fumaça da queima do fumo e da erva. Tragou mais duas vezes, passou o cachimbo aos Conselheiros e ordenou que tragassem apenas duas vezes o que foi feito pelos cinco Conselheiros. Quando o último lhe devolveu o cachimbo o Grande Chefe deu mais três tragadas e a fumaça escondeu seu rosto. Quando a fumaça se dissipou, os olhos do Grande Chefe estavam fechados. Todos os cinco Conselheiros esperavam a decisão do seu chefe.
Depois de um longo período calado, abrem-se os olhos do Grande Chefe e de sua boca, em voz roufenha, sai a pergunta aos Conselheiros:
- Devemos permitir que elas usem o “Pakova– Ju’a”” no julgamento?
Os Conselheiros estremeceram. Como o Grande Chefe deixava para eles a decisão?
Um deles se atreveu a responder:
- Mas, Grande Chefe, isso vai ser muito perigoso.
- Como perigoso? Argüiu o Grande Chefe.
- O “Pakova-Ju’a” é um atentado aos nossos costumes. Como permitir que elas façam essa demonstração  Vai aguçar a sexualidade de nós todos, principalmente, dos jovens. Podem ocorrer muitos estupros pela mata a fora. 
- Mas, é exatamente isso que elas querem provar com o pedido delas. 
O Grande Chefe não entendeu de novo e pediu que o Conselheiro explicasse.
- Pois, Grande Chefe, elas querem provar que o índio que é o sem-vergonha. 
Os outros Conselheiros protestaram. Armou-se um início de confusão. O grande Chefe, usou o seu apito para impor silêncio e anunciou sua decisão:
- Vamos permitir que elas usem o “Pakova-Ju’a” e façam a sua demonstração e, então, daremos nosso veredito.
Depois de estarem todos acomodados em seus devidos lugares, mandou o Grande Chefe que trouxessem as rés.
Alguns minutos de silêncio interrogativo e o Grande Chefe anunciou a decisão do Conselho:
- As rés podem usar os seus “Pakova-Ju’a” para que possamos julgar melhor.
Um tremendo alvoroço na platéia. Os jovens da tribo, assobiavam, algumas batiam palmas, índias mais velhas apupavam. Foi difícil conter os ânimos.
O Grande Chefe chamou os guardiões da tribo, mandou prender os mais exaltados e aos poucos a indiada foi se acalmando.
Nesse ínterim as jovens, em julgamento, já haviam colocado o seus “Pakova-Ju’a” que consistiam de uma folha de bananeira na frente  e outra atrás, cortadas na forma de coração, as quais cobriam as partes íntimas. Também cobriam os seios, agora, com duas folhas de amora, bem escolhidas.  Começaram a desfilar na frente dos Conselheiros e  do Grande Chefe, sob as aplausos da platéia. 
- Chega! gritou o Grande Chefe.
Repetiu-se o silêncio mortal...
O Grande Chefe pegou o cachimbo que havia trazido, deu três longas baforadas. Olhou para os Conselheiros que não tiravam os olhos das três rés. Estas estavam petrificadas esperando o veredito do Grande Chefe. O povo todo aguardava. Ouvia-se a respiração do Grande Chefe que não parava de fumar. Em sua cabeça desfilava a imagem de sua mulher, na tenda, usando esses tais de “Pakova-Ju’a”. Fumava e fumava. O suor escorria-lhe pela testa. Suas entranhas fervilhavam, seu coração batia forte.
Por fim, sua voz nervosa ecoou:
- Vão buscar o Pajé!
Um dos Conselheiros ousou dizer:
-   O Pajé não é Conselheiro!
-  Mas, é o guardião dos bons costumes da tribo, respondeu outro.
- Silêncio, ordenou o Grande Chefe, vão buscar o Pajé!
As índias, em julgamento, estremeceram. Uma murmurou com a outra “Agora, seremos queimadas vivas!” A mais jovem começou a chorar e foi consolada pelas outras duas. ”Pelo menos, fizemos o que queríamos. Vamos ser lembradas como pioneiras”. “De que vale ser pioneira morta!”. “Vou tomar veneno antes de ir para a fogueira”. E assim confabulavam quando chegou  o Pajé.
O Grande Chefe inteirou o Pajé do que se tratava o julgamento e pediu a sua sentença, como guardião dos bons costumes da tribo.
O Pajé tinha trazido junto suas ervas purificadoras. Mandou que as rés se abraçassem uma de frente para a outra, fez um círculo, ao redor delas, com as ervas. Colocou fogo nas mesmas e uma fumaça aromática envolveu as índias pecadoras. Fez as suas rezas, andou ao redor das jovens e, por fim, parou diante do Grande Chefe e iniciou o seu discurso:
- Grande Chefe, vós que tendes conduzido essa tribo com tanta sabedoria, mais uma vez, soube recorrer aos espíritos protetores da tribo para tomar uma decisão. E nossos Conselheiros Espirituais estão dizendo que essas jovens são inocentes. E dizem mais que essa tribo de agora em diante terá muitos mais descendentes, crescendo a fertilidade masculina, pois haverá muito mais desejo entre índios e índias. O “Pakova-Ju’a” chegou na hora certa. Novos tempos são chegados. O mundo se transforma e nossa tribo deve acompanhar essas mudanças.
- Mas, Pajé, todas as índias deverão usar “Pakova – Ju’a”?, indagou um dos Conselheiros.
- Ah! Isso fica por conta delas.
- E os guerreiros, Pajé?
-  Usem o que quiserem.
E o Pajé se recolheu para sua tenda.
O povo se levantou em tremendo alvoroço, em altos berros comemoravam com alegria os novos tempos.
O Grande Chefe deu por encerrado o julgamento e viu as rés correndo em direção as suas tendas e os jovens índios atrás, eufóricos.
Á noite, o Grande chefe trouxe de presente para sua mulher umas folhas de bananeira e outras de amoreira....
Na manhã seguinte, o guardião da horta veio se queixar para o Grande Chefe que alguém tinha roubado muitas folhas das bananeiras e o único pé de amora da tribo não tinha mais folhas...
O Grande Chefe, olhando para o céu, deu três tragadas no seu cachimbo e lançou a fumaça, com força, em direção às nuvens, respondendo ao guardião da horta, com voz firme e renovada: “Diga para o povo que os novos tempos são chegados! Ah! Plante mais amoreiras!”...
Três meses se passaram e o Grande Chefe mandou chamar o índio mais sábio da tribo e ordenou que o mesmo fizesse um levantamento para verificar se houve um aumento das grávidas na tribo e quantos concordavam com o uso do “Pakova-Ju’a”.
Uma semana depois voltou o sábio índio com a resposta estatística:
- “90% das índias estavam grávidas e 96% concordavam que as índias usassem Pakova-Ju’a”
O Grande Chefe olhou, nessa noite, para a lua que estava toda faceira no céu, lançou  três baforadas de seu cachimbo em direção a ela: e pensou: “Vai ser sob a lua, na montanha. Ela vai engravidar!” E sorriu marotamente para a lua cheia.






quinta-feira, 3 de abril de 2014

Trazendo recordações-Janelas para o passado



Sob os auspícios da saudade, um sentimento que nos conforta e nos coloca num estado de espírito surreal, um tanto inexplicável, lembrava-me, muitas vezes, de três filmes que fizeram parte de minha juventude, um pouco tardia, por razões da vida, são eles: Doutor Jivago, A Ponte do Rio Kwai e Assim Caminha a Humanidade. Todos os três intensos e de histórias magníficas, ainda mais para corações sonhadores, onde me incluía e quem sabe, embora a idade, me inclua ainda, pois sonhar é um privilegio dos corações errantes. Tanto era o desejo de rever esses filmes que fui para a Internet pesquisar e eis que comigo se encontram. Revi os três filmes e as mesmas emoções afloraram em mim, claro que mais calmas, mais meditativas. Quando vi “Doutor Jivago”, fiquei tão impressionado que deixei crescer um bigode igual ao dele, e assobiava o tema de Lara nos momentos de nostalgia. “Tema de Lara” que belíssima música, ainda me emociono quando a ouço. Agora mesmo, enquanto escrevo, os seus acordes soam em minh’alma. Revendo “Doutor Jivago”, revejo a mim mesmo, passa um filme daquele tempo de transformações sociais em que a humanidade se debatia, mas o amor entre dois seres apaixonados superava tudo. “Doutor Jivago” vai me acompanhar para sempre.

“Assim Caminha a Humanidade”, filme estrelado por Elisabeth Taylor e Rock Hudson, como protagonistas principais, e o jovem James Dean que mais tarde estrelaria “Juventude Transviada”,que deu inicio a uma metamorfose que grassou no seio da juventude da época. Também um belo filme. Mas, “Assim Caminha a Humanidade”, foi a história que já naquela época trabalhou o tema do racismo, ainda hoje tão em voga, infelizmente. Infelizmente, atravessei todo esse tempo de minha vida assistindo bestiais intolerâncias entre seres humanos. Este filme, traz-me a recordação, também, de outro tema bem atual, a luta da mulher contra a incompreensão masculina. Ainda o amor venceria todos esses preconceitos. Quão lentos somos nós, humanidade, nos caminhos da evolução moral. E o título do filme é ainda bem atual:e assim caminha a humanidade e assim caminhamos.
“A Ponte do Rio Kwai”, com William Holden e Alec Guineness, grandes atores, inesquecíveis atores. Este filme foi o primeiro que vi com minha namorada, futura esposa. Aprendi muito com a história, altivez, coragem, persistência, e sobretudo solidariedade e algo difícil de entender, nos dias de hoje, negociação para a sobrevivência de um ideal contra um realismo frio e cruel.
Como não ser feliz quando tendo o privilegio de ter vivido e vivenciado momentos tão preciosos. É preciso, por vezes, abrir janelas e deixar o passado penetrar para revigorar nossas energias. Não se trata de viver no passado e sim trazer recordações de momentos que não voltarão jamais, e que ajudaram a construir nossa vida. Recordar emoções que moldaram o nosso coração, ensinamentos que ajudaram a moldar o nosso caráter. Aprendia-se em casa, no cinema, na escola, com a música, com os filmes, com os amigos, o respeito, a fé, o amor. Não havia tanta desconstrução de valores, como hoje. Por isso janelas para o passado distante arejam nossos sentimentos, recarregam nossas energias e nos ensinam que o nosso futuro é uma integração do passado com o presente.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Minhas lembranças sobre "BONDES"

O "Bonde", transporte de pessoas que circulava do centro aos bairros de Porto Alegre, traz-me belas recordações de um tempo social que não volta mais! Era aconchegante, era idílico! Aproveitei na infância e na adolescência Eis algumas recordações interessantes, algumas folclóricas outras reais.
O "Bonde" funcionava à eletricidade e corria sobre trilhos metálicos.  

- Um bêbado, lá por uma da madrugada, onde os bondes já eram escassos, estava no antigo “Abrigo” de bondes, junto à Praça XV, esperando o bonde “Independência” (os bondes eram identificados pelo seu destino-os bairros de Porto Alegre e todos passavam por este abrigo, no centro da cidade). Estava, então, esse incógnito bêbado esperando o seu bonde, mas só passava bonde com destino ao bairro Glória. Lá pelas tantas, lascou ele, em alto e bom som, com sua voz roufenha e língua meio enrolada:
“Chega de Glória eu quero Independência”!

-      Quem entrasse num bonde veria o anúncio:
"Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado; no entanto acredite, quase   morreu de bronquite; salvou-o o Rhum Creosodato"

- Coisa interessante de se ver era o cobrador com uma das mãos cheia de moedas e notas, percorrendo o corredor lotado do bonde, cobrando, fazendo troco, e com a outra mão marcando com uma alavanca aérea o total cobrado. Tinha que ser um gênio na matemática!

- Nesse tempo, também se via, as pessoas mais jovens cedendo lugar para os mais idosos e os homens às senhoras.

- Era interessante de se observar que ao chegar no fim da linha (onde os trilhos terminavam) o motorneiro (assim se chamava o condutor do bonde), pegava uma ou duas ferramentas e ia para a outra ponta do bonde e o conduzia daí (Acho que os ingleses aplicaram o princípio da minhoca para inventar o bonde). O bonde, como a minhoca, tinha duas frentes.

- O bonde “Gaiola”, que possuía menos rodas do que os outros,  balançava muito sobre os trilhos.

- Uma frase que me lembro, dita com frequência, pelo motorneiro; “Mais um passinho, faz favor, há lugar no fundo do corredor”

Essa Internet é mesmo fantástica, veja o que encontrei, entre outras coisas:

http://memoriacarris.blogspot.com.br/2013/08/a-ultima-viagem-do-bonde-gaiola.html

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

GOOGLE-A BIOGRAFIA



Recebi, no Natal de 2013, de meu primogênito Ivanio Jr, o livro “GOOGLE –A BIOGRAFIA’, de Steven Levy. Júnior gosta de me dar livros. Já tenho uma coleção que ainda não li. Mas, este do Google, resolvi lê-lo, apesar das 460 páginas, de tamanho 15 X 23, bem cheias, pois fiquei curioso para compará-lo ao de Steve Jobs o fundador da Apple.  Dessas leituras aprendi muitas coisas novas e sobretudo admirar a inteligência dos dois jovens criadores do Google,Larry Page e Sergey Brim. Eles tiveram sua formação em escola montessoriana. Nunca tinha ouvido falar em método montessoriano de educação e olha que tenho acompanhado, nessa minha vida, e educação brasileira. Li sobre Piaget, Vigotsky, teoria do construtivismo, Paulo Freira (Ah! Paulo Freire, tenho que dar o meu “pitaco” sobre ele, oportunamente), mas não encontrei referência, nessas minhas leituras, embora leigas.
Então fui pesquisar um pouco sobre esse método montessoriano. E foi no Google mesmo que encontrei as respostas 
Quem tiver curiosidade pode começar em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9todo_Montessori

A impressão final que tive dessa leitura é que se o Google for à falência, o mundo também vai!

E que aumentei mais o meu campo de ignorância! Aliás quanto mais leio, mais este campo aumenta!

Para que tenham idéia do que o Google faz conosco aí vai um trecho da página 419:

“Um pouco de compreensão sobre como os cookies funcionam nas redes de publicidade é necessário para se apreciar a questão. Quando um usuário visita um site que contém um anúncio de uma rede como a DoubleClick, o navegador automaticamente “joga” um cookie no disco rígido do computador do indivíduo. A informação permite que o site reconheça se o visitante já esteve lá antes e, assim, determine quais anúncios podem lhe ser interessantes, além de quais anúncios já foram exibidos para aquele usuário. Além disso, toda vez que alguém volta a visitar um site com anúncios, a visita fica gravada em um arquivo único com todas as informações do usuário. Com o tempo, o arquivo se desenvolve em um log enorme que oferece um perfil totalmente claro dos interesses do indivíduo...”

U F A ! Os “caras” são demais!
 Até aprendi um pouco mais sobre Anne Frank, p.373, acompanhem em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anne_Frank

Ah! Importante a filosofia do Google : “Don’t Be Evil”, é algo de se pensar introduzir em nossas vidas!

Do alto do meu anonimato quero agradecer aos fundadores do Google Larry Page e Sergey Brim pelo que estão fazendo de bom ao mundo!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

MINHA HOMENAGEM SINGELA AOS NEGROS

PORTA DE GORÉE

Disse-nos Castro Alves sofrida e inspiradamente em seu poema “O Navio Negreiro”:

“...Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é mentira...se é verdade
Tanto horror perante os céus?
...”

Kofi estava sentado à beira do desfiladeiro, sobre rocha granítica. Balançava seus pés e seus braços apoiavam-se na rocha, o vento lhe roçava a fronte. Não tinha nada e por isso nada tinha a cuidar. Contemplava o abismo a sua frente, lá embaixo o rio parecia um córrego. Pequenos pássaros, com seus cantos silvestres, quebravam a monotonia do silêncio. As  decisões de Kofi, nos últimos tempos, tinham sido desastrosas. Falira, sua empresa se fora como água pelo ralo. Afastara-se das pessoas, num ostracismo consciente. Não tinha mais ânimo, não queria mais viver, por isso estava, agora, ali. No turbilhão dos seus pensamentos, aflorou, entre outros, o que havia visto em Gorée, a ilha símbolo da escravidão africana. E nela a prisão onde eram trancafiados os negros que seriam exportados da África para o mundo. Lá havia, e há ainda como espada viva, a “porta da viagem sem retorno”. Era por onde passavam os negros escravos, dos porões dessa prisão para os navios negreiros que os levariam para além mar, às terras onde seriam escravizados. Kofi sentia a dor do negro que partia. Atrás da porta deixava sua vida, sua liberdade, suas crenças, sua tribo, seus amigos e parentes, sua terra. Após a porta, bem não sabia, o negro, o que realmente o aguardava, a não ser a certeza de sua escravidão. Fome, chagas pelo corpo, dor na alma. Kofi, tinha uma forte dor na alma. Nunca soube lidar bem com sua cor negra. Na faculdade, poucos amigos tinha, um ou outro, era mais chegado. Brilhante aluno, admirado pelos professores, mas sempre casmurro. Formado, trabalhou em algumas empresas, mas não se adaptava às regras e horários. Por fim, montou sua empresa de exportação de calçados e prosperou. Quis conquistar a África, pois sabia ter lá potenciais consumidores, mas sobretudo retornar para resgatar não sabia bem o quê talvez, aniquilar a nostalgia de seu espírito. Mas, não deu certo, perdeu a empresa para os sócios que se aproveitaram de sua inexperiência. A porta de Gorée, para Kofi, agora, era aquele precipício a sua frente, mas com uma diferença, ele sabia o que lhe esperava após transpô-la: a liberdade! Olhou para o céu e viu um enorme gavião planando ao sabor do vento. Subia e descia em longos círculos. Pensou: “É esta liberdade que eu quero!”. Levantou-se, recuou alguns passos e jogou-se no precipício, ao mesmo tempo que ouvia uma voz feminina a gritar desesperadamente por seu nome. Kofi, num relance, pode ver aquela que sempre amara, mas não tinha tido a coragem de confessar o seu profundo amor. “ Mas, como poderia se ela era loira?” Fechou os olhos, apertou as pálpebras e esperou. Ouviu pela última vez a voz amada repetir o seu nome em eco desesperador pelas paredes do abismo. Ainda teve tempo de pensar em algumas coisas e figuras humanas negras, vultos grandiosos iam desfilando celeremente nos seus pensamentos: Mandela, Marther Luther King, Joaquim Barbosa, Kofi Annan, seu pai.
Não pensou mais!
Libertou-se, como desejava!
Um grito estridente do gavião voador ecoou pelos penhascos.
Ela, horrorizada, na beira do abismo, viu o corpo de sue amado cair velozmente e diminuir de tamanho desaparecendo nas águas do rio.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

HISTÓRICO DO LIVRO "UM RIO ENTRE NÓS"

03/12/2013

Resgatando a história para eternizar na web e não desperdiçar esforços, talvez, um dia, alguém julgue não ter sido em vão.


Foto do Rio dos Sinos. Na parte superior o selo dos 180 Anos da Imigração Alemã.


O livro foi brotando. Não foi planejado, nem pré-metodizado. Mas, foi fruto de um estudo genealógico muito longo, muitas pesquisas, viagens, contatos e surpresas.
Não foi um sucesso literário, pois faltou a cobertura de uma editora, mas as pessoas que o leram gostaram, como se pode ler nos depoimentos de amigos. Fiz o que pude para divulgá-lo na região e inclusive o lancei por ocasião dos 180 Anos da Imigração Alemã. Deixei exemplares nas livrarias e, também, deixei livros em locais públicos, em cima de mesas ou balcões: neste particular, talvez, eu tenha sido um dos pioneiros dessa modalidade de divulgação da literatura. Enviei um exemplar para circular entre colegas engenheiros, solicitando que passassem a diante após lido. Tive alguns poucos retornos, Este livro, talvez esteja na estante de algum colega, por alguma razão.
Participei de feiras de livros em São Leopoldo, Sapiranga e Novo Hamburgo, além de um concurso literário em Passo Fundo onde concorri, imaginem, com o nosso grande Chico Buarque que levou o prêmio. Nem sei minha classificação, pois não me deram retorno, o que considero uma falta de respeito para com os concorrentes, mesmo que fosse uma confirmação de inscrição, já bastava. Esse País é uma piada mesmo. E para confirmar isso fui roubado em 10 exemplares na Associação Gaúcha dos Escritores Independentes (AGEI). Justificaram com um assalto! Mentira dos caras de paus que na época dirigiam a AGEI. E não fui só eu que foi roubado! Vocês podem constatar esse roubo pesquisando na Internet e lá vão encontrar, em alguns sebos, o meu livro à venda por preços bem convidativos. Viva este país das maravilhas!
O local onde “UM RIO ENTRE NÓS” foi escrito foi na minha casa na cidade de Barra do Ribeiro e impresso na Gráfica Portão de São Leopoldo e lançado na Feira do Livro de Porto Alegre em 06 de novembro de 2004.

1. Inserção no Calendário de eventos dos 180 Anos da Imigração Alemã 

Não medi esforços para inserir o meu livro neste calendário de eventos para ligá-lo definitivamente à história da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul. Tive um opositor ferrenho e influente, mas consegui superar e o livro recebeu o selo da Imigração colocado em sua capa. Segue a cópia da primeira reunião de que participei, publicada no Jornal VS, terça-feira, 18 de novembro de 2003, p.5.

"Comissão debate calendário de eventos

A reunião da Comissão Municipal de Comemorações pelos 180 Anos da Imigração Alemã, que ocorreu ontem na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam), contou com a presença de Ivanio Fernandes Habkost, que está escrevendo a obra Um Rio Entre Nós, em fase de revisão. Habkost, descendente de alemães, diz que seu objetivo é viabilizar a publicação do romance, que terá aproximadamente 250 páginas, e fazer com que o lançamento coincida com as comemorações do próximo ano, que marcam a chegada dos primeiros imigrantes alemães ao Estado, em 1824.
O autor, que residiu em São Leopoldo entre 1970 e 1991 - atualmente mora em Barra do Ribeiro -, relata que a inspiração surgiu enquanto pesquisava a árvore genealógica de sua família. "É um romance que se desenvolve, em sua primeira fase, nos primórdios da colonização alemã em São Leopoldo. Em uma segunda fase, esses personagens são inseridos no episódio dos Mucker", relata. O escritor deve voltar a se reunir com o grupo em dezembro, quando a comissão deve dar uma resposta mais concreta ao seu pedido.
Também durante a reunião de ontem,
o secretário Henrique Prieto, que preside a Comissão dos 180 Anos, lembrou as atividades ou datas que já compõem o calendário de eventos para 2004, entre elas a criação da colônia alemã na Feito-ria, em 31 de março de 1824. Prieto diz que, nos próximos dias, a comissão enviará um ofício aos clubes sociais e enti-dades para que integrem suas atividades ao calendário oficial das festividades.""

2. Aprovação da inserção no Calendário de eventos dos 180 Anos da Imigração Alemã

Publicado no Jornal VS, Quinta-feira, 22 de julho de 2004.

"Governador assistirá espetáculo da imigração alemã no domingo
A assessora do cerimonial do Palácio Piratini, Juçara Rosa, esteve na manhã de ontem reunida com o presidente da comissão dos 180 anos, Henrique Prieto, na sede da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semmam) para acertar os detalhes do protocolo para a visita do governador Germano Rigotto, no domingo, dia em que há 180 anos aportaram na cidade os primeiros imigrantes alemães.
A assessora conheceu o local onde acontecerá a apresentação do espetáculo alusivo aos 180 anos da imigração alemã, próximo à ponte 25 de Julho onde foi montado o palco e o palanque oficial, em fase de acabamento. O espetáculo será encenado por 61 alunos e ex-alunos da rede municipal e, de acordo com uma das coordenadoras, Mônica Uriarte, "representará o encontro do passado com o futuro". Parte da encenação irá ocorrer no barco Martim Pescador que, trará os 39 imigrantes. Quando eles pisarem na terra, os sinos de três igrejas (Matriz, Cristo, e Santo Inácio) irão soar anunciando a sua chegada.
Além de acompanhar a encenação, o governador deverá também participar da assinatura de convênios com 44 prefeitos de municípios da região que estão integrados na ação ABC Alfabetizando, do Grupo Editorial Sinos.
HOMENAGEM - Ao final da tarde de ontem, a comissão dos 180 anos voltou a se reunir para definir detalhes do cerimonial. A abertura oficial do evento deverá acontecer por volta às 11 horas, com a execução dos hinos Nacional e da Alemanha pela Banda Ajudância - Geral da Brigada Militar.
Durante a cerimônia, o governador será homenageado com uma obra entalhada em madeira, medindo 45x25 centímetros, que reproduz a Casa do Imigrante. Uma jaqueta oficial de SL a bordo do Barco Martim Pescador também será entregue ao governador, assim como o livro Um rio entre nós, de Ivânio Fernandes Habkost. O autor do romance, que se insere na história na imigração, esteve presente na reunião de ontem".

3. Divulgação

- Na Revista leopoldense “RUA GRANDE”, 2 de abril a 15 de abril de 2004 :

"São Leopoldo
2004
Um rio entre nós
O livro do catarinense Ivânio Fernandes Habkost, natural de Itapiranga, formado em Engenharia Industrial Química e pós-graduado em Tecnologia da Borracha, será lançado este ano. Ele trabalhou na Borbonite e na Pirelli, residiu mais de 30 anos em São Leopoldo e atualmente mora em Barra do Ribeiro. A obra será lançada este ano na Feira do Livro, em fins de agosto.
O livro é uma obra de ficção e a narrativa do autor envolve desde o início da imigração até o famoso episódio dos Mucker. São personagens fictícios, mas há vultos da história da imigração que se entrelaçam no romance, onde o amor e os sonhos entram na luta contra a incompreensão e o ódio. Dois personagens da historia da imigração, criados pelo autor, integram a obra. Ela, vinda da Alemanha, chama-se Valentinne; ele, nascido e vivendo em São Leopoldo, tem o nome de Ulysses.
O livro pretende resgatar a importância histórica do Rio dos Sinos"

4. Lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre



06/11/2004
I9h
' Fabrido Carpinejar, Cinco Marias, Bertrand, Local: Pavilhão Central

• Leslie Toledo, Maria Luiza R. Flores, Marli Conzatti,
org., Cidade educadora - a experiência de
Porto Alegre, Cortez Editora, Local: Sa-
guão do Memorial do RS

• Clóvis Saldanha, Tudo é uma questão de
atitude, Sagra Luzzatto, Local: Pavilhão
Central

• Washington Olivetto, Os piores textos de Wa-
shington Olivetto, Editora Planeta do Bra-
sil, Local: Pavilhão Central

• Ivanio Fernandes Habkost, Um rio ente nós,
Independente, Local: Pavilhão Central

• Eduardo Dall'Alba, Monólogo do carrega-
dor, AGE, Local: Pavilhão Central

• José Luis Bornéo, Reflexões em pedras e
calmarias, Alcance, Local: Pavilhão Central

• Mateus Zampieri, O jogo, Martins Livreiro
Editor, Local: Pavilhão Central

• Osvaldo Porto Flores, Resenhas do tempo,
Alcance, Local: Pavilhão Central


5. O que disse o Jornal VS sobre o lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre

Jornal ABC, Domingo, 7 de novembro de 2004




6. Fotos do lançamento na Feira do Livro de Porto Alegre


Meus colegas da Engenharia: (da esquerda para a direita) Winston Benjamim e esposa: Eu, Arli Farias: Juvenal Oliveira e esposas

Minha irmã Lenita Habkost Olsson

(da esq para dir) Lenita, Lidiane, Eu, Helenita, Mirica, Marina, Eloá.

7. Lançamento na Livraria Rotermund em São Leopoldo

Publicado no Jornal VS, Segunda-feira, 10 de maio de 2004

Bruno, meu neto, me prestigiando
8. O que publicou a Revista RUA GRANDE, 14 a 27 de maio de 2004,  sobre o lançamento na Rotermund



9. Opiniões 


Ivanio Habkost
De: "Júlio Sá"
Para: "Ivanio Habkost"
Enviada em: Quarta-feira, 7 de Julho de 2004 10:25    -
Assunto: En: Um rio entre nós
Amigo Ivanio
Conclui ontem a leitura do belo livro que escreveste. Deixando de lado a "rasgação de seda", fiquei realmente satisfeito com a leitura. Enriqueceu-me o contato com a história dos Mucker, da Revolução Farroupilha e da colonização alemã. Quanto sofrimento passaram aqueles colonos! Me emocionei com as lindas estórias de amor. O pobre do João não tinha mesmo sorte com as mulheres. Achei que o escritor foi um pouco "cruel" quando fez ele abrir mão da índia e, como "prêmio", levou um fora da Érica. E o Ulisses, será que um dia acabará junto com a Vellentine? Como não contaste isto no livro, espero que me digas o imaginou para estes dois personagens.
Caro Ivanio, parabéns pela obra. Espero que seja a primeira de uma carreira promissora de escritor, que se inicia já vitoriosa.
Saudações Júlio Sá
****************************************************
Ivanio Habkost
De: "Ivan Hoffmann"
Para: "Ivanio Habkost"
Enviada em:     Domingo, 13 de Junho de 2004 19:04-
Assunto: Re: Dia das mães
Caro amigo Ivanio:
Boa noite!
Que livro hein?
É apaixonante. Já li mais de 220 páginas e não consigo parar, é demais...
Meus parabéns! Tu és um gênio!
Se tiveres tempo, manda-me dizer como se desenrolou a criação deste livro, como começaste. Somente
alguns detalhes para que eu possa entender melhor. Como surgiram as idéias e o sincronismo tão bem feito
entre a história da colonização, o romance tão bem estruturado, enfim, a genealogia dos Heint e dos Gutt,
que fantástico! Até Valentinne e Ulisses que são dois jovens. Pergunto, como os conheceste? Sei lá me
apaixonei pelo livro, é muito legal.
Abraços e até o próximo contato,
Ivan Hoffmann
********************************************

Opinião do historiador leopoldense, Prof. Germano Oscar Moehlecke:
Consta da 1ª orelha do livro.



















terça-feira, 5 de novembro de 2013

CARTA MANUSCRITA OU E-MAIL?



Nos dias atuais esta pergunta não tem sentido, não é mesmo? Mandar uma carta para alguém, só um doidão, antiquado.. 

Carta? Mas o que é carta? 

Você pode dar uma conferida nas definições sobre carta em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta

Exemplo de envelope de carta

Carta antiga


Quando se escrevia uma carta, antigamente, se enviavam notícias de pessoas para outras pessoas, ou de alguém muito especial para outro alguém também especial. Normalmente, de pessoas que moravam distantes umas das outras. Mas, não só isso, é claro, existem muitos tipos de cartas, até cartas bombas, mas quero deter-me naquelas que foram substituídas por e-mail. Aquelas que estreitam relações.
Essas cartas eram escritas em papel especial, de tamanho especial e quando se tratava de cartas de amor o papel era, quase sempre, colorido e mais fino. Nas cartas bem mais antigas, digamos, início do século vinte, era comum usar-se expressões como “...nessas mal traçadas linhas..”, “...estou com os olhos rasos de lágrimas..” “...pego na pena para escrever...”, expressões que no passar dos tempos foram sendo deixadas de lado. Quantas amizades foram mantidas através das cartas, muitos casamentos foram consumados porque as cartas mantiveram as juras de amor perenes. Chorava-se saudades, o sofrido amor da ausência do ente amado era traduzido em belas palavras. Com o tempo, bem guardadas, amareleciam e relidas reconduziam a um passado saudoso repleto de sentimentos. Escrever uma carta era um ritual quase místico. Uma escrivaninha, papel de carta, caneta tinteiro nas mais antigas...silêncio. Na maior das vezes eram escritas à noite, quando as estrelas e a lua serviam de inspiração. Havia que pensar antes de escrever, pois apagar depois de escrito era impossível, uma rasura não se admitia, só jogando fora o papel que já estava escrito e, imaginem, se o erro fosse no meio ou fim da página. Rescrever tudo novamente, já deixava a originalidade de lado e a sequência do pensamento seria interrompida e a inspiração, muitas das vezes, se perdia. As cartas eram manuscritas, mesmo com o advento das máquinas de datilografia que por incrível que pareça elas não tiveram, nos lares, a mesma penetração dos computadores. Um fenômeno a ser explicado, talvez, pelos sociólogos ou economistas
.Uma carta tinha um texto bem elaborado, bem mais extenso que os reduzidos e-mails de hoje. Primava-se pela polidez no tratamento com as pessoas. Iniciava-se uma carta com o local e data de onde o autor estava, e em seguida uma saudação. No final, sempre votos de saúde e bem-aventurança para o destinatário e os seus. E depois de escritas, bem dobradas e envelopadas, ia-se aos Correios, onde se comprava o selo e eram enviadas com a esperança de que chegassem ao seu destino e produzissem o efeito, o mesmo que havíamos sentido ao escrevê-las.
As cartas sempre foram mensageiras de sentimentos e tanto é assim que os compositores e poetas as têm reverenciado com músicas e poesias. Basta procurar na Internet e serão encontrados músicas, sobre elas, desde os tempos de cantores sertanejos mais antigos. Coloque lá “cartas antigas” , ou simplesmente cartas, e surpreenda-se.
Pessoalmente, as cartas tem marcado a minha existência. Um elenco delas, foram as românticas cartas que troquei com minha namorada, ela em Porto Alegre e eu na cidade de Rio Grande, onde cursava engenharia, nos anos de 1963 a 1966 Foram essas cartas que mantiveram nosso romance vivo até nos casarmos. Outra carta foi a que deu origem ao conhecimento de minha família e me permitiu iniciar a construção da árvore genealógica. Carta, manuscrita, que enderecei a uma parente, descoberta por ler seu nome em jornal, isso em 1965.
Outra carta interessante me apareceu 49 anos depois de ser escrita por uma colega da Faculdade de Filosofia da cidade de Rio Grande em referência a uma coluna que eu escrevia no jornal da Escola de Engenharia. Ela é interessante, pois me foi enviada em 27 de setembro de 2013 pela autora da carta a qual me encontrou no Facebook. Vejam, 49 anos depois de ser escrita, já não me recordava mais dela. 
Cartas são memórias manuscritas de nossos momentos de vida e que guardam nossos sentimentos os quais vivificamos e, não recordamos tão facilmente. Tenho um amigo de longa data que perpetuou as suas cartas de amor que trocou com sua namorada durante muitos anos, desde o conhecimento até o casamento. Essas cartas, ele a publicou em livro do qual tenho um exemplar autografado.
Você que ama alguém experimente pegar um papel de carta em uma livraria, uma caneta, não uma esferográfica qualquer, coloque a música de sua preferência, e no recôndito do seu quarto, pense nela (nele) e deixe que seu coração dite as palavras e as escreva com a sua caligrafia. Se você estiver bem apaixonado mesmo junte à carta escrita uma ou duas pétalas de rosa e ponha tudo dentro de um envelope bem bonito e envie para ela(ele). 
Uma carta é um ato de coragem e envolve muitas decisões de nossa parte: escrever correto, ser coerente com as idéias, escolher as palavras certas compondo frases suaves, macias, polidas. E, sobretudo, vencer a nossa inércia e preguiça. Claro que, também, uma carta pode ser ofensiva, maléfica, deprimente e chorosa. Depende de nosso estado de espírito. E, como eu disse no início pode ser até uma carta bomba. Interessante uma carta deste tipo jamais poderá ser enviada por e-mail. 
Não use e-mail para esses momentos!
E-mail!!!  É rápido, simples e conciso, útil nos dias de hoje quando temos pouco tempo para tudo. Mas, não encerra em si mesmo a aureola de mistério e de satisfação do que uma carta. O e-mail é sobretudo fruto da era do computador, onde quase tudo é instantâneo. Claro que você pode anexar uma carta de amor, uma poesia, num e-mail, mas jamais terá a magia da letra manuscrita que é uma extensão das reações de nosso corpo. “Ah! Essa é a letra dele (a)!”
Quantas cartas manuscritas você já escreveu em sua vida?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

MEU PRIMEIRO COMPUTADOR E CHAMAMENTO AOS JOVENS!





Escrevo pelo prazer de dar o meu próprio testemunho de como fui iniciado na era dos microcomputadores pessoais.. A minha iniciação se deu por pura curiosidade e visão do que estava por chegar no mundo tecnológico e eu precisava ir me atualizando, embora, na época, em curso de minha vida profissional, não se utilizasse o computador para trabalho.
Lá pelos idos de 1983 foi lançado o primeiro computador pessoal  pela Microdigital Eletrônica Ltda, o “TK 85 Personal Computer”. As fotos abaixo mostram o meu TK 85, o seu manual de operação e o livro de programação Basic no qual complementei meus estudos sobre esta acessível linguagem de programação.

Manual do TK 85


Vista  posterior do TK 85

Vista frontal do TK 85
Livro de Programação Basic



O Manual “TK 85-Programação BASIC” que acompanhava o micro na sua introdução dizia:
“Prezado usuário: Parabéns pela ótima escolha. Ao adquirir o TK 85 você recebeu o computador pessoal que está revolucionando o mercado nacional, tanto pela sua  capacidade operativa, como pelo seu reduzido tamanho e custo. Este manual lhe auxiliará a compreender o funcionamento do seu computador e como obter o máximo proveito da sua capacidade. Apesar dos cuidados tomados na elaboração deste manual, é possível que tenha ocorrido algum erro, assim sendo, solicitamos a gentileza de nos comunicar se algum foi encontrado. MICRODIGITAL ELETRÔNICA LTDA.”
Para colocar em operação esta beleza de máquina era necessário além de estudar a programação BASIC que constituía o software de funcionamento, ter equipamentos adicionais, os hoje chamados periféricos, como um gravador cassete, fitas e um televisor que funcionava como monitor., além, lógico a fonte de alimentação e cabos. O “barato” era encontrar o “ruído” (zumbido) certinho para que o micro entendesse o que estava gravado na fita cassete quando se fazia rodar no gravador. Era necessário gravar tudo em fita cassete, pois ao desligar-se o micro perdia-se todo o trabalho. A fita cassete era a memória do computador.
Era necessário estudar a fundo a linguagem BASIC. O livro, do qual me utilizei para aprofundar a compreensão dessa linguagem foi “BASIC PARA MICROS PESSOAIS” de Jorge da Cunha Pereira Filho. Dizia ele na apresentação:
“Criada em 1960, por John G. Kemeny e Thomas E. Kurtz, professores do Dartmouth College, Hanover, New Hampshire, EUA, inspirados na linguagem FORTRAN, com o objetivo de facilitar o aprendizado de programação de computadores e execução de cálculos matemáticos, conversacionalmente, a linguagem BASIC, decorridas pouco mais de duas décadas, apresenta-se como a mais popular e utilizada em todo o mundo”.....
Vejam de 1960 até 1983 quando foi lançado o TK 85 passaram-se 23 anos. Assim era naquelas décadas, alguma tecnologia descoberta e posta em uso nos EUA chegava ao Brasil mais ou menos dez anos depois.. Compare-se com os dias de hoje!
Bem, não vou dar detalhes de toda essa tecnologia que usava na época o que vocês poderão encontrar rapidamente no GOOGLE, inclusive fotos, manual do TK 85 e outras informações. Está tudo lá. O que quero ressaltar, e deixar como legado, principalmente para os jovens, é a busca do aperfeiçoamento constante, a força de vontade em aprender, a atenção voltada para as novas tecnologias. Mas, principalmente a obstinação, o empenho pessoal sem que exista alguém cobrando, alguém forçando a sua barra para estudar. “Queimar” sábados, domingos, feriados, muitas noites para estudar e, isto, sem saber muito, no caso dos microprocessadores em questão, onde iria me levar e para que serviria esse estudo. Só sabia que tinha que aprender aquilo. Entusiasmava meus filhos a brincarem usando o micro através de joguinhos, sendo o mais usado o TK-MAN, e o “come-come”. Era o vídeo game da época. Tenho certeza que isso “quebrou” neles o medo dessas máquinas. Uma ocasião levei toda a parafernália para a aula de resistência dos materiais, em curso secundário. Foi, realmente, um show, nenhum aluno conhecia. E assim fui desbravando essa floresta, na época, muito densa.
Guardo, com muito carinho, até hoje o meu TK 85, o seu manual, e o livrinho de BASIC, são minhas relíquias (Ver fotos acima). Quem cultua suas relíquias sabe o valor que elas têm! A história delas ligadas a sua vida  quase sempre confunde-se com a história da sua própria vida. Quando olho para o meu TK 85 e ponho minha mão sobre ele, acaricio toda a minha história ligada a ele e sou grato a mim mesmo, ao jovem daquela época, que não mediu esforços para iniciar-se no uso de uma nova tecnologia que estava chegando. Tive outros computadores, inclusive este no qual escrevo, aperfeiçoei-me mais ainda no uso dessas máquinas, principalmente depois do advento das interfaces modernas, como o Windows, que veio facilitar a vida do usuário, dispensando o uso dos famigerados comandos DOS.
Não tive a felicidade de usar o computador quando cursei a Faculdade. Lá, nessa época, usava-se a “Régua de Cálculo’ e com ela a exigência dos professores de se calcular, pelo menos até a segunda casa decimal. Que loucura! Sem dúvida, o estudante daquela época , esse sim, era um herói. Na vida profissional, muito pouco usei o computador. Escrever um relatório, só na máquina de escrever.
Quanta facilidade, hoje em dia, para se estudar, pesquisar, aprender!
Está tudo aí! E, no entanto, o que se vê? Grande maioria dos jovens desperdiçando o seu tempo nos “facebooks” da vida, nos vídeo games cada vez mais interativos, em sites de pornografia, em assuntos fúteis, em reprodução de frases feitas, muitas das quais não são usadas em proveito próprio.
É como se o jovem estivesse debaixo de um temporal, sem saber o que fazer. A chuva sobre sua cabeça, ele se molhando, porque todo mundo está se molhando também, não reage, apenas participa.
Jovem, você deve reagir a esse estado de coisas. A uma escola ultrapassada, com professores fugindo das suas responsabilidades diante dos novos tempos, apegados ao passado, como mexilhões nas pedras, muitas vezes sucateando laboratórios de informática por completa incompetência, impedindo os alunos de usufruir deles. Professores também abandonados a sua própria sorte diante do caos implantado por novas concepções errôneas sobre educação, transformando princípios salutares em meras pedras no caminho. É você jovem que deve construir a sua própria história, superando as dificuldades, procurando soluções, desbravando caminhos. Contestar, perguntar porque, exigir pais atentos, professores atualizados, exigir o uso da informática nas escolas, e fazer bom uso dela, quando estiver só. Buscar desenvolver a sua espiritualidade, mesmo que muitas pessoas ao seu redor lhe digam que Deus não existe, que na escola não se deve ensinar Moral, Filosofia e espiritualidade. Marche sozinho se for preciso em busca do seu ideal! A sua consciência lhe dirá o que é certo! Mas, informe-se, estude, pense, compare, não se deixe tentar por facilidades a princípio promissoras. Quando tiver dúvida, aguarde, o melhor aparecerá.
Siga em frente, apesar dos percalços!
Ninguém é perfeito, mas ninguém irá te condenar por querer o melhor, por estudar, por buscar caminhos diferentes, por amar, por transformar-se numa pessoa melhor, por compreender os outros, por auxiliar os outros, por mudar sempre que necessário, não servir de pedra no caminho daqueles que querem progredir e te convidam para ir junto.
Amanhã, quando estiveres no mundo do trabalho, não te deixes corromper. Não corrompa os outros.
Existe algo além, muito além, que te espera por uma vida melhor!

IFH outubro/2013.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ESTUDO SOBRE PÃES

É isso mesmo, não estranhem! De fato tenho um certo gosto por culinária, talvez porque seja Químico. Descobrir receitas ou fórmulas de fazer misturas. Em tecnologia da borracha, muito fiz fórmulas para produtos, como solas da sapato, tapetes para carro, câmaras de ar, pneus, etc, etc,etc... Pois, um dia desses fui fazer um Pão Integral numa dessas máquinas de fazer pão elétrica. Usei a receita e as especificações contidas no manual e não conseguia um bom resultado. O pão crescia e depois, no final do ciclo, o danado "murchava" Várias tentativas e nada. Bem, pensei, tenho que estudar e me a
profundar nos "quimismos" da confecção de pães. Fui para o tio "Google". O professor é incrível. .Primeiro consultei sites que davam dicas e receitas sobre pão integral, mas todos os interessados se queixavam do mesmo problema de "murchar" o pão no final.Aprofundei as pesquisas e  encontrei muitas informações e novidades. Está tudo lá para os interessados: tipos de farinhas e suas propriedades, quimismo do pão e outras dicas importantes.
Com essas informações e com o conhecimento que tenho sobre vulcanização da borracha e agentes de expansão que são usados para artigos porosos, estabeleci uma similaridade entre fazer artigos de borracha e fazer pão. E, não é que deu certo! Fiz uma receita de teste para pão integral e estabeleci parâmetros para o processo. Depois de umas 5 ou 6 provas, lá estava o pão perfeito sem "murchar". Bingo! Viva a Química! Abreviei, talvez, muitos anos de padaria! Aperfeiçoei a receita com vários tipos de farinha e outros ingredientes e hoje tenho um pão integral altamente nutritivo e mais barato do que os comprados no supermercado, e, talvez, melhor! Me diverti bastante! Ah, todos os pães das provas, apesar de "murchos", nós os comemos. A foto acima é do pão que fiz hoje. Vocês podem observar alguns sinais de depressão em cima, isto é devido à qualidade variável do fermento, um dos fatores que provoca o aspecto de "murcho". Infelizmente, como em quase todos os produtos fabricados no Brasil, a qualidade não é constante, ainda mais matéria prima para a confecção de produtos alimentícios que sofrem um longo processo de armazenamento até que o consumidor os use.Já fiz pão bem arredondado em cima.Agora umas dicas para quem quiser acertar o seu pão integral: use sempre ciclo 2 na máquina (tenho a bellopane), tamanho médio e, a dica principal, tonalidade escura; a quantidade de fermento você deve acertar em provas, eu uso uma colher de chá (medida oferecida junto com a máquina), se quiser um pouco mais crescido use uma colher e um quarto, não mais. Outra dica boa é dissolver o sal e o açúcar em água morna (amorne a água que você vai usar na receita e dissolva nela). Quer mais dicas? Escreva para o meu email:  oynavy@gmail.com
É de graça!

sábado, 19 de outubro de 2013

VINÍCIUS - 100 ANOS!

As estrelas também  partem  –Vinícius - 100 anos!

Vinícius de Moraes
Nascimento: 19 de outubro de 1913, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Falecimento: 9 de julho de 1980, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

O “Amor” de Vinícius de Morais (1913-1980), poeta carioca: “Amo-te, de um calmo amor prestante,/E te amo além, presente na saudade./Amo-te, enfim, com grande liberdade/Dentro da eternidade e a cada instante.”

Apoiado na borda do terraço, olhava as luzes infindas dos arranha-céus que se perdem no horizonte. No céu, como a competir com as luzes terrestres, as estrelas me olhavam cintilantes, intrigadas, talvez, com meus pensamentos. Respondi para elas: é noite de Vinícius, 100 anos faria  o mestre das palavras poéticas;  juntava-as tão docemente relatando amores, dores, acalantos, eternos suspiros. Sobre filhos, também, falava, dizendo que “se não os temos como sabê-los.” Soube falar do seu pai, na dor ao perdê-lo, tão intensamente que nos colocou como seus irmãos do sofrimento. Pensou em quem lhe mandaria flores quando morresse, preocupação do homem que se sente só, numa vida rodeada de amigos. Mas, houve um tempo, bebia, bebia compulsoriamente, talvez para liberar a alma da grossa matéria , talvez, para afogar o diplomata e liberar o poeta. Vinícius falou da mulher e da garota num tributo às musas de todos os homens. Pediu perdão a Deus para todos os menos favorecidos e , por fim, a si mesmo, num gesto profundo de humildade e compreensão da vida.
Vinícius transcende às palavras que se possam dizer sobre ele, talvez, para falar dele só ele mesmo, pois integrou o branco ao negro, o negro ao branco, a poesia à música, a música ao povo. Renovou-se a cada amor, a cada amigo, e foi da bossa nova ao afro-samba. Todo esse manancial nos legou.
Pena, as luzes se apagaram, estrelas se foram, também...

IFH-19/10/2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

DISSOCIAÇÃO




Eis a estrada prateada da lua refletida nas águas do rio
Eis a areia úmida sob meus pés nus
Eis a noite tépida de muitas estrelas no céu
Levanto os braços e saúdo a beleza
A natureza me pede
Dispo-me e estou nu
Entrego-me à brisa que está
Sou apenas uma entrega solitária
Que singra a noite silenciosa
O amor sai de mim, como o sol da noite
E sai prateado como a lua
Corpo e alma querem separar-se
Porque um deseja e outro sonha
A luta cresce, se agiganta
Tomba o corpo, exausto,
Sobe a alma em louca liberdade.

ifh-07/05/13

terça-feira, 16 de abril de 2013

AMOR E PAIXÃO




Minha reflexão de hoje: 16/04/2013 (amanhã pode ser diferente!):

A paixão consome, impulsiona , some
O amor serena, embala, permanece..
A paixão se alimenta da ilusão e termina com a realidade
O amor se alimenta da realidade começa por ela
A paixão é fogo de palha, arde, aquece por instantes
O amor é fervura lenta, enquanto alimentado
Portanto, há diferença em dizer:
-“Eu estou amando” e “Eu estou apaixonado”!
Mas, todavia: O amor precisa ser agitado pela paixão.

O “Amor” de Julio Cortázar (1914-1984), escritor argentino-francês nascido na Bélgica: “Vem a dormir comigo: não faremos amor. Ele nos fará”

O “Amor” de Vinícius de Morais (1913-1980), poeta carioca: “Amo-te, de um calmo amor prestante,/E te amo além, presente na saudade./Amo-te, enfim, com grande liberdade/Dentro da eternidade e a cada instante.”

O “Amor” de Billie Holliday (1915-1959), cantora americana de Jazz: “ Não me ameace com amor, baby. Vamos ficar nessa, de caminhar sob a chuva.”

A “Paixão” de Antifanes (inicio do século IV ªC.), escritor grego : “Duas coisas o homem não consegue ocultar: que se embriagou e que está apaixonado.”


O “Amor” de Francisco Cândido Xavier, médium brasileiro:
Vida – é o amor existencial
Razão – é o amor que pondera
Estudo – é o amor que analisa
Ciência – é o amor que investiga
Filosofia – é o amor que pensa
Religião – é o amor que busca Deus
Verdade – é o amor que eterniza
Ideal – é o amor que se eleva
Fé – é o amor que se transcende
Esperança – é o amor que sonha
Caridade – é o amor que auxilia
Fraternidade – é o amor que se expande
Sacrifício – é o amor que se esforça
Renúncia – é o amor que se depura
Simpatia – é o amor que sorri
Trabalho – é o amor que constrói
Indiferença – é o amor que se esconde
Desespero – é o amor que se desgoverna
Paixão – é o amor que se desequilibra
Ciúme – é o amor que se desvaira
Orgulho – é o amor que enlouquece
Sensualismo – é o amor que se envenena
Finalmente o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu.

A “Paixão” de Robin Sharma ( em “O Monge que vendeu sua Ferrari”). Coluna de Paulo Coelho, Jornal ABC/Novo Hamburgo:15/04/2013.
“Existe uma simples palavra que sintetiza todo o sentido da vida. Ela é a Paixão. Devemos carregá-la escrita na testa, a cada minuto do dia, porque é o fogo sagrado da Paixão o combustível mais potente dos nossos sonhos. A sociedade se empenha em minimizar o sentido dessa palavra, mas nós devemos lutar para mantê-la viva. Se quisermos ter uma vida miserável, devemos renunciar as coisas pelas quais somos apaixonados, e passar a trabalhar por obrigação.
Eu não estou me referindo à paixão romântica – embora isso também seja importante para uma existência inspirada – e sim em permitir que o entusiasmo penetre em tudo o que fizermos. Quando isso acontece, não pensamos em passado ou futuro: pensamos no que se passa conosco naquele momento.”

Para maior deleite ler “Esse Amor de Todos Nós “ de Marina Colasanti, Ed. Rocco, RJ.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher - 8 de março de 2013




Droga! Ainda penso!
Atravessei gerações e vi a mulher se transformando.
Um dia desses passava por uma rua e parei, pasmo, o carro para observar um grupo de meninas jogando futebol no paralelepípedo da rua. No meu tempo, nessa idade, só os meninos jogavam! Hoje, temos campeonatos mundiais de futebol feminino. Legal! Eu olho! Vôlei, basquete, equitação, aviação, remo, box, luta livre, levantamento de peso, onde se olhar, lá estão elas! Na política, na polícia, no crack, no álcool, e na guerra, também. Na literatura, no espaço sideral, nas boates, nos colégios, nos hospitais. Em certas horas, principalmente, à noite, a gente as acha dentro de casa, às vezes não! Bem quem disse que aí deveria ser o seu lugar? No contexto da vida de hoje temos que forçosamente discutir o futuro. Aliás, muito pouco se discute o futuro, o presente é que importa! Por exemplo, o casamento é ou não é um instituição falimentar? Quem ainda se predispõe a passar junto com uma pessoa pelo resto da vida? O amor perdura ou desaparece com a paixão? E quem cuidará das crianças? As vovós, hoje em dia, querem estar longe de compromissos com netos! Viajar, dançar, caminhar, chás, eis as questões do momento.
Diante das tendências transformadoras, me pergunto, como será a sociedade de amanhã? À mulher cabe, sem sombra de dúvida, uma responsabilidade enorme, que ela mesmo, como ser social, está chamando para si. O ponto de equilíbrio só será estabelecido com muito trabalho e quiçá com muito sofrimento. A mulher tem a missão da maternidade que não poderá ser delegada ao homem. Ela conseguiu o controle dessa missão, posterga-a ou a ignora, para entrar no mundo que almeja,.É sério! A natureza não lhe permitiu ser ovípara, como outras espécies, que lhe daria o direito de exigir que o homem também chocasse os ovos! É um conflito que lhe gera stress. Ela sabe que seus óvulos envelhecem com ela e isto é problema para a sua cria.. Talvez, não devesse resolver isso sozinha.
Haverá lugar para o “romantismo”? Hoje só se canta a realidade, a revolta do excluído(a), as mazelas sociais das favelas, a sexualidade, os manos é que mandam. E assistimos ao findar de vidas desses ícones da juventude. Ah! A mulher também canta Rap. E também se suicida.
Na verdade, a grande oportunidade, para mulheres e homens, se chama relacionamento, para que possam exercitar-se e encontrarem os caminhos comuns de uma evolução que os conduza à felicidade.
Eu jamais abriria mão de alguns atributos para a mulher: doçura, feminilidade, charme, encanto.
Droga! É areia movediça pura!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

ENERGIA AQUÉM DO CORPO



Energia aquém do corpo

O Pagé da tribo chamou os três jovens que mais se destacavam entre todos, naquele fim de tarde, até sua tenda e lhes disse:
- Esta noite, quando a lua cheia se aparecer no imenso céu, vou lhes revelar o segredo que vocês devem saber, por isso preparem-se como guerreiros e se apresentem a mim.
Na calada da noite, sob os auspícios da bela lua cheia, seguiu o Pagé até uma clareira, seguido pelos três jovens guerreiros, cujas idades beiravam aos 13 anos.
O Pagé ordenou que sentassem ao redor de uma pedra. Depois de alguns instantes de silêncio, dirigiu-se a um deles e pediu que erguesse a pedra. O primeiro guerreiro tentou, tentou e, não conseguiu. Chamou o segundo que também não conseguiu. Assim também sucedeu com o terceiro.
O Pagé perguntou, então, sabem como ergue-la? A resposta foi unânime: não sabiam. Pois, bem disse o Pagé, embaixo dessa pedra existe o mapa da sabedoria que lhes dará o poder de comandar a tribo pelo resto da vida. Quem conseguir erguer a pedra a ele será revelada esta sabedoria.
- Quem quer ter o comando da tribo? perguntou o Pagé.
Todos expressaram a vontade de possuir esse comando. Disse o Pagé, então:
- Vão. Cada um siga o seu caminho e quando tiver a solução retorne para levantar a pedra.
E os jovens guerreiros se foram.
Passaram-se aproximadamente 15 anos e dois dos guerreiros pretendentes, hoje com, aproximadamente, 28 anos, se apresentaram ao Pagé. Este olhou demoradamente para os dois, perscrutou suas almas, olhando bem dentro dos seus olhos e os convidou para irem até a pedra. Lá chegando depois de feita uma oração e queimado algumas ervas o Pagé iniciou:
- Um de vocês não está aqui porque pereceu no caminho. Seu tempo de vida acabou e não pode terminar sua tarefa. Olhou para um deles e perguntou:
- Descobriu como erguer a pedra?
- Descobri, respondeu.
- Dirigiu-se ao outro e repetiu a pergunta. A resposta foi a mesma.
O Pagé, então, solicitou que um deles fosse para a sua tenda e lá ficasse até que fosse chamado. Quando estava a sós com o primeiro, ordenou:
- Levante a pedra!
O robusto guerreiro que havia desenvolvido a sua força física, aproximou-se da pedra, fez um esforço terrível. Suas têmporas suavam, seus músculos se retesavam, suas pernas se curvavam para melhorar o esforço, mas após várias tentativas a pedra ficou no lugar.
O Pagé, após fitá-lo, demoradamente, lhe perguntou:
- Qual o caminho que escolheste para te preparar para esse trabalho?
- Achei que se eu me preparasse fisicamente, desenvolvesse os meus músculos, poderia levantar essa pedra. Nesse caminho pude conhecer muitas coisas da vida que não conhecia aqui na tribo. Viajei por muitos lugares, me diverti bastante, fiz muitas amizades.
- Foi um caminho difícil? Perguntou o Pagé.
- Não. Pois o preparo físico o fiz junto com outras atividades.
- E como foi o teu sustento, nesse tempo?
- Ah! Fiz muitos negócios que me renderam bom dinheiro.
- Sabes que se o teu concorrente levantar a pedra ele será o chefe da tribo. O que achas?
- Ainda não pensei nisso.
- Muito bem, disse o Pagé. Vá até minha tenda, diga para o outro vir e venha junto.
Ao receber o último jovem guerreiro, o Pagé lhe falou:
- O teu concorrente não conseguiu erguer a pedra.
- Eu já sei, ele me disse.
- Vais tentar erguer a pedra?
- Vou, mas antes preciso construir o aparato do qual me vou servir.
- Pois, faça-o Quanto tempo precisa?
- Talvez um dia.
- Tens até amanhã à tarde.
No dia seguinte foram os três para o local da pedra. Lá chegando observaram que o rapaz havia preparado o aparato, na verdade uma alavanca, onde uma ponta estava sob a pedra e a outra, a uma distância bem calculada, estava elevada. A uma certa distância da extremidade sob a  prancha estava um tipo de apoio. O Pagé e o outro guerreiro que não havia conseguido levantar a pedra, examinaram o aparato e ficaram muito admirados com a construção.
Após algum tempo, o construtor do artefato se aproximou da ponta que estava no alto e a puxou para baixo, na outra extremidade a pedra rolou saindo do lugar após ser erguida  O guerreiro construtor se aproximou e pegou algo que estava sob a pedra.
O Pagé se ajoelhou e ordenou que o outro fizesse o mesmo. Levantando as mãos para cima fez suas orações, levantou e saudou o vencedor, dizendo-lhe:
- Você venceu. Você será o chefe da tribo.
- Como você conseguiu, perguntou-lhe o Pagé?
- Foram anos e anos de muito estudo nas escolas que passei, sempre buscando algum conhecimento que me levasse a realizar esse trabalho.
Antes que terminasse o que tinha a dizer levou uma paulada na cabeça e caiu morto. Em seguida o seu concorrente desferiu outro golpe no Pagé, matando-o também.
Então, voltou para tribo e proclamou-se chefe.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

CADA DIA APRENDO!

Às vezes, indignado, eu me pergunto:
Por que não aprendo com Camões?
Gostaria de teu olhar fazer soneto
Do teu sorriso meu perene encanto!
Por que não aprendo com Vinícius?
Juntar as palavras tão facilmente
Que antes eram soltas, depois poesias!
Mas, enfim, apesar de tudo, tenho você
Que não quer que eu seja outro
Apenas eu! Como sou, nada mais!
Cada dia aprendo!