quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Literatura de Cordel

 

LITERATUA DE CORDEL

Gênero de literatura trazida pelos portugueses ao tempo da colonização e que se sedimentou na cultura popular do nordeste brasileiro, atravessando os tempos e chegando à atualidade- a literatura de cordel. Hoje temos a Academia Brasileira de Literatura de Cordel que reúne as obras dos renomados cordelistas brasileiros, situada no Rio de Janeiro.

Veja a história do cordel no site da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, embora, na minha opinião, falha ao não ligar a origem do cordel à cultura da cana-de-açúcar.”[1]

Sobre a Literatura de cordel:

“Literatura de cordel é uma manifestação literária do interior do nordeste brasileiro. É um gênero literário feito em versos com métrica e rima e caracterizado pela oralidade e por uma linguagem informal.

Também chamada de literatura popular em verso, essa tradição se popularizou no final do século XIX, quando tais poesias passaram a ser impressas em folhetos e vendidas em feiras.

O nome “cordel” faz referência às cordas onde os folhetos ficavam expostos. Seu formato foi inspirado nos cordéis lusitanos, trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses”.[2]

Encontramos também a literatura de cordel sendo utilizada como processo de ensino aprendizagem, confira o trabalho de Tatiane Cléria:

LITERATURA DE CORDEL E A RELAÇÃO COM A LEITURA: Contribuições para o processo de ensino aprendizagem, de TATIANE CLÉRIA DA SILVA, UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA MODALIDADE À DISTÂNCIA[3]

[1] http://www.ablc.com.br/o-cordel/historia-do-cordel/

 

[1] https://www.significados.com.br/literatura-de-cordel/

 

 

[1]https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/3840/1/TCS07022018.pdf;TATIANE



[1] http://www.ablc.com.br/o-cordel/historia-do-cordel/

[2] https://www.significados.com.br/literatura-de-cordel/

[3]https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/3840/1/TCS07022018.pdf;TATIANE

segunda-feira, 28 de julho de 2025

Quercia del Tasso

 

O RAMO DE CARVALHO DE TASSO  PARA MACHADO DE ASSIS

 Estudando a História da Literatura Brasileira, de Luciana S. Picchio, , capítulo sobre Machado de Assis deparei-me com o seguinte texto:

“A ele (Machado de Assis), em 1905, em sessão solene da Academia Brasileira de Letras, é entregue um pequeno ramo da Quercia del Tasso. Fora enviado de Roma pelo grande literato Joaquim Nabuco”. (p.244)

Ao pé desta página a explicação do tradutor:

O “Carvalho de Tasso” era uma árvore monumental que existia em Roma. Ligada à figura de Torquato Tasso, que ali próximo transcorreu seus últimos dias, a árvore desde então leva o nome do poeta. Em 1843 a árvore foi fulminada por um raio e, em 2011, foi incendiada. Atualmente, no local, há apenas os restos daquilo que foi outrora um esplendoroso carvalho. Nabuco enviou o ramo para Graça Aranha , juntamente com uma carta, solicitando a este que, através da ABL, entregasse ao escritor. Na carta Nabuco diz, em relação a Machado, que devemos trata-lo com o carinho e a veneração com que no Oriente tratam as caravanas, a palmeira, às vezes solitária, do oásis.

Quem foi Torquato Tasso e por que este carvalho está ligado à sua figura?

1.      Tasso : Torquato Tasso, nasceu em Sorrento em 11 de março de 1544 e morreu em Roma, em 25 de abril de 1595. Foi um poeta italiano, conhecido pelo poema “Gerusalemme Liberata ( Jerusalém Libertada) de 1580. Ele sofria de uma doença mental e morreu pouco antes de ser prevista sua coroação como rei dos poetas pelo papa. No final de sua vida passou a viver no mosteiro Jerônimo de Sant’Onofrio al Gianícolo, em Roma, onde morreu e está sepultado. ( Wikipédia).

2.      Quercia del Tasso: ( Quercia, do latim quercia ou quercus = carvalho) , “Quércia del Tasso” ( ou Carvalho de Tasso) é o que resta de uma árvore monumental de Roma, localizada na colina de Gianícolo, no bairro de Trastevere. O carvalho está ligado às figuras de Torquato Tasso de quem recebe o nome , e de são Felipe Neri. O carvalho está localizado próximo ao convento de Sant’Onofrio, onde Tasso passou os últimos meses de sua vida. Segundo a tradição o poeta gostava de meditar aos pés da árvore. (Wikipédia)

3.      A árvore (O carvalho de Tasso)

Em 1843 a árvore foi atingida por um raio; no mesmo ano, o pintor inglês Arthur JohnStrutt a escolheu como tema de uma de suas pinturas, provavelmente, retratando-a antes de ser atingida por um raio; a pintura está preservada no Museu de Roma, no Palazzo Braschi.

            Em 1929, uma fonte foi colocada sob o carvalho, parte de uma série de fontes artísticas projetadas por Emanuele Cito Filomarino que traz um verso gravado do 15º canto de Jerusalém Libertada.

Em 2011, o carvalho, foi mais ainda danificado por um incêndio criminoso. Dado o seu estado, no início do século XXI foi proposto substitui-lo por uma planta do mesmo gênero e transferir os restos do carvalho para o museu de ciências naturais do colégio Torquato Tasso, em Roma. (Wikipáedia)

 

Simbolismo:

Para os romanos, o galho de carvalho era um símbolo de virtude, força, coragem, dignidade e perseverança. Sempre foi símbolo de força, virilidade e valor no campo militar, assim como o ramo de oliveira é símbolo da paz (ambos aparecem no emblema da República Italiana.)

 

A história dessa árvore inspira a muitos poetas e ela, juntamente, com a fonte é um ponto turístico de Roma.

 

Eu fiquei impressionado com a sutileza e o profundo significado da homenagem que fez Joaquim Nabuco a Machado de Assis, enviando-lhe um ramo do  “Quercia del Tasso”..

 

E já que não tenho o ramo de carvalho, ofereço este texto à nossa colega acadêmica Liti Belinha por seu laborioso trabalho em traduzir e disponibilizar  para nós “D. Leopoldina 1ª Imperatriz do Brasil”.

 

Confira a carta da Joaquim Nabuco a Graça Aranha o simbolismo do carvalho, no link abaixo:

 

https://dinodealcantarablog.wordpress.com/wp-content/uploads/2020/11/o-ramo-de-carvalho-de-tasso-.pdf

 

 

Novo Hamburgo, 20/06/2025

sábado, 7 de junho de 2025

Desconexão

 A ansiedade do desconhecido nos incita em certos momentos inesperados. Uma furtiva troca de olhar se antes a aparência nos tocou por alguns motivos que penetram em nosso ser e seguem os caminhos virtuosos das veias e vasos linfáticos, nos atingindo o cérebro que por sua vez emite os sinais para as diversas partes do corpo e mexem com tudo que nos pertence anímica e carnalmente falando. 

São estranhos impulsos que não dominamos, mas somos obrigados a dominar aqueles que daí advém como uma torrente tempestuosa. Aquilo fica mordiscando os pensamentos que se nos deixarmos dominar nos levam para outras estradas.

 Muitas vezes surge uma poesia, palavras que se juntam no cérebro e descem pelos dedos e nos obrigam a colocar no papel ou em outro instrumento aquilo que nos motivou, outras vezes sai uma música, ou quem sabe uma só palavra ou, talvez, apenas olhares penetrantes ao longe, furtivos às vezes, outras vezes, constantes, ligados como se fossem elos indissolúveis. 

O que nos abala tanto? É a loucura da vida em busca de resolver as coisas não resolvidas, a ansiedade do não se sabe bem o que é. Um rodopio, um balançar de quadris, uma volta ao léu, um andar como se fosse embora. Nunca saberemos se aportando ali ficaremos satisfeitos, talvez uma satisfação momentânea, talvez nunca mais se saiba na realidade o que seria e não foi. E lá se vai a ilusão, fica a imagem, fica a ansiedade, ficam os miasmas daquela ligação que não se fez. Partem dois seres, cada um na sua estrada, muitas vezes paralelas e que, por alguma razão do destino se cruzam novamente ali adiante, sem querer, só o acaso. 

E, novamente, aquele olhar furtivo convidando sempre para um desconhecido entrelaçamento. Novamente a incerteza, o formigamento, a ansiedade. Tudo se esvai na ilusão, ou quem sabe, num viver mais próximo, na interpenetração dos anseios e desejos tão magoados na longa estrada solitária de cada um. Lá se foi alguém que nunca foi e nunca será, a silhueta permanece algum tempo, enquanto a ilusão não morrer, o olhar furtivo desaparece, some, tudo desvanece numa nuvem. É o ser em desconexo com ele mesmo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

200 ANOS DA IMIGRAÇÃO ALEMÃ NO RS

 

200 ANOS DA IMIGRAÇAO ALEMÃ NO RS

Tributo aos imigrantes alemães Habekost e Schell :

Este é o lugar, Vale dos Sinos/RS, e essa é uma época importante, 200 anos da imigração alemã para o Brasil, e dois nomes para serem lembrados, Habekost e Schell, meus ancestrais, o primeiro trisavô, o segundo tataravô, vindos diretamente da Alemanha.

. Transporto-me, num esforço sentimental, para aqueles tempos e fico a buscar as fortes razões que moveram tantas pessoas a singrarem o oceano e aportarem em terras inóspitas. Aventura? Fuga das conturbações sociais? Desejo de riqueza? Amores? Que sentimentos moveram os corações dessa corajosa gente? E, após aqui chegarem, internarem-se mais ainda nos matos gaúchos, nas picadas, na solidão? Enfrentando feras, os nativos (índios), sol, chuva, mortes, privações várias. Que espíritos indômitos! Que heróis! Sentado após dois séculos, agora aqui, diante do meu computador, eu fico a imaginar que foram eles que permitiram esse milagre. Johann Habekost, Johann Adam Schell, alemães imigrantes, brasileiros por opção, ancestrais de tantos outros brasileiros que hoje apenas, fracamente, imaginam a sua epopeia. Deles e de suas maravilhosas mulheres eis-nos aqui, centenas de pessoas, a desfrutar das energias que plantaram e cuidaram e impulsionaram. Se trago dentro de mim alguma semente de sonho e de visão do futuro, talvez, lhes devo isto e, lhes rendo o merecido tributo.

 

Percorrendo a história das cidades que eles ajudaram a construir vislumbro a energia dos seus corações de suas mentes determinadas e chego a sentir o suor dos seus corpos na labuta diária, a sua saudade dos entes queridos e deixados além mar. Cada casa construída, cada picada transformada em rua, cada igreja erigida para orar e retemperar suas energias na sua fé, e cada cemitério, construído para prantear seus amados entes que se foram, tudo me transporta a esse passado E neste caldear do passado e do presente estremece o meu ser e eu sem os ter conhecido, os conheço bem. Possa eu, ao menos, transmitir uma mensagem aos meus descendentes, uma mensagem de admiração, de orgulho pelo trabalho dessa gente destemida e, que o culto às suas memórias, nos ensine a entender que, acima de tudo, a família ainda é a esperança para ser o veículo de preservação da harmonia, da paz, do amor entre os homens. Cultuar um passado de trabalho, de dignificantes exemplos, não é viver no passado, é antes de tudo trilhar sobre a estrada do futuro. Olhar o futuro como eles olharam, construir o futuro como eles construíram. Hoje é o amanhã, foi assim que eles pensaram, pensemos pois, assim também!

 

João Habekost, nome que adotou após sua naturalização no Brasil, nasceu em Hamburg na data de 08/06/1830. Chegou ao Brasil por volta de 1850 e serviu no exército brasileiro atuando na guerra contra  Oribe e Rosas. Após sair do exército ganhou terras de sesmarias e depois de vendê-las fixou residência no município de Rio Pardo/RS, mais especificamente na localidade de Arroio das Pedras onde permaneceu até seu falecimento em 28/09/1905, atuando, nesse local, como destacado comerciante e pecuarista. Casou, em primeiras núpcias com Maria Valentina de Paula, na data de 10/8/1853, tendo com ela dois filhos. Maria Valentina morreu aos vinte e oito anos. João Habekost casou-se, em segundas núpcias, com Maria Joanna D'Ávila, na data de 25/06/1876, com quem teve quatro filhos. João Habkost naturalizou-se brasileiro em 31/07/1884, recebendo da Câmara Municipal de Rio Pardo a sua certidão. Os numerosos descendentes de João Habekost e de suas esposas estão espalhados pelos estados brasileiros e muitos deles ainda residem na localidade de Arroio das Pedras e em Rio Pardo. No ano 2000 reuniram-se cerca de 180 descendentes na localidade de Arroio das Pedras onde, num ambiente festivo, confraternizaram. Na localidade de Arroio das Pedras foi edificado, em terreno de propriedade de um dos filhos de João, um colégio de ensino fundamental que existe até hoje sob o nome de “ E.E.E.M João Habekost”, contribuindo dessa forma com a educação local.

 

Mais informações sobre a família Habekost podem ser acessadas no endereço:

www.ivanio.pbworks.com

 

Adão Schell, nome que adotou no Brasil, oriundo de Johann Adam Schell, nasceu na data de 24/06/1809 na aldeia de Bosen, ducado de Oldenberg, principado de Birkenfeld (Alemanha). Chegou a São Leopoldo na data de 18/06/1829, aos vinte anos de idade, fixando residência na localidade de Bom Jardim, hoje município de Ivoti. Em 30/10/1830 casou-se com Anna Christina Hein, de Hildburghausen, Saxonia, ambos eram evangélicos. O novo casal residiu inicialmente na colônia do pai de Anna Christina, situada também em Bom Jardim. Algum tempo depois passou a morar em Rio Pardo e posteriormente em Cachoeira do Sul, onde Adão Schell se estabeleceu com uma oficina de fabrico de carretas. Em busca de matéria prima para suas carretas migrou para o município de Passo Fundo onde se estabeleceu comercialmente. Com sua esposa Anna Christina, foi o primeiro casal estrangeiro a povoar Passo Fundo, onde permaneceram até o fim de suas vidas gerando nove filhos. Já no fim de sua existência, fundou Adão Schell a Loja Maçônica Concórdia III, tendo sido o seu primeiro venerável.

Eis o que escreveu F. Antônio Xavier e Oliveira em sua obra “Anais do Município de Passo Fundo”, sobre o falecimento de Adão Schell:[1]      

“24/08/1878. Falece o venerado ancião Adão Schell, natural da Alemanha e um dos mais antigos moradores da vila, onde, por muitos anos tivera importante casa de comércio.

Chefe de uma das mais numerosas e distintas famílias da localidade, e primando por um caráter ilibado e uma educação severíssima, a sua influência moral foi enorme na evolução social de Passo Fundo, e será sempre recordada como um título de justa benemerência à sua memória.”

Mais informações sobre Adão Schell e seus descendentes pode ser encontrada em

www.ivanio.pbworks.com

 

Descendentes desses dois alemães imigrantes estão espalhados pelo Brasil afora, principalmente nos estados do sul. Seus ancestrais e parentes residem por todo o mundo, concentrando-se notadamente na Alemanha.

 

 

 

 

O autor,

Ivanio Fernandes Habkost

e-mail: oynavy@gmail.com



[1] Johan Adam Schell, Marina Xavier de Oliveira, 1980, Diário Da Manhã Gráfica e Editora/Passo Fundo/RS

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Até breve!

 

 

Até breve!

Como posso te esquecer

Se quando quase estou te esquecendo

Tu me visitas como uma nuvem

Que se dissipa nas lembranças

Reativando as saudades que ainda vivem

Num recanto longínquo do meu coração

Lembras? Foram apenas pingos coloridos

Que pingaram no teu e no meu ser

Efêmeros, tal qual raios que estouram

Assustando as almas desprevenidas

Os quais não secaram ainda e me molham

Nas horas tristes de minha solidão.

Que força têm encontros de almas

Que se querem, que se pertencem

Mas, por conta de desencontro no tempo

Estão tão perto, mas tão longe

Dizendo adeus, até breve

Sabendo que o breve

Pertence a outra existência.

segunda-feira, 27 de maio de 2024

O DITADOR DE PRIORIDADES

     

O ditador de prioridades

 

            Hoje em dia estamos sendo arrasadoramente ligados ao celular. Ele que dita as nossas prioridades. Estamos irremediavelmente sendo conduzidos por esta pequena, mas inteligente máquina. Tenho a impressão que foi a maior invenção do homem do século XX. Levantamos e a primeira coisa que fazemos é dar bom dia ao celular, verificando no whats quem nos dá bom dia, se existe alguma informação nova, se morreu alguém, quem ganhou o jogo, que novidades existe no mundo, qual foi a resposta de tal pessoa em relação ao que lhe disseram, enfim temos acesso instantaneamente a tudo. Temos dúvida do conceito de alguma frase, palavra, basta perguntar para o Google, quem foi tal pessoa na história da humanidade, qual a capital de tal país, como estará o tempo hoje, amanhã, daqui a uma semana, quem está vencendo a guerra, quem morreu, como está meu filho que mora nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, tudo esta maquininha infernal sabe. Não podemos viver mais sem ela. E ela vai se desenvolvendo qual uma planta que por si só cresce, não tem limites, avança poderosamente para nosso domínio total é como se fosse uma praga para a qual não se conhece a cura. É um paradoxo, quanto mais reduzida de tamanho, mais poderosa, seu hardware decresce, mas seu software cresce. Nos dias de hoje, dado as facilidades de crédito, praticamente, qualquer pessoa possui um celular e, mesmo, velhos defasados em seu conhecimento conseguem manejar as funções mais úteis, mesmo aqueles de poder aquisitivo bem restrito possuem a sua maquininha, ela está tão disseminada no meio social que a visão mais comum, hoje em dia, é ver os transeuntes, as pessoas sentadas em bancos de praça, nos bancos de ônibus, em qualquer lugar, vê-las com o pescoço curvado, a cabeça pendida para baixo e os olhos fixos no visor do celular. Mas, todavia, temos que reconhecer a sua utilidade nas mais variadas necessidades do ser humano. Um aviso importante que precisa ser dado com urgência, chamar uma ambulância para atendimento de um paciente que precisa de socorro, localizar alguém perdido, orientar-se na cidade através de GPS, ver e falar com alguém que está a milhares de quilômetros de distância, conversar, namorar, encontrar o seu parceiro ideal, passear por cidades nunca vistas, conhecer os hábitos de outros povos, perscrutar a história, estudar, ler, buscar conhecimento em qualquer área, enfim já não encontramos uma só palavra que retrate o seu poder. É, sem dúvida, uma extensão, um apêndice de nós mesmos, sem o qual já não podemos viver. É nossa memória adicional que nos lembra, num simples som, o nosso próximo compromisso, já confiamos nela como em nós mesmos. Guarda os nossos segredos mais íntimos a ponto de ser absolutamente pessoal, ela não pode pertencer a duas pessoas ao mesmo tempo, é egoísta, é privativa, é filho de uma só pessoa, é amigo de apenas um. E, tanto é assim, que o acesso à sua memoria só é possível conhecendo a chave de entrada, a famosa senha pessoal, intransferível, guardiã de nossa vida. Tecnologicamente é poderosíssima, em breve se comunicará com outras máquinas das casas onde reside, comandando-as, interagindo com elas, dando ciência do que acontece dentro da casa, na ausência do seu dono. Fará pão, acenderá as luzes, abrirá portas e janelas, ligará uma panela para fazer a comida de tal forma que o dono ao chegar em casa só terá o trabalho de comer. Já responde perguntas bem específicas, escreve textos, corrige a ortografia e entregará a seu dono a folha impressa daquele documento, daquela carta, enviará e-mails, comprará livros, lerá e fará resumos. Tudo será possível,

Como estaremos daqui a alguns anos? Como seremos, apêndices das nossas próprias máquinas que hoje são nossos apêndices? Ou seremos destruídos antes disso por elas ou por nós mesmos? É um tempo de perguntas sem respostas, centenas de visionários estão a pipocar ideias querendo incutir na humanidade teorias, as mais diversas, sobre o destino da humanidade, ecologistas, filósofos, religiosos, políticos, perdidos no emaranhado de informações que são reduzidas a conceitos sem embasamento científico. Vez por outra nasce alguém que mostra o caminho verdadeiro quer na tecnologia, quer na espiritualidade. E, então, somos levados pelo roldão da verdade, infelizmente não sabemos fazer uso equilibrado das revelações e, então, temos que aprender pelo sofrimento e não pela sabedoria. Temos um exemplo na carne desta constatação, a enchente no Rio Grande do Sul. Muita gente aprenderá, muitos outros permanecerão na teimosia do seu curto saber. Ao povo do Rio Grande do Sul está sendo revelado uma verdade: o sofrimento é o caminho para quem não usa a sabedoria para sua evolução.

As águas, sempre as águas, dilúvios, tsunamis, sempre as águas a nos lembrar que pertencemos a um planeta aquático. Nos voltamos sempre para a terra, aterramos as margens dos rios, dos lagos, dos arroios, em busca de mais terra, mas esquecemos de ocupar as águas, conviver com elas. Não, poluímos, depositamos nelas a nossa ignorância, esgotos, fezes, resíduos industriais, sofás velhos, carros, animais mortos e até homens mortos. Poluímos as águas para depois gastarmos uma soma enorme de nossos recursos para despolui-la para consumo, Roubamos de seus leitos naturais, as matas ciliares, expulsamos os pássaros, os répteis, roubamos suas areias, aterramos os seus banhados, fazemos atrocidades indescritíveis com a natureza que tudo nos dá, mas quando ela não suporta mais, explode e nos mata e nos desaloja e, nos ensina pela dor.

E o celular? Bem, ele ainda não aprendeu a nos educar como a natureza, temo esse dia!!!

segunda-feira, 20 de maio de 2024

CALAMIDADE NO RIO GRANDE DO SUL

 

 



            







No início do mês de maio de 2024 ocorreu uma enchente nunca vista no estado do Rio Grande do Sul, ocasionando a maior tragédia de todos os tempos com mais de 157 mortes, centenas de feridos, a maior parte dos municípios foram atingidos, 464 de 497 foram atingidos, afetando 2,3 milhões de pessoas  , milhares de desabrigados, casas totalmente destruídas, bens materiais que compunham o interno dos lares totalmente perdidos. Os níveis dos rios superaram todas as marcas de segurança e invadiram as bairros das cidades ribeirinhas, como se pode ver pelo gráfico acima que mostra os rios que compõem a bacia hidrográfica do lago Guaíba, receptáculo de todas as águas que descem da serra e se dirigem para o mar e, devido a isso, a capital Porto Alegre, em suas regiões mais baixas ficou totalmente alagada. Ocorreram deslizamento de encostas, bloqueando estradas, destruindo tudo que aparecia pela frente, pontes, casas, estradas, tragédia impressionante. Os municípios da grande Porto Alegre, tais como Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, foram severamente atingidos. Os municípios vizinho de São Leopoldo e Novo Hamburgo ficaram incomunicáveis por terra, pois o Rio dos Sinos transbordou e impediu que as pontes, três pontes que interligam as duas cidades, fossem interditadas. Diques foram rompidos pelas águas agravando ainda mais a região. O aeroporto de Porto Alegre ficou totalmente debaixo de água, impedindo voos que interligam esta capital ao Brasil e ao mundo. Viagens foram canceladas sem previsão de retorno. As regiões do Vale do rio Taquari foram assoladas de tal maneira que muitas cidades foram varridas do mapa, viam-se casas inteiras sendo arrancadas e arrastadas pelo furor das águas barrentas, árvores indo rio abaixo, animais lutando desesperadamente para sobreviver em nado aterrador, cachorros, porcos, gado, centenas morrendo sufocados pelo cansaço e dor, corpo submerso, só a cabeça de fora, implorando, com olhos esbugalhados de pavor, um salvamento. Um cavalo tornou-se o símbolo da resistência e esperança ao ficar vários dias e noites sobre um telhado de casa submersa, sem se mover, sem água, sem ração, solitário na sua luta pela vida, até que foi heroicamente resgatado. Esse cavalo, o Caramelo, nome que recebeu por sua cor, passará para a história como símbolo da resiliência do povo gaúcho. E o povo foi solidário, numa corrente impressionante de solidariedade e fraternidade foram surgindo os heróis que, sem medir esforços, se lançaram ao salvamento de pessoas e animais em suas botes particulares, no seu esforço pessoal, numa doação nunca antes vista. Abrigos foram montados às pressas para acolher os flagelados, cozinhas foram montadas tempestivamente para alcançar um pouco de comida e alimento a quem desesperado clamava por auxílio. Chamamentos ecoavam pelas redes sociais para que voluntários se apresentassem para ajudar. Observava-se um ir e vir de barcos trazendo para as partes secas que ainda restavam, os magotes de pessoas, molhadas, com frio no corpo e na alma por terem perdido tudo. A busca por sobreviventes era frenética, os voluntários seguiam para pontos remotos onde antes havia casas e agora só águas, na busca de algum telhado que guardasse pessoas ou animais. De muitos, centenas de telhados, foram resgatado pessoas e cachorros. Os voluntários não se permitiam trégua, organizados qual um exército em batalha, dividiam as funções, colocavam ordem nos locais de acolhimento, serviam refeições, distribuíam agasalhos, improvisavam camas, distraiam as crianças, consolavam idosos, distribuíam atenção e amor aos corações flagelados, faziam os primeiros socorros aos feridos. O Brasil inteiro se mobilizou e se solidarizou com a tragédia que se abatia sobre o povo heroico do Rio Grande do Sul que tem uma história imensurável na guarnição das fronteiras sulinas desse imenso e grandioso país que todos amamos. Enquanto os rio arrastavam as coisas do Rio Grande, rios de solidariedade acolhiam o povo gaúcho, traumatizado e perplexo diante do furor de uma natureza que sempre o acolheu e lhe deu o que comer, no que viver, permitindo que sua terra lhe desse o fomento necessário para o cultivo de tudo o que é necessário para a sua subsistência, além de lhe dar condições de forjar uma tradição de lutas, de caráter, de brio, e criar um modo sui generis de vida, onde se observa, por exemplo, a cuia com chimarrão, o fogo aceso nas fazendas que nunca se apaga, o amansar o chucro cavalo, o lutar e brigar por seus direitos, impedindo a exploração das elites, tal como foi feito na Revolução Farroupilha. Muito se ouviu , agora, nesses tempos bicudos, o hino Rio grandense, onde se ouve versos, que refletem o caráter desse povo- “sirvam nossas façanhas de modelo à toda a Terra” – povo rico de façanhas para onde quer que se olhe. Dois campeões mundiais de futebol, Grêmio e Inter, refletem um tipo de façanha que muito orgulha parcela da sociedade que se dedica ao esporte. É povo unido e forte que irá reconstruir essa valorosa terra. Amamos a natureza que tudo nos dá, num momento e, noutro, quase tudo nos tira, mas vamos refletir com mais atenção e tentar compreender que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, como bem afirmou Lavoisier. Vamos prestar bem atenção o que dizem as pessoas, filtrar e separar o joio do trigo, pois é nesses momentos que a erva daninha aparece, principalmente disfarçados em conhecimento e cultura, tentando fincar estacas de conceitos ideológicos. Ouvi um professor que quer se tornar famoso, e já é conhecido por muitos, colocar toda a culpa no “AGRO”. É do mesmo time que combate a tecnologia e a usa, que combate a poluição, mas usa o seu carro, que combate a soja, mas tem na sua cozinha o óleo que usa para condimentar os seus alimentos, fritar o seu bife, regar a sua salada. Hipocrisia pura.

O Rio Grande do Sul vai sair dessa mais forte e unido e o Brasil também!

sábado, 13 de abril de 2024

XANDÃO MUSKMARTE

 

XANDÃO MUSKMARTE

Xandão Muskmarte, é um espécime pouco comum que se sobressai na elite de uma sociedade. Veja-se o exemplo, Simão Bacamarte, o Alienista, que viveu na vila de Itaguaí, imortalizado por Machado de Assis, seu criador, é outro exemplo. A diferença deste para o primeiro é que este usou a medicina para qualificar os loucos e Xandão Muskmarte usa a lei, mas a prática é a mesma: encarcera-se indistintamente quem é rotulado de orate, mesmo quem anda passeando despercebidamente pelas ruas, mas se passar por perto...é encarcerado, os loucos de Muskmarte na Papuda e os de Bacamarte na Casa Verde.

                Estamos vivendo tempos assombrosos. Dizem, os mais apressados estudiosos espíritas, que Simão Bacamarte se materializou em Xandão Muskmarte , mas os estudiosos das teorias modernas sobre a origem das civilizações dizem que ele é um Anunnaki, seja como for estamos diante de um personagem à semelhança do cão dos Baskervilles ou se quiserem, a própria essência do mal, Valdemort, inimigo de Harry Poter, a capa preta os aproxima mais. Ou, Frankenstein moderno, talvez, desses personagens reais e fictícios, que assombram nossas mentes e nossa vida real.

Xandão Muskmarte se auto transformou no “Grande Irmão” de George Orwell que  tudo vê, a tudo julga e a todos condena, sob o olhar complacente dos seus pares e mentes coniventes de outros poderes. Encastelado, com o refrão “de lá não saio, ninguém me tira”, acorda com a obsessão de quem irá acusar de propagador de mentiras, portanto,  um  orate que precisa ser encarcerado.

                Tal é a criatura, criada por uma sociedade doentia que se arrasta numa terra desde a sua descoberta e colonização até os dias de hoje, numa sucessão de loucuras, a exemplo do “El Ingenioso Hidalgo don Quixote de La Mancha” que lutava contra os moinhos travestidos de mortais inimigos e, sobre eles, investia com sua espada em riste, montado em seu garboso corcel Rocinante.

quinta-feira, 21 de março de 2024

Lançamento do Livro "Reino do Açúcar-Uma doce História"

 O tempo é inexorável. Sete meses se passaram sem que eu postasse alguma novidade aqui. Para continuar o assunto da última postagem vamos relatar como foi o lançamento do “Reino do Açúcar-Uma doce História", na 39ª feira do livro de Novo Hamburgo, que se realizou de 9 a 15 de outubro de 2023, Apesar dos convites feitos via Facebook e whats, poucos compareceram. Havia dois pontos de venda, na ALVALES – Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos e na banca da ZMulti, editora do livro. Nesta feira foram vendidos  cinco livros. Fotos para documentar, tirei várias, segue algumas:

Na primeira foto, com a patronesse da feira do livro de NH, em 14/10/2023, Dra. Margarete Fagundes Nunes, autora do livro Memória Negra, que compõe a Trilogia Antropológica o Vale do Rio dos Sinos.

 

 



Na outra foto, da esquerda para a direita: Bruno (neto), Luís Felipe (pai do Bruno), Vivi esposa do Luís Felipe, Helenita, esposa de Ivanio, Ivanio (o autor) e o amigo Paulo Saldoti.

    Um jovem leitor curioso, comprando o livro.



                                                    Colega Nícias e a patronesse da feira Dra. Margarete Fagundes Nunes.




sexta-feira, 14 de julho de 2023

REINO DO AÇÚCAR-UMA DOCE HISTÓRIA




Esse conto foi inspirado num ensaio sobre a história da cana-de-açúcar que escrevi visando trazer para a Literatura conhecimentos sobre plantas que tiveram uma importância significativa para a sociedade brasileira.

"Reino do Açúcar -Uma doce história" eu redigi em pouco mais de dois dias. Trata-se de uma literatura infanto-juvenil, cuja pretensão é despertar nos jovens, dessa faixa etária, gosto por leitura.

 Estamos vivendo uma época de tremendas mudanças que se processam numa velocidade incrível, por conta da tecnologia informática. Nossas crianças e jovens já não sabem mais reconhecer um passarinho, uma vaca. O mundo virtual os afasta da realidade, a comida é engolida às pressas para retorno ao computador ou celular. As amizades são robóticas, não sabem relacionar-se em presença. As aulas virtuais estão chegando para substituir as presenciais. O professor é substituído pelo Google, pela Wikipédia, pelos aplicativos. Os pais não sabem, e a grande maioria, preocupados com a subsistência da família, pouco conseguem auxiliar e o jovem segue navegando pelo prazer e açodadamente. É competição por games, jogos que distraem mais do que ensinam. É um tatear na escuridão do futuro.

Diante de tudo chego eu com “Reino do Açúcar -Uma doce história”. Nada a ver com esse mundão informático. Mas, penso em convidar para uma pausa reflexiva. Eu o fiz com um conteúdo rápido, o mais o objetivo possível para prender a atenção dessas mentes que exigem foco e rapidez. Criei um mundo de fantasia para aproximar dos jogos que mexem com a imaginação dos jovens. Trouxe duendes, formigas e os misturei com uma história de amor , amor a ser conquistado por uma competição, própria dos games.

O tempo dirá se obtive ou não algum sucesso!

Vou lançar esse livrinho na feira do livro, na cidade de Novo Hamburgo, a realiza-se , em data a ser definida, lá por setembro ou outubro de 2023. Mas, já o estou distribuindo, gratuitamente, para algumas pessoas privilegiadas, bem como para a biblioteca da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos e, também, disponibilizando aos interessados a R$ 30,00, o exemplar, basta mandar um e-mail para mim: oynavy@gmail.com.


quinta-feira, 13 de julho de 2023

Lançamento da Antologia UNÍSSONO da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos – ALAVALES

 

Objeto : Livro contendo textos em prosas, poemas, contos , biografias e crônicas escritos pelos acadêmicos. Total de escritores: 38.

Local: Piano Bar do Hotel Swan Tower, Novo Hamburgo

Data: 31/05/2023   Hora: A partir das 19;00 h



 

ALVALES – Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, fundada em 29/07/1988, é uma associação civil de direito privado, reconhecida de utilidade pública conforme Lei Municipal nº 103/91, de 09/09/1991, com autonomia administrativa e financeira, de fins não econômicos, com personalidade jurídica distinta da de seus associados. Atualmente conta com 42 membros.

Sua sede fica localizada no Espaço Cultural Albano Hartz, no Calçadão Oswaldo Cruz, em Novo Hamburgo (RS), onde possui uma biblioteca e diversas atividades abertas ao público em geral.

e-mail: alales.academialiteraria@gmail.com

Minha contribuição, nesta antologia, constou dos seguintes textos:

- Nunca Mais (História inspirada no poema “O Corvo” de Edgar Allan Poe) (6,5 pág.)

- O Velho e o Barco ( conto que envolve perdas e perspectivas de um velho homem) (4,5 pág.)

- Mosaico Brasileiro ( Poema sobre a realidade brasileira) ( 3 pág.)

- Debaixo do Viaduto ( Poema que retrata uma realidade dura da vida) (1 pág)

 





domingo, 9 de julho de 2023

APRECIAÇÃO DA OBRA "UM RIO ENTRE NÓS"

 NOTA DO AUTOR

Este evento está inserido no calendário anual da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, entre outras obras apreciadas.

A opinião dos colegas acadêmicos (as) me animam a continuar expondo minhas ideias literárias. Agradeço a eles esse importante incentivo.

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Apreciação do Livro “Um Rio Entre Nós”, realizado na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, em  26 de abril de 2023



 Participaram do encontro os acadêmicos (as) : Adriane Marlei Kalsing, Diva Maria Lindenmeyer Prates, Genelci de Oliveira, Leandro Matte, Liti Belinha Rheinheimer, Marta Vargas, Nicias Sauer e Helenita Leal Habkost, como convidada, além do autor da obra Ivanio Fernandes Habkost.

Mediadora : acadêmica Nicias Sauer

19:39, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Registro...Dia 26 de Abril-Quarta-feira próxima estará ocorrendo na Sala da ALVALES a partir das 16horas até às 18 horas, a apreciação do Livro :"Um Rio Entre Nós" escrito pelo nosso colega Acadêmico Ivânio Habkost. O evento estará assim organizado...

[19:40, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Coordenação-Nícias Sauer. Cronometrista-Professora Marta Vargas.

[19:45, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Convidados preparados para comentários apreciativos: Profa. Diva Maria Lindenmeyer Prates, Acadêmica Liti Belinha, Profa. Genelci de Oliveira,Profa Jane Michels,Filósofo Leandro Mate, Acadêmico Felipe Braun, Profa. Adriane Marlei Kalsing, Acadêmico Jorge Hansen.

[19:50, 23/04/2023] Nicias ALVALES: As falas dos apreciadores serão sorteadas na hora do Evento. Sobrando tempo teremos um momento mais livre. Sugiro ter outros momentos de fala sobre este livro porque é muito valioso para os habitantes de nossa região. Talvez o autor possa realizar uma palestra sobre seu livro. Outros acadêmicos poderão acertar com o colega Ivânio outros momentos de troca sobre sua obra: "Um Rio Entre Nós!"

 

Comentários dos colegas da Academia sobre o livro “Um Rio Entre Nós”:



 O escritor Ivanio Habkost descreve em sua obra, suas próprias raízes que formam assim parte da sua própria história. Seu trabalho através de seus escritos, nos permite uma visão sobre acontecimentos até então pouco conhecidos. Ivanio Habkost tem uma forma ímpar de escrever e assim registrar os acontecimentos e histórias através de bela narrativa.

 Depoimento do colega Felipe Braun

Livro:” Um rio entre nós" ,do escritor Ivanio Fernandes Habkost

Adorei  ler este livro! Que livro fantástico: um "quebra-cabeça “genial e detalhado, contendo romantismo, aventura e ação, mesclando ficção  e fatos históricos relevantes à imigração alemã no RS, Revolução Farroupilha, Episódio dos Muckers ,importância do Rio do Sinos e adicionando ainda, um romance dos tempos atuais.

É um livro que me "prendeu” do início ao fim e despertou em mim memórias afetivas da minha infância; também me instigou a pesquisar mais sobre os fatos históricos, aspectos geográficos e pontos turísticos do RS ,além de alguns vocabulários  relatados no livro.

Ao ler "Um rio entre nós ",cresceu em mim uma imensa vontade de pesquisar mais sobre meus antepassados, de criar um "baú e um caderno de recordações com “capa de couro”, como foi citado no livro...Deixar um legado carregado de episódios e memórias afetivas aos meus descendentes!

 Enfim, Ivanio escreve que o que mais quer "nesta espiral ascendente  de minha vida...é ser feliz!"

E quem não quer ser feliz, não é mesmo? Pois eu posso afirmar que fiquei muito feliz ao ler este livro,” viajando" junto nos enredos tão bem elaborados por Ivanio!

Parabéns, Ivanio, pelo teu belo livro!👏🏻👍🏻✨📖

        Um abraço de

Adriane Kalsing

Onde está o vosso tesouro, aí está o vosso coração", disse o mestre. Penso que Ivânio Habkost conseguiu com o coração criar um tesouro. Mesclando passado e presente, com duas histórias em uma, fez-nos sonhar com o futuro, numa fluência de contextos. Seus personagens são fruto de uma engenharia química que gerou um romance histórico gaúcho, nascido da saga dos imigrantes alemães e seus descendentes. UM RIO ENTRE NÓS é obra que fala de vidas unidas, e separadas, pelo Rio dos Sinos. É a nossa história. (Leandro Matte - Espaço Cultural Albano Hartz)

[16:19, 27/04/2023] Nicias ALVALES: "Eu, Nícias ,gaúcha, nascida no Rio  Grande do Sul...Eu, , cidadã do Vale do Rio dos Sinos!...Eu Nícias amante da Literatura...Digo...-Li o livro"  Um Rio Entre Nós" de Ivânio Habkost! Assim sendo, sou mais feliz, sou mais eu!

Viva a nossa identidade!🥰

 Nicias ALVALES: Obrigada colega Ivânio por este belo encontro  com a gente

Diva Maria Lindenmeyer escreve o seguinte sobre o encontro de ontem:

 Revisitar o passado, através dos hábitos , costumes, valores mas sobretudo refletir sobre a importância de valorizar, reverenciar nossas origens , marcam presença no Romance “ Um Rio Entre Nós “ de Ivãnio Habkost.

O emprego de um vocabulário claro, cheio de humanidade e afetividade, nas descrições, contribui para o encantamento do romance e sobretudo crescimento pessoal, pois nos toca o coração.


sexta-feira, 28 de abril de 2023

Posse na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos - ALVALES

 Na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos - ALVALES

Entrei para a Academia em 14 de dezembro de 2022, cerimonia que foi realizada no jardim da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, sito à rua Daltro Filho, 911, Hamburgo Velho, Novo Hamburgo, quando li a poesia de Luis Caetano Pereira Guimarães Júnior - "Visita à Casa Paterna". O motivo de ter lido esta poesia foi porque ela expressa um retorno, o meu retorno a uma casa da qual eu nunca deveria ter saído - a literatura, através do curso de jornalismo que eu deveria ter cursado por vocação. Enfim estou em casa. 

Apresentei ao entrar para a Academia o romance que havia escrito, "Um Rio Entre Nós" que publiquei em 2004, do qual já falei neste blog e que será  motivo de análise em encontro com os acadêmicos.  
Escolhi como patrono o escritor Érico Veríssimo, ocupando a cadeira nº 42 da Academia.






terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Memórias - Parte I

 

Este meu velho blog vai sentir por me ver escrever tantas ideias que aportam em minha envelhecida mente.

“Anno Domini, 2022”, escrito em 3/11/2022 que precede este artigo, constituirá uma das partes das minhas memórias.

1ª PARTE  ( 27/12/2022 )

Atravessei inúmeras dificuldades, nas quais quase naufraguei. As primeiras, ainda, sem noção ou poder de análise, mas com muita dor no coração, melhor aperto. Um aperto muito forte da saudade infantil dos pais que ficaram longe, das águas do rio , das matas ribeirinhas, dos amigos, das amigas. dos animais, dos pássaros, dos frutos silvestres, do barro da chuva, do pão feito em casa, enfim da convivência sem armadilhas, da paz sem compromissos. Era a infância feliz, embora sem presentes materiais. Hoje eu entendo a diferença. Muito longe ainda, o amor dos avós e dos tios e tias, tenra infância saudosa, praticamente no chão da terra. As vacas, as galinhas, os cavalos, os cães. Até os cães pareciam diferentes e gigantes. O mato virgem, os riachos gelados, o cheiro da cardamomo. O orvalho, bem cedinho, matando a sede das folhas. O meu coração estava cheio dessas belezas da natureza quando parti e deixei tudo para inundar a saudade. Uma troca terrível, matas por prédios, animais por gentes, terra por asfalto, rios por chuveiros. Moldava a duras penas um ser que eu desconheceria, fustigado por regras, etiquetas, estudo, muito estudo. Um novo tipo de convivência que eu tateava à procura de uma realização que não sabia bem o que seria. Foi crescendo um vácuo dentro de mim que não conseguia preencher. Oásis na juventude permitiram seguir em frente – Grupo da Amizade – jovens reunidos em busca de convivência sadia, não havia drogas, nem álcool. Época de ansiedades, de insatisfações, de buscas. Enfim, nesse grupo, conheço a pessoa que viverá comigo por quarenta anos. Cedo, esse compromisso, porém. Havia muito a construir, muito a usufruir, mas segui em frente. Com muito esforço, consegui superar o obstáculo do vestibular. Era imperioso que fizesse uma faculdade. Aqui uma encruzilhada. Eu queria o Jornalismo, passei no Vestibular da PUC, mas ao mesmo tempo, passei também, no vestibular da Engenharia Química, este na cidade de Rio Grande. O que fazer? Ponderei a situação sozinho. Jornalismo seria pago, Engenharia, com bolsa. Não houve escolha, apenas imposição das finanças. Segui para Rio Grande. Uma era de muitas lutas, poucos recursos materiais, no início recebia uma bolsa de estudos, depois consegui trabalho no Centro de Pesquisas Oceanográficas e já, no fim da faculdade, como professor de química no Colégio dos Irmãos Maristas. Resolvi, num gesto pusilânime, casar. Hoje vejo que não era tempo. Veio o primeiro filho. A luta se agigantava. Era um roldão de destino misturado com decisões apressadas. Talvez, por essas razões, seguramente por elas, levei um ano a mais para concluir a faculdade, o que até hoje sinto, porque o convívio a posteriori com os colegas com os quais convivi e criei fortes vínculos de afetividade, me foi negado por esta circunstância, mas apesar disso a amizade não esmoreceu e continuo sendo lembrado e mesmo comunicando-me, via whats e também esporádicas visitas dos mais chegados. Também, é claro, tenho encontros com os colegas que se formaram comigo e os mais saudáveis foram ao completarmos 10 anos e 50 anos de formado. Muitos dos colegas já se foram para os celestes campos, e quase todo o ano um parte, por isso preciso apressar - de novo o apressar!, para concluir essas minhas lembranças. Essa era de Rio Grande irá constituir a 2ª PARTE, pois acho importante salientar alguns episódios que ajudaram a forjar o meu caráter. Até lá!

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

ANNO DOMINI 2022

 Ah , meu blog querido, quanto tempo! Dias atrozes me impediram de estar aqui. Mas farei força para ser mais periódico com você e os amigos que me leem vez por outra. Hoje retorno, não com muito boas notícias, mas necessárias para construir minha história. Vejamos:

Anno Domini, 2022.

Estou com 82 anos e três meses e vivenciando eventos que considero normais para uma humanidade em evolução nesta Terra de regeneração, todavia, claro surpreendentes. Chegamos ao fim de uma pandemia o Covid 19 que levou para outra dimensão centena de milhares de homens e mulheres e da qual me livrei, bem como todos os familiares, com exceção do marido de uma prima irmã minha. O Covid me visitou, mas muito fraco, apesar que eu atribuo a ele minha perda parcial da audição do ouvido direito. Iniciei esse famigerado ano (e depois explico por que considero famigerado) no hospital, fruto de uma bactéria hospitalar que me pegou ao fazer uma cirurgia simples de hérnia inguinal. Quase bati as botas, estive na UTI por oito dias! Considero 2022 famigerado por que vivenciei  acontecimentos fora da curva:  primeiro a eleição para presidente da república de um ex-presidiário, condenado em três instancias jurídicas e absolvido por uma “canetada” de um Juiz do Supremo Tribunal Federal, sob os olhos complacentes do Senado Federal, quem de direito deveria ter coibido tal ação – esse evento ainda será narrado pelos historiadores, no devido tempo; segundo, o rompimento de relações com o meu primogênito por divergências, não ideológicas, nem religiosas, pois criei os meus dois filhos com plena liberdade de escolha, embora lhes tenha ensinado as principais virtudes do caráter de um homem, entre eles o respeito aos outros e, principalmente aos pais e mais velhos. Levando em conta esses ensinamentos, enviava via WhatsApp para ele alguns folders ou vídeos esclarecendo qual o melhor caminho para as eleições, mesmo sabedor que ele era simpatizante do partido dos trabalhadores. Pois, ele teve petulância de solicitar a seu pai que não lhe enviasse para o seu WhatsApp esse tipo de conteúdo. Retruquei dizendo que respeitava suas convicções, mas que não admitia que ele votasse num ladrão e corrupto, que não foram esses valores que lhe tinha ensinado. Sua resposta, ao invés de conciliadora, foi a de impropérios contra o outro candidato ao qual eu preferia. Não havia, no momento, outra decisão a não ser bloquear o e-mail dele e foi o que fiz. Pois, ainda vivi o suficiente para presenciar acontecimentos tão estranhos e imprevisíveis e que me afetariam tão proximamente. Com certeza, a compreensão que me passa a minha filosofia de vida, me faz aceitar serenamente esses acontecimentos, significa que eu sou merecedor deles e servirão para o meu aprimoramento. Somos todos irmãos e Deus nos dá as mesmas oportunidades de evolução, uns andam mais rápidos outros mais lentos e, acho que me encontro entre os últimos, pois estou nessa dimensão ainda. Algumas tarefas inconclusas, por certo, necessitam desse adicional de tempo que me é dado. Hoje ouvi algo interessante: existem muitos dias a serem vividos, mas só um para morrer! Vou aproveitar bem os que me restam, principalmente para perdoar. Sentimento extremamente difícil de concretizar, pois o orgulho, a prepotência, a ira são atrozes adversários.

Do alto desses meus 82 anos que me dão muita experiência de vida eu vejo que a sociedade brasileira tem muito a evoluir para aceitar serenamente o contraditório. Os homens que lideram o país têm pouca habilidade para compreender o seu papel. Criaram uma Constituição, mas não a respeitam e, principalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal – a história demonstrará. A sociedade está numa perigosa encruzilhada: se divide entre um regime socialista, que não deu certo em lugar nenhum do mundo relativo às liberdades e um regime que está engatinhando entre a extrema direita e o centro. O primeiro deturpado, aqui no Brasil, mais ainda pela corrupção, causa da grande maioria dos males sociais. Quem conhece a história do Brasil pode traçar um paralelo com outros importantes e trágicos acontecimentos envolvendo o mandatário do país. Os perdedores dificilmente se conformam com a derrota e ficam atazanando o eleito no período do seu governo. Lembram Getúlio, que se suicidou, lembram Jânio Quadros que renunciou? Ainda estamos vivendo essa incompreensão na nossa própria pele, vejam o que fizeram com o Bolsonaro, deram-lhe uma facada quase mortal e depois o sistema o encurralou a ponto de não conseguir se reeleger, e quase não governar. Essa é a mentalidade torpe de brasileiros que colocam o poder e por consequência seus ganhos pessoais acima dos valores pátrios. E o que é pior interferem na educação dos jovens e crianças tornando as escolas um antro de ensinamento de ideologias, antes de um ensino de conteúdos, sob o argumento falso de que a escola tem de educar ao invés de ensinar. Educação é com os pais e assim mesmo ocorrem cisões ao invés de convergências, como no meu caso.

Temos muito que aprender. É preciso gerar conhecimento. É preciso constante vigília e muita atenção nos sinais para que se possa, em conjunto, principalmente, na família, bem maior da sociedade, construir valores perenes para o bem. Quem não quiser seguir por esse caminho do bem, que siga sua estrada, haverá outras chances, se não nesta, em outras vidas.

Por hoje e só pessoal!


quinta-feira, 23 de abril de 2020

"Marido Indignado"



                                               “MARIDO INDIGNADO!”
Corre o ano de 2020 - ano da pandemia do "Corona vírus".
Sou marido de uma professora da rede estadual de ensino, regente de classe do ensino fundamental. Hoje ela chegou ao auge de seu estresse físico e mental com crise incontida de choro, quase ao colapso cardíaco. Causa: excessiva exigência do sistema educacional gaúcho em função do corona vírus.
Vejamos o que acontece:
Em função do Corona vírus houve a determinação da Secretaria de Educação para que as aulas fossem ministradas via EAD. Mudança radical de um sistema analógico - aulas presenciais, para um sistema digital – aulas não presenciais, utilizando as tecnologias disponíveis. Acontece que nem todas as famílias estão preparadas para essa mudança, pois os estudantes precisam de celulares e/ou computadores para execução de suas tarefas. Os professores, não habituados, ao uso constante dessas novas tecnologias desenvolvem um desgaste físico e mental enorme para desempenar suas novas funções de professor EAD. No caso de minha esposa, os seus alunos, a maioria deles, não dispõem de computador, o que acarretou enviar as aulas via “WhatsApp”, plataforma não adequada para esse tipo de uso. Os alunos deveriam, portanto, dispor de um celular, o que também se tornou um motivo a mais de estresse para os pais que não conseguem fornecer mais um celular para o seu filho ou filhos. O drama familiar aumentou à medida que nem todos os pais estão em casa o dia todo e precisam, pois, auxiliar seus filhos após um dia estafante de trabalho. É possível imaginar muitas outras situações familiares similares que geram inúmeras condições estressantes, compartilhadas pelos professores.
Acresce a essas dificuldades a exigência da Secretaria de Educação de que os professores, concomitantemente, com o novo sistema de educação descrito acima, realizem cursos de atualização “on line”, bem como contribuições na elaboração do “Currículo Referência da Rede Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul -  Ensino Fundamental e Médio”, também, lógico, via “on ljne”. Novos desgastes físicos e emocionais por parte dos professores, pois haja tempo e condições para ler um “catatal” de referenciais teóricos, alguns ou muitos com mais de 500 páginas, tudo com prazos especificados e utilizando um sistema informático instável e com muitos “Bugs”. Para entender, mais ou menos, o que significa essa contribuição na elaboração do currículo, uma professora regente de classe, como é o caso de minha esposa, deve contribuir em cada disciplina da classe que rege, isto significa refazer todo o referencial do currículo em forma de um plano, aos moldes do Referencial Curricular Gaúcho. Isto é, praticamente, repetir o que foi feito por uma equipe inteira, nesse referencial.
Minha esposa troca ideias e ânsias com suas colegas e, pasmem todas elas estão em estado de estresse lamentável, algumas com psiquiatra, outras utilizando remédios para dormir e para os nervos, mesmo assim, chegam ao estado que minha esposa chegou. Suas colegas, lhe ligam chorando, relatando os fatos de estresse familiar e pedindo ajuda para realizarem suas tarefas. Minha esposa tem a mim para ajudar, pois sou aposentado, e tenho tempo para auxiliá-la, mas me escapam conhecimentos referentes e também tenho que pesquisar e estudar.
Além de tudo isso, num momento, de quarentena, têm os professores conviver com achatamentos salariais propostos por leis estaduais, com perdas de, por exemplo, auxílio de difícil acesso e, por estarem em casa, perdem os auxílios de transporte. Nem, falemos, dos atrasos nos pagamentos.
Existem muito mais coisas dignas de serem incluídas aqui, mas já me alonguei demais.
Sou um marido indignado com a política educacional, com a falta de humanidade, de fraternidade, de espiritualidade, daqueles que formulam essas políticas e covardemente massacram a classe dos professores e, não tem a mínima coragem de elaborarem uma política de Estado e não de Governo.


domingo, 20 de janeiro de 2019

MANA JUSSA

Dia 12 de janeiro de 2019 desencarnou a minha irmã Jussa, o nome carinhoso como tratávamos a mana Helena Jussara Fernandes Habkost que depois de casada passou a adotar o sobrenome Ruschel de seu marido Nestor, por ocasião de seu casamento em 25/07/1970. Jussa nasceu em 10/10/1946, na cidade de Itapiranga, Santa catarina, às margens do Rio Uruguai, tinha 72 anos e três meses e dois dias, morava no Balneário Camboriu/SC, onde foi cremada. Deixou os filhos Daniel e Andrey.
Na hierarquia dos filhos de Walter e Gertrudes era e sexta, dos nove filhos do casal.
Foi a única que traçou seu próprio caminho, diferenciando-se de todas as irmãs e irmão que seguiram para Porto Alegre com acolhimento dos seus tios Ary e Cacilda Cesar para estudarem.Uma exitosa vida que a meu ver ainda poderia se estender por vários anos.
Por força do afastamento geográfico e circunstâncias da vida, pude conviver pouco, presencialmente, com a mana Jussa, mas os pontos de tangência de nossos encontros foram sempre afáveis e acolhedores de parte dela, por isso lhe sou imensamente grato.
Sete dias se passaram desde que ela partiu e eu tenho pedido aos espíritos de luz que a iluminem nessa nova caminhada, que tenha serenidade, coragem e discernimento para enfrentar essa sua nova dimensão.Há sempre luz disponível para quem distribui luz aqui na Terra e a mana Jussa foi um espírito de luz, por essa razão tenho certeza que Jesus lhe estenderá o seu manto de amor e paz.
A mana Jussa habitará para sempre os nossos corações.
Ela foi na frente, para com sua bondade, preparar o ambiente para nossa chegada.
Até breve, mana Jussa.