sexta-feira, 14 de julho de 2023

REINO DO AÇÚCAR-UMA DOCE HISTÓRIA




Esse conto foi inspirado num ensaio sobre a história da cana-de-açúcar que escrevi visando trazer para a Literatura conhecimentos sobre plantas que tiveram uma importância significativa para a sociedade brasileira.

"Reino do Açúcar -Uma doce história" eu redigi em pouco mais de dois dias. Trata-se de uma literatura infanto-juvenil, cuja pretensão é despertar nos jovens, dessa faixa etária, gosto por leitura.

 Estamos vivendo uma época de tremendas mudanças que se processam numa velocidade incrível, por conta da tecnologia informática. Nossas crianças e jovens já não sabem mais reconhecer um passarinho, uma vaca. O mundo virtual os afasta da realidade, a comida é engolida às pressas para retorno ao computador ou celular. As amizades são robóticas, não sabem relacionar-se em presença. As aulas virtuais estão chegando para substituir as presenciais. O professor é substituído pelo Google, pela Wikipédia, pelos aplicativos. Os pais não sabem, e a grande maioria, preocupados com a subsistência da família, pouco conseguem auxiliar e o jovem segue navegando pelo prazer e açodadamente. É competição por games, jogos que distraem mais do que ensinam. É um tatear na escuridão do futuro.

Diante de tudo chego eu com “Reino do Açúcar -Uma doce história”. Nada a ver com esse mundão informático. Mas, penso em convidar para uma pausa reflexiva. Eu o fiz com um conteúdo rápido, o mais o objetivo possível para prender a atenção dessas mentes que exigem foco e rapidez. Criei um mundo de fantasia para aproximar dos jogos que mexem com a imaginação dos jovens. Trouxe duendes, formigas e os misturei com uma história de amor , amor a ser conquistado por uma competição, própria dos games.

O tempo dirá se obtive ou não algum sucesso!

Vou lançar esse livrinho na feira do livro, na cidade de Novo Hamburgo, a realiza-se , em data a ser definida, lá por setembro ou outubro de 2023. Mas, já o estou distribuindo, gratuitamente, para algumas pessoas privilegiadas, bem como para a biblioteca da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos e, também, disponibilizando aos interessados a R$ 30,00, o exemplar, basta mandar um e-mail para mim: oynavy@gmail.com.


quinta-feira, 13 de julho de 2023

Lançamento da Antologia UNÍSSONO da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos – ALAVALES

 

Objeto : Livro contendo textos em prosas, poemas, contos , biografias e crônicas escritos pelos acadêmicos. Total de escritores: 38.

Local: Piano Bar do Hotel Swan Tower, Novo Hamburgo

Data: 31/05/2023   Hora: A partir das 19;00 h



 

ALVALES – Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, fundada em 29/07/1988, é uma associação civil de direito privado, reconhecida de utilidade pública conforme Lei Municipal nº 103/91, de 09/09/1991, com autonomia administrativa e financeira, de fins não econômicos, com personalidade jurídica distinta da de seus associados. Atualmente conta com 42 membros.

Sua sede fica localizada no Espaço Cultural Albano Hartz, no Calçadão Oswaldo Cruz, em Novo Hamburgo (RS), onde possui uma biblioteca e diversas atividades abertas ao público em geral.

e-mail: alales.academialiteraria@gmail.com

Minha contribuição, nesta antologia, constou dos seguintes textos:

- Nunca Mais (História inspirada no poema “O Corvo” de Edgar Allan Poe) (6,5 pág.)

- O Velho e o Barco ( conto que envolve perdas e perspectivas de um velho homem) (4,5 pág.)

- Mosaico Brasileiro ( Poema sobre a realidade brasileira) ( 3 pág.)

- Debaixo do Viaduto ( Poema que retrata uma realidade dura da vida) (1 pág)

 





domingo, 9 de julho de 2023

APRECIAÇÃO DA OBRA "UM RIO ENTRE NÓS"

 NOTA DO AUTOR

Este evento está inserido no calendário anual da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, entre outras obras apreciadas.

A opinião dos colegas acadêmicos (as) me animam a continuar expondo minhas ideias literárias. Agradeço a eles esse importante incentivo.

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Apreciação do Livro “Um Rio Entre Nós”, realizado na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, em  26 de abril de 2023



 Participaram do encontro os acadêmicos (as) : Adriane Marlei Kalsing, Diva Maria Lindenmeyer Prates, Genelci de Oliveira, Leandro Matte, Liti Belinha Rheinheimer, Marta Vargas, Nicias Sauer e Helenita Leal Habkost, como convidada, além do autor da obra Ivanio Fernandes Habkost.

Mediadora : acadêmica Nicias Sauer

19:39, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Registro...Dia 26 de Abril-Quarta-feira próxima estará ocorrendo na Sala da ALVALES a partir das 16horas até às 18 horas, a apreciação do Livro :"Um Rio Entre Nós" escrito pelo nosso colega Acadêmico Ivânio Habkost. O evento estará assim organizado...

[19:40, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Coordenação-Nícias Sauer. Cronometrista-Professora Marta Vargas.

[19:45, 23/04/2023] Nicias ALVALES: Convidados preparados para comentários apreciativos: Profa. Diva Maria Lindenmeyer Prates, Acadêmica Liti Belinha, Profa. Genelci de Oliveira,Profa Jane Michels,Filósofo Leandro Mate, Acadêmico Felipe Braun, Profa. Adriane Marlei Kalsing, Acadêmico Jorge Hansen.

[19:50, 23/04/2023] Nicias ALVALES: As falas dos apreciadores serão sorteadas na hora do Evento. Sobrando tempo teremos um momento mais livre. Sugiro ter outros momentos de fala sobre este livro porque é muito valioso para os habitantes de nossa região. Talvez o autor possa realizar uma palestra sobre seu livro. Outros acadêmicos poderão acertar com o colega Ivânio outros momentos de troca sobre sua obra: "Um Rio Entre Nós!"

 

Comentários dos colegas da Academia sobre o livro “Um Rio Entre Nós”:



 O escritor Ivanio Habkost descreve em sua obra, suas próprias raízes que formam assim parte da sua própria história. Seu trabalho através de seus escritos, nos permite uma visão sobre acontecimentos até então pouco conhecidos. Ivanio Habkost tem uma forma ímpar de escrever e assim registrar os acontecimentos e histórias através de bela narrativa.

 Depoimento do colega Felipe Braun

Livro:” Um rio entre nós" ,do escritor Ivanio Fernandes Habkost

Adorei  ler este livro! Que livro fantástico: um "quebra-cabeça “genial e detalhado, contendo romantismo, aventura e ação, mesclando ficção  e fatos históricos relevantes à imigração alemã no RS, Revolução Farroupilha, Episódio dos Muckers ,importância do Rio do Sinos e adicionando ainda, um romance dos tempos atuais.

É um livro que me "prendeu” do início ao fim e despertou em mim memórias afetivas da minha infância; também me instigou a pesquisar mais sobre os fatos históricos, aspectos geográficos e pontos turísticos do RS ,além de alguns vocabulários  relatados no livro.

Ao ler "Um rio entre nós ",cresceu em mim uma imensa vontade de pesquisar mais sobre meus antepassados, de criar um "baú e um caderno de recordações com “capa de couro”, como foi citado no livro...Deixar um legado carregado de episódios e memórias afetivas aos meus descendentes!

 Enfim, Ivanio escreve que o que mais quer "nesta espiral ascendente  de minha vida...é ser feliz!"

E quem não quer ser feliz, não é mesmo? Pois eu posso afirmar que fiquei muito feliz ao ler este livro,” viajando" junto nos enredos tão bem elaborados por Ivanio!

Parabéns, Ivanio, pelo teu belo livro!👏🏻👍🏻✨📖

        Um abraço de

Adriane Kalsing

Onde está o vosso tesouro, aí está o vosso coração", disse o mestre. Penso que Ivânio Habkost conseguiu com o coração criar um tesouro. Mesclando passado e presente, com duas histórias em uma, fez-nos sonhar com o futuro, numa fluência de contextos. Seus personagens são fruto de uma engenharia química que gerou um romance histórico gaúcho, nascido da saga dos imigrantes alemães e seus descendentes. UM RIO ENTRE NÓS é obra que fala de vidas unidas, e separadas, pelo Rio dos Sinos. É a nossa história. (Leandro Matte - Espaço Cultural Albano Hartz)

[16:19, 27/04/2023] Nicias ALVALES: "Eu, Nícias ,gaúcha, nascida no Rio  Grande do Sul...Eu, , cidadã do Vale do Rio dos Sinos!...Eu Nícias amante da Literatura...Digo...-Li o livro"  Um Rio Entre Nós" de Ivânio Habkost! Assim sendo, sou mais feliz, sou mais eu!

Viva a nossa identidade!🥰

 Nicias ALVALES: Obrigada colega Ivânio por este belo encontro  com a gente

Diva Maria Lindenmeyer escreve o seguinte sobre o encontro de ontem:

 Revisitar o passado, através dos hábitos , costumes, valores mas sobretudo refletir sobre a importância de valorizar, reverenciar nossas origens , marcam presença no Romance “ Um Rio Entre Nós “ de Ivãnio Habkost.

O emprego de um vocabulário claro, cheio de humanidade e afetividade, nas descrições, contribui para o encantamento do romance e sobretudo crescimento pessoal, pois nos toca o coração.


sexta-feira, 28 de abril de 2023

Posse na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos - ALVALES

 Na Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos - ALVALES

Entrei para a Academia em 14 de dezembro de 2022, cerimonia que foi realizada no jardim da Fundação Ernesto Frederico Scheffel, sito à rua Daltro Filho, 911, Hamburgo Velho, Novo Hamburgo, quando li a poesia de Luis Caetano Pereira Guimarães Júnior - "Visita à Casa Paterna". O motivo de ter lido esta poesia foi porque ela expressa um retorno, o meu retorno a uma casa da qual eu nunca deveria ter saído - a literatura, através do curso de jornalismo que eu deveria ter cursado por vocação. Enfim estou em casa. 

Apresentei ao entrar para a Academia o romance que havia escrito, "Um Rio Entre Nós" que publiquei em 2004, do qual já falei neste blog e que será  motivo de análise em encontro com os acadêmicos.  
Escolhi como patrono o escritor Érico Veríssimo, ocupando a cadeira nº 42 da Academia.






terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Memórias - Parte I

 

Este meu velho blog vai sentir por me ver escrever tantas ideias que aportam em minha envelhecida mente.

“Anno Domini, 2022”, escrito em 3/11/2022 que precede este artigo, constituirá uma das partes das minhas memórias.

1ª PARTE  ( 27/12/2022 )

Atravessei inúmeras dificuldades, nas quais quase naufraguei. As primeiras, ainda, sem noção ou poder de análise, mas com muita dor no coração, melhor aperto. Um aperto muito forte da saudade infantil dos pais que ficaram longe, das águas do rio , das matas ribeirinhas, dos amigos, das amigas. dos animais, dos pássaros, dos frutos silvestres, do barro da chuva, do pão feito em casa, enfim da convivência sem armadilhas, da paz sem compromissos. Era a infância feliz, embora sem presentes materiais. Hoje eu entendo a diferença. Muito longe ainda, o amor dos avós e dos tios e tias, tenra infância saudosa, praticamente no chão da terra. As vacas, as galinhas, os cavalos, os cães. Até os cães pareciam diferentes e gigantes. O mato virgem, os riachos gelados, o cheiro da cardamomo. O orvalho, bem cedinho, matando a sede das folhas. O meu coração estava cheio dessas belezas da natureza quando parti e deixei tudo para inundar a saudade. Uma troca terrível, matas por prédios, animais por gentes, terra por asfalto, rios por chuveiros. Moldava a duras penas um ser que eu desconheceria, fustigado por regras, etiquetas, estudo, muito estudo. Um novo tipo de convivência que eu tateava à procura de uma realização que não sabia bem o que seria. Foi crescendo um vácuo dentro de mim que não conseguia preencher. Oásis na juventude permitiram seguir em frente – Grupo da Amizade – jovens reunidos em busca de convivência sadia, não havia drogas, nem álcool. Época de ansiedades, de insatisfações, de buscas. Enfim, nesse grupo, conheço a pessoa que viverá comigo por quarenta anos. Cedo, esse compromisso, porém. Havia muito a construir, muito a usufruir, mas segui em frente. Com muito esforço, consegui superar o obstáculo do vestibular. Era imperioso que fizesse uma faculdade. Aqui uma encruzilhada. Eu queria o Jornalismo, passei no Vestibular da PUC, mas ao mesmo tempo, passei também, no vestibular da Engenharia Química, este na cidade de Rio Grande. O que fazer? Ponderei a situação sozinho. Jornalismo seria pago, Engenharia, com bolsa. Não houve escolha, apenas imposição das finanças. Segui para Rio Grande. Uma era de muitas lutas, poucos recursos materiais, no início recebia uma bolsa de estudos, depois consegui trabalho no Centro de Pesquisas Oceanográficas e já, no fim da faculdade, como professor de química no Colégio dos Irmãos Maristas. Resolvi, num gesto pusilânime, casar. Hoje vejo que não era tempo. Veio o primeiro filho. A luta se agigantava. Era um roldão de destino misturado com decisões apressadas. Talvez, por essas razões, seguramente por elas, levei um ano a mais para concluir a faculdade, o que até hoje sinto, porque o convívio a posteriori com os colegas com os quais convivi e criei fortes vínculos de afetividade, me foi negado por esta circunstância, mas apesar disso a amizade não esmoreceu e continuo sendo lembrado e mesmo comunicando-me, via whats e também esporádicas visitas dos mais chegados. Também, é claro, tenho encontros com os colegas que se formaram comigo e os mais saudáveis foram ao completarmos 10 anos e 50 anos de formado. Muitos dos colegas já se foram para os celestes campos, e quase todo o ano um parte, por isso preciso apressar - de novo o apressar!, para concluir essas minhas lembranças. Essa era de Rio Grande irá constituir a 2ª PARTE, pois acho importante salientar alguns episódios que ajudaram a forjar o meu caráter. Até lá!

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

ANNO DOMINI 2022

 Ah , meu blog querido, quanto tempo! Dias atrozes me impediram de estar aqui. Mas farei força para ser mais periódico com você e os amigos que me leem vez por outra. Hoje retorno, não com muito boas notícias, mas necessárias para construir minha história. Vejamos:

Anno Domini, 2022.

Estou com 82 anos e três meses e vivenciando eventos que considero normais para uma humanidade em evolução nesta Terra de regeneração, todavia, claro surpreendentes. Chegamos ao fim de uma pandemia o Covid 19 que levou para outra dimensão centena de milhares de homens e mulheres e da qual me livrei, bem como todos os familiares, com exceção do marido de uma prima irmã minha. O Covid me visitou, mas muito fraco, apesar que eu atribuo a ele minha perda parcial da audição do ouvido direito. Iniciei esse famigerado ano (e depois explico por que considero famigerado) no hospital, fruto de uma bactéria hospitalar que me pegou ao fazer uma cirurgia simples de hérnia inguinal. Quase bati as botas, estive na UTI por oito dias! Considero 2022 famigerado por que vivenciei  acontecimentos fora da curva:  primeiro a eleição para presidente da república de um ex-presidiário, condenado em três instancias jurídicas e absolvido por uma “canetada” de um Juiz do Supremo Tribunal Federal, sob os olhos complacentes do Senado Federal, quem de direito deveria ter coibido tal ação – esse evento ainda será narrado pelos historiadores, no devido tempo; segundo, o rompimento de relações com o meu primogênito por divergências, não ideológicas, nem religiosas, pois criei os meus dois filhos com plena liberdade de escolha, embora lhes tenha ensinado as principais virtudes do caráter de um homem, entre eles o respeito aos outros e, principalmente aos pais e mais velhos. Levando em conta esses ensinamentos, enviava via WhatsApp para ele alguns folders ou vídeos esclarecendo qual o melhor caminho para as eleições, mesmo sabedor que ele era simpatizante do partido dos trabalhadores. Pois, ele teve petulância de solicitar a seu pai que não lhe enviasse para o seu WhatsApp esse tipo de conteúdo. Retruquei dizendo que respeitava suas convicções, mas que não admitia que ele votasse num ladrão e corrupto, que não foram esses valores que lhe tinha ensinado. Sua resposta, ao invés de conciliadora, foi a de impropérios contra o outro candidato ao qual eu preferia. Não havia, no momento, outra decisão a não ser bloquear o e-mail dele e foi o que fiz. Pois, ainda vivi o suficiente para presenciar acontecimentos tão estranhos e imprevisíveis e que me afetariam tão proximamente. Com certeza, a compreensão que me passa a minha filosofia de vida, me faz aceitar serenamente esses acontecimentos, significa que eu sou merecedor deles e servirão para o meu aprimoramento. Somos todos irmãos e Deus nos dá as mesmas oportunidades de evolução, uns andam mais rápidos outros mais lentos e, acho que me encontro entre os últimos, pois estou nessa dimensão ainda. Algumas tarefas inconclusas, por certo, necessitam desse adicional de tempo que me é dado. Hoje ouvi algo interessante: existem muitos dias a serem vividos, mas só um para morrer! Vou aproveitar bem os que me restam, principalmente para perdoar. Sentimento extremamente difícil de concretizar, pois o orgulho, a prepotência, a ira são atrozes adversários.

Do alto desses meus 82 anos que me dão muita experiência de vida eu vejo que a sociedade brasileira tem muito a evoluir para aceitar serenamente o contraditório. Os homens que lideram o país têm pouca habilidade para compreender o seu papel. Criaram uma Constituição, mas não a respeitam e, principalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal – a história demonstrará. A sociedade está numa perigosa encruzilhada: se divide entre um regime socialista, que não deu certo em lugar nenhum do mundo relativo às liberdades e um regime que está engatinhando entre a extrema direita e o centro. O primeiro deturpado, aqui no Brasil, mais ainda pela corrupção, causa da grande maioria dos males sociais. Quem conhece a história do Brasil pode traçar um paralelo com outros importantes e trágicos acontecimentos envolvendo o mandatário do país. Os perdedores dificilmente se conformam com a derrota e ficam atazanando o eleito no período do seu governo. Lembram Getúlio, que se suicidou, lembram Jânio Quadros que renunciou? Ainda estamos vivendo essa incompreensão na nossa própria pele, vejam o que fizeram com o Bolsonaro, deram-lhe uma facada quase mortal e depois o sistema o encurralou a ponto de não conseguir se reeleger, e quase não governar. Essa é a mentalidade torpe de brasileiros que colocam o poder e por consequência seus ganhos pessoais acima dos valores pátrios. E o que é pior interferem na educação dos jovens e crianças tornando as escolas um antro de ensinamento de ideologias, antes de um ensino de conteúdos, sob o argumento falso de que a escola tem de educar ao invés de ensinar. Educação é com os pais e assim mesmo ocorrem cisões ao invés de convergências, como no meu caso.

Temos muito que aprender. É preciso gerar conhecimento. É preciso constante vigília e muita atenção nos sinais para que se possa, em conjunto, principalmente, na família, bem maior da sociedade, construir valores perenes para o bem. Quem não quiser seguir por esse caminho do bem, que siga sua estrada, haverá outras chances, se não nesta, em outras vidas.

Por hoje e só pessoal!


quinta-feira, 23 de abril de 2020

"Marido Indignado"



                                               “MARIDO INDIGNADO!”
Corre o ano de 2020 - ano da pandemia do "Corona vírus".
Sou marido de uma professora da rede estadual de ensino, regente de classe do ensino fundamental. Hoje ela chegou ao auge de seu estresse físico e mental com crise incontida de choro, quase ao colapso cardíaco. Causa: excessiva exigência do sistema educacional gaúcho em função do corona vírus.
Vejamos o que acontece:
Em função do Corona vírus houve a determinação da Secretaria de Educação para que as aulas fossem ministradas via EAD. Mudança radical de um sistema analógico - aulas presenciais, para um sistema digital – aulas não presenciais, utilizando as tecnologias disponíveis. Acontece que nem todas as famílias estão preparadas para essa mudança, pois os estudantes precisam de celulares e/ou computadores para execução de suas tarefas. Os professores, não habituados, ao uso constante dessas novas tecnologias desenvolvem um desgaste físico e mental enorme para desempenar suas novas funções de professor EAD. No caso de minha esposa, os seus alunos, a maioria deles, não dispõem de computador, o que acarretou enviar as aulas via “WhatsApp”, plataforma não adequada para esse tipo de uso. Os alunos deveriam, portanto, dispor de um celular, o que também se tornou um motivo a mais de estresse para os pais que não conseguem fornecer mais um celular para o seu filho ou filhos. O drama familiar aumentou à medida que nem todos os pais estão em casa o dia todo e precisam, pois, auxiliar seus filhos após um dia estafante de trabalho. É possível imaginar muitas outras situações familiares similares que geram inúmeras condições estressantes, compartilhadas pelos professores.
Acresce a essas dificuldades a exigência da Secretaria de Educação de que os professores, concomitantemente, com o novo sistema de educação descrito acima, realizem cursos de atualização “on line”, bem como contribuições na elaboração do “Currículo Referência da Rede Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul -  Ensino Fundamental e Médio”, também, lógico, via “on ljne”. Novos desgastes físicos e emocionais por parte dos professores, pois haja tempo e condições para ler um “catatal” de referenciais teóricos, alguns ou muitos com mais de 500 páginas, tudo com prazos especificados e utilizando um sistema informático instável e com muitos “Bugs”. Para entender, mais ou menos, o que significa essa contribuição na elaboração do currículo, uma professora regente de classe, como é o caso de minha esposa, deve contribuir em cada disciplina da classe que rege, isto significa refazer todo o referencial do currículo em forma de um plano, aos moldes do Referencial Curricular Gaúcho. Isto é, praticamente, repetir o que foi feito por uma equipe inteira, nesse referencial.
Minha esposa troca ideias e ânsias com suas colegas e, pasmem todas elas estão em estado de estresse lamentável, algumas com psiquiatra, outras utilizando remédios para dormir e para os nervos, mesmo assim, chegam ao estado que minha esposa chegou. Suas colegas, lhe ligam chorando, relatando os fatos de estresse familiar e pedindo ajuda para realizarem suas tarefas. Minha esposa tem a mim para ajudar, pois sou aposentado, e tenho tempo para auxiliá-la, mas me escapam conhecimentos referentes e também tenho que pesquisar e estudar.
Além de tudo isso, num momento, de quarentena, têm os professores conviver com achatamentos salariais propostos por leis estaduais, com perdas de, por exemplo, auxílio de difícil acesso e, por estarem em casa, perdem os auxílios de transporte. Nem, falemos, dos atrasos nos pagamentos.
Existem muito mais coisas dignas de serem incluídas aqui, mas já me alonguei demais.
Sou um marido indignado com a política educacional, com a falta de humanidade, de fraternidade, de espiritualidade, daqueles que formulam essas políticas e covardemente massacram a classe dos professores e, não tem a mínima coragem de elaborarem uma política de Estado e não de Governo.


domingo, 20 de janeiro de 2019

MANA JUSSA

Dia 12 de janeiro de 2019 desencarnou a minha irmã Jussa, o nome carinhoso como tratávamos a mana Helena Jussara Fernandes Habkost que depois de casada passou a adotar o sobrenome Ruschel de seu marido Nestor, por ocasião de seu casamento em 25/07/1970. Jussa nasceu em 10/10/1946, na cidade de Itapiranga, Santa catarina, às margens do Rio Uruguai, tinha 72 anos e três meses e dois dias, morava no Balneário Camboriu/SC, onde foi cremada. Deixou os filhos Daniel e Andrey.
Na hierarquia dos filhos de Walter e Gertrudes era e sexta, dos nove filhos do casal.
Foi a única que traçou seu próprio caminho, diferenciando-se de todas as irmãs e irmão que seguiram para Porto Alegre com acolhimento dos seus tios Ary e Cacilda Cesar para estudarem.Uma exitosa vida que a meu ver ainda poderia se estender por vários anos.
Por força do afastamento geográfico e circunstâncias da vida, pude conviver pouco, presencialmente, com a mana Jussa, mas os pontos de tangência de nossos encontros foram sempre afáveis e acolhedores de parte dela, por isso lhe sou imensamente grato.
Sete dias se passaram desde que ela partiu e eu tenho pedido aos espíritos de luz que a iluminem nessa nova caminhada, que tenha serenidade, coragem e discernimento para enfrentar essa sua nova dimensão.Há sempre luz disponível para quem distribui luz aqui na Terra e a mana Jussa foi um espírito de luz, por essa razão tenho certeza que Jesus lhe estenderá o seu manto de amor e paz.
A mana Jussa habitará para sempre os nossos corações.
Ela foi na frente, para com sua bondade, preparar o ambiente para nossa chegada.
Até breve, mana Jussa.

domingo, 2 de dezembro de 2018


Dinheiro não traz felicidade!


Esta afirmação é um adágio popular bastante antigo. Machado de Assis assim se expressou:  “ Dinheiro não traz felicidade – para quem não sabe o que fazer com ele.” Arthur Schopenhauer afirmou “ O dinheiro é uma felicidade humana abstrata; por isso aquele que não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele.” Já Millor Fernandes : “O dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta.” Divaldo Pereira Franco afirma: “ A felicidade independe do dinheiro, do casamento ou emprego. A felicidade é o estado interior que nós logramos pela consciência tranquila, pelo caráter.”.
Pensei em escrever sobre esse tema, hoje. Antes, porém, resolvi olhar o Google, não tive surpresa, aí estão alguns pensadores com suas ideias sobre esse assunto.
Droga, é difícil achar um tema que já não tenha sido explorado e que não esteja no tio Google. Mas, mesmo assim, vamos lá.
Claro, preciso dizer o que é felicidade, no meu entender. Num estudo que fiz há bastante tempo e que, em breve, estará aqui publicado conceituei assim: a felicidade do meu espírito é a ”sabedoria” e a felicidade do meu corpo é a “saúde”. Não vou, agora, desenvolver esses conceitos e de como e para que os conceituei, pois isto tudo, chacoalha bastante.
Eu considero a ideia de que dinheiro não traz felicidade dentro de sua dimensão própria, isto é, tanto humana quanto espiritual. Na dimensão humana, o que ocorre é uma grande confusão. Como eu posso dar saúde para o meu corpo sem dinheiro? Ou o saber, não custa dinheiro? A confusão começa quando da necessidade ou conforto passamos para o terreno da ambição desmedida, o querer mais e mais, a todo preço.
Então, dinheiro traz felicidade sim!  É o sangue da humanidade. Puxa, amei aquele cachorrinho, eu o quero para mim! Opa, terreno das emoções, do espírito!
Gosto imensamente das ideias de Dale Carnegie, preciso comprar os seus livros – dinheiro, ei-lo permeando o meu desejo. A minha felicidade pontual.
Então, eu quero desmistificar esse adágio e dizer que, muitas vezes, uma frase tranca ou bitola as ações individuais e até sociais quando toma conta do imaginário do povo. É como se a estagnação fosse confortável. Ora, eu não consigo tal coisa, então, está bem, ninguém pode reclamar de mim por isso. E, como importa, a opinião dos outros!
Com dinheiro eu me alimento, me visto, me desloco, ajudo, compartilho o que me sobra, viajo, estudo, me aperfeiçoo, enfeito o meu corpo que reflete meu estado de espírito, dou presentes, compro minha casa, meu automóvel, vou ao médico, compro remédios,  compro livros,meu Deus, compro quase tudo!  E, na verdade, muitos compram até a consciência de outrem, pasmem!
Nossos, pensadores, que acima citei, para introduzir esta crônica, sabem muito bem o recado que nos querem dar!
Eu acredito que, sabendo balancear as coisas, não deixando a balança pender para a densidade do orgulho, da soberba, do individualismo, contrabalançando com a solidariedade e o amor, o veículo material da posse- o dinheiro- é benéfico para nós, e devemos cuidar dele muito bem.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Confraternização de 50 anos de formatura em Engenharia Industrial 

Os formandos da antiga Escola de Engenharia Industrial da Cidade de Rio Grande, entre os quais me insiro, realizamos uma confraternização para comemorarmos os 50 anos de formatura. Nos formamos em 1968. Esse encontro foi comemorado com um almoço no Hotel Lira Steak House,localizado na praia do Cassino, no dia 16/11/2018.
Saímos de Novo Hamburgo, Helenita foi junto, dia 15/11, feriado, fizemos uma ótima viagem e chegamos no início da tarde à Cassino. Após o check in fomos descarregar o carro. Como havia sol, resolvemos ir à praia. Cassino estava repleta de carros e gente. Não tomamos banho, só curtimos o sol.
No dia seguinte fomos encontrar os velhos colegas de formatura, a grande maioria estava lá, apenas alguns poucos, por motivos particulares não compareceram. Foi uma emoção muito grande abraçar um por um. Eu tinha sugerido para usarmos crachá para facilitar o reconhecimento e foi realmente necessário para alguns que não víamos há pelo menos 40 anos.Em conversas pudemos recordar fatos que marcaram nossas presenças durante o curso. Retiramos da memória várias vivências muito particulares, com alguns, com outros mais além, mas todos se sentiram guris novamente, cada qual ansioso por expor uma peculiaridade que o tocava. E o dia se esvaiu rapidamente.
Fiquei na mesa com um colega que morou comigo no quarto da casa do estudante, o João Carlos Niemayer, que considero um amigo mesmo, Com ele a convivência foi muito interessante, nos tempos de escola, pois trocávamos muitas ideias, principalmente, sobre espiritualidade. Além disso, trabalhamos junto no Centro de Pesquisas Oceanográficas de Rio Grande e assistimos o lançamento dos foguetes pela NASA, por ocasião do eclipse solar, na praia do Cassino.Ficamos no mesmo hotel Atlântico,e saímos à noite para jantar, juntamente com Helenita, a irmã dele, o irmão e a cunhada.No domingo, ao deixarmos o hotel, fomos juntos a Rio Grande visitar o novo Museu da cidade, onde nos despedimos, com promessas de reencontros. Niemayer, mora, hoje, em Salvador, Bahia, para onde me convidou para ir....quem sabe!!!!
Antes de partir de Rio Grande estive na antiga Escola de Engenharia, hoje transformada em centro tecnológico, tirei várias fotos e me emocionei bastante, pois estar 50 anos depois num lugar tão significativo é algo indescritível. Visitei depois a rua Gomes Freire, onde fui morar quando me casei e onde nasceu o meu filho mais velho, Júnior. Mais emoção...Por fim fomos conhecer, Helenita sempre junto, o novo campus da Universidade Federal, onde está, hoje, incorporada a antiga Escola de Engenharia, na qual me formei.
Com os colegas combinei para organizarmos um Power Point do encontro com as informações mais relevantes que possibilitem retratar nossa vida pregressa de estudante, de trabalho posterior e também referências as nossas famílias.Tenho certeza que deixaremos um belo trabalho para apreciação e servir de exemplo para netos e bisnetos, pois temos grande orgulho de tudo o que realizamos nessa trajetória.
Para marcar minha presença e fazer um agrado para meus queridos colegas entreguei para todos um exemplar do livro  que escrevi - "UM RIO ENTRE NÓS".como recordação do encontro.
Eu desejava trazer um boné de lembrança da praia do Cassino, mas não encontrei. Acabei comprando uma bela cuia e bomba, onde pedi que fosse escrito "Praia do Cassino - 2018". Estava mesmo precisando de um conjunto novo para tomar chimarrão.
Para não pararmos, na estrada para o almoço, comprei um frango assado que comemos durante a viagem, estava uma delícia. Sobremessa, ah! essa foi ideia da Helenita - cacau 75 % da Cacau Show!
Segue a foto dos engenheiros que compareceram:


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

APÓS ELEIÇÃO DE BOLSONARO PARA PRESIDENTE DO BRASIL

Jair Bolsonaro foi eleito, no dia 28/10/2018, com 55,13 % dos votos dos brasileiros para governar o país de 2019 a 2022.
Teve o meu voto no segundo turno da votação, já que no primeiro turno votei no candidato do partido Novo, João Amoêdo.
Nesta eleição, fiz uma análise profunda dos candidatos e optei pelo João Amoêdo, cujo partido - NOVO - representa novas ideias, a mais interessante e inovadora de que não usaria dinheiro público em campanha e que seria um partido sustentado pelos militantes, além, é claro de um ideário liberal que se contrapõe a ideias já ultrapassadas no mundo e, que no Brasil, só trouxeram atraso. Filiei-me ao partido para ajudar e compareci a dois almoços com os candidatos no restaurante da FENAC, em Novo Hamburgo, onde tive oportunidade de fazer "selfies"(palavra já incorporada à linguagem popular brasileira, ver wikipédia) com João Amoêdo, Marcel van Hatten, este eleito a deputado federal com expressiva votação. Senti, nessa ocasião, a sede de mudança em muitas pessoas que lá compareceram, principalmente jovens. O partido Novo não obteve sucesso na eleição de Amoêdo, mas elegeu oito deputados federais no país e fez o governador de Minas Gerais, uma performance alentadora para um partido que não possuía representação política, nem tempo de televisão para realizar a sua propaganda e se tornar conhecido.
Em consequência, aprendi que existe uma alternativa paralela aos canais normais de comunicação, já envelhecidos e paquidermes: as redes sociais. Whats app, Facebook, YouTube, entre outros, que dinâmicos e modernos, nos proporcionam vantagens de interação e aprendizagem incríveis. Alias, foram elas, as redes sociais, que alavancaram a performance de Jair Bolsonaro e muitos dos senadores e deputados eleitos e, me encorajaram a criar o meu próprio canal o qual está em estruturação. Quero deixar para a posteridade alguma coisa referente às minhas ideias e pensamentos, preferencias musicais, emoções, que possam ser referencia para dizerem, talvez, "ele era mais ou menos assim". Já está aqui o meu blog, dele podem ir para o meu Pbwork, onde encontrarão minhas poesias, contos, crônicas e a genealogia da família "Habekost" (com ¨e¨ para manter a grafia original alemã). 
Pela primeira vez, tive a felicidade de assistir, um presidente eleito colocar Deus à frente de tudo e todos, realizando uma oração de agradecimento a Deus, aliás o seu lema de campanha foi: " Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". Essa oração foi realizada em frente às câmaras de televisão e outros meios de comunicação, de mãos dadas com sua esposa e correligionários .Eu disse até em comentário no Facebook: "è um prenúncio do -Brasil Pátria do Evangelho- preconizado pelo espiritismo do Brasil. E, realmente, precisamos muito do evangelho. Há muito ódio na sociedade brasileira e, cada segmento, advoga para si o direito de dizer que é o outro que dissemina o ódio. Cada um olhando para o seu próprio umbigo e, quem olha para o seu próprio umbigo é um "idiota".
Há muita esperança de que Bolsonaro possa realmente fazer uma transformação profunda na maneira de governar e que isso se reverta em reais benefícios para o povo. Desejo a ele e seus assessores que façam um bom governo.
Estarei a postos para cobrar a coerência preconizada na campanha e na luta para levar o partido Novo ao governo na próxima legislatura, se estiver ainda por aqui.






terça-feira, 31 de janeiro de 2017

A Vida Não É Um Conto de Fadas


Eis um texto escrito por alunas do 5º ano da Escola Maria das Neves Petry, Professora Helenita Leal Habkost: 


 "  A vida não é um conto de fadas
Olha, você acha que a sua vida é  sofrida.
Que um dia um príncipe vai chegar e te salvar das mãos da madrasta má e que depois vocês vão ir até o castelo   E irão viver felizes para sempre, você está enganado. Mas não fique triste, pelo contrário! Fique feliz! Porque você ganhou o poder de ter sua vida em suas mãos.
Não perca esse tempo com coisas ou pessoas.
Use seu tempo escrevendo a sua história! Como assim escrever minha história? A sua vida é ou pode virar um conto de fadas.
Isto é só questão de você querer.
Não vá atrás do que as pessoas dizem.
Crie a sua história! Vire você o escritor da sua vida; CHORE, RIA, CANTE E SOFRA! Viva a sua própria aventura.
Faça suas próprias descobertas e encare as consequências.
Não faça da sua vida um resumo.
Talvez não sobre tempo para passa-lá a limpo. Pense bem e seja feliz.
Autora: Giulianna Marques
Colaboradora: Bianca Gonçalves"


Mantive o texto intacto.
Estou publicando em meu blog porque o conteúdo me trouxe muitas reflexões e, também, render munha homenagem a elas.
Sabendo do contexto de vida e do contexto escolar em que estão inseridas, o texto, é como urze que desabrocha no rochedo.
"Vire o escritor de sua vida": frase madura e precursora de um determinismo consolador.
É talento puro que se perde na lama das incompreensões e de uma estrutura escolar superada.
Mas, apesar de tudo, elas vão desabrochar. Deus não dá o fardo acima de nossas forças.


terça-feira, 8 de novembro de 2016

A Casa de Orates Brasiliense e o seu Apocalipse

(Uma crônica dos tempos futuros...como se eu pudesse homenagear Machado de Assis! E por que não?)

I – A genealogia de Simão Bacamarte Neto

Contam as crônicas escritas em jornais e revistas, que lá pelos idos de 2016,  em Brasília, capital do Brasil, o governo era exercido por três poderes: um era o Poder Executivo, outro o Legislativo, e um outro que, estranhamente, os seus componentes eram escolhidos pelo primeiro poder, - a Suprema Corte. Funcionavam esses poderes em respectivos prédios que foram construídos relativamente próximos um do outro, segundo o projeto de um famoso arquiteto brasileiro, amante do comunismo, Oscar Niemayer..
Nesses lugares, hoje, só existem buracos, pois os três poderes foram totalmente destruídos por meteoritos, neste ano de 2016, como relatam as crônicas. Descrevem, elas, as crônicas, que esses poderes eram independentes um do outro. Mas, com o tempo, a roubalheira era tanta que os poderes de independentes ficaram dependentes, cristalizando-se uma enorme confusão. Ninguém mais se entendia até que acharam interessante caçar o mandato do executivo que,  aliás, era exercido por uma mulher- Dona Moreia.
Naquele tempo, os três poderes estavam localizados em três prédios diferentes, como foi dito acima. O Legislativo era exercido em dois prédios cujas construções assemelhavam-se a uma “concha”, uma virada para cima, a outra virada para baixo (Lê-se, em pé de página, de muitas crônicas, que os humoristas associavam essas construções a penicos, um virado para cima e outro virado com a boca para baixo). Os outros poderes ficavam em prédios, não muito longe um do outro, E essa junção de prédios constituíam a Praça dos Três Poderes.
Pois, segundo destacam as narrativas, foi no prédio de concha virada para baixo onde se instalou o Dr. Simão Bacamarte Neto.
O Dr. Simão Bacamarte Neto, como está a indicar o nome, era neto do saudoso e justiceiro médico da vila de Itaguaí- “filho da nobreza da terra e o maior  dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas”, como foi tão magistralmente contado por Machado de Assis em sua crônica “O Alienista”, exaltado nos anais históricos da vila de Itaguaí.
As  crônicas contam também que quando o Dr. Simão Bacamarte Neto se instalou em Itaguaí ocorreu um reboliço total na população. Sabe-se que isso ocorreu eis que, para todos, o Dr. Simão Bacamarte, o avô, em tempos idos,  médico da vila de Itaguaí e, conhecido como o alienista, fundador da Casa Verde, a famosa casa de orates da cidade de Itaguaí,  tinha se casado, nessa vila, com a viúva, Dona Evarista, e que, apesar, de todos os esforços científicos, ela não deu filhos a seu marido doutor.- é a crônica de Machado de Assis que assim conta. Então como explicar a existência do neto?. O fato era notícia por todos os cantos da vila e arredores. Muitos foram realizar pesquisas na biblioteca pública, outros acorreram à Câmara Legislativa, outros ao hospital, além dos que, em rodas de bares, tentavam reconstituir a história de vida do alienista famoso. Houve quem procurasse antigos moradores ou parentes deles no afã de entender como o Dr. Bacamarte tinha um neto.
Por fim, como havia muito desencontro nas informações e, para preservar os bons costumes da sociedade, como dizia o prefeito, foi aprovado uma comissão na câmara de vereadores para elucidar o caso. A comissão se instalou e começaram os debates para escolha do presidente e do relator que foram escolhidos depois de uma semana de debates. Resolvidas as querelas, convocaram o Dr. Simão Bacamarte Neto para, dentro de quinze dias vir dar explicações.
Chegado o grande dia, a praça defronte à câmara de vereadores estava apinhada de gente, habitantes de Itaguaí e dos arraiais próximos, Tvs e jornais do país e até do estrangeiro compareceram. Dentro da casa legislativa não havia um só recanto que não estivesse alguém metido, corredores tomados, sem trânsito possível. O ar condicionado não dava conta e todos suavam e a respiração já era difícil. Aberta a seção, o presidente passou a palavra ao relator. Este após o uso da palavra e salientar o árduo trabalho, agradeceu à sua mãezinha, que está no céu, a inspiração recebida e, por não ter família, ressaltou a paciência do seu cachorro por não ter comido nesses dias em que preparou o relatório, sem latir. Por fim, Leu o seu relatório que conclui : “ ... Não consegui encontrar provas para garantir que o Sr. aqui presente, que se diz neto do nosso grande, inesquecível benfeitor, grande cientista, Dr. Simão Bacamarte, conhecido como o alienista o qual salvou a cidade de Itaguaí de todos os loucos, seja realmente seu neto...”
As crônicas resumem a explicação do Neto que foi dada à câmara naquele dia:
“Bem, como sabem todos da vila de Itaguaí,  meu avô retornou ao Brasil, vindo de Portugal, com trinta e quatro anos. Meteu-se, então, em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma à sua profissão de médico. E aqui desempenhou a sua profissão e aqui viveu até morrer Como é do conhecimento de todos, tornou-se o inesquecível alienista. Porém, o que os senhores não sabem e que foi o grande segredo de meu avô, é que ele nos tempos de estudante relacionou-se com uma moça, em Lisboa, e com ela teve um filho, o meu pai. Este filho foi registrado com o nome de Simão Bacamarte Filho. Meu avô, talvez, esse seu único e grande pecado, não quis trazer a moça e seu filho para o Brasil e nunca mais esses souberam dele. Meu pai casou e teve uma filha mulher que morreu, coitada, e eu. Meu pai, para homenagear meu avô fujão, me batizou com o nome de Simão Bacamarte Neto. Eu, curioso, é que descobri depois de adulto onde se encontrava o meu avô.
Este é um verdadeiro resumo da história de minha vida.”

E assim fica elucidada a genealogia de Simão Bacamarte Neto, protagonista desta crônica.


II – Ida de Simão Bacamarte Neto para Brasília.

 E o Neto nasceu com o obsessão do avó, desde pequeno já andava caçando vaga-lumes e justificando que eles eram totalmente dementes por andarem com luzes na barriga. Seu pai vendo os pendores do filho o mandou para a Alemanha onde havia uma excelente escola de médicos. Vindo para o Brasil depois de formado, foi para a vila de Itaguaí onde trabalhou para resgatar a memória do avô, recriando a casa de orates – A Casa Verde, a qual renomeou para Casa Verde e Amarela. E aí trabalhou por longos anos, internando centenas de pessoas desvairadas e outras não muito, causando muita polêmica nos meios médicos e, também, na vila de Itaguaí.
. O Dr. Simão Bacamarte Neto estava sempre atento em busca de novos clientes para a casa Verde e Amarela. Eis que, acompanhando o desenrolar do julgamento do “impeachment” da presidente da república, na Câmara Legislativa,  ficou extasiado com a quantidade de clientes que poderia trazer para a Casa Verde Amarela de Itaguaí. Do alto de sua experiência chegou à conclusão que ” só ele, como um grande psiquiatra, conhecedor profundo das mentes humanas, poderia contribuir para salvar o país dos mentecaptos que estavam a solta e que infestavam aquela cidade”.
Para concretizar o seu intento pensou  num plano diabólico. Relatam as crônicas que encomendou, muito secretamente, para uma costureira do interior de Itaguaí, uma vestimenta que imitava um colete com explosivos E, indo para Brasília, na calada da noite, se instalou no prédio de concha virado para baixo, ou seja num dos prédios do Poder Legislativo, não sem antes se ter preparado devidamente para os seus intentos.. Fechou todas as portas, trancou-as por dentro com o que estava à sua disposição e, pela manhã, ninguém entrava mais.
Ao ser contestado pela polícia disse que tinha explosivos e que poria o prédio abaixo se não lhe atendessem.

III – De como surgiu  uma casa de orates em Brasília

No dia imediato em que o Dr. assenhorou-se do prédio iniciaram as negociações. Brasília parou. Nas ruas, nos cafés, nos hotéis, nas casas, era um assunto só. As televisões do mundo inteiro se instalaram, fazendo da Praça do Três Poderes o seu quartel. As televisões brasileiras suspenderam até as novelas e a transmissão de partidas de futebol, muito em voga, na época, obrigando o povo em geral a acompanhar os acontecimentos protagonizados pelo Dr. Simão Bacamarte Neto. De todas as cidades brasileiras afluíam curiosos. Barracas e mais barracas foram armadas na esplanada dos ministérios, local projetado para ocasiões de eventos importantes pelo visionário arquiteto Oscar Niemeyer, projetista de Brasília que, como já dissemos, era comunista. Via-se um mar de barracas coloridas, azuis, amarelas, vermelhas, brancas, enfim de todas as cores. Todos respiravam o Dr. Simão Bacamarte Neto. Uns diziam que era um louco varrido, pois o seu avô o fora. Outros diziam que ele era um homem decepcionado que ficou desvairado com a crise econômica do país. Outros ainda que era um terrorista. E aí as mais variadas teses se desenvolveram por entre a multidão e os meios de comunicação. Os Estados Unidos ofereceram ajuda para o Brasil, considerando que aqui se poderia instalar um núcleo de profunda cisão americana. Os russos pediram cautela. Evo Morales, então presidente da Bolívia, ofereceu uma tonelada de folhas de coca para que fizessem  chá a fim de acalmar os ânimos. E por aí iam as ofertas.
No meio da multidão circulava uma figura estranha, um ser barbudo, alquebrado, cabelos brancos como a neve, com vestimenta de Jesus Cristo a apregoar o apocalipse, cujo apelido já tinha sido sacramentado entre a multidão acampada no imenso gramado defronte aos Três Poderes – João do Apocalipse.
O Dr. Simão Bacamarte Neto na sua primeira intervenção mandou um manifesto para ser lido pelos meios de comunicação e dizia o seguinte:
“Meu querido avô, Dr.Simão Bacamarte, ilustre médico da vila de Itaguaí, foi tremendamente incompreendido e injustiçado pela oposição, Não conseguiram entender o alcance de suas experiências científicas com os alienados daquela importante e histórica vila, pois ele dizia com a convicção que Deus lhe deu: ”O principal nesta minha obra da Casa Verde é estudar profundamente a loucura, os seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir enfim a causa do fenômeno e o remédio universal. Esse é o mistério do meu coração. Creio que com isso presto um bom serviço à humanidade”. Faço das palavras do meu amado avô as minhas, portanto aqui nesta casa, onde me encontro, farei o que ele faria ..
Aí vai o meu primeiro pedido: Dentro de 48 h quero que me entreguem o ex-presidente Polvo,”
As crônicas contam que esse pedido foi considerado muito louco, um assombro. Os meios de comunicação foram ao êxtase, o povo não compreendia onde queria chegar o ilustre médico. As autoridades ficaram atônitas, tentaram dissuadir o Dr., mas ele estava inflexível -  “Expludo tudo”. Enfim consultaram Polvo, que depois de muita negociação, concordou em se entregar. Com esse primeiro  inquilino começou a existir uma casa de orates em Brasília, nome que se consagrou em função das idéias do Dr. Simão Bacamarte Neto, já que a mídia iniciou a fazer a analogia entre esta casa e a casa  Verde Amarela da vila de Itaguaí, construída, pelo Neto e para abrigar alienados e outros não muito, como constataram, mais tarde, os médicos da vila de Itaguaí, comissionados para darem um veredito sobre a sanidade dos considerados doentes..
As autoridades, após a concordância de Polvo, iniciaram negociações para o seu translado e entrada no “penico” virado de boca para baixo, como dizia a plebe humorística.
Prevendo possíveis tumultos protagonizados pelo povo, uns contrários e outros favoráveis a Polvo, discutiam qual a melhor solução. Optaram por introduzi-lo na calada da noite e disfarçado. A estratégia deu certo e o ex-presidente Polvo foi introduzido na casa, sem confusão. E um comunicado foi feito pelas autoridades no dia seguinte. O fato repercutiu com tremenda expectativa entre todos. Aguardava-se com enorme ansiedade um pronunciamento do Dr.,
. O alienista Neto justificou o seu ato dizendo que nunca antes na história desse pais, um presidente havia inventado dar “bolsa de dinheiro” para família de ladrão condenado. Isso foi demais para a sua mente. Ele acabou, devido ao clamor popular, por emitir um comunicado escrito para justificar as suas decisões de trazer para dentro da “concha” o grande personagem público No comunicado afirmava: “ Povo de Brasília, comunico que o ex-presidente Polvo está bem. Encontra-se, nesse momento, tomando o café da manhã. Não há motivo para se preocuparem. É justo dizer que já iniciei os meus estudos sobre as causas de seus transtornos mentais. É uma mente bem distinta e terei muito trabalho. Um trabalho científico bem pesquisado sobre a demência humana, documentado em minhas publicações, as quais são do conhecimento da conceituada classe médica do Brasil e do mundo”
O comunicado caiu como uma bomba. Então o Dr. Simão Bacamarte Neto estava a fazer estudos sobre as mentes, aqui em Brasília? Bem, sabiam, principalmente, a classe médica que ele havia feito doutorado, na Alemanha, sobre distúrbios mentais, inclusive pesquisando em arquivos da segunda guerra, verificando experiências realizadas pelos médicos alemães que utilizavam seres humanos como cobaias. E isto começou a preocupar o Conselho Nacional de Medicina, resultando num veemente protesto do Conselho junto às autoridades. Exigiam providências urgentes. No documento anexaram inúmeros artigos de autoria Dr. Bacamarte Neto, publicado em revistas conceituadas,. versando sobre a insanidade da mente humana. Artigos que ocasionaram muitas críticas nos meios médicos e sociais.
Por outro lado a mídia abria outras hipóteses. Uma delas é que se tratava de um estratagema para livrar o ex-presidente Polvo das garras do Dr. Morro, o magistrado algoz dos corruptos, que estava a prender todo o mundo da elite empresarial e política do país.
 A situação estava em compasso de espera. O país estava paralisado. Em Brasília, capital da república, nada andava, tudo parado, sem governo, sem diretrizes, sem nada. O Dr. Bacamarte era  só o assunto. Passou-se uma semana e nada. Por fim na Segunda-feira ouviu-se um alarme tocar provindo da concha virada para baixo. Brasília emudeceu. Não se ouvia um cair de lenço na parte externa da concha, nas praças, silêncio. O povo mal respirava, em suma era uma interrogação absurdamente preocupaste. Por fim uma voz roufenha, muito conhecida, se ouviu. Era uma ordem do Dr. Bacamarte, apregoada pelo Sr. Polvo. “Companherada, se acalmem. Em breve sairemos daqui, mas antes é necessário que mandem para cá o presidente da Câmara dos deputados e do Senado, bem como a presidente, Dona Moreia”. Isto deve ocorrer em 24 h.. É isso pessoal.”
No dia seguinte, todos entraram na casa, sob a indignação geral. Quanto mais gente entrava mais difícil se tornava a negociação de libertação
Dentro da casa o Dr, Simão Bacamarte Neto entrevistava ora um, ora outro, à medida que o tempo passava. Trespassava a noite escrevendo suas observações utilizando seus conhecimentos psiquiátricos. Tinha a certeza, agora, que cada um destes seus novos pacientes possuía um tipo característico de demência. E nesse seu entusiasmo quixotesco ia elaborando suas teorias e enchendo folhas e folhas do seu caderno.
Do ex-presidente Polvo, dizia ::
“Mente extremamente versátil que gostava de sentir-se acima das outras. Gostava de usar frases de efeito como: “...nunca antes neste país...” ou de fazer-se de mouco: “...não sei de nada, não ouvi, não vi...”, lembrando os três macaquinhos japoneses. Caso raro, muito raro, anotava ele. Tinha dúvidas se ele seria  um Robin Hood moderno ou um Dom Quixote a lutar contra moinhos gigantes.
Dos outros dois pacientes anotara: Um é o protótipo do Ali Babá e o outro do Homem Aranha. A presidente, bem ,não fizera um juízo ainda, mas tinha quase certeza que era um “pau mandado” do ex-presidente, sobretudo não entendera, a sua ação em nomear um comunista como Ministro da Defesa.
Vá entender o Dr, Simão Bacamarte Neto. Mas, ainda podem ser feitos estudos para tentar entendê-lo, já que seu caderno foi salvo dos escombros da hecatombe por ter sido guardado, por ele, mais precisamente numa caixa metálica resistente a altas temperaturas, caixa essa trazida, como lembrança, doada por um médico alemão. Uma relíquia da Segunda Guerra da qual ele não se separava.
- João do Apocalipse! Ressoou do alto-falante.
Ouviu-se, em toda a esplanada um uníssono “Ohhhh...” da população. Imagina, dentre tantas personagens importantes do país, lá vai um João ninguém, um pobre coitado, um doido varrido. Mas, ele subiu e do alto da plataforma, à frente das duas conchas, qual arauto mesmo do Apocalipse, gritou com voz roufenha, no seu megafone: ”Sete igrejas, sete igrejas, sete igrejas!!! A bola de fogo dos céus se aproxima!
 Delírio da multidão!
Usando da mesma estratégia, João do Apocalipse foi encarcerado, No fim da semana estavam todos os  personagens dentro na casa de orates de Brasília, supervisionada pelo ilustre Dr. Simão Bacamarte Neto, já apelidado de o “Alienista Neto”. Dentro de poucos dias o alienista neto já havia encarcerado os principais cabeças do país sem derramamento de sangue e na mais absoluta ordem. Isto era muito bem reconhecido pelos meios de comunicação nacionais e internacionais. O país estava à deriva, sem comando e sem perspectivas. Os governantes que resultaram estavam atarantados, não sabiam reagir diante de tamanha confusão. Os deputados já lotavam o prédio da concha virada para cima, onde havia livre circulação. Discursos inflamados se sucediam na tribuna, debulhando as mais variadas soluções. Uns queriam novas eleições, outros que o vice-presidente assumisse, outros ainda queriam votar o regime parlamentarista. Enfim era o caos. Numa coisa todos concordavam: os constituintes dos três poderes deveriam ocupar suas cadeiras e ficarem em assembléia permanente.

IV – A casa de orates Brasiliense e o seu apocalipse

O Dr. Simão Bacamarte Neto instalou-se em um gabinete, sentou-se na suntuosa cadeira, ligou o ar condicionado, distribuiu sobre a mesa seus livros, revistas onde estavam impressos seus artigos, pegou sua caneta de ouro que pertenceu a seu avô, o caderno de anotações e, avidamente, iniciou a preencher as folhas do seu caderno. Era alta madrugada quando João do Apocalipse irrompeu no gabinete e pediu a atenção do Dr.
- Venha até aqui e olhe, Dr.! Veja três luzes aumentando de tamanho em nossa direção.
- Onde?
- Lá! Olhe! E apontou o dedo para o céu, na direção das luzes viajantes.
- Ah! São apenas meteoritos viajantes, João.
- Sim Dr., mas vem para cá!
- Como podes afirmar isso?
- É o Apocalipse, Dr.!
- Que Apocalipse, João?
- O fim do mundo Dr. O fim do mundo que fala a Bíblia.
- Vai, João, vai dormir.!
- Eu vou, mas com certeza amanhã elas estarão aqui.
- Tá certo, João!
O Dr. Simão Bacamarte Neto continuou suas anotações, não sem antes abrir um capítulo para João do Apocalipse, terminando com a pergunta: “Será mesmo?”. Foi dormir também,
Logo cedo, na manhã, recebeu  a comissão dos seus prisioneiros que queriam lhe falar.
- Sentem-se, ordenou o Dr. Bacamarte. Antes de qualquer coisa permitam que eu meça a circunferência de suas cabeças.
- Mas, Dr. falou a presidente
Não conseguiu terminar o seu pensamento porque o Dr. já estava medindo sua cabeça e anotando em sua caderneta. Mediu  rapidamente, sob a indignação e curiosidade de todos.
- Para que isso Dr.?, perguntou o presidente do Senado.
- Não se espantem, é para uso de meus cálculos. Aprendi com as teorias dos médicos alemães que é possível calcular a massa encefálica a partir dessa medida usando uma equação desenvolvida em suas experiências durante a Segunda Guerra, nos campos de concentração.
Todos se olharam com olhos arregalados.
- E isso leva a que Dr?., solicitou o presidente da câmara
- Ah! È muito importante para estimar o número de neurônios existentes no cérebro. Sabem quantos neurônios possuía Hitler?
E sob total perplexidade dos presentes, respondeu o Dr.:
- Segundo os cálculos dos teóricos alemães, Hitler possuía apenas 56 bilhões dos 86 bilhões possíveis.
- E nós Dr. quantos neurônios temos?, arguiu o ex-presidente Polvo, louco de curiosidade a esta altura.
- É uma incrível coincidência. Vocês têm aproximadamente a mesma circunferência de cabeça que Hitler e, portanto, quase o mesmo número de neurônios. Alguns mais outros menos. É uma grande descoberta, acrescentou.
- Mas, o Hitler era um orates, um doido varrido, Um sem escrúpulos, um facínora, um ditador, um megalomaníaco, exclamou a presidente. O Sr. não quer nos comparar a ele, quer?
- Não sou eu, minha filha são as teorias.
- Mas, se fosse louca, não teria lutado contra a ditadura, criado no meu governo o “bolsa família, o “minha casa, minha vida”e tudo o mais.
- Alto lá Dona Moreia, atalhou o ex-presidente Polvo. O “Bolsa Família” fui eu que criei e o resto criamos juntos,
- Vocês quebraram a Petrobrás, nossa maior empresa . Foi isso que vocês fizeram, atalhou o presidente da Câmara. Vocês deram o golpe da compra da refinaria de Passadina.
- E você que desviou milhões para tua conta no exterior, acusou o presidente do Senado.
E as vozes se alteravam cada vez mais em acusações mútuas. O Dr. Simão Bacamarte Neto a tudo anotava, velozmente, em sua caderneta. Seus olhos exultavam de satisfação. As suas teses estavam se confirmando à medida que a discussão avançava. Ficou mais exultante, ainda, quando seus prisioneiros começaram a se agredirem fisicamente. O gabinete foi transformado em um verdadeiro ringue.
Por fim, entrou o João Apocalipse na sala, subiu numa mesa e começou a gritar:
- Sete Igrejas...Sete Igrejas...É o fim.... É o Apocalipse...O fogo se aproxima.....
Um silêncio total se fez, num instante, até que o ex-presidente Polvo perguntou:
- O que está falando esse doido?

Ninguém respondeu.

A Praça dos Três Poderes virou um buraco só. E tudo sucumbiu ao impacto de três meteoritos. Salvou-se, apenas, a caixa metálica do Dr. Simão Bacamarte Neto.

E a profecia de João do Apocalipse se fez!

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quarta-feira, 23 de março de 2016

IMPOSTO SOBRE EMOÇÕES



“Cobrança da Taxa de Turismo em Gramado começa no mês de abril  (Jornal N H – 21.3.2016 )

Gramado - Dentro de poucos dias, a cobrança da Taxa de Turismo Sus­tentável (TTS) entrará em vigor em Gramado. A par­tir de Ia de abril, está au­torizada a cobrança diária de dois reais por ocupação de unidade habita­cional na rede hoteleira. O estabelecimento será o responsável pelo recolhi­mento da TTS devendo ser cobrada por ocasião da liquidação da con­ta do hóspede que utiliza os meios de hospe­dagem na cidade, como hotéis, pousadas, resorts e similares. As informa­ções deverão ser registra­das mensalmente, atra­vés do Livro Eletrônico de ISSQN, que hoje já recebe a informação em relação ao imposto e, a partir de abril, solicitará também a informação relativa ao número de diárias usu­fruídas na hospedagem, valor unitário e o valor total arrecadado.”

Não posso deixar de pensar assim: Que ação mais absurda!
Resolveram taxar o lazer, as emoções, o ar que se respira na bela cidade de Gramado. Sim,  porque quando se chega nesta cidade as emoções nos invadem por ver os jardins, as belas hortênsias, o clima, as construções. E tudo foi construído com esses objetivos. Ora foi construído com o amor da sua população para agradar os turistas e também, é claro, para objetivos econômicos, muito justamente.
Quem almoça em Gramado, se hospeda, usufrui dos pontos de lazer já paga um preço de cidade turística, muito justo, pois seus comerciantes e cidadãos fizeram investimentos para isso, bem como, por certo os órgãos públicos. Pois, agora essa convivência pacífica, vem a ser perturbada por mais um imposto que eu bem poderia chamar de “Imposto sobre as emoções, ou Imposto do ar que se respira”.
É uma voracidade incompreensível que só posso atribuir a gestores incompetentes e sem visão, como se não bastasse a carga de impostos que são assim mesmo expressando, impostos à população.
Não posso ficar calado de ver tanta barbaridade neste país e, especialmente no meu  Rio Grande, tenho que permanecer fiel aos meus tempos de estudante em que lutava por uma sociedade melhor.
Apesar de tudo, minha esperança ressurge do meio das cinzas quando vejo jovens, em grande maioria, na linha de frente, povoando z Polícia Federal, Ministério Público, e outras instituições, a desfraldarem  bandeiras em defesa da honestidade e da coragem de enfrentar corruptos e corruptores ferozes, a políticos ladrões.
A vigília é constante!
E deverá ser constante para evitar que os meios justifiquem os fins, para evitar que verdades sejam distorcidas, que valores sejam banalizados, que crenças sejam usadas para subjugar mentes menos esclarecidas, ou para matar e destruir.
E que a “Taxa de Turismo em Gramado” imposta à sociedade não permaneça como mais um exemplo de justificar a injustiça.




segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

MARÍLIA PÊRA - Minha Homenagem

Última foto nos bastidores do programa da Globo "Pé na cova"


Ela se desmanchava sem preconceitos em cada cena
Fluía dela um mel de doçura em seu sorriso
De suas mãos flutuantes o envolvimento se completava
E chegava o personagem cativante, melodioso, amoroso
Dos seus olhos vinha a sua alma  profunda, interpretativa
O seu cantar trazia o silêncio dos ouvintes, alma a alma
A estrela iluminava radiante ao seu redor e, a luz se fazia
Personagens tantos, uma obra em cada um, um aceno
Uma colcha tecida com o esforço da perfeição, ela estendeu
No palco, na TV, na vida, na vida de cada um
Foi tantas e tantas, mas sobretudo Marília, Marília P
êra
A grande artista brasileira!


Eu me extasiava com a sua interpretação. Uma artista que me puxava para dentro do seu personagem, ela foi cada um deles profundamente. Contracenava com qualquer colega com a mesma generosidade, com o mesmo desprendimento. Foi soberba. Foi mestra. Será eterna. Não haverá despedida!

PARA RESUMO HISTÓRICO DE SUA VIDA:  http://mortenahistoria.blogspot.com.br/2015/12/morte-de-marilia-pera.html


sábado, 21 de novembro de 2015

A PÍLULA DO CÂNCER

FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA – A “PÍLULA DO CÂNCER”

Leia sobre esta substância no site abaixo da Wikipedia:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosfoetanolamina

 Notícia vinculada na revista EXAME do dia 03 de novembro de 2015, leia clicando no link abaixo:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-contratam-empresa-para-regularizar-pilula-do-cancer

‘Estado do Rio Grande do Sul vai analisar a “pílula do câncer’.
Leia a notícia no Jornal NH ( de Novo Hamburgo/RS), na página 13 do dia 19/11/2015., que também publica:
“Laminar do Supremo abriu Jurisprudência –  No último mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a laminar de uma paciente terminal de câncer, moradora do Rio de Janeiro, para uso da fosfoetanolamina sintética em seu tratamento...”

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Descarte correto de medicamentos


Na página 8 do NH de 17/11/2015 li a manchete " Descarte correto de medicamentos agora é lei". Pensei; "Finalmente fizeram uma lei que beneficia o consumidor, nessa área.", mas qual foi minha surpresa que no final da notícia li o seguinte: "Conforme a assessoria de imprensa da Semam( NH ), a lei prevê que o consumidor deve devolver o produto, com nota fiscal, na loja onde comprou!".
Pergunto: Quem guarda nota fiscal de remédio por um ano ou mais? E o cupom fiscal que a farmácia oferece apaga com o tempo, não se lê nada!?
A lei municipal 2.868/2015, de Novo Hamburgo/RS, com certeza não vai beneficiar o consumidor que já tem sua vida atribulada para ainda ter que guardar nota de medicamento com cupom que apaga! 
 E o descarte continuará do jeito que está, infelizmente!
Será que eu estou tão "fora da casinha" assim?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

INDIGNAÇÃO

Indignação !
( Nov. 2015)

Ainda não sei o que vou criar agora. Vou deixar que meu coração e minha mente falem e vou escrever sem cortes. Não sei se o título é adequado, mas vou deixar assim.

Quando comecei a me dar conta das coisas, assisti a criação da Petrobrás. Amei “O petróleo  é nosso”. Assisti Getúlio Vargas suicidar-se, o reboliço político e social após sua morte. Janio Quadros não aguentou. Juscelino construiu Brasília. Jango foi deposto, veio a ditadura. Miltares no poder por anos a fio. Perseguições, torturas, mortes. Eleições. Itamar, Fernando Cardoso, Lula e agora Dilma. Hodiernamente “Mensalão”, “Lava Jato” e o que mais veremos? Passou minha vida ativa e estarrecido vejo um suceder de clãs roubando o dinheiro do povo, quadrilhas assaltando o povo, matando o povo. Ladrões de toda estirpe sendo soltos no maior disparate social.. Escolas sucateadas no físico e no moral. saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente, tudo atirado a um segundo plano. Impostos exorbitantes para sustentar uma máquina pública vergonhosa. E a natureza gritando: tsunamis, queimadas, terremotos, tempestades, seca, desertos se formando, safras agrícolas perdidas... Hordas de seres irracionais invadindo e matando inocentes. Hordas de seres racionais escravizando, humilhando. Crianças raquíticas, com sede, com fome. Seres perdidos por todo o lado.
Senhor Deus da Humanidade, onde estás? Não sou ninguém para Lhe perguntar, apenas um filho Seu. Mas, ouso ainda, como permites que um filho Seu alcance a tanto mal? Deturpe as mentes, minta, sirva-se dos outros para enriquecer materialmente? Porque permites que um Steve Jobs morra tão cedo, quando a humanidade precisava tanto dele? Do seu gênio, da sua criatividade? Do seu fazer inovador?

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”

Castro Alves já perguntava! E faz tempo! E muita gente continua perguntando. Teremos paciência?

Eu era uma criança pobre, pé no cão, calça remendada e outras convivências desta dimensão. Fui arrancado desta vida e lançado em outra e comecei a conviver com meus limites na busca de objetivos que nem eram meus e me transformei num ser lutador, ansioso por sempre estar com meus limites na conquista do que achava que era certo e necessário. Tive que aprender a escrever com a mão, depois com a máquina de escrever, mais adiante com o computador, aprendendo no esforço e, nos meus limites sempre, a dominar esta máquina fantástica, símbolo de uma era espetacular da evolução humana .Uma montanha de novos termos estrangeiros e na língua mãe a aprender, entender o seu significado: softwares, hardwares, sites, web,  feedback,e por aí vai. Além, é claro, da absorção e atualização dos meus conhecimentos profissionais para exercer minha profissão de engenheiro químico. Agora, não consigo descansar, embora com 75 anos e aposentado. Chegam os celulares, os smartphones, o whatsapp, o facebook, o twiter. Uma linguagem de novo, nova, repleta de estrangeirismo da língua inglesa Qualquer criança já entende sem maiores esforços. E Eu? E meus neurônios, já envelhecidos? A ansiedade é enorme. Não me conformei vendo meus filhos e netos nessa “onda” e eu fora. O moderno smartphone já está comigo, e luto para aprender. Muita ansiedade, enxurrada de coisas novas, um mundo virtual a me chamar a me puxar, “curtidas”, “compartilhamento”, mensagens, jogos, opiniões contraditórias ou não, aplicativos a centenas, uma loucura!
O tempo passando, a tecnologia evoluindo e, eu, tendo o privilégio de ver, acompanhar e participar de tudo isso, de toda a maravilha e de toda a canalhice dos políticos a enriquecerem e o povo e sociedade sendo levado nesse roldão.
Tenho meditado muito e, agradeço a Deus, por esse tempo que me é dado. Agradeço também, à possibilidade de transformar em palavras o que me vai na alma. O registro é por conta do meu viés jornalístico que me foi roubado pela vida. Muitas coisas me foram roubadas, mas me conformo. Muitas outras coisas ganhei, me conformo também. Mas, muito mais conquistei por luta, por energia, por talento, embora escasso.
Preocupo-me com a humanidade. Para onde vamos? Hoje, nunca vivi um momento assim, estamos quase perdidos. Valores, espiritualidade, ética, honestidade, respeito, convivência social, relacionamento, tudo em discussão, como se não tivéssemos algum legado.
O Prof. Cleber Prodanov, em sua crônica (O Elevador, NH-12.11.2015)  escreveu sobre o comportamento das pessoas num elevador. Meus Deus, é isso mesmo, não nos cumprimentamos ao entrarmos naqueles cubículos, não seguramos a porta, queremos entrar na frente de idosos, de mães com seus pequenos no colo, todos estranhos uns aos outros embora humanos. Aquele cubículo passa a ser um espaço de constrangimento, mau humor, e de falta de civilidade. Que exemplo diário e atual do que está acontecendo conosco! E assim é em qualquer segmento, no trânsito, nas escolas, nas delegacias, nos postos de saúde, e por aí vai.
Que tempos! Mais uma vez pergunto com nosso poeta magistral:

“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”

E assim o tempo passa e verdades ditas, como essa por Castro Alves, continuam bem atuais. Por acaso a escravidão terminou?

Somos escravos dos desejos dos outros, da ganância deles e nossa, do nosso stress, do computador, agora dos smartphones, dos carros importados, dos impostos, do medo, da ansiedade, das neuroses maiores e menores. Escravizamos e somos escravizados!

Criam-se leis e mais leis, cheias de alternativas para interpretações dos nobres advogados e juízes prolongarem, quase sempre, por anos, quando não indefinidamente, as sentenças. Políticos ladrões cumprindo penas em casa, ou absolvidos, traficantes protegidos, menores infratores matando sem punição.
Inocentes morrendo ou em cadeiras de rodas. Crimes bárbaros no trânsito, cometido por irresponsáveis que, mediante fiança, ficam soltos e voltam a cometer as mesmas infrações!
Balas perdidas matando crianças!
Escolas perdidas formando analfabetos e vazios de aprendizado ético. Professores à própria sorte!

Quem mudará? Sodoma e Gomorra Foram exemplos. Tsunamis também! Hiroshima e Nagasaki idem. Os meteoros foram os primeiros corretivos!

Bíblicos, históricos ou reais, esses fatos nos lembram exemplos bem significativos de transmutações sociais quer políticos (Queda da Bastilha), quer tecnológicos (Revolução industrial, Conquista espacial, Computadores, Celulares), ou para sermos bem brasileiros, no esporte, os 7 X 1 para a Alemanha, ( Copa do Mundo Fifa 2014) que acabou com uma era futebolística brasileira.

Oremos!


terça-feira, 4 de agosto de 2015

SALIM


Julho/2015.
Andando pelas ruas do Rio de Janeiro parei para observar as esculturas expostas sobre a calçada: máscaras africanas, figuras de animais africanos entre outras. Então meus olhos concentraram-se no escultor, um negro simpático, de canelas muito finas e sorriso fácil. Salim, seu nome. Esculturava, em madeira, um elefante. De onde és Salim?, perguntei. Sou do Senegal. Perguntei o preço de uma girafa entalhada em madeira que Helenita, minha esposa estava interessada. R$ 80,00, respondeu ele. Dei-lhe R$ 100,00 e ele me devolveu R$ 70,00, Então, lhe perguntei novamente quanto custava a girafa e ele confirmou os R$ 80,00. Devolvi-lhe os R$ 50,00 a mais que me estava dando. Ele, com um sorriso e um certo olhar, me agradeceu. Pedi que tirasse uma foto comigo o que concordou. Nesse encontro passei no teste de honestidade, mas mais do que isso fiquei imaginando a coragem daquele homem, em terra estranha a ganhar a vida com sua arte, muito humilde, mas repleta de recordações de sua África. Era magro e vestia uma roupa típica de sua cultura, como se vê na foto. Pensei se sua magreza era de subnutrição ou se assim era sua constituição física. Não fiquei sabendo.
O Salim faz um Rio de Janeiro mais belo e peculiar e tornou minha estada mais humana, pois consegui interagir com o pulsar dessa magnífica cidade.