FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA – A “PÍLULA DO CÂNCER”
Leia sobre esta substância no site abaixo da Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosfoetanolamina
Notícia vinculada na revista EXAME do dia 03 de novembro de 2015, leia clicando no link abaixo:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-contratam-empresa-para-regularizar-pilula-do-cancer
‘Estado do Rio Grande do Sul vai analisar a “pílula do câncer’.
Leia a notícia no Jornal NH ( de Novo Hamburgo/RS), na página 13 do dia 19/11/2015., que também publica:
“Laminar do Supremo abriu Jurisprudência – No último mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a laminar de uma paciente terminal de câncer, moradora do Rio de Janeiro, para uso da fosfoetanolamina sintética em seu tratamento...”
sábado, 21 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Descarte correto de medicamentos
Na página 8 do NH de 17/11/2015 li a manchete " Descarte correto de medicamentos agora é lei". Pensei; "Finalmente fizeram uma lei que beneficia o consumidor, nessa área.", mas qual foi minha surpresa que no final da notícia li o seguinte: "Conforme a assessoria de imprensa da Semam( NH ), a lei prevê que o consumidor deve devolver o produto, com nota fiscal, na loja onde comprou!".
Pergunto: Quem guarda nota fiscal de remédio por um ano ou mais? E o cupom fiscal que a farmácia oferece apaga com o tempo, não se lê nada!?
A lei municipal 2.868/2015, de Novo Hamburgo/RS, com certeza não vai beneficiar o consumidor que já tem sua vida atribulada para ainda ter que guardar nota de medicamento com cupom que apaga!
E o descarte continuará do jeito que está, infelizmente!
Será que eu estou tão "fora da casinha" assim?!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
INDIGNAÇÃO
Indignação !
( Nov. 2015)
Ainda não sei o que vou criar agora. Vou deixar que meu coração e minha mente falem e vou escrever sem cortes. Não sei se o título é adequado, mas vou deixar assim.
Quando comecei a me dar conta das coisas, assisti a criação da Petrobrás. Amei “O petróleo é nosso”. Assisti Getúlio Vargas suicidar-se, o reboliço político e social após sua morte. Janio Quadros não aguentou. Juscelino construiu Brasília. Jango foi deposto, veio a ditadura. Miltares no poder por anos a fio. Perseguições, torturas, mortes. Eleições. Itamar, Fernando Cardoso, Lula e agora Dilma. Hodiernamente “Mensalão”, “Lava Jato” e o que mais veremos? Passou minha vida ativa e estarrecido vejo um suceder de clãs roubando o dinheiro do povo, quadrilhas assaltando o povo, matando o povo. Ladrões de toda estirpe sendo soltos no maior disparate social.. Escolas sucateadas no físico e no moral. saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente, tudo atirado a um segundo plano. Impostos exorbitantes para sustentar uma máquina pública vergonhosa. E a natureza gritando: tsunamis, queimadas, terremotos, tempestades, seca, desertos se formando, safras agrícolas perdidas... Hordas de seres irracionais invadindo e matando inocentes. Hordas de seres racionais escravizando, humilhando. Crianças raquíticas, com sede, com fome. Seres perdidos por todo o lado.
Senhor Deus da Humanidade, onde estás? Não sou ninguém para Lhe perguntar, apenas um filho Seu. Mas, ouso ainda, como permites que um filho Seu alcance a tanto mal? Deturpe as mentes, minta, sirva-se dos outros para enriquecer materialmente? Porque permites que um Steve Jobs morra tão cedo, quando a humanidade precisava tanto dele? Do seu gênio, da sua criatividade? Do seu fazer inovador?
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
Castro Alves já perguntava! E faz tempo! E muita gente continua perguntando. Teremos paciência?
Eu era uma criança pobre, pé no cão, calça remendada e outras convivências desta dimensão. Fui arrancado desta vida e lançado em outra e comecei a conviver com meus limites na busca de objetivos que nem eram meus e me transformei num ser lutador, ansioso por sempre estar com meus limites na conquista do que achava que era certo e necessário. Tive que aprender a escrever com a mão, depois com a máquina de escrever, mais adiante com o computador, aprendendo no esforço e, nos meus limites sempre, a dominar esta máquina fantástica, símbolo de uma era espetacular da evolução humana .Uma montanha de novos termos estrangeiros e na língua mãe a aprender, entender o seu significado: softwares, hardwares, sites, web, feedback,e por aí vai. Além, é claro, da absorção e atualização dos meus conhecimentos profissionais para exercer minha profissão de engenheiro químico. Agora, não consigo descansar, embora com 75 anos e aposentado. Chegam os celulares, os smartphones, o whatsapp, o facebook, o twiter. Uma linguagem de novo, nova, repleta de estrangeirismo da língua inglesa Qualquer criança já entende sem maiores esforços. E Eu? E meus neurônios, já envelhecidos? A ansiedade é enorme. Não me conformei vendo meus filhos e netos nessa “onda” e eu fora. O moderno smartphone já está comigo, e luto para aprender. Muita ansiedade, enxurrada de coisas novas, um mundo virtual a me chamar a me puxar, “curtidas”, “compartilhamento”, mensagens, jogos, opiniões contraditórias ou não, aplicativos a centenas, uma loucura!
O tempo passando, a tecnologia evoluindo e, eu, tendo o privilégio de ver, acompanhar e participar de tudo isso, de toda a maravilha e de toda a canalhice dos políticos a enriquecerem e o povo e sociedade sendo levado nesse roldão.
Tenho meditado muito e, agradeço a Deus, por esse tempo que me é dado. Agradeço também, à possibilidade de transformar em palavras o que me vai na alma. O registro é por conta do meu viés jornalístico que me foi roubado pela vida. Muitas coisas me foram roubadas, mas me conformo. Muitas outras coisas ganhei, me conformo também. Mas, muito mais conquistei por luta, por energia, por talento, embora escasso.
Preocupo-me com a humanidade. Para onde vamos? Hoje, nunca vivi um momento assim, estamos quase perdidos. Valores, espiritualidade, ética, honestidade, respeito, convivência social, relacionamento, tudo em discussão, como se não tivéssemos algum legado.
O Prof. Cleber Prodanov, em sua crônica (O Elevador, NH-12.11.2015) escreveu sobre o comportamento das pessoas num elevador. Meus Deus, é isso mesmo, não nos cumprimentamos ao entrarmos naqueles cubículos, não seguramos a porta, queremos entrar na frente de idosos, de mães com seus pequenos no colo, todos estranhos uns aos outros embora humanos. Aquele cubículo passa a ser um espaço de constrangimento, mau humor, e de falta de civilidade. Que exemplo diário e atual do que está acontecendo conosco! E assim é em qualquer segmento, no trânsito, nas escolas, nas delegacias, nos postos de saúde, e por aí vai.
Que tempos! Mais uma vez pergunto com nosso poeta magistral:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
E assim o tempo passa e verdades ditas, como essa por Castro Alves, continuam bem atuais. Por acaso a escravidão terminou?
Somos escravos dos desejos dos outros, da ganância deles e nossa, do nosso stress, do computador, agora dos smartphones, dos carros importados, dos impostos, do medo, da ansiedade, das neuroses maiores e menores. Escravizamos e somos escravizados!
Criam-se leis e mais leis, cheias de alternativas para interpretações dos nobres advogados e juízes prolongarem, quase sempre, por anos, quando não indefinidamente, as sentenças. Políticos ladrões cumprindo penas em casa, ou absolvidos, traficantes protegidos, menores infratores matando sem punição.
Inocentes morrendo ou em cadeiras de rodas. Crimes bárbaros no trânsito, cometido por irresponsáveis que, mediante fiança, ficam soltos e voltam a cometer as mesmas infrações!
Balas perdidas matando crianças!
Escolas perdidas formando analfabetos e vazios de aprendizado ético. Professores à própria sorte!
Quem mudará? Sodoma e Gomorra Foram exemplos. Tsunamis também! Hiroshima e Nagasaki idem. Os meteoros foram os primeiros corretivos!
Bíblicos, históricos ou reais, esses fatos nos lembram exemplos bem significativos de transmutações sociais quer políticos (Queda da Bastilha), quer tecnológicos (Revolução industrial, Conquista espacial, Computadores, Celulares), ou para sermos bem brasileiros, no esporte, os 7 X 1 para a Alemanha, ( Copa do Mundo Fifa 2014) que acabou com uma era futebolística brasileira.
Oremos!
( Nov. 2015)
Ainda não sei o que vou criar agora. Vou deixar que meu coração e minha mente falem e vou escrever sem cortes. Não sei se o título é adequado, mas vou deixar assim.
Quando comecei a me dar conta das coisas, assisti a criação da Petrobrás. Amei “O petróleo é nosso”. Assisti Getúlio Vargas suicidar-se, o reboliço político e social após sua morte. Janio Quadros não aguentou. Juscelino construiu Brasília. Jango foi deposto, veio a ditadura. Miltares no poder por anos a fio. Perseguições, torturas, mortes. Eleições. Itamar, Fernando Cardoso, Lula e agora Dilma. Hodiernamente “Mensalão”, “Lava Jato” e o que mais veremos? Passou minha vida ativa e estarrecido vejo um suceder de clãs roubando o dinheiro do povo, quadrilhas assaltando o povo, matando o povo. Ladrões de toda estirpe sendo soltos no maior disparate social.. Escolas sucateadas no físico e no moral. saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente, tudo atirado a um segundo plano. Impostos exorbitantes para sustentar uma máquina pública vergonhosa. E a natureza gritando: tsunamis, queimadas, terremotos, tempestades, seca, desertos se formando, safras agrícolas perdidas... Hordas de seres irracionais invadindo e matando inocentes. Hordas de seres racionais escravizando, humilhando. Crianças raquíticas, com sede, com fome. Seres perdidos por todo o lado.
Senhor Deus da Humanidade, onde estás? Não sou ninguém para Lhe perguntar, apenas um filho Seu. Mas, ouso ainda, como permites que um filho Seu alcance a tanto mal? Deturpe as mentes, minta, sirva-se dos outros para enriquecer materialmente? Porque permites que um Steve Jobs morra tão cedo, quando a humanidade precisava tanto dele? Do seu gênio, da sua criatividade? Do seu fazer inovador?
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
Castro Alves já perguntava! E faz tempo! E muita gente continua perguntando. Teremos paciência?
Eu era uma criança pobre, pé no cão, calça remendada e outras convivências desta dimensão. Fui arrancado desta vida e lançado em outra e comecei a conviver com meus limites na busca de objetivos que nem eram meus e me transformei num ser lutador, ansioso por sempre estar com meus limites na conquista do que achava que era certo e necessário. Tive que aprender a escrever com a mão, depois com a máquina de escrever, mais adiante com o computador, aprendendo no esforço e, nos meus limites sempre, a dominar esta máquina fantástica, símbolo de uma era espetacular da evolução humana .Uma montanha de novos termos estrangeiros e na língua mãe a aprender, entender o seu significado: softwares, hardwares, sites, web, feedback,e por aí vai. Além, é claro, da absorção e atualização dos meus conhecimentos profissionais para exercer minha profissão de engenheiro químico. Agora, não consigo descansar, embora com 75 anos e aposentado. Chegam os celulares, os smartphones, o whatsapp, o facebook, o twiter. Uma linguagem de novo, nova, repleta de estrangeirismo da língua inglesa Qualquer criança já entende sem maiores esforços. E Eu? E meus neurônios, já envelhecidos? A ansiedade é enorme. Não me conformei vendo meus filhos e netos nessa “onda” e eu fora. O moderno smartphone já está comigo, e luto para aprender. Muita ansiedade, enxurrada de coisas novas, um mundo virtual a me chamar a me puxar, “curtidas”, “compartilhamento”, mensagens, jogos, opiniões contraditórias ou não, aplicativos a centenas, uma loucura!
O tempo passando, a tecnologia evoluindo e, eu, tendo o privilégio de ver, acompanhar e participar de tudo isso, de toda a maravilha e de toda a canalhice dos políticos a enriquecerem e o povo e sociedade sendo levado nesse roldão.
Tenho meditado muito e, agradeço a Deus, por esse tempo que me é dado. Agradeço também, à possibilidade de transformar em palavras o que me vai na alma. O registro é por conta do meu viés jornalístico que me foi roubado pela vida. Muitas coisas me foram roubadas, mas me conformo. Muitas outras coisas ganhei, me conformo também. Mas, muito mais conquistei por luta, por energia, por talento, embora escasso.
Preocupo-me com a humanidade. Para onde vamos? Hoje, nunca vivi um momento assim, estamos quase perdidos. Valores, espiritualidade, ética, honestidade, respeito, convivência social, relacionamento, tudo em discussão, como se não tivéssemos algum legado.
O Prof. Cleber Prodanov, em sua crônica (O Elevador, NH-12.11.2015) escreveu sobre o comportamento das pessoas num elevador. Meus Deus, é isso mesmo, não nos cumprimentamos ao entrarmos naqueles cubículos, não seguramos a porta, queremos entrar na frente de idosos, de mães com seus pequenos no colo, todos estranhos uns aos outros embora humanos. Aquele cubículo passa a ser um espaço de constrangimento, mau humor, e de falta de civilidade. Que exemplo diário e atual do que está acontecendo conosco! E assim é em qualquer segmento, no trânsito, nas escolas, nas delegacias, nos postos de saúde, e por aí vai.
Que tempos! Mais uma vez pergunto com nosso poeta magistral:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
E assim o tempo passa e verdades ditas, como essa por Castro Alves, continuam bem atuais. Por acaso a escravidão terminou?
Somos escravos dos desejos dos outros, da ganância deles e nossa, do nosso stress, do computador, agora dos smartphones, dos carros importados, dos impostos, do medo, da ansiedade, das neuroses maiores e menores. Escravizamos e somos escravizados!
Criam-se leis e mais leis, cheias de alternativas para interpretações dos nobres advogados e juízes prolongarem, quase sempre, por anos, quando não indefinidamente, as sentenças. Políticos ladrões cumprindo penas em casa, ou absolvidos, traficantes protegidos, menores infratores matando sem punição.
Inocentes morrendo ou em cadeiras de rodas. Crimes bárbaros no trânsito, cometido por irresponsáveis que, mediante fiança, ficam soltos e voltam a cometer as mesmas infrações!
Balas perdidas matando crianças!
Escolas perdidas formando analfabetos e vazios de aprendizado ético. Professores à própria sorte!
Quem mudará? Sodoma e Gomorra Foram exemplos. Tsunamis também! Hiroshima e Nagasaki idem. Os meteoros foram os primeiros corretivos!
Bíblicos, históricos ou reais, esses fatos nos lembram exemplos bem significativos de transmutações sociais quer políticos (Queda da Bastilha), quer tecnológicos (Revolução industrial, Conquista espacial, Computadores, Celulares), ou para sermos bem brasileiros, no esporte, os 7 X 1 para a Alemanha, ( Copa do Mundo Fifa 2014) que acabou com uma era futebolística brasileira.
Oremos!
terça-feira, 4 de agosto de 2015
SALIM
Julho/2015.
Andando pelas ruas do Rio de Janeiro parei para observar as esculturas expostas sobre a calçada: máscaras africanas, figuras de animais africanos entre outras. Então meus olhos concentraram-se no escultor, um negro simpático, de canelas muito finas e sorriso fácil. Salim, seu nome. Esculturava, em madeira, um elefante. De onde és Salim?, perguntei. Sou do Senegal. Perguntei o preço de uma girafa entalhada em madeira que Helenita, minha esposa estava interessada. R$ 80,00, respondeu ele. Dei-lhe R$ 100,00 e ele me devolveu R$ 70,00, Então, lhe perguntei novamente quanto custava a girafa e ele confirmou os R$ 80,00. Devolvi-lhe os R$ 50,00 a mais que me estava dando. Ele, com um sorriso e um certo olhar, me agradeceu. Pedi que tirasse uma foto comigo o que concordou. Nesse encontro passei no teste de honestidade, mas mais do que isso fiquei imaginando a coragem daquele homem, em terra estranha a ganhar a vida com sua arte, muito humilde, mas repleta de recordações de sua África. Era magro e vestia uma roupa típica de sua cultura, como se vê na foto. Pensei se sua magreza era de subnutrição ou se assim era sua constituição física. Não fiquei sabendo.
O Salim faz um Rio de Janeiro mais belo e peculiar e tornou minha estada mais humana, pois consegui interagir com o pulsar dessa magnífica cidade.
sábado, 18 de julho de 2015
NA PARTE INFERIOR DA SENOIDE EMOCIONAL
Muitas vezes, meu emocional se encontra na parte inferior da senoide de minha vida. Muitas vezes eu ouço pessoas e, também, leio nas redes sociais, de alguma forma, apelos explícitos ou implícitos, por algum tipo de ajuda, Nós somos assim, períodos de euforia, estabilidade e depressão, se alternam. Nenhum desses períodos, que se prolongue, é bom, nem mesmo o de estabilidade, pois o universo é um exemplo de transformação constante, apesar de suas leis.O conflito gera mudanças.Buscar soluções constantes para auxiliar-nos é a solução.Pensando nessas coisas, encontrei:
Uns são assim como retrata o Renato Russo, talvez, sempre existirá alguém do mal que te inveja, que quer te derrubar, que vai te oprimir, que vai te humilhar e, quererá de alguma forma te prejudicar. Por outro lado, existe uma grande porcentagem de pessoas que desejam o bem, E se você não conseguir sair do "buraco" sozinho, como canta Renato Russo, procure alguém que o seu coração indica, a maioria das vezes essa pessoa está bem pertinho de você.
Mais Uma Vez
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Renato RussoMas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Uns são assim como retrata o Renato Russo, talvez, sempre existirá alguém do mal que te inveja, que quer te derrubar, que vai te oprimir, que vai te humilhar e, quererá de alguma forma te prejudicar. Por outro lado, existe uma grande porcentagem de pessoas que desejam o bem, E se você não conseguir sair do "buraco" sozinho, como canta Renato Russo, procure alguém que o seu coração indica, a maioria das vezes essa pessoa está bem pertinho de você.
terça-feira, 12 de maio de 2015
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Trazendo Recordações - Janelas para o passado – II (Abril/2015)
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Quando se é jovem, geralmente, a nossa mente é mais ágil e sobra lugar em nossa memória para gravarmos o que gostamos como filmes, a letra de alguma música ou mesmo a música, alguma história, um fato interessante, um evento ou mesmo algo sem muito sentido que nos agrade. Pois, lembrei-me que, em certo tempo de minha juventude, decorei um texto bizarro que permanece até hoje em minha mente. E, para dar um pouco de atenção a esta minha mente que guarda isso e algumas outras tantas coisas, resolvi pesquisar a origem deste texto e aprofundei este estudo o qual me levou a aprender coisas novas e interessantes, bem como recordar outras. No tempo em que decorei o texto não havia Internet, mas agora ela me proporcionou uma interessante viagem.
Eis o texto que guarda minha memória:
“Doidarraz, escanifrado e mau, moralão cloacino dos estutilóquios regeneradores que a caninina facúndia de Quintilhano compele no sadismo dos maldizentes procelosos....”
È isso que recito de cor.
Pesquisando, eis que do endereço:
http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2386
retirei o seguinte:
“Falar difícil
Duda Guennes*
Há gente que gosta de falar difícil. Alguns por sua cultura bacharelesca e outros pela vivência científica das suas profissões.
“Em 1968, o jornal "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro publicou uma carta-aberta que o dire(c)tor do Serviço Nacional de Doenças Mentais (acho que se chamava Lopes Rodrigues ou Lopes Gonçalves, por aí) endereçou ao escritor Gustavo Corção, na qual, entre outros mimos, chamava-o de «Doidarraz escanifrado e mau, moralão cloacino dos estultilóquios regeneradores que a canina facúndia de Quintiliano compele no sadismo incoercível dos maldizentes procelosos, ao duelo hipocondríaco da luta com os moinhos da sua alucinada quixotesca nosocomial dematóide do regicídio inconsciente e de esquizopata da agressão bebefrênica...» e por aí vai.”
Parece-me que o texto ainda segue com outras “facundias de Quintilhano”. Vamos começar pelo significado das palavras para ficar mais interessante.
Significado das palavras:
- escanifrado – magrela, raquítico
- cloacino – relativo a cloaca, latrinário, indecente
- estultilóquios – palavras estultas (Estulto: tolo, néscio, insensaro)
- facundia: facilidade de discursar, eloquência
- Quintilhano: nome com que ficou conhecido Marcus Fabius Quintiliana (Calagurris Nassica, atual Calahorra, Espanha, c 30 - ?c.100) Abriu em Roma uma escola de retórica. Em seu tratado sobre oratória, reagiu contra o gosto “moderno” representado por Sêneca e pregou um retorno ao classicismo de Cícero. Essa obra, que exerceu grande influência no Renascimento, trata, além de técnicas de retórica, de teoria educacional, crítica literária e ensinamentos morais. (Enciclopédia Larousse)
- Compele: compelir- obrigar, forçar, constranger
- Sadismo- gôso com o sofrimento alheio
- Incoercível: que não pode ser coagido
- Proceloso- relativo a procela; tempetuoso. (Procela: Tempestade marítma, agitação extraordinária)
- Hipocondríaco- aquele que sofre de hipocondria. (Hipocondria: Estado mental caracterizado por depressão e preocupação mórbita)
- Nosocomial – relativo a nosocômio. (Nosocômio: hospital)
- Dematóide- o dicionário não define
- Regicídio – assassino de um rei ou rainha
- Esquizopata – o dicionário não define. Deve ser algo como esquizofrênico (que sofre de esquizofrenia-loucura.
- Bebefrênica – o dicionário não define
- Quixotesca – que diz respeito a Dom Quixote, próprio ou característico de Dom Quixote (Dom Quixote De La Manvha, romance escrito por Miguel de Cervantes Saavedra)
Naquele tempo preocupei-me apenas em decorar o texto, razões não tenho, talvez por achar diferente ou coisa assim. Agora muitas questões me surgem:
- Por qual razão o autor do texto o escreveu e com tamanha virulência ofensiva?
- Quem é o autor e Gustavo Corção? Deste último, lembro-me vagamente que li algum de seus livros.
E uma outra questão: vontade imensa de reler Dom Quixote de La Mancha, romance que li em minha juventude, maravilhoso e que me proporcionou uma inédita visão de mundo.. Tenho ainda os dois volumes dos “Clássicos Garnier – Difusão Européia do Livro”
E Quintilhano? Fico imaginando que tenha sido o manancial onde beberam (ou bebem!) os estudantes de advocacia para aprimorar a sua facúndia.
Quanta cultura se pode extrair, por curiosidade, de um texto de tal forma escrito.
Mas, aprofundando as pesquisas:
Sobre Quintilhano ler no endereço:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quintiliano
Sobre Gustavo Corção:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1AVNG_enBR618BR627&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=jornal+diario+de+not%C3%ADcias+1968+Rio+de+Janeiro+Gustavo+Cor%C3%A7%C3%A3o
Neste endereço se encontram artigos que nos dão uma panorâmica do pensamento de Gustavo Corção, Entre eles:
“Gustavo Corção: apóstolo da 'linha-dura' Bras. Hist. vol.32 no.63 São Paulo 2012”:
RESUMO
O objetivo deste artigo é analisar as crônicas de Gustavo Corção na imprensa brasileira (Diário de Notícias e O Globo) entre 1964 e 1968. A hipótese é que Gustavo Corção foi um dos artífices na esfera pública brasileira da legitimação das bases antidemocráticas da 'democracia' do regime militar. Além disso, a sua definição pela 'linha-dura' relacionou-se aos inimigos escolhidos, quase sempre personalidades católicas. Com isso poderemos perceber tanto aspectos da participação do laicato como da relação que se estabeleceu entre o Estado brasileiro e a Igreja católica no período em tela. O artigo procura demonstrar que é preciso mais atenção à recuperação dos sentidos de democracia que os grupos sociais mobilizaram naquele período, menos para justificar suas ações, e sim para entendê-las e contextualizá-las.”
CORÇÃO E O CATOLICISMO:
XIII Congresso Brasileiro de Sociologia
29 de maio a 1 de junho de 2007, UFPE, Recife (PE)
Grupo de Trabalho: Pensamento Social Brasileiro
CONSAGRAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO: GUSTAVO CORÇÃO NA CRÔNICA BRASILEIRA.
Christiane Jalles de Paula (CPDOC)
CORÇÃO E O REGIME MILITAR:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882012000100008
Lendo sobre Corção, dá para entender o texto do artigo que origina esta minha crônica. Ele gerou muitos adversários ao longo de sua vida pública e entre eles, com certeza, o autor do texto que minha mente teima em guardar.
Esclarecido o mistério !!!
Aprendi bastante!
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Quando se é jovem, geralmente, a nossa mente é mais ágil e sobra lugar em nossa memória para gravarmos o que gostamos como filmes, a letra de alguma música ou mesmo a música, alguma história, um fato interessante, um evento ou mesmo algo sem muito sentido que nos agrade. Pois, lembrei-me que, em certo tempo de minha juventude, decorei um texto bizarro que permanece até hoje em minha mente. E, para dar um pouco de atenção a esta minha mente que guarda isso e algumas outras tantas coisas, resolvi pesquisar a origem deste texto e aprofundei este estudo o qual me levou a aprender coisas novas e interessantes, bem como recordar outras. No tempo em que decorei o texto não havia Internet, mas agora ela me proporcionou uma interessante viagem.
Eis o texto que guarda minha memória:
“Doidarraz, escanifrado e mau, moralão cloacino dos estutilóquios regeneradores que a caninina facúndia de Quintilhano compele no sadismo dos maldizentes procelosos....”
È isso que recito de cor.
Pesquisando, eis que do endereço:
http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2386
retirei o seguinte:
“Falar difícil
Duda Guennes*
Há gente que gosta de falar difícil. Alguns por sua cultura bacharelesca e outros pela vivência científica das suas profissões.
“Em 1968, o jornal "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro publicou uma carta-aberta que o dire(c)tor do Serviço Nacional de Doenças Mentais (acho que se chamava Lopes Rodrigues ou Lopes Gonçalves, por aí) endereçou ao escritor Gustavo Corção, na qual, entre outros mimos, chamava-o de «Doidarraz escanifrado e mau, moralão cloacino dos estultilóquios regeneradores que a canina facúndia de Quintiliano compele no sadismo incoercível dos maldizentes procelosos, ao duelo hipocondríaco da luta com os moinhos da sua alucinada quixotesca nosocomial dematóide do regicídio inconsciente e de esquizopata da agressão bebefrênica...» e por aí vai.”
Parece-me que o texto ainda segue com outras “facundias de Quintilhano”. Vamos começar pelo significado das palavras para ficar mais interessante.
Significado das palavras:
- escanifrado – magrela, raquítico
- cloacino – relativo a cloaca, latrinário, indecente
- estultilóquios – palavras estultas (Estulto: tolo, néscio, insensaro)
- facundia: facilidade de discursar, eloquência
- Quintilhano: nome com que ficou conhecido Marcus Fabius Quintiliana (Calagurris Nassica, atual Calahorra, Espanha, c 30 - ?c.100) Abriu em Roma uma escola de retórica. Em seu tratado sobre oratória, reagiu contra o gosto “moderno” representado por Sêneca e pregou um retorno ao classicismo de Cícero. Essa obra, que exerceu grande influência no Renascimento, trata, além de técnicas de retórica, de teoria educacional, crítica literária e ensinamentos morais. (Enciclopédia Larousse)
- Compele: compelir- obrigar, forçar, constranger
- Sadismo- gôso com o sofrimento alheio
- Incoercível: que não pode ser coagido
- Proceloso- relativo a procela; tempetuoso. (Procela: Tempestade marítma, agitação extraordinária)
- Hipocondríaco- aquele que sofre de hipocondria. (Hipocondria: Estado mental caracterizado por depressão e preocupação mórbita)
- Nosocomial – relativo a nosocômio. (Nosocômio: hospital)
- Dematóide- o dicionário não define
- Regicídio – assassino de um rei ou rainha
- Esquizopata – o dicionário não define. Deve ser algo como esquizofrênico (que sofre de esquizofrenia-loucura.
- Bebefrênica – o dicionário não define
- Quixotesca – que diz respeito a Dom Quixote, próprio ou característico de Dom Quixote (Dom Quixote De La Manvha, romance escrito por Miguel de Cervantes Saavedra)
Naquele tempo preocupei-me apenas em decorar o texto, razões não tenho, talvez por achar diferente ou coisa assim. Agora muitas questões me surgem:
- Por qual razão o autor do texto o escreveu e com tamanha virulência ofensiva?
- Quem é o autor e Gustavo Corção? Deste último, lembro-me vagamente que li algum de seus livros.
E uma outra questão: vontade imensa de reler Dom Quixote de La Mancha, romance que li em minha juventude, maravilhoso e que me proporcionou uma inédita visão de mundo.. Tenho ainda os dois volumes dos “Clássicos Garnier – Difusão Européia do Livro”
E Quintilhano? Fico imaginando que tenha sido o manancial onde beberam (ou bebem!) os estudantes de advocacia para aprimorar a sua facúndia.
Quanta cultura se pode extrair, por curiosidade, de um texto de tal forma escrito.
Mas, aprofundando as pesquisas:
Sobre Quintilhano ler no endereço:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quintiliano
Sobre Gustavo Corção:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1AVNG_enBR618BR627&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=jornal+diario+de+not%C3%ADcias+1968+Rio+de+Janeiro+Gustavo+Cor%C3%A7%C3%A3o
Neste endereço se encontram artigos que nos dão uma panorâmica do pensamento de Gustavo Corção, Entre eles:
“Gustavo Corção: apóstolo da 'linha-dura' Bras. Hist. vol.32 no.63 São Paulo 2012”:
RESUMO
O objetivo deste artigo é analisar as crônicas de Gustavo Corção na imprensa brasileira (Diário de Notícias e O Globo) entre 1964 e 1968. A hipótese é que Gustavo Corção foi um dos artífices na esfera pública brasileira da legitimação das bases antidemocráticas da 'democracia' do regime militar. Além disso, a sua definição pela 'linha-dura' relacionou-se aos inimigos escolhidos, quase sempre personalidades católicas. Com isso poderemos perceber tanto aspectos da participação do laicato como da relação que se estabeleceu entre o Estado brasileiro e a Igreja católica no período em tela. O artigo procura demonstrar que é preciso mais atenção à recuperação dos sentidos de democracia que os grupos sociais mobilizaram naquele período, menos para justificar suas ações, e sim para entendê-las e contextualizá-las.”
CORÇÃO E O CATOLICISMO:
XIII Congresso Brasileiro de Sociologia
29 de maio a 1 de junho de 2007, UFPE, Recife (PE)
Grupo de Trabalho: Pensamento Social Brasileiro
CONSAGRAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO: GUSTAVO CORÇÃO NA CRÔNICA BRASILEIRA.
Christiane Jalles de Paula (CPDOC)
CORÇÃO E O REGIME MILITAR:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882012000100008
Lendo sobre Corção, dá para entender o texto do artigo que origina esta minha crônica. Ele gerou muitos adversários ao longo de sua vida pública e entre eles, com certeza, o autor do texto que minha mente teima em guardar.
Esclarecido o mistério !!!
Aprendi bastante!
quinta-feira, 23 de abril de 2015
PONTO DE TANGÊNCIA
Quero escrever, hoje, sobre ponto de tangência!.
Venho pensando sobre, há algum tempo.
Ponto de tangência é um conceito matemático em que duas entidades se encostam num determinado ponto de si mesmas.
Pensei em usar esse conceito para algumas situações e, principalmente, no relacionamento do ser com outros seres, do ser com o ambiente, do ser com situações e por aí vai.
Imaginemos que tenhamos dois pedaços de pedra ferro, uma em cada mão. O que acontece se tangenciarmos as duas? Depende, não é mesmo? Até faísca podemos obter e com elas acender um fogo!
Aprofundemos.
Onde os pontos de tangência entre duas pessoas? Muito generalizada essa questão. É preciso um contorno mais específico. Escolhamos: no trabalho? Em casa? No metrô?, no clube, na rua?
Pois, vou lhes descrever um ponto de tangência na rua. Aconteceu comigo. É um fato real. Caminhava eu, na rua Salgado Filho, em Porto Alegre, nas proximidades do viaduto da Santa Casa, quando vislumbrei uma senhora, de cor preta, maltrapilha vindo em direção oposta à minha, na mesma calçada. Compadeci-me dela e dirigi-lhe, mentalmente, uma oração. Ao passar por mim, acreditem, deu-me um tapa no rosto, para espanto dos demais transeuntes!. Ainda procuro uma boa explicação. Como sou espírita tenho cá minha versão.
Na rua tangenciamos com centenas de pessoas. Todas desconhecidas, embora, seres humanos. Já tentou parar alguma e lhe dirigir a palavra? Pense nas consequências...
Pensemos no entorno familiar, em casa. Em que momentos marido e mulher se tangenciam? Sempre surgem restrições para esse ponto, ou esses pontos, serem definidos.
Mas, cada um, a seu tempo, será diferente do anterior como se dá, embora, talvez, sempre no mesmo lugar, na mesa, na cama, na sala, enfim, também, em outros lugares. Situações repletas de contexto.
Ponto de tangência, portanto, serve para olharmos o relacionamento. O relacionamento é uma oportunidade, nunca um problema. O ponto de tangência, no relacionamento, deveria vir carregado de amenidades: Uma flor, um perfume, um abraço, uma palavra não dita, uma palavra bem dita, um pedaço de pão, um olhar, um abraço, um bom dia, um boa noite, boa viagem, te amo, tu és meu amigo.
Mas, somos seres humanos, e muitas vezes, permitimos que o tangenciamento seja uma colisão. E, tal, como na colisão das pedras ferro, surgem faíscas que aqui têm nome: crise.
Toda crise é resistência à mudança, sabemos. Cabe nossa análise e aceitação.
Sempre que nos deparamos com uma entidade, animada ou inanimada, temos uma possibilidade de acontecer um ponto de tangência. Temos sempre a escolha e ela depende do nosso domínio sobre nossas imperfeições.
Coloquemos as amenidades na frente! Elas irão regular o tangenciamento não permitindo a colisão. Se não conseguirmos, sejamos, em última instância “como o sândalo que perfuma o machado que o fere”! Roto pensamento que atravessa os tempos, mas que não praticamos ao pé da letra. O mais simples é fugir de uma discussão para que palavras ruins não saiam de nós e rasguem a sensibilidade do outro. Ou que vão se acumulando e minando a relação.
O ponto de tangência é uma sutileza importante.
Na mesa, quando nos reunimos para uma refeição, encontramos um ponto de tangência que, na maioria das vezes, não aproveitamos, A televisão fica ligada, ou o celular toca, enfim engolimos a refeição e o tempo tão proveitoso nesse ponto de tangência, se esvai. Fazemos, mesmo que individualmente e mentalmente, um agradecimento pelo pão que nos alimenta naquele momento? Aproveitamos para perguntar ao outro (s) o que de importante aconteceu? Quais os planos? Usamos de amenidades: Passa o feijão, por favor? A salada está ótima! Como foi o seu dia?
E, no trabalho? Olá pessoal, bom dia! Por favor, vamos para reunião. Chefe, trouxe aqui o que o senhor me pediu, espero que esteja a seu gosto. Obrigado, sente-se, por favor. Hoje é aniversário de nosso colega, cantemos parabéns para ele. São muitas as amenidades que podemos acrescentar ao dia a dia do nosso trabalho, afinal precisamos trabalhar.
Relacionamentos só se constroem com pontos de tangência. E não vivemos sem nos relacionarmos. Hoje em dia os pontos de tangência se modificaram, acontecem mais velozmente, as maneiras se multiplicaram: facebook, e-mail, celular, whatsapp, televisão, e por aí vai. Os relacionamentos se expandiram para o mundo virtual. Novos conceitos, novos comportamentos, novas atitudes se disseminam como o ar. Temos uma visão de mundo e do mundo tão rapidamente que nos perturbamos, nos agitamos, nos estressamos, É um entorno imenso para o qual temos que nos adaptar. Por isso precisamos olhar para o ponto de tangência que se nos apresenta, restringir a abrangência do contexto, e tentarmos atingir esse ponto suavemente, como uma nave que desce e se assenta na base sem solavanco.
Repito: o relacionamento é uma oportunidade, não um problema! O ponto de tangência é o foco!
Venho pensando sobre, há algum tempo.
Ponto de tangência é um conceito matemático em que duas entidades se encostam num determinado ponto de si mesmas.
Pensei em usar esse conceito para algumas situações e, principalmente, no relacionamento do ser com outros seres, do ser com o ambiente, do ser com situações e por aí vai.
Imaginemos que tenhamos dois pedaços de pedra ferro, uma em cada mão. O que acontece se tangenciarmos as duas? Depende, não é mesmo? Até faísca podemos obter e com elas acender um fogo!
Aprofundemos.
Onde os pontos de tangência entre duas pessoas? Muito generalizada essa questão. É preciso um contorno mais específico. Escolhamos: no trabalho? Em casa? No metrô?, no clube, na rua?
Pois, vou lhes descrever um ponto de tangência na rua. Aconteceu comigo. É um fato real. Caminhava eu, na rua Salgado Filho, em Porto Alegre, nas proximidades do viaduto da Santa Casa, quando vislumbrei uma senhora, de cor preta, maltrapilha vindo em direção oposta à minha, na mesma calçada. Compadeci-me dela e dirigi-lhe, mentalmente, uma oração. Ao passar por mim, acreditem, deu-me um tapa no rosto, para espanto dos demais transeuntes!. Ainda procuro uma boa explicação. Como sou espírita tenho cá minha versão.
Na rua tangenciamos com centenas de pessoas. Todas desconhecidas, embora, seres humanos. Já tentou parar alguma e lhe dirigir a palavra? Pense nas consequências...
Pensemos no entorno familiar, em casa. Em que momentos marido e mulher se tangenciam? Sempre surgem restrições para esse ponto, ou esses pontos, serem definidos.
Mas, cada um, a seu tempo, será diferente do anterior como se dá, embora, talvez, sempre no mesmo lugar, na mesa, na cama, na sala, enfim, também, em outros lugares. Situações repletas de contexto.
Ponto de tangência, portanto, serve para olharmos o relacionamento. O relacionamento é uma oportunidade, nunca um problema. O ponto de tangência, no relacionamento, deveria vir carregado de amenidades: Uma flor, um perfume, um abraço, uma palavra não dita, uma palavra bem dita, um pedaço de pão, um olhar, um abraço, um bom dia, um boa noite, boa viagem, te amo, tu és meu amigo.
Mas, somos seres humanos, e muitas vezes, permitimos que o tangenciamento seja uma colisão. E, tal, como na colisão das pedras ferro, surgem faíscas que aqui têm nome: crise.
Toda crise é resistência à mudança, sabemos. Cabe nossa análise e aceitação.
Sempre que nos deparamos com uma entidade, animada ou inanimada, temos uma possibilidade de acontecer um ponto de tangência. Temos sempre a escolha e ela depende do nosso domínio sobre nossas imperfeições.
Coloquemos as amenidades na frente! Elas irão regular o tangenciamento não permitindo a colisão. Se não conseguirmos, sejamos, em última instância “como o sândalo que perfuma o machado que o fere”! Roto pensamento que atravessa os tempos, mas que não praticamos ao pé da letra. O mais simples é fugir de uma discussão para que palavras ruins não saiam de nós e rasguem a sensibilidade do outro. Ou que vão se acumulando e minando a relação.
O ponto de tangência é uma sutileza importante.
Na mesa, quando nos reunimos para uma refeição, encontramos um ponto de tangência que, na maioria das vezes, não aproveitamos, A televisão fica ligada, ou o celular toca, enfim engolimos a refeição e o tempo tão proveitoso nesse ponto de tangência, se esvai. Fazemos, mesmo que individualmente e mentalmente, um agradecimento pelo pão que nos alimenta naquele momento? Aproveitamos para perguntar ao outro (s) o que de importante aconteceu? Quais os planos? Usamos de amenidades: Passa o feijão, por favor? A salada está ótima! Como foi o seu dia?
E, no trabalho? Olá pessoal, bom dia! Por favor, vamos para reunião. Chefe, trouxe aqui o que o senhor me pediu, espero que esteja a seu gosto. Obrigado, sente-se, por favor. Hoje é aniversário de nosso colega, cantemos parabéns para ele. São muitas as amenidades que podemos acrescentar ao dia a dia do nosso trabalho, afinal precisamos trabalhar.
Relacionamentos só se constroem com pontos de tangência. E não vivemos sem nos relacionarmos. Hoje em dia os pontos de tangência se modificaram, acontecem mais velozmente, as maneiras se multiplicaram: facebook, e-mail, celular, whatsapp, televisão, e por aí vai. Os relacionamentos se expandiram para o mundo virtual. Novos conceitos, novos comportamentos, novas atitudes se disseminam como o ar. Temos uma visão de mundo e do mundo tão rapidamente que nos perturbamos, nos agitamos, nos estressamos, É um entorno imenso para o qual temos que nos adaptar. Por isso precisamos olhar para o ponto de tangência que se nos apresenta, restringir a abrangência do contexto, e tentarmos atingir esse ponto suavemente, como uma nave que desce e se assenta na base sem solavanco.
Repito: o relacionamento é uma oportunidade, não um problema! O ponto de tangência é o foco!
quinta-feira, 5 de março de 2015
Lei da Entropia
Autoria de um excelente professor de física e matemática que também sabe escrever.
Autor: Prof. Pachecão - José Inácio da Silva Pereira
Diário do Sudoeste da Bahia
Postado em 9/12/2013
Conselho aos da minha geração. Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece conosco. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista. Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar
lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero. Abra a mão daquela belezaexuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo
assim, você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarde os bisturis e toca a vida. Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza. Na verdade, ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos. Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena a ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase de vida o melhor a fazer é esquecer. A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa.
Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou.
Há tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence. Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Professores Heróis!
Se eu fosse professor,
não renunciaria a mim mesmo, mas abriria minha alma para a compreensão,
.
traria o meu conhecimento, mas abriria minha mente para aprender,
traria o meu programa de ensino, mas não ultrapassaria o limite dos meus alunos,
traria os meus defeitos, mas não os colocaria no ombro dos colegas, nem dos alunos
teria poder, mas usaria a fraternidade
teria momentos de raiva, mas usaria a paciência
Será que eu seria assim? Bem, pelo menos me esforçaria!
Desejo a todos os professores um feliz ano letivo de 2015!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
2015!
2015!
11 de Fevereiro.Primeiros pensamentos deste ano em meu blog.
“2015” ano de completar 75 anos de vida. Estou no lucro, se chegar até 04/08 dia de completar esta idade. É um bom pensamento inicial. Na verdade, é apenas, a idade do Ivanio, nome que meus pais deram a meu corpo quando nasci. Como acredito na continuidade da vida, nem sei a minha idade, por isso não me espanto com o futuro. Mas, estou muito preocupado com o presente, pois não tenho respostas para muitas perguntas:
- Qual o futuro do nosso planeta? Quanto o homem abreviará sua existência?
- Qual o futuro do nosso país?
- Qual o futuro de nossa sociedade? Ou, da Humanidade?
- Qual o futuro da Ética?
- Qual o futuro da Moral?
- Qual o futuro da Política?
- Qual o futuro da Paz?
Poderia questionar qualquer atividade porque estou decepcionado! Não quero falar sobre o que diuturnamente ouvimos e lemos nos meios de comunicação. Esses assuntos nos tiram do foco. Nossos pensamentos estão, infelizmente, impregnados desses fatos e quase não conseguimos parar para escrever uma poesia, um conto, uma carta, ler um livro com serenidade. Eles, nossos pensamentos, estão sendo induzidos a criar ações individuais, sem solidariedade, sem fraternidade, para defender nossos interesses de poder, de egoísmo, de sobrevivência.
Já se difunde a ruptura social no país!
Também já vi este filme!
Piorou!
Eu aceito o elefante, o rinoceronte, o jacaré, a cobra, mas não os coloco dentro da minha casa, agora não sou contra quem o faz! Mas, tenho o direito de não conviver com eles. Esses animais os vejo no zoológico, na televisão, talvez num “safari”, se tivesse dinheiro, mas com muita segurança. Talvez seja uma questão de dimensão!
Não gosto de fumaça de cigarro. Só fiquei ciente disso quando deixei de fumar, aliás, bem cedo! Outra coisa, fico com muita indignação quando um fumante coloca suas baganas em meu território!
Olho com tristeza para jovens que possuem todas as oportunidades para estudar e não o fazem e também, para os adultos que não estudaram e se revoltam por não alcançarem oportunidades. Fico triste, também, quando vejo pessoas que desejam, mas têm limitações e não conseguem.
Lamento que crianças e jovens superdotados sejam privados de escolas adequadas em nome da famigerada “inclusão social”. Verificam-se atrasos incomensuráveis no desenvolvimento desses, que não têm culpa de serem privilegiados. Alguns heróis conseguem ultrapassar essa barreira na justiça! E algumas escolas, são precursores oásis, felizmente.
Crer no perdão! Ama o teu inimigo! Quem é capaz? Nem meu colega que ameaça o meu poder, o meu cargo, que dirá meu inimigo de verdade!
E, assim caminha a Humanidade!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
EMBAIXO DO VIADUTO
Uma rua solitária, pouca luz na noite
E um covarde à espreita...
Uma faca no pescoço, a palavra um açoite.
A mão nervosa segura o braço
O terror, o estremecer... Não aquele abraço!
Sonhara, sorrira, encantara-se
A primeira vez seria com quem amava
Mas, agora o aço, o asco
Embaixo do viaduto, o horror
A desilusão, as lágrimas, a dor
Num momento tudo, no outro nada...
A lâmina estava ali... Desafiadora... Cortante
Uma só decisão... O sangue rugiu lancinante
Nunca mais...
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
VAMOS CONVERSAR....
Vamos conversar...
É
um bom começo ... Será ?
Bom,
que seja um monólogo!
Eu
tenho o direito de pensar e escrever.
Quem
lerá? Não sei, mas importa mesmo é colocar as ideias. Depois, mais tarde,
quando as ler poderei , talvez, julgar.
Julgar?
É justo? Bom, é isso que fazemos o tempo
todo!
Julgamos
o nosso cachorro, o nosso gato, o nosso passarinho, as formigas, as baratas, as
cobras, o tigre, o leão, os peixes... e sobretudo o nosso semelhante.
Semelhante?
Perguntou Quintana, “Quem é o nosso semelhante?”
Ando
aproveitando o tempo que Deus me deu para realizar leituras um pouco mais
aprofundadas.
É
isso! A realidade retratada. É a sociedade que construímos. Será que eu ajudei
a construir? Acho que sim. E por isso continuo protestando através das formas que
posso no voto, no exemplo, nas palavras, nas ações.
Sobre
educação, é um bom tema!
Tenho
ouvido e lido bastante sobre educação. Tenho vivenciado algumas transformações,
desde o meu tempo de estudante, após dos meus filhos, agora dos netos. Isso me
dá certo crédito.
Nos
meus bons tempos, lá pelos idos de 1950/1960, ser professor, antes ser
professora, porque, professor era raro, notadamente no ensino primário e no
ginásio (hoje ensino médio) era profissão por aptidão ou gosto, não por
necessidade, como hoje é. Salário era apenas complemento, pois as professoras
ou casavam com cadetes do exército ou médicos. Eram, por assim dizer,
pertencentes à classe média, que na época era bem abastada. A professora era
respeitada como mestra, nas escolas havia disciplina, respeito, cultivava-se o
Hino Nacional, Bandeira brasileira, a Pátria. Ensinava-se moral e cultivava-se
Deus.
Daí
veio um camarada e disse que tudo isso era da elite e os demais eram os
excluídos, criou a pedagogia do excluído. E vieram os entendidos e
interpretaram as ideias e acabaram com o respeito, com a disciplina, Não pode
mais cantar o Hino Nacional nas escolas, não pode mais falar em Deus, não pode
mais punir. Professor não detém mais o saber, ele deve ser humilde, reconhecer
sua ignorância e aprender com os alunos. Esses são os novos reis. Professor tem
que ser eclético, deve saber lidar e ensinar uma classe heterogênea de 35
alunos, com alunos com deficiência intelectual, ou física, alunos superdotados,
autistas, com dificuldades de aprendizagem, com mal educados, indisciplinados,
bem educados e disciplinados, Qis diferentes, e outras diferenças mais.
A
hipocrisia grassa nas escolas como capim. Eu gostaria de fazer uma estatística
nas escolas e saber quantos professores tiveram algum transtorno psíquico,
quantos estão se sustentando por meio de remédios calmantes. De saber quantas
escolas estão preparadas para aplicar as novas leis e decretos para absorver a
tão propalada inclusão escolar. Eu gostaria de saber, também, entre outras
tantas coisas, sobre gestão escolar ou, talvez, com mais abrangência, sobre
gestão na educação. Gestão sobre pessoas fundamentalmente, sobre recursos, foco
no aluno. Foco no professor! Relações humanas! Fraternidade! Compreensão!
Integração real com a comunidade escolar.
Hipocrisia,
por quê?
Porque
impera a lei do faz de conta: “Eu digo que deve ser assim e você diz que faz!”
Mas, ninguém provê nada, e eu, portanto, não faço. O discurso hipócrita existe:
eu faço a gestão que posso, eu ensino o que posso e o aluno aprende o que pode.
E fica o dito pelo não dito. E a educação está no caos que está, como todo
mundo sabe.
Eu
diria que chega de intenções!
Vamos
agir!
A
comunidade consciente, que quer uma boa educação para seus filhos, deve agir.
As leis que dão garantias estão editadas e os canais de reivindicação estão
disponíveis: Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretarias, Círculo de Pais
e Mestres e outras organizações e instituições. Tudo dentro da lei!
Olhem,
não falei da violência, do bullying, na incompetência, no despreparo, na
institucionalização do poder que deprime, na corrupção – pobre escola
brasileira!
Ah!
E de certas ideias oportunistas, como esta: “Aluno não é estudante!” propalada,
agora, por algum mestre e “euforizada” por outros. Professor não é mais
professor é trabalhador em educação! Antes era “Professora”, depois durante
muito tempo, “Tia”, agora “Professora”
novamente – pobre aluno!
Resumindo
o que é real:
- as escolas dissociadas da realidade social e
sucateadas, gestores à própria sorte;
-
o professor está jogado dentro da sala de aula com a ordem: “Te vira que o
filho é teu!”
-
alunos “endeusados”.
Como,
ainda, vivemos numa democracia, segue meu e-mail para conversarmos:
Ivanio
Fernandes Habkost
Novo
Hamburgo.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
PANELINHA
CURIOSIDADE: “PANELINHA”
Pesquisando a vida e obra de Machado de Assis http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis
deparei-me com
a seguinte descrição que extrai do endereço:
“Em 1901, criou a "Panelinha" para a realização de
festivos ágapes e encontros de escritores e artistas, como a da fotografia
acima. De fato, a expressão panelinha foi inventada destes encontros, onde os
convidados eram servidos em uma panela de prata, motivo pelo qual o grupo
passou a ser conhecido como Panelinha de Prata.”
Este termo “Panelinha” é conhecido e usado em qualquer
segmento social. Desde a minha juventude já ouvia e usava este termo. É,
talvez, um conceito que mais se enraizou na fala popular do brasileiro, atravessou
já dois séculos, mais ou menos, e permanece vivo. Esse Machado de Assis é mesmo
imortal!
O Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, define assim ‘panelinha”:
- Panela pequena; (fig.) conluio para fins pouco descentes;
grupo de políticos do mesmo partido, que, mais sensíveis aos interesses
individuais que aos coletivos, repartem entre si as vantagens do poder; grupo literário muito ligado , e dados ao
elogio mútuo.
terça-feira, 5 de agosto de 2014
NOSTALGIA
Para comemorar o meu aniversário (4/8/2014), brotou nostalgia e fui virando as páginas....
Vou virando as Páginas
Vou virando as páginas,
Jogando fora todo legado
Da Filosofia, Matemática e Biologia
E toda a hipocrisia das falas
vazias
Arrancando as páginas das
ilusões
E desilusões desconhecidas
Dos girassóis que não giraram
com o sol
E dos espinhos das rosas que
feriram
Vou riscando os sonhos das
fantasias
Perdidas nas muitas folhas
deste caderno
Borrando as fotografias dos
amores e dores
Fustigando a saudade que me
abana em cada dia
Fecho entre as mãos as
páginas viradas
Aconchego-as em meu peito
Despeço-me...atiro ao fogo
esse pedaço
E, no crepitar das chamas,
desfaz-se a vida!
segunda-feira, 9 de junho de 2014
BALSEIROS DO RIO URUGUAI
Este vídeo merece fazer parte do meu acervo sobre histórias e recordações do rio Uruguai, rio de minha infância às suas margens, na cidade de Itapiranga onde nasci.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
JET LAG
JET LAG - (JET-No caso, o conceito está ligado a avião a jato, ou simplesmente Jato: LAG-No caso, o conceito está ligado à diferença de fuso horário.)
Definição de dicionário de lingua inglesa (Complete WordFind – Reader’s Digest Oxford)
!) Extreme tiredness and other bodily effects felt after a long flight involving marked differences of local time.– extrema fadiga e outros efeitos corporais(biológicos) sentidos após um longo voo envolvendo grandes diferenças do tempo local.(tem a ver com fuso horário).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jet_lag
O Jet lag (em português: descompensação horária, ou em medicina, dissincronose) é uma fadiga de viagem, é uma condição fisiológica que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano.
(Ritmo circadiano ou ciclo circadiano (do latim circa cerca de + diem dia) designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.
O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritmo_circadiano )
O Jet Lag ocorre como consequência de viagem através de vários fusos horários, o que se tornou comum com as viagens a jato e daí o nome em Inglês (Jet, jato; Lag, diferença de horário). Desta maneira após uma viagem passando por vários fusos horários a pessoa se sente como se o relógio interno dela (relógio biológico) não estivesse no mesmo do horário do local.
Desta maneira logo após uma viagem cruzando fusos horários há um distúrbio do sono pois a pessoa quer dormir no horário que estava habituada e não no horário local - isto denomina-se Jet Lag. Este é um tipo de Insônia pois não consegue dormir no horário que deveria.
Quando uma pessoa viaja entre vários fusos horários, o relógio biológico não fica de acordo com o horário do destino, pois o ritmo dia/noite em que a pessoa estava acostumada: o padrão natural do corpo é mudado, como por exemplo as horas de refeição, de repouso e regulação hormonal já não correspondem ao ambiente. Desde o momento da chegada no destino e adaptação ao horário local, a pessoa está sofrendo um jet lag.
SONO ACUMULADO E O EFEITO JET LAG
(Extraido do caderno “Saúde”, p.3, Jornal NH, 14 a 20.05.2014)
Começar a semana cansado é algo bastante habitual, já que no Domingo pela noite muitos dormem mal. Desta forma, arrastam uma dívida de sono durante toda a semana Para recuperar o descanso perdido, acordam mais tarde no fim de semana, o que favorece que pela noite não tenham sono e assim a história se repete. Nesta dificuldade para adaptar o ciclo do sono às demandas sociais, os ritmos circadianos influem de forma decisiva.
“Os ritmos circadianos são ciclos biológicos que tem a duração aproximadamente 24 horas. O relógio biológico sincroniza esses ritmos com o meio externo, que marca o ciclo da luz e da escuridão, os horários de alimentação e o tempo social, diz Maria José Collado, psicóloga e pesquisadora da Universidade Complutense de Madri. Segundo ela, nossos dias estão estruturados pela interação dos ciclos circadianos, solar, biológico e social. Em função disso há pessoas matutinas e vespertinas, o que os especialistas chamam de cotovias e corujas.
É fundamental dormir o suficiente toda semana e não acumular o sono perdido durante os dias de trabalho. Collado afirma que horários regulares ao longo de toda a semana facilitam a adaptação do relógio biológico a nossos requerimentos ambientais e sociais.
--------------------------
Fiz esse estudo para alertar a todos que têm uma vida atribulada, muitos trabalhando à noite, outros, alternando dia e noite no trabalho, outros ainda não se preocupando, acarretando conseqüências sérias para a sua saúde.
São preocupações, também, de cunho social, uma vez que muitos acidentes no trabalho, no lar, no trânsito, têm como causa o efeito JET LAG quase nunca detectado, dando-se como causa do acidente, muitas vezes, falta de atenção, falta de treinamento, imprudência e outras causas mediatas.
Definição de dicionário de lingua inglesa (Complete WordFind – Reader’s Digest Oxford)
!) Extreme tiredness and other bodily effects felt after a long flight involving marked differences of local time.– extrema fadiga e outros efeitos corporais(biológicos) sentidos após um longo voo envolvendo grandes diferenças do tempo local.(tem a ver com fuso horário).
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jet_lag
O Jet lag (em português: descompensação horária, ou em medicina, dissincronose) é uma fadiga de viagem, é uma condição fisiológica que é uma consequência de alterações no ritmo circadiano.
(Ritmo circadiano ou ciclo circadiano (do latim circa cerca de + diem dia) designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, marés e ventos entre o dia e a noite.
O ritmo circadiano regula todos os ritmos materiais bem como muitos dos ritmos psicológicos do corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a renovação das células e o controle da temperatura do organismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ritmo_circadiano )
O Jet Lag ocorre como consequência de viagem através de vários fusos horários, o que se tornou comum com as viagens a jato e daí o nome em Inglês (Jet, jato; Lag, diferença de horário). Desta maneira após uma viagem passando por vários fusos horários a pessoa se sente como se o relógio interno dela (relógio biológico) não estivesse no mesmo do horário do local.
Desta maneira logo após uma viagem cruzando fusos horários há um distúrbio do sono pois a pessoa quer dormir no horário que estava habituada e não no horário local - isto denomina-se Jet Lag. Este é um tipo de Insônia pois não consegue dormir no horário que deveria.
Quando uma pessoa viaja entre vários fusos horários, o relógio biológico não fica de acordo com o horário do destino, pois o ritmo dia/noite em que a pessoa estava acostumada: o padrão natural do corpo é mudado, como por exemplo as horas de refeição, de repouso e regulação hormonal já não correspondem ao ambiente. Desde o momento da chegada no destino e adaptação ao horário local, a pessoa está sofrendo um jet lag.
SONO ACUMULADO E O EFEITO JET LAG
(Extraido do caderno “Saúde”, p.3, Jornal NH, 14 a 20.05.2014)
Começar a semana cansado é algo bastante habitual, já que no Domingo pela noite muitos dormem mal. Desta forma, arrastam uma dívida de sono durante toda a semana Para recuperar o descanso perdido, acordam mais tarde no fim de semana, o que favorece que pela noite não tenham sono e assim a história se repete. Nesta dificuldade para adaptar o ciclo do sono às demandas sociais, os ritmos circadianos influem de forma decisiva.
“Os ritmos circadianos são ciclos biológicos que tem a duração aproximadamente 24 horas. O relógio biológico sincroniza esses ritmos com o meio externo, que marca o ciclo da luz e da escuridão, os horários de alimentação e o tempo social, diz Maria José Collado, psicóloga e pesquisadora da Universidade Complutense de Madri. Segundo ela, nossos dias estão estruturados pela interação dos ciclos circadianos, solar, biológico e social. Em função disso há pessoas matutinas e vespertinas, o que os especialistas chamam de cotovias e corujas.
É fundamental dormir o suficiente toda semana e não acumular o sono perdido durante os dias de trabalho. Collado afirma que horários regulares ao longo de toda a semana facilitam a adaptação do relógio biológico a nossos requerimentos ambientais e sociais.
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Fiz esse estudo para alertar a todos que têm uma vida atribulada, muitos trabalhando à noite, outros, alternando dia e noite no trabalho, outros ainda não se preocupando, acarretando conseqüências sérias para a sua saúde.
São preocupações, também, de cunho social, uma vez que muitos acidentes no trabalho, no lar, no trânsito, têm como causa o efeito JET LAG quase nunca detectado, dando-se como causa do acidente, muitas vezes, falta de atenção, falta de treinamento, imprudência e outras causas mediatas.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
MORTE PARA AS MOSCAS, OU NÃO?
Quem sabe possamos interagir um instante, caro leitor. A história que quero compartilhar com você é o destino de uma mosca. Você conhece uma mosca. Imagine essa mosca. Como seria a sua mosca? Não vou lhe dizer como é a minha mosca, pois aí seria, a sua mosca, igual a minha. Então, escolhida a nossa mosca, ela começa a nos importunar com o seu voo e a pousar, insistentemente, ora na mão, ora no rosto, ora, bem, onde a sua mosca está pousando em você? Eu espanto a impertinente mosca, com minha mão, a seguir com o guardanapo. Ah, eu estou em um restaurante, e você? Quando chega a minha comida, a mosca resolve almoçar também. Você já viu que a hora em que a mosca me importuna é por volta do meio dia. Não sei onde e a que horas a sua mosca lhe importuna Pense nisso. Talvez você esteja lendo, em casa, ou no consultório do médico, ou quem sabe a mosca está lhe importunando enquanto dirige? Ou enquanto come um cachorro-quente? Como eu posso saber, se não estou com você.? Só posso imaginar, mas você sabe onde eu estou e a que horas a maldita mosca está me importunando. E agora ela pousa no meu bife. Você, leitor, admitiria que sua mosca pousasse no seu bife, ou no seu pão, ou em outro qualquer alimento seu? Eu detesto mosca pousando no que estou comendo. Fico a imaginar por onde ela andou pondo suas patinhas, cheias de bactérias e micro sujeiras e não consigo admitir que mosca alguma pise em minha comida. O que você faria com a sua mosca? Você sabe que mosca é bicho insistente, e persistente, não é mesmo? E também, muito rápida. Por quê você acha que a mosca é um bicho tão rápido? Penso que é um esquema de anatomia, mas também tem muito a ver com o vento que é deslocado perto dela quando tentamos atingi-la. Bem, formule a sua teoria. Eu teria que pesquisar. Então, a minha mosca, está pousada no meu bife. Penso no que fazer. Penso fundo, enquanto olho a fatídica mosca no meu bife e chupando o molho ensanguentado do bife. Credo, que expressão fora de hora! Minha fome está aumentando. Maldita mosca. Você é vegetariano?. Talvez seja hora de pensarmos nisso. O que faz uma mosca! Abalando nossas concepções, não é mesmo? Se a mosca não estivesse me perturbando, com certeza, as minhas energias estariam concentradas em algo mais produtivo, ou também, aproveitando o ambiente, talvez, admirando as pessoas ou questionando a sua aparência ou algo assim. Em que ou no que você aproveitaria o seu tempo, caso a sua mosca não existisse? Mas, como ela existe e também perturba você, talvez possamos juntos elaborar algumas idéias para afastar nossas moscas. Creio que o mais prático seria matá-las, mas a minha mosca se tornou esperta e pousa no meu bife, no meu arroz e se eu for tentar matá-la, espalho comida pela mesa toda. O que você sugere? Será que aprendo a conviver com ela viva? Parei de comer. Analisando com mais cuidado a situação resolvi chamar o garçom. Por favor, amigo, você pode eliminar essa mosca? O garçom, gentilmente, pegou o meu bife e, com cuidado, levou-o com a mosca. Em seguida trouxe outro bife, sem mosca!
Afinal, não precisei matar a mosca, nem perguntei ao garçom se ele a matou. E, você, leitor, deu um destino a sua mosca? Ou acha que pode conviver com ela? Você já ponderou se poderia viver sem mesmo uma mosca a lhe incomodar? Como seriam nossas vidas sem moscas? Pense nisso!
Depois que o garçom levou a minha mosca, comecei a comer. Enquanto mastigava, levantei os olhos e vi que uma jovem, em uma mesa além da minha, me olhava insistentemente. Vi que escrevia alguma coisa no guardanapo e fez um sinal que entendi que o enviaria para mim. Chamou o garçom e lhe entregou o guardanapo, fazendo um gesto em minha direção. O garçom chegou e li no guardanapo: “Por que o garçom levou o seu bife?”. Pedi que o garçom esperasse e devolvi o guardanapo com minha resposta: ”Porque havia uma mosca pousada nele!” A jovem, ao ler a resposta, deu uma gargalhada, levantou-se e foi embora. O que eu perdi, caro leitor? Pode me explicar?
Afinal, o que você fez com sua mosca?
Vou lhe dizer algo interessante,: na faculdade, um calouro recebeu o apelido de “Mosca” e foi tão forte esse apelido que o colega se formou sendo conhecido por “Mosca”. Ainda, depois de tantos anos, décadas se passaram, e me lembro do “Mosca”. Não me recordo a origem do apelido, mas posso imaginar! Um típico caso de “bullying”, não é mesmo? E na faculdade!
Hoje, joga-se banana para os jogadores negros nos campos de futebol. Tantos anos e nada mudou!
Quando baixei os olhos para continuar comendo, uma mosca estava pousada no meu bife! Será a mesma ou outra que vem me perturbar?
Garçom, você matou aquela mosca?
terça-feira, 8 de abril de 2014
JULGAMENTO TRIBAL
O Conselho Tribal estava reunido para julgar três jovens índias da tribo.
Toda a tribo estava em volta. Casualmente, nesse julgamento, haviam dois segmentos formados, de um lado se agrupavam as índias e de outro os índios o que não era comum de acontecer. Sempre, nos julgamentos da tribo, índios e índias se misturavam
O Grande Chefe, iniciando os trabalhos, anunciou, solenemente, o motivo do julgamento. Antes pediu que as três jovens se levantassem e jurassem dizer a verdade. E foi o que fizeram. Então o Grande Chefe deu a palavra aos Conselheiros da Tribo para que iniciassem as perguntas.
O primeiro Conselheiro indagou:
- O que é que vocês estavam usando?
Silêncio...
- Respondam, o que vocês estavam usando:?
- Chama-se “Pakova-Ju’a”, respondeu uma delas.
Ouve-se um murmúrio entre as índias.
O Grande Chefe pediu silêncio e fez sinal para que outro Conselheiro fizesse a sua pergunta.
- Vocês não aprenderam com suas mães que a índia tem que andar nua?
Novo silêncio...
Ouve-se um protesto. Alguma índia da tribo gritou: “Esse julgamento não é justo!”
Silêncio mortal...
O Grande Chefe, levantou-se, com o cajado em riste e indagou furioso:
- Quem foi que falou? Qual mulher ousou interromper o julgamento?
- Fui eu, respondeu a mulher do Grande Chefe, levantando-se no meio das índias.
Um imenso murmúrio se espalhou em vozes entre as índias.
Um guerreiro vociferou:
- Ela deve ser punida.
Novo silêncio mortal...
O Grande Chefe estremeceu, baixou o cajado. Longo silêncio se fez.
Por fim a sentença:
- Esse julgamento é justo e vai continuar. Quem se opuser será lançado às formigas e seu corpo banhado em mel.
Prossiga o julgamento, Conselheiro.
Repito a pergunta, disse o Conselheiro:
- Vocês não aprenderam com suas mães que a índia tem que andar nua?
Todas as três, em julgamento, concordaram com um movimento de cabeça.
Como era de costume no Conselho Tribal, cada Conselheiro tinha direito a uma só pergunta.
Levantou-se o terceiro Conselheiro e indagou às jovens?
- Por quê vocês resolveram usar esse tal de “Pakova -Ju’a”?
A mais jovem apressou-se a responder:
- Peço permissão para usarmos, agora, para que os senhores Conselheiros avaliem melhor.
Neste momento, do lado masculino, ouve-se, um “Ohhhh ! prolongado.
As índias aplaudem...
- Silêncio! Ordena o Grande Chefe. Vamos fazer um intervalo. Os Conselheiros me sigam até a minha tenda. Levem as rés para a tenda prisão. Ninguém fale com elas.
Chegando à tenda o Grande Chefe, pegou o cachimbo, colocou o fumo e a erva destinada aos momentos de grande decisão e, após aceso, aspirou bem fundo a fumaça da queima do fumo e da erva. Tragou mais duas vezes, passou o cachimbo aos Conselheiros e ordenou que tragassem apenas duas vezes o que foi feito pelos cinco Conselheiros. Quando o último lhe devolveu o cachimbo o Grande Chefe deu mais três tragadas e a fumaça escondeu seu rosto. Quando a fumaça se dissipou, os olhos do Grande Chefe estavam fechados. Todos os cinco Conselheiros esperavam a decisão do seu chefe.
Depois de um longo período calado, abrem-se os olhos do Grande Chefe e de sua boca, em voz roufenha, sai a pergunta aos Conselheiros:
- Devemos permitir que elas usem o “Pakova– Ju’a”” no julgamento?
Os Conselheiros estremeceram. Como o Grande Chefe deixava para eles a decisão?
Um deles se atreveu a responder:
- Mas, Grande Chefe, isso vai ser muito perigoso.
- Como perigoso? Argüiu o Grande Chefe.
- O “Pakova-Ju’a” é um atentado aos nossos costumes. Como permitir que elas façam essa demonstração Vai aguçar a sexualidade de nós todos, principalmente, dos jovens. Podem ocorrer muitos estupros pela mata a fora.
- Mas, é exatamente isso que elas querem provar com o pedido delas.
O Grande Chefe não entendeu de novo e pediu que o Conselheiro explicasse.
- Pois, Grande Chefe, elas querem provar que o índio que é o sem-vergonha.
Os outros Conselheiros protestaram. Armou-se um início de confusão. O grande Chefe, usou o seu apito para impor silêncio e anunciou sua decisão:
- Vamos permitir que elas usem o “Pakova-Ju’a” e façam a sua demonstração e, então, daremos nosso veredito.
Depois de estarem todos acomodados em seus devidos lugares, mandou o Grande Chefe que trouxessem as rés.
Alguns minutos de silêncio interrogativo e o Grande Chefe anunciou a decisão do Conselho:
- As rés podem usar os seus “Pakova-Ju’a” para que possamos julgar melhor.
Um tremendo alvoroço na platéia. Os jovens da tribo, assobiavam, algumas batiam palmas, índias mais velhas apupavam. Foi difícil conter os ânimos.
O Grande Chefe chamou os guardiões da tribo, mandou prender os mais exaltados e aos poucos a indiada foi se acalmando.
Nesse ínterim as jovens, em julgamento, já haviam colocado o seus “Pakova-Ju’a” que consistiam de uma folha de bananeira na frente e outra atrás, cortadas na forma de coração, as quais cobriam as partes íntimas. Também cobriam os seios, agora, com duas folhas de amora, bem escolhidas. Começaram a desfilar na frente dos Conselheiros e do Grande Chefe, sob as aplausos da platéia.
- Chega! gritou o Grande Chefe.
Repetiu-se o silêncio mortal...
O Grande Chefe pegou o cachimbo que havia trazido, deu três longas baforadas. Olhou para os Conselheiros que não tiravam os olhos das três rés. Estas estavam petrificadas esperando o veredito do Grande Chefe. O povo todo aguardava. Ouvia-se a respiração do Grande Chefe que não parava de fumar. Em sua cabeça desfilava a imagem de sua mulher, na tenda, usando esses tais de “Pakova-Ju’a”. Fumava e fumava. O suor escorria-lhe pela testa. Suas entranhas fervilhavam, seu coração batia forte.
Por fim, sua voz nervosa ecoou:
- Vão buscar o Pajé!
Um dos Conselheiros ousou dizer:
- O Pajé não é Conselheiro!
- Mas, é o guardião dos bons costumes da tribo, respondeu outro.
- Silêncio, ordenou o Grande Chefe, vão buscar o Pajé!
As índias, em julgamento, estremeceram. Uma murmurou com a outra “Agora, seremos queimadas vivas!” A mais jovem começou a chorar e foi consolada pelas outras duas. ”Pelo menos, fizemos o que queríamos. Vamos ser lembradas como pioneiras”. “De que vale ser pioneira morta!”. “Vou tomar veneno antes de ir para a fogueira”. E assim confabulavam quando chegou o Pajé.
O Grande Chefe inteirou o Pajé do que se tratava o julgamento e pediu a sua sentença, como guardião dos bons costumes da tribo.
O Pajé tinha trazido junto suas ervas purificadoras. Mandou que as rés se abraçassem uma de frente para a outra, fez um círculo, ao redor delas, com as ervas. Colocou fogo nas mesmas e uma fumaça aromática envolveu as índias pecadoras. Fez as suas rezas, andou ao redor das jovens e, por fim, parou diante do Grande Chefe e iniciou o seu discurso:
- Grande Chefe, vós que tendes conduzido essa tribo com tanta sabedoria, mais uma vez, soube recorrer aos espíritos protetores da tribo para tomar uma decisão. E nossos Conselheiros Espirituais estão dizendo que essas jovens são inocentes. E dizem mais que essa tribo de agora em diante terá muitos mais descendentes, crescendo a fertilidade masculina, pois haverá muito mais desejo entre índios e índias. O “Pakova-Ju’a” chegou na hora certa. Novos tempos são chegados. O mundo se transforma e nossa tribo deve acompanhar essas mudanças.
- Mas, Pajé, todas as índias deverão usar “Pakova – Ju’a”?, indagou um dos Conselheiros.
- Ah! Isso fica por conta delas.
- E os guerreiros, Pajé?
- Usem o que quiserem.
E o Pajé se recolheu para sua tenda.
O povo se levantou em tremendo alvoroço, em altos berros comemoravam com alegria os novos tempos.
O Grande Chefe deu por encerrado o julgamento e viu as rés correndo em direção as suas tendas e os jovens índios atrás, eufóricos.
Á noite, o Grande chefe trouxe de presente para sua mulher umas folhas de bananeira e outras de amoreira....
Na manhã seguinte, o guardião da horta veio se queixar para o Grande Chefe que alguém tinha roubado muitas folhas das bananeiras e o único pé de amora da tribo não tinha mais folhas...
O Grande Chefe, olhando para o céu, deu três tragadas no seu cachimbo e lançou a fumaça, com força, em direção às nuvens, respondendo ao guardião da horta, com voz firme e renovada: “Diga para o povo que os novos tempos são chegados! Ah! Plante mais amoreiras!”...
Três meses se passaram e o Grande Chefe mandou chamar o índio mais sábio da tribo e ordenou que o mesmo fizesse um levantamento para verificar se houve um aumento das grávidas na tribo e quantos concordavam com o uso do “Pakova-Ju’a”.
Uma semana depois voltou o sábio índio com a resposta estatística:
- “90% das índias estavam grávidas e 96% concordavam que as índias usassem Pakova-Ju’a”
O Grande Chefe olhou, nessa noite, para a lua que estava toda faceira no céu, lançou três baforadas de seu cachimbo em direção a ela: e pensou: “Vai ser sob a lua, na montanha. Ela vai engravidar!” E sorriu marotamente para a lua cheia.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Trazendo recordações-Janelas para o passado
Sob os auspícios da saudade, um sentimento que nos conforta e nos coloca num estado de espírito surreal, um tanto inexplicável, lembrava-me, muitas vezes, de três filmes que fizeram parte de minha juventude, um pouco tardia, por razões da vida, são eles: Doutor Jivago, A Ponte do Rio Kwai e Assim Caminha a Humanidade. Todos os três intensos e de histórias magníficas, ainda mais para corações sonhadores, onde me incluía e quem sabe, embora a idade, me inclua ainda, pois sonhar é um privilegio dos corações errantes. Tanto era o desejo de rever esses filmes que fui para a Internet pesquisar e eis que comigo se encontram. Revi os três filmes e as mesmas emoções afloraram em mim, claro que mais calmas, mais meditativas. Quando vi “Doutor Jivago”, fiquei tão impressionado que deixei crescer um bigode igual ao dele, e assobiava o tema de Lara nos momentos de nostalgia. “Tema de Lara” que belíssima música, ainda me emociono quando a ouço. Agora mesmo, enquanto escrevo, os seus acordes soam em minh’alma. Revendo “Doutor Jivago”, revejo a mim mesmo, passa um filme daquele tempo de transformações sociais em que a humanidade se debatia, mas o amor entre dois seres apaixonados superava tudo. “Doutor Jivago” vai me acompanhar para sempre.
“Assim Caminha a Humanidade”, filme estrelado por Elisabeth Taylor e Rock Hudson, como protagonistas principais, e o jovem James Dean que mais tarde estrelaria “Juventude Transviada”,que deu inicio a uma metamorfose que grassou no seio da juventude da época. Também um belo filme. Mas, “Assim Caminha a Humanidade”, foi a história que já naquela época trabalhou o tema do racismo, ainda hoje tão em voga, infelizmente. Infelizmente, atravessei todo esse tempo de minha vida assistindo bestiais intolerâncias entre seres humanos. Este filme, traz-me a recordação, também, de outro tema bem atual, a luta da mulher contra a incompreensão masculina. Ainda o amor venceria todos esses preconceitos. Quão lentos somos nós, humanidade, nos caminhos da evolução moral. E o título do filme é ainda bem atual:e assim caminha a humanidade e assim caminhamos.
“A Ponte do Rio Kwai”, com William Holden e Alec Guineness, grandes atores, inesquecíveis atores. Este filme foi o primeiro que vi com minha namorada, futura esposa. Aprendi muito com a história, altivez, coragem, persistência, e sobretudo solidariedade e algo difícil de entender, nos dias de hoje, negociação para a sobrevivência de um ideal contra um realismo frio e cruel.
Como não ser feliz quando tendo o privilegio de ter vivido e vivenciado momentos tão preciosos. É preciso, por vezes, abrir janelas e deixar o passado penetrar para revigorar nossas energias. Não se trata de viver no passado e sim trazer recordações de momentos que não voltarão jamais, e que ajudaram a construir nossa vida. Recordar emoções que moldaram o nosso coração, ensinamentos que ajudaram a moldar o nosso caráter. Aprendia-se em casa, no cinema, na escola, com a música, com os filmes, com os amigos, o respeito, a fé, o amor. Não havia tanta desconstrução de valores, como hoje. Por isso janelas para o passado distante arejam nossos sentimentos, recarregam nossas energias e nos ensinam que o nosso futuro é uma integração do passado com o presente.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Minhas lembranças sobre "BONDES"
O "Bonde", transporte de pessoas que circulava do centro aos bairros de Porto Alegre, traz-me belas recordações de um tempo social que não volta mais! Era aconchegante, era idílico! Aproveitei na infância e na adolescência Eis algumas recordações interessantes, algumas folclóricas outras reais.
O "Bonde" funcionava à eletricidade e corria sobre trilhos metálicos.
- Um bêbado, lá por uma da madrugada, onde os bondes já eram escassos, estava no antigo “Abrigo” de bondes, junto à Praça XV, esperando o bonde “Independência” (os bondes eram identificados pelo seu destino-os bairros de Porto Alegre e todos passavam por este abrigo, no centro da cidade). Estava, então, esse incógnito bêbado esperando o seu bonde, mas só passava bonde com destino ao bairro Glória. Lá pelas tantas, lascou ele, em alto e bom som, com sua voz roufenha e língua meio enrolada:
“Chega de Glória eu quero Independência”!
- Quem entrasse num bonde veria o anúncio:
"Veja, ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado; no entanto acredite, quase morreu de bronquite; salvou-o o Rhum Creosodato"
- Coisa interessante de se ver era o cobrador com uma das mãos cheia de moedas e notas, percorrendo o corredor lotado do bonde, cobrando, fazendo troco, e com a outra mão marcando com uma alavanca aérea o total cobrado. Tinha que ser um gênio na matemática!
- Nesse tempo, também se via, as pessoas mais jovens cedendo lugar para os mais idosos e os homens às senhoras.
- Era interessante de se observar que ao chegar no fim da linha (onde os trilhos terminavam) o motorneiro (assim se chamava o condutor do bonde), pegava uma ou duas ferramentas e ia para a outra ponta do bonde e o conduzia daí (Acho que os ingleses aplicaram o princípio da minhoca para inventar o bonde). O bonde, como a minhoca, tinha duas frentes.
- O bonde “Gaiola”, que possuía menos rodas do que os outros, balançava muito sobre os trilhos.
- Uma frase que me lembro, dita com frequência, pelo motorneiro; “Mais um passinho, faz favor, há lugar no fundo do corredor”
Essa Internet é mesmo fantástica, veja o que encontrei, entre outras coisas:
http://memoriacarris.blogspot.com.br/2013/08/a-ultima-viagem-do-bonde-gaiola.html
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