terça-feira, 27 de novembro de 2018
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Confraternização de 50 anos de formatura em Engenharia Industrial
Os formandos da antiga Escola de Engenharia Industrial da Cidade de Rio Grande, entre os quais me insiro, realizamos uma confraternização para comemorarmos os 50 anos de formatura. Nos formamos em 1968. Esse encontro foi comemorado com um almoço no Hotel Lira Steak House,localizado na praia do Cassino, no dia 16/11/2018.
Saímos de Novo Hamburgo, Helenita foi junto, dia 15/11, feriado, fizemos uma ótima viagem e chegamos no início da tarde à Cassino. Após o check in fomos descarregar o carro. Como havia sol, resolvemos ir à praia. Cassino estava repleta de carros e gente. Não tomamos banho, só curtimos o sol.
No dia seguinte fomos encontrar os velhos colegas de formatura, a grande maioria estava lá, apenas alguns poucos, por motivos particulares não compareceram. Foi uma emoção muito grande abraçar um por um. Eu tinha sugerido para usarmos crachá para facilitar o reconhecimento e foi realmente necessário para alguns que não víamos há pelo menos 40 anos.Em conversas pudemos recordar fatos que marcaram nossas presenças durante o curso. Retiramos da memória várias vivências muito particulares, com alguns, com outros mais além, mas todos se sentiram guris novamente, cada qual ansioso por expor uma peculiaridade que o tocava. E o dia se esvaiu rapidamente.
Fiquei na mesa com um colega que morou comigo no quarto da casa do estudante, o João Carlos Niemayer, que considero um amigo mesmo, Com ele a convivência foi muito interessante, nos tempos de escola, pois trocávamos muitas ideias, principalmente, sobre espiritualidade. Além disso, trabalhamos junto no Centro de Pesquisas Oceanográficas de Rio Grande e assistimos o lançamento dos foguetes pela NASA, por ocasião do eclipse solar, na praia do Cassino.Ficamos no mesmo hotel Atlântico,e saímos à noite para jantar, juntamente com Helenita, a irmã dele, o irmão e a cunhada.No domingo, ao deixarmos o hotel, fomos juntos a Rio Grande visitar o novo Museu da cidade, onde nos despedimos, com promessas de reencontros. Niemayer, mora, hoje, em Salvador, Bahia, para onde me convidou para ir....quem sabe!!!!
Antes de partir de Rio Grande estive na antiga Escola de Engenharia, hoje transformada em centro tecnológico, tirei várias fotos e me emocionei bastante, pois estar 50 anos depois num lugar tão significativo é algo indescritível. Visitei depois a rua Gomes Freire, onde fui morar quando me casei e onde nasceu o meu filho mais velho, Júnior. Mais emoção...Por fim fomos conhecer, Helenita sempre junto, o novo campus da Universidade Federal, onde está, hoje, incorporada a antiga Escola de Engenharia, na qual me formei.
Com os colegas combinei para organizarmos um Power Point do encontro com as informações mais relevantes que possibilitem retratar nossa vida pregressa de estudante, de trabalho posterior e também referências as nossas famílias.Tenho certeza que deixaremos um belo trabalho para apreciação e servir de exemplo para netos e bisnetos, pois temos grande orgulho de tudo o que realizamos nessa trajetória.
Para marcar minha presença e fazer um agrado para meus queridos colegas entreguei para todos um exemplar do livro que escrevi - "UM RIO ENTRE NÓS".como recordação do encontro.
Eu desejava trazer um boné de lembrança da praia do Cassino, mas não encontrei. Acabei comprando uma bela cuia e bomba, onde pedi que fosse escrito "Praia do Cassino - 2018". Estava mesmo precisando de um conjunto novo para tomar chimarrão.
Para não pararmos, na estrada para o almoço, comprei um frango assado que comemos durante a viagem, estava uma delícia. Sobremessa, ah! essa foi ideia da Helenita - cacau 75 % da Cacau Show!
Segue a foto dos engenheiros que compareceram:
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
APÓS ELEIÇÃO DE BOLSONARO PARA PRESIDENTE DO BRASIL
Jair Bolsonaro foi eleito, no dia 28/10/2018, com 55,13 % dos votos dos brasileiros para governar o país de 2019 a 2022.
Teve o meu voto no segundo turno da votação, já que no primeiro turno votei no candidato do partido Novo, João Amoêdo.
Nesta eleição, fiz uma análise profunda dos candidatos e optei pelo João Amoêdo, cujo partido - NOVO - representa novas ideias, a mais interessante e inovadora de que não usaria dinheiro público em campanha e que seria um partido sustentado pelos militantes, além, é claro de um ideário liberal que se contrapõe a ideias já ultrapassadas no mundo e, que no Brasil, só trouxeram atraso. Filiei-me ao partido para ajudar e compareci a dois almoços com os candidatos no restaurante da FENAC, em Novo Hamburgo, onde tive oportunidade de fazer "selfies"(palavra já incorporada à linguagem popular brasileira, ver wikipédia) com João Amoêdo, Marcel van Hatten, este eleito a deputado federal com expressiva votação. Senti, nessa ocasião, a sede de mudança em muitas pessoas que lá compareceram, principalmente jovens. O partido Novo não obteve sucesso na eleição de Amoêdo, mas elegeu oito deputados federais no país e fez o governador de Minas Gerais, uma performance alentadora para um partido que não possuía representação política, nem tempo de televisão para realizar a sua propaganda e se tornar conhecido.
Em consequência, aprendi que existe uma alternativa paralela aos canais normais de comunicação, já envelhecidos e paquidermes: as redes sociais. Whats app, Facebook, YouTube, entre outros, que dinâmicos e modernos, nos proporcionam vantagens de interação e aprendizagem incríveis. Alias, foram elas, as redes sociais, que alavancaram a performance de Jair Bolsonaro e muitos dos senadores e deputados eleitos e, me encorajaram a criar o meu próprio canal o qual está em estruturação. Quero deixar para a posteridade alguma coisa referente às minhas ideias e pensamentos, preferencias musicais, emoções, que possam ser referencia para dizerem, talvez, "ele era mais ou menos assim". Já está aqui o meu blog, dele podem ir para o meu Pbwork, onde encontrarão minhas poesias, contos, crônicas e a genealogia da família "Habekost" (com ¨e¨ para manter a grafia original alemã).
Pela primeira vez, tive a felicidade de assistir, um presidente eleito colocar Deus à frente de tudo e todos, realizando uma oração de agradecimento a Deus, aliás o seu lema de campanha foi: " Brasil acima de tudo e Deus acima de todos". Essa oração foi realizada em frente às câmaras de televisão e outros meios de comunicação, de mãos dadas com sua esposa e correligionários .Eu disse até em comentário no Facebook: "è um prenúncio do -Brasil Pátria do Evangelho- preconizado pelo espiritismo do Brasil. E, realmente, precisamos muito do evangelho. Há muito ódio na sociedade brasileira e, cada segmento, advoga para si o direito de dizer que é o outro que dissemina o ódio. Cada um olhando para o seu próprio umbigo e, quem olha para o seu próprio umbigo é um "idiota".
Há muita esperança de que Bolsonaro possa realmente fazer uma transformação profunda na maneira de governar e que isso se reverta em reais benefícios para o povo. Desejo a ele e seus assessores que façam um bom governo.
Estarei a postos para cobrar a coerência preconizada na campanha e na luta para levar o partido Novo ao governo na próxima legislatura, se estiver ainda por aqui.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
A Vida Não É Um Conto de Fadas
Eis um texto escrito por alunas do 5º ano da Escola Maria das Neves Petry, Professora Helenita Leal Habkost:
" A vida não é um conto de fadas
Olha, você acha que a sua vida é sofrida.
Que um dia um príncipe vai chegar e te salvar das mãos da madrasta má e que depois vocês vão ir até o castelo E irão viver felizes para sempre, você está enganado. Mas não fique triste, pelo contrário! Fique feliz! Porque você ganhou o poder de ter sua vida em suas mãos.
Não perca esse tempo com coisas ou pessoas.
Use seu tempo escrevendo a sua história! Como assim escrever minha história? A sua vida é ou pode virar um conto de fadas.
Isto é só questão de você querer.
Não vá atrás do que as pessoas dizem.
Crie a sua história! Vire você o escritor da sua vida; CHORE, RIA, CANTE E SOFRA! Viva a sua própria aventura.
Faça suas próprias descobertas e encare as consequências.
Não faça da sua vida um resumo.
Talvez não sobre tempo para passa-lá a limpo. Pense bem e seja feliz.
Autora: Giulianna Marques
Colaboradora: Bianca Gonçalves"
Mantive o texto intacto.
Estou publicando em meu blog porque o conteúdo me trouxe muitas reflexões e, também, render munha homenagem a elas.
Sabendo do contexto de vida e do contexto escolar em que estão inseridas, o texto, é como urze que desabrocha no rochedo.
"Vire o escritor de sua vida": frase madura e precursora de um determinismo consolador.
É talento puro que se perde na lama das incompreensões e de uma estrutura escolar superada.
Mas, apesar de tudo, elas vão desabrochar. Deus não dá o fardo acima de nossas forças.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
A Casa de Orates Brasiliense e o seu Apocalipse
(Uma crônica dos tempos futuros...como se eu pudesse homenagear Machado de Assis! E por que não?)
I – A genealogia de Simão Bacamarte Neto
Contam as crônicas escritas em jornais e revistas, que lá pelos idos de 2016, em Brasília, capital do Brasil, o governo era exercido por três poderes: um era o Poder Executivo, outro o Legislativo, e um outro que, estranhamente, os seus componentes eram escolhidos pelo primeiro poder, - a Suprema Corte. Funcionavam esses poderes em respectivos prédios que foram construídos relativamente próximos um do outro, segundo o projeto de um famoso arquiteto brasileiro, amante do comunismo, Oscar Niemayer..
Nesses lugares, hoje, só existem buracos, pois os três poderes foram totalmente destruídos por meteoritos, neste ano de 2016, como relatam as crônicas. Descrevem, elas, as crônicas, que esses poderes eram independentes um do outro. Mas, com o tempo, a roubalheira era tanta que os poderes de independentes ficaram dependentes, cristalizando-se uma enorme confusão. Ninguém mais se entendia até que acharam interessante caçar o mandato do executivo que, aliás, era exercido por uma mulher- Dona Moreia.
Naquele tempo, os três poderes estavam localizados em três prédios diferentes, como foi dito acima. O Legislativo era exercido em dois prédios cujas construções assemelhavam-se a uma “concha”, uma virada para cima, a outra virada para baixo (Lê-se, em pé de página, de muitas crônicas, que os humoristas associavam essas construções a penicos, um virado para cima e outro virado com a boca para baixo). Os outros poderes ficavam em prédios, não muito longe um do outro, E essa junção de prédios constituíam a Praça dos Três Poderes.
Pois, segundo destacam as narrativas, foi no prédio de concha virada para baixo onde se instalou o Dr. Simão Bacamarte Neto.
O Dr. Simão Bacamarte Neto, como está a indicar o nome, era neto do saudoso e justiceiro médico da vila de Itaguaí- “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas”, como foi tão magistralmente contado por Machado de Assis em sua crônica “O Alienista”, exaltado nos anais históricos da vila de Itaguaí.
As crônicas contam também que quando o Dr. Simão Bacamarte Neto se instalou em Itaguaí ocorreu um reboliço total na população. Sabe-se que isso ocorreu eis que, para todos, o Dr. Simão Bacamarte, o avô, em tempos idos, médico da vila de Itaguaí e, conhecido como o alienista, fundador da Casa Verde, a famosa casa de orates da cidade de Itaguaí, tinha se casado, nessa vila, com a viúva, Dona Evarista, e que, apesar, de todos os esforços científicos, ela não deu filhos a seu marido doutor.- é a crônica de Machado de Assis que assim conta. Então como explicar a existência do neto?. O fato era notícia por todos os cantos da vila e arredores. Muitos foram realizar pesquisas na biblioteca pública, outros acorreram à Câmara Legislativa, outros ao hospital, além dos que, em rodas de bares, tentavam reconstituir a história de vida do alienista famoso. Houve quem procurasse antigos moradores ou parentes deles no afã de entender como o Dr. Bacamarte tinha um neto.
Por fim, como havia muito desencontro nas informações e, para preservar os bons costumes da sociedade, como dizia o prefeito, foi aprovado uma comissão na câmara de vereadores para elucidar o caso. A comissão se instalou e começaram os debates para escolha do presidente e do relator que foram escolhidos depois de uma semana de debates. Resolvidas as querelas, convocaram o Dr. Simão Bacamarte Neto para, dentro de quinze dias vir dar explicações.
Chegado o grande dia, a praça defronte à câmara de vereadores estava apinhada de gente, habitantes de Itaguaí e dos arraiais próximos, Tvs e jornais do país e até do estrangeiro compareceram. Dentro da casa legislativa não havia um só recanto que não estivesse alguém metido, corredores tomados, sem trânsito possível. O ar condicionado não dava conta e todos suavam e a respiração já era difícil. Aberta a seção, o presidente passou a palavra ao relator. Este após o uso da palavra e salientar o árduo trabalho, agradeceu à sua mãezinha, que está no céu, a inspiração recebida e, por não ter família, ressaltou a paciência do seu cachorro por não ter comido nesses dias em que preparou o relatório, sem latir. Por fim, Leu o seu relatório que conclui : “ ... Não consegui encontrar provas para garantir que o Sr. aqui presente, que se diz neto do nosso grande, inesquecível benfeitor, grande cientista, Dr. Simão Bacamarte, conhecido como o alienista o qual salvou a cidade de Itaguaí de todos os loucos, seja realmente seu neto...”
As crônicas resumem a explicação do Neto que foi dada à câmara naquele dia:
“Bem, como sabem todos da vila de Itaguaí, meu avô retornou ao Brasil, vindo de Portugal, com trinta e quatro anos. Meteu-se, então, em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma à sua profissão de médico. E aqui desempenhou a sua profissão e aqui viveu até morrer Como é do conhecimento de todos, tornou-se o inesquecível alienista. Porém, o que os senhores não sabem e que foi o grande segredo de meu avô, é que ele nos tempos de estudante relacionou-se com uma moça, em Lisboa, e com ela teve um filho, o meu pai. Este filho foi registrado com o nome de Simão Bacamarte Filho. Meu avô, talvez, esse seu único e grande pecado, não quis trazer a moça e seu filho para o Brasil e nunca mais esses souberam dele. Meu pai casou e teve uma filha mulher que morreu, coitada, e eu. Meu pai, para homenagear meu avô fujão, me batizou com o nome de Simão Bacamarte Neto. Eu, curioso, é que descobri depois de adulto onde se encontrava o meu avô.
Este é um verdadeiro resumo da história de minha vida.”
E assim fica elucidada a genealogia de Simão Bacamarte Neto, protagonista desta crônica.
II – Ida de Simão Bacamarte Neto para Brasília.
E o Neto nasceu com o obsessão do avó, desde pequeno já andava caçando vaga-lumes e justificando que eles eram totalmente dementes por andarem com luzes na barriga. Seu pai vendo os pendores do filho o mandou para a Alemanha onde havia uma excelente escola de médicos. Vindo para o Brasil depois de formado, foi para a vila de Itaguaí onde trabalhou para resgatar a memória do avô, recriando a casa de orates – A Casa Verde, a qual renomeou para Casa Verde e Amarela. E aí trabalhou por longos anos, internando centenas de pessoas desvairadas e outras não muito, causando muita polêmica nos meios médicos e, também, na vila de Itaguaí.
. O Dr. Simão Bacamarte Neto estava sempre atento em busca de novos clientes para a casa Verde e Amarela. Eis que, acompanhando o desenrolar do julgamento do “impeachment” da presidente da república, na Câmara Legislativa, ficou extasiado com a quantidade de clientes que poderia trazer para a Casa Verde Amarela de Itaguaí. Do alto de sua experiência chegou à conclusão que ” só ele, como um grande psiquiatra, conhecedor profundo das mentes humanas, poderia contribuir para salvar o país dos mentecaptos que estavam a solta e que infestavam aquela cidade”.
Para concretizar o seu intento pensou num plano diabólico. Relatam as crônicas que encomendou, muito secretamente, para uma costureira do interior de Itaguaí, uma vestimenta que imitava um colete com explosivos E, indo para Brasília, na calada da noite, se instalou no prédio de concha virado para baixo, ou seja num dos prédios do Poder Legislativo, não sem antes se ter preparado devidamente para os seus intentos.. Fechou todas as portas, trancou-as por dentro com o que estava à sua disposição e, pela manhã, ninguém entrava mais.
Ao ser contestado pela polícia disse que tinha explosivos e que poria o prédio abaixo se não lhe atendessem.
III – De como surgiu uma casa de orates em Brasília
No dia imediato em que o Dr. assenhorou-se do prédio iniciaram as negociações. Brasília parou. Nas ruas, nos cafés, nos hotéis, nas casas, era um assunto só. As televisões do mundo inteiro se instalaram, fazendo da Praça do Três Poderes o seu quartel. As televisões brasileiras suspenderam até as novelas e a transmissão de partidas de futebol, muito em voga, na época, obrigando o povo em geral a acompanhar os acontecimentos protagonizados pelo Dr. Simão Bacamarte Neto. De todas as cidades brasileiras afluíam curiosos. Barracas e mais barracas foram armadas na esplanada dos ministérios, local projetado para ocasiões de eventos importantes pelo visionário arquiteto Oscar Niemeyer, projetista de Brasília que, como já dissemos, era comunista. Via-se um mar de barracas coloridas, azuis, amarelas, vermelhas, brancas, enfim de todas as cores. Todos respiravam o Dr. Simão Bacamarte Neto. Uns diziam que era um louco varrido, pois o seu avô o fora. Outros diziam que ele era um homem decepcionado que ficou desvairado com a crise econômica do país. Outros ainda que era um terrorista. E aí as mais variadas teses se desenvolveram por entre a multidão e os meios de comunicação. Os Estados Unidos ofereceram ajuda para o Brasil, considerando que aqui se poderia instalar um núcleo de profunda cisão americana. Os russos pediram cautela. Evo Morales, então presidente da Bolívia, ofereceu uma tonelada de folhas de coca para que fizessem chá a fim de acalmar os ânimos. E por aí iam as ofertas.
No meio da multidão circulava uma figura estranha, um ser barbudo, alquebrado, cabelos brancos como a neve, com vestimenta de Jesus Cristo a apregoar o apocalipse, cujo apelido já tinha sido sacramentado entre a multidão acampada no imenso gramado defronte aos Três Poderes – João do Apocalipse.
O Dr. Simão Bacamarte Neto na sua primeira intervenção mandou um manifesto para ser lido pelos meios de comunicação e dizia o seguinte:
“Meu querido avô, Dr.Simão Bacamarte, ilustre médico da vila de Itaguaí, foi tremendamente incompreendido e injustiçado pela oposição, Não conseguiram entender o alcance de suas experiências científicas com os alienados daquela importante e histórica vila, pois ele dizia com a convicção que Deus lhe deu: ”O principal nesta minha obra da Casa Verde é estudar profundamente a loucura, os seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir enfim a causa do fenômeno e o remédio universal. Esse é o mistério do meu coração. Creio que com isso presto um bom serviço à humanidade”. Faço das palavras do meu amado avô as minhas, portanto aqui nesta casa, onde me encontro, farei o que ele faria ..
Aí vai o meu primeiro pedido: Dentro de 48 h quero que me entreguem o ex-presidente Polvo,”
As crônicas contam que esse pedido foi considerado muito louco, um assombro. Os meios de comunicação foram ao êxtase, o povo não compreendia onde queria chegar o ilustre médico. As autoridades ficaram atônitas, tentaram dissuadir o Dr., mas ele estava inflexível - “Expludo tudo”. Enfim consultaram Polvo, que depois de muita negociação, concordou em se entregar. Com esse primeiro inquilino começou a existir uma casa de orates em Brasília, nome que se consagrou em função das idéias do Dr. Simão Bacamarte Neto, já que a mídia iniciou a fazer a analogia entre esta casa e a casa Verde Amarela da vila de Itaguaí, construída, pelo Neto e para abrigar alienados e outros não muito, como constataram, mais tarde, os médicos da vila de Itaguaí, comissionados para darem um veredito sobre a sanidade dos considerados doentes..
As autoridades, após a concordância de Polvo, iniciaram negociações para o seu translado e entrada no “penico” virado de boca para baixo, como dizia a plebe humorística.
Prevendo possíveis tumultos protagonizados pelo povo, uns contrários e outros favoráveis a Polvo, discutiam qual a melhor solução. Optaram por introduzi-lo na calada da noite e disfarçado. A estratégia deu certo e o ex-presidente Polvo foi introduzido na casa, sem confusão. E um comunicado foi feito pelas autoridades no dia seguinte. O fato repercutiu com tremenda expectativa entre todos. Aguardava-se com enorme ansiedade um pronunciamento do Dr.,
. O alienista Neto justificou o seu ato dizendo que nunca antes na história desse pais, um presidente havia inventado dar “bolsa de dinheiro” para família de ladrão condenado. Isso foi demais para a sua mente. Ele acabou, devido ao clamor popular, por emitir um comunicado escrito para justificar as suas decisões de trazer para dentro da “concha” o grande personagem público No comunicado afirmava: “ Povo de Brasília, comunico que o ex-presidente Polvo está bem. Encontra-se, nesse momento, tomando o café da manhã. Não há motivo para se preocuparem. É justo dizer que já iniciei os meus estudos sobre as causas de seus transtornos mentais. É uma mente bem distinta e terei muito trabalho. Um trabalho científico bem pesquisado sobre a demência humana, documentado em minhas publicações, as quais são do conhecimento da conceituada classe médica do Brasil e do mundo”
O comunicado caiu como uma bomba. Então o Dr. Simão Bacamarte Neto estava a fazer estudos sobre as mentes, aqui em Brasília? Bem, sabiam, principalmente, a classe médica que ele havia feito doutorado, na Alemanha, sobre distúrbios mentais, inclusive pesquisando em arquivos da segunda guerra, verificando experiências realizadas pelos médicos alemães que utilizavam seres humanos como cobaias. E isto começou a preocupar o Conselho Nacional de Medicina, resultando num veemente protesto do Conselho junto às autoridades. Exigiam providências urgentes. No documento anexaram inúmeros artigos de autoria Dr. Bacamarte Neto, publicado em revistas conceituadas,. versando sobre a insanidade da mente humana. Artigos que ocasionaram muitas críticas nos meios médicos e sociais.
Por outro lado a mídia abria outras hipóteses. Uma delas é que se tratava de um estratagema para livrar o ex-presidente Polvo das garras do Dr. Morro, o magistrado algoz dos corruptos, que estava a prender todo o mundo da elite empresarial e política do país.
A situação estava em compasso de espera. O país estava paralisado. Em Brasília, capital da república, nada andava, tudo parado, sem governo, sem diretrizes, sem nada. O Dr. Bacamarte era só o assunto. Passou-se uma semana e nada. Por fim na Segunda-feira ouviu-se um alarme tocar provindo da concha virada para baixo. Brasília emudeceu. Não se ouvia um cair de lenço na parte externa da concha, nas praças, silêncio. O povo mal respirava, em suma era uma interrogação absurdamente preocupaste. Por fim uma voz roufenha, muito conhecida, se ouviu. Era uma ordem do Dr. Bacamarte, apregoada pelo Sr. Polvo. “Companherada, se acalmem. Em breve sairemos daqui, mas antes é necessário que mandem para cá o presidente da Câmara dos deputados e do Senado, bem como a presidente, Dona Moreia”. Isto deve ocorrer em 24 h.. É isso pessoal.”
No dia seguinte, todos entraram na casa, sob a indignação geral. Quanto mais gente entrava mais difícil se tornava a negociação de libertação
Dentro da casa o Dr, Simão Bacamarte Neto entrevistava ora um, ora outro, à medida que o tempo passava. Trespassava a noite escrevendo suas observações utilizando seus conhecimentos psiquiátricos. Tinha a certeza, agora, que cada um destes seus novos pacientes possuía um tipo característico de demência. E nesse seu entusiasmo quixotesco ia elaborando suas teorias e enchendo folhas e folhas do seu caderno.
Do ex-presidente Polvo, dizia ::
“Mente extremamente versátil que gostava de sentir-se acima das outras. Gostava de usar frases de efeito como: “...nunca antes neste país...” ou de fazer-se de mouco: “...não sei de nada, não ouvi, não vi...”, lembrando os três macaquinhos japoneses. Caso raro, muito raro, anotava ele. Tinha dúvidas se ele seria um Robin Hood moderno ou um Dom Quixote a lutar contra moinhos gigantes.
Dos outros dois pacientes anotara: Um é o protótipo do Ali Babá e o outro do Homem Aranha. A presidente, bem ,não fizera um juízo ainda, mas tinha quase certeza que era um “pau mandado” do ex-presidente, sobretudo não entendera, a sua ação em nomear um comunista como Ministro da Defesa.
Vá entender o Dr, Simão Bacamarte Neto. Mas, ainda podem ser feitos estudos para tentar entendê-lo, já que seu caderno foi salvo dos escombros da hecatombe por ter sido guardado, por ele, mais precisamente numa caixa metálica resistente a altas temperaturas, caixa essa trazida, como lembrança, doada por um médico alemão. Uma relíquia da Segunda Guerra da qual ele não se separava.
- João do Apocalipse! Ressoou do alto-falante.
Ouviu-se, em toda a esplanada um uníssono “Ohhhh...” da população. Imagina, dentre tantas personagens importantes do país, lá vai um João ninguém, um pobre coitado, um doido varrido. Mas, ele subiu e do alto da plataforma, à frente das duas conchas, qual arauto mesmo do Apocalipse, gritou com voz roufenha, no seu megafone: ”Sete igrejas, sete igrejas, sete igrejas!!! A bola de fogo dos céus se aproxima!
Delírio da multidão!
Usando da mesma estratégia, João do Apocalipse foi encarcerado, No fim da semana estavam todos os personagens dentro na casa de orates de Brasília, supervisionada pelo ilustre Dr. Simão Bacamarte Neto, já apelidado de o “Alienista Neto”. Dentro de poucos dias o alienista neto já havia encarcerado os principais cabeças do país sem derramamento de sangue e na mais absoluta ordem. Isto era muito bem reconhecido pelos meios de comunicação nacionais e internacionais. O país estava à deriva, sem comando e sem perspectivas. Os governantes que resultaram estavam atarantados, não sabiam reagir diante de tamanha confusão. Os deputados já lotavam o prédio da concha virada para cima, onde havia livre circulação. Discursos inflamados se sucediam na tribuna, debulhando as mais variadas soluções. Uns queriam novas eleições, outros que o vice-presidente assumisse, outros ainda queriam votar o regime parlamentarista. Enfim era o caos. Numa coisa todos concordavam: os constituintes dos três poderes deveriam ocupar suas cadeiras e ficarem em assembléia permanente.
IV – A casa de orates Brasiliense e o seu apocalipse
O Dr. Simão Bacamarte Neto instalou-se em um gabinete, sentou-se na suntuosa cadeira, ligou o ar condicionado, distribuiu sobre a mesa seus livros, revistas onde estavam impressos seus artigos, pegou sua caneta de ouro que pertenceu a seu avô, o caderno de anotações e, avidamente, iniciou a preencher as folhas do seu caderno. Era alta madrugada quando João do Apocalipse irrompeu no gabinete e pediu a atenção do Dr.
- Venha até aqui e olhe, Dr.! Veja três luzes aumentando de tamanho em nossa direção.
- Onde?
- Lá! Olhe! E apontou o dedo para o céu, na direção das luzes viajantes.
- Ah! São apenas meteoritos viajantes, João.
- Sim Dr., mas vem para cá!
- Como podes afirmar isso?
- É o Apocalipse, Dr.!
- Que Apocalipse, João?
- O fim do mundo Dr. O fim do mundo que fala a Bíblia.
- Vai, João, vai dormir.!
- Eu vou, mas com certeza amanhã elas estarão aqui.
- Tá certo, João!
O Dr. Simão Bacamarte Neto continuou suas anotações, não sem antes abrir um capítulo para João do Apocalipse, terminando com a pergunta: “Será mesmo?”. Foi dormir também,
Logo cedo, na manhã, recebeu a comissão dos seus prisioneiros que queriam lhe falar.
- Sentem-se, ordenou o Dr. Bacamarte. Antes de qualquer coisa permitam que eu meça a circunferência de suas cabeças.
- Mas, Dr. falou a presidente
Não conseguiu terminar o seu pensamento porque o Dr. já estava medindo sua cabeça e anotando em sua caderneta. Mediu rapidamente, sob a indignação e curiosidade de todos.
- Para que isso Dr.?, perguntou o presidente do Senado.
- Não se espantem, é para uso de meus cálculos. Aprendi com as teorias dos médicos alemães que é possível calcular a massa encefálica a partir dessa medida usando uma equação desenvolvida em suas experiências durante a Segunda Guerra, nos campos de concentração.
Todos se olharam com olhos arregalados.
- E isso leva a que Dr?., solicitou o presidente da câmara
- Ah! È muito importante para estimar o número de neurônios existentes no cérebro. Sabem quantos neurônios possuía Hitler?
E sob total perplexidade dos presentes, respondeu o Dr.:
- Segundo os cálculos dos teóricos alemães, Hitler possuía apenas 56 bilhões dos 86 bilhões possíveis.
- E nós Dr. quantos neurônios temos?, arguiu o ex-presidente Polvo, louco de curiosidade a esta altura.
- É uma incrível coincidência. Vocês têm aproximadamente a mesma circunferência de cabeça que Hitler e, portanto, quase o mesmo número de neurônios. Alguns mais outros menos. É uma grande descoberta, acrescentou.
- Mas, o Hitler era um orates, um doido varrido, Um sem escrúpulos, um facínora, um ditador, um megalomaníaco, exclamou a presidente. O Sr. não quer nos comparar a ele, quer?
- Não sou eu, minha filha são as teorias.
- Mas, se fosse louca, não teria lutado contra a ditadura, criado no meu governo o “bolsa família, o “minha casa, minha vida”e tudo o mais.
- Alto lá Dona Moreia, atalhou o ex-presidente Polvo. O “Bolsa Família” fui eu que criei e o resto criamos juntos,
- Vocês quebraram a Petrobrás, nossa maior empresa . Foi isso que vocês fizeram, atalhou o presidente da Câmara. Vocês deram o golpe da compra da refinaria de Passadina.
- E você que desviou milhões para tua conta no exterior, acusou o presidente do Senado.
E as vozes se alteravam cada vez mais em acusações mútuas. O Dr. Simão Bacamarte Neto a tudo anotava, velozmente, em sua caderneta. Seus olhos exultavam de satisfação. As suas teses estavam se confirmando à medida que a discussão avançava. Ficou mais exultante, ainda, quando seus prisioneiros começaram a se agredirem fisicamente. O gabinete foi transformado em um verdadeiro ringue.
Por fim, entrou o João Apocalipse na sala, subiu numa mesa e começou a gritar:
- Sete Igrejas...Sete Igrejas...É o fim.... É o Apocalipse...O fogo se aproxima.....
Um silêncio total se fez, num instante, até que o ex-presidente Polvo perguntou:
- O que está falando esse doido?
Ninguém respondeu.
A Praça dos Três Poderes virou um buraco só. E tudo sucumbiu ao impacto de três meteoritos. Salvou-se, apenas, a caixa metálica do Dr. Simão Bacamarte Neto.
E a profecia de João do Apocalipse se fez!
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I – A genealogia de Simão Bacamarte Neto
Contam as crônicas escritas em jornais e revistas, que lá pelos idos de 2016, em Brasília, capital do Brasil, o governo era exercido por três poderes: um era o Poder Executivo, outro o Legislativo, e um outro que, estranhamente, os seus componentes eram escolhidos pelo primeiro poder, - a Suprema Corte. Funcionavam esses poderes em respectivos prédios que foram construídos relativamente próximos um do outro, segundo o projeto de um famoso arquiteto brasileiro, amante do comunismo, Oscar Niemayer..
Nesses lugares, hoje, só existem buracos, pois os três poderes foram totalmente destruídos por meteoritos, neste ano de 2016, como relatam as crônicas. Descrevem, elas, as crônicas, que esses poderes eram independentes um do outro. Mas, com o tempo, a roubalheira era tanta que os poderes de independentes ficaram dependentes, cristalizando-se uma enorme confusão. Ninguém mais se entendia até que acharam interessante caçar o mandato do executivo que, aliás, era exercido por uma mulher- Dona Moreia.
Naquele tempo, os três poderes estavam localizados em três prédios diferentes, como foi dito acima. O Legislativo era exercido em dois prédios cujas construções assemelhavam-se a uma “concha”, uma virada para cima, a outra virada para baixo (Lê-se, em pé de página, de muitas crônicas, que os humoristas associavam essas construções a penicos, um virado para cima e outro virado com a boca para baixo). Os outros poderes ficavam em prédios, não muito longe um do outro, E essa junção de prédios constituíam a Praça dos Três Poderes.
Pois, segundo destacam as narrativas, foi no prédio de concha virada para baixo onde se instalou o Dr. Simão Bacamarte Neto.
O Dr. Simão Bacamarte Neto, como está a indicar o nome, era neto do saudoso e justiceiro médico da vila de Itaguaí- “filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas”, como foi tão magistralmente contado por Machado de Assis em sua crônica “O Alienista”, exaltado nos anais históricos da vila de Itaguaí.
As crônicas contam também que quando o Dr. Simão Bacamarte Neto se instalou em Itaguaí ocorreu um reboliço total na população. Sabe-se que isso ocorreu eis que, para todos, o Dr. Simão Bacamarte, o avô, em tempos idos, médico da vila de Itaguaí e, conhecido como o alienista, fundador da Casa Verde, a famosa casa de orates da cidade de Itaguaí, tinha se casado, nessa vila, com a viúva, Dona Evarista, e que, apesar, de todos os esforços científicos, ela não deu filhos a seu marido doutor.- é a crônica de Machado de Assis que assim conta. Então como explicar a existência do neto?. O fato era notícia por todos os cantos da vila e arredores. Muitos foram realizar pesquisas na biblioteca pública, outros acorreram à Câmara Legislativa, outros ao hospital, além dos que, em rodas de bares, tentavam reconstituir a história de vida do alienista famoso. Houve quem procurasse antigos moradores ou parentes deles no afã de entender como o Dr. Bacamarte tinha um neto.
Por fim, como havia muito desencontro nas informações e, para preservar os bons costumes da sociedade, como dizia o prefeito, foi aprovado uma comissão na câmara de vereadores para elucidar o caso. A comissão se instalou e começaram os debates para escolha do presidente e do relator que foram escolhidos depois de uma semana de debates. Resolvidas as querelas, convocaram o Dr. Simão Bacamarte Neto para, dentro de quinze dias vir dar explicações.
Chegado o grande dia, a praça defronte à câmara de vereadores estava apinhada de gente, habitantes de Itaguaí e dos arraiais próximos, Tvs e jornais do país e até do estrangeiro compareceram. Dentro da casa legislativa não havia um só recanto que não estivesse alguém metido, corredores tomados, sem trânsito possível. O ar condicionado não dava conta e todos suavam e a respiração já era difícil. Aberta a seção, o presidente passou a palavra ao relator. Este após o uso da palavra e salientar o árduo trabalho, agradeceu à sua mãezinha, que está no céu, a inspiração recebida e, por não ter família, ressaltou a paciência do seu cachorro por não ter comido nesses dias em que preparou o relatório, sem latir. Por fim, Leu o seu relatório que conclui : “ ... Não consegui encontrar provas para garantir que o Sr. aqui presente, que se diz neto do nosso grande, inesquecível benfeitor, grande cientista, Dr. Simão Bacamarte, conhecido como o alienista o qual salvou a cidade de Itaguaí de todos os loucos, seja realmente seu neto...”
As crônicas resumem a explicação do Neto que foi dada à câmara naquele dia:
“Bem, como sabem todos da vila de Itaguaí, meu avô retornou ao Brasil, vindo de Portugal, com trinta e quatro anos. Meteu-se, então, em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma à sua profissão de médico. E aqui desempenhou a sua profissão e aqui viveu até morrer Como é do conhecimento de todos, tornou-se o inesquecível alienista. Porém, o que os senhores não sabem e que foi o grande segredo de meu avô, é que ele nos tempos de estudante relacionou-se com uma moça, em Lisboa, e com ela teve um filho, o meu pai. Este filho foi registrado com o nome de Simão Bacamarte Filho. Meu avô, talvez, esse seu único e grande pecado, não quis trazer a moça e seu filho para o Brasil e nunca mais esses souberam dele. Meu pai casou e teve uma filha mulher que morreu, coitada, e eu. Meu pai, para homenagear meu avô fujão, me batizou com o nome de Simão Bacamarte Neto. Eu, curioso, é que descobri depois de adulto onde se encontrava o meu avô.
Este é um verdadeiro resumo da história de minha vida.”
E assim fica elucidada a genealogia de Simão Bacamarte Neto, protagonista desta crônica.
II – Ida de Simão Bacamarte Neto para Brasília.
E o Neto nasceu com o obsessão do avó, desde pequeno já andava caçando vaga-lumes e justificando que eles eram totalmente dementes por andarem com luzes na barriga. Seu pai vendo os pendores do filho o mandou para a Alemanha onde havia uma excelente escola de médicos. Vindo para o Brasil depois de formado, foi para a vila de Itaguaí onde trabalhou para resgatar a memória do avô, recriando a casa de orates – A Casa Verde, a qual renomeou para Casa Verde e Amarela. E aí trabalhou por longos anos, internando centenas de pessoas desvairadas e outras não muito, causando muita polêmica nos meios médicos e, também, na vila de Itaguaí.
. O Dr. Simão Bacamarte Neto estava sempre atento em busca de novos clientes para a casa Verde e Amarela. Eis que, acompanhando o desenrolar do julgamento do “impeachment” da presidente da república, na Câmara Legislativa, ficou extasiado com a quantidade de clientes que poderia trazer para a Casa Verde Amarela de Itaguaí. Do alto de sua experiência chegou à conclusão que ” só ele, como um grande psiquiatra, conhecedor profundo das mentes humanas, poderia contribuir para salvar o país dos mentecaptos que estavam a solta e que infestavam aquela cidade”.
Para concretizar o seu intento pensou num plano diabólico. Relatam as crônicas que encomendou, muito secretamente, para uma costureira do interior de Itaguaí, uma vestimenta que imitava um colete com explosivos E, indo para Brasília, na calada da noite, se instalou no prédio de concha virado para baixo, ou seja num dos prédios do Poder Legislativo, não sem antes se ter preparado devidamente para os seus intentos.. Fechou todas as portas, trancou-as por dentro com o que estava à sua disposição e, pela manhã, ninguém entrava mais.
Ao ser contestado pela polícia disse que tinha explosivos e que poria o prédio abaixo se não lhe atendessem.
III – De como surgiu uma casa de orates em Brasília
No dia imediato em que o Dr. assenhorou-se do prédio iniciaram as negociações. Brasília parou. Nas ruas, nos cafés, nos hotéis, nas casas, era um assunto só. As televisões do mundo inteiro se instalaram, fazendo da Praça do Três Poderes o seu quartel. As televisões brasileiras suspenderam até as novelas e a transmissão de partidas de futebol, muito em voga, na época, obrigando o povo em geral a acompanhar os acontecimentos protagonizados pelo Dr. Simão Bacamarte Neto. De todas as cidades brasileiras afluíam curiosos. Barracas e mais barracas foram armadas na esplanada dos ministérios, local projetado para ocasiões de eventos importantes pelo visionário arquiteto Oscar Niemeyer, projetista de Brasília que, como já dissemos, era comunista. Via-se um mar de barracas coloridas, azuis, amarelas, vermelhas, brancas, enfim de todas as cores. Todos respiravam o Dr. Simão Bacamarte Neto. Uns diziam que era um louco varrido, pois o seu avô o fora. Outros diziam que ele era um homem decepcionado que ficou desvairado com a crise econômica do país. Outros ainda que era um terrorista. E aí as mais variadas teses se desenvolveram por entre a multidão e os meios de comunicação. Os Estados Unidos ofereceram ajuda para o Brasil, considerando que aqui se poderia instalar um núcleo de profunda cisão americana. Os russos pediram cautela. Evo Morales, então presidente da Bolívia, ofereceu uma tonelada de folhas de coca para que fizessem chá a fim de acalmar os ânimos. E por aí iam as ofertas.
No meio da multidão circulava uma figura estranha, um ser barbudo, alquebrado, cabelos brancos como a neve, com vestimenta de Jesus Cristo a apregoar o apocalipse, cujo apelido já tinha sido sacramentado entre a multidão acampada no imenso gramado defronte aos Três Poderes – João do Apocalipse.
O Dr. Simão Bacamarte Neto na sua primeira intervenção mandou um manifesto para ser lido pelos meios de comunicação e dizia o seguinte:
“Meu querido avô, Dr.Simão Bacamarte, ilustre médico da vila de Itaguaí, foi tremendamente incompreendido e injustiçado pela oposição, Não conseguiram entender o alcance de suas experiências científicas com os alienados daquela importante e histórica vila, pois ele dizia com a convicção que Deus lhe deu: ”O principal nesta minha obra da Casa Verde é estudar profundamente a loucura, os seus diversos graus, classificar-lhes os casos, descobrir enfim a causa do fenômeno e o remédio universal. Esse é o mistério do meu coração. Creio que com isso presto um bom serviço à humanidade”. Faço das palavras do meu amado avô as minhas, portanto aqui nesta casa, onde me encontro, farei o que ele faria ..
Aí vai o meu primeiro pedido: Dentro de 48 h quero que me entreguem o ex-presidente Polvo,”
As crônicas contam que esse pedido foi considerado muito louco, um assombro. Os meios de comunicação foram ao êxtase, o povo não compreendia onde queria chegar o ilustre médico. As autoridades ficaram atônitas, tentaram dissuadir o Dr., mas ele estava inflexível - “Expludo tudo”. Enfim consultaram Polvo, que depois de muita negociação, concordou em se entregar. Com esse primeiro inquilino começou a existir uma casa de orates em Brasília, nome que se consagrou em função das idéias do Dr. Simão Bacamarte Neto, já que a mídia iniciou a fazer a analogia entre esta casa e a casa Verde Amarela da vila de Itaguaí, construída, pelo Neto e para abrigar alienados e outros não muito, como constataram, mais tarde, os médicos da vila de Itaguaí, comissionados para darem um veredito sobre a sanidade dos considerados doentes..
As autoridades, após a concordância de Polvo, iniciaram negociações para o seu translado e entrada no “penico” virado de boca para baixo, como dizia a plebe humorística.
Prevendo possíveis tumultos protagonizados pelo povo, uns contrários e outros favoráveis a Polvo, discutiam qual a melhor solução. Optaram por introduzi-lo na calada da noite e disfarçado. A estratégia deu certo e o ex-presidente Polvo foi introduzido na casa, sem confusão. E um comunicado foi feito pelas autoridades no dia seguinte. O fato repercutiu com tremenda expectativa entre todos. Aguardava-se com enorme ansiedade um pronunciamento do Dr.,
. O alienista Neto justificou o seu ato dizendo que nunca antes na história desse pais, um presidente havia inventado dar “bolsa de dinheiro” para família de ladrão condenado. Isso foi demais para a sua mente. Ele acabou, devido ao clamor popular, por emitir um comunicado escrito para justificar as suas decisões de trazer para dentro da “concha” o grande personagem público No comunicado afirmava: “ Povo de Brasília, comunico que o ex-presidente Polvo está bem. Encontra-se, nesse momento, tomando o café da manhã. Não há motivo para se preocuparem. É justo dizer que já iniciei os meus estudos sobre as causas de seus transtornos mentais. É uma mente bem distinta e terei muito trabalho. Um trabalho científico bem pesquisado sobre a demência humana, documentado em minhas publicações, as quais são do conhecimento da conceituada classe médica do Brasil e do mundo”
O comunicado caiu como uma bomba. Então o Dr. Simão Bacamarte Neto estava a fazer estudos sobre as mentes, aqui em Brasília? Bem, sabiam, principalmente, a classe médica que ele havia feito doutorado, na Alemanha, sobre distúrbios mentais, inclusive pesquisando em arquivos da segunda guerra, verificando experiências realizadas pelos médicos alemães que utilizavam seres humanos como cobaias. E isto começou a preocupar o Conselho Nacional de Medicina, resultando num veemente protesto do Conselho junto às autoridades. Exigiam providências urgentes. No documento anexaram inúmeros artigos de autoria Dr. Bacamarte Neto, publicado em revistas conceituadas,. versando sobre a insanidade da mente humana. Artigos que ocasionaram muitas críticas nos meios médicos e sociais.
Por outro lado a mídia abria outras hipóteses. Uma delas é que se tratava de um estratagema para livrar o ex-presidente Polvo das garras do Dr. Morro, o magistrado algoz dos corruptos, que estava a prender todo o mundo da elite empresarial e política do país.
A situação estava em compasso de espera. O país estava paralisado. Em Brasília, capital da república, nada andava, tudo parado, sem governo, sem diretrizes, sem nada. O Dr. Bacamarte era só o assunto. Passou-se uma semana e nada. Por fim na Segunda-feira ouviu-se um alarme tocar provindo da concha virada para baixo. Brasília emudeceu. Não se ouvia um cair de lenço na parte externa da concha, nas praças, silêncio. O povo mal respirava, em suma era uma interrogação absurdamente preocupaste. Por fim uma voz roufenha, muito conhecida, se ouviu. Era uma ordem do Dr. Bacamarte, apregoada pelo Sr. Polvo. “Companherada, se acalmem. Em breve sairemos daqui, mas antes é necessário que mandem para cá o presidente da Câmara dos deputados e do Senado, bem como a presidente, Dona Moreia”. Isto deve ocorrer em 24 h.. É isso pessoal.”
No dia seguinte, todos entraram na casa, sob a indignação geral. Quanto mais gente entrava mais difícil se tornava a negociação de libertação
Dentro da casa o Dr, Simão Bacamarte Neto entrevistava ora um, ora outro, à medida que o tempo passava. Trespassava a noite escrevendo suas observações utilizando seus conhecimentos psiquiátricos. Tinha a certeza, agora, que cada um destes seus novos pacientes possuía um tipo característico de demência. E nesse seu entusiasmo quixotesco ia elaborando suas teorias e enchendo folhas e folhas do seu caderno.
Do ex-presidente Polvo, dizia ::
“Mente extremamente versátil que gostava de sentir-se acima das outras. Gostava de usar frases de efeito como: “...nunca antes neste país...” ou de fazer-se de mouco: “...não sei de nada, não ouvi, não vi...”, lembrando os três macaquinhos japoneses. Caso raro, muito raro, anotava ele. Tinha dúvidas se ele seria um Robin Hood moderno ou um Dom Quixote a lutar contra moinhos gigantes.
Dos outros dois pacientes anotara: Um é o protótipo do Ali Babá e o outro do Homem Aranha. A presidente, bem ,não fizera um juízo ainda, mas tinha quase certeza que era um “pau mandado” do ex-presidente, sobretudo não entendera, a sua ação em nomear um comunista como Ministro da Defesa.
Vá entender o Dr, Simão Bacamarte Neto. Mas, ainda podem ser feitos estudos para tentar entendê-lo, já que seu caderno foi salvo dos escombros da hecatombe por ter sido guardado, por ele, mais precisamente numa caixa metálica resistente a altas temperaturas, caixa essa trazida, como lembrança, doada por um médico alemão. Uma relíquia da Segunda Guerra da qual ele não se separava.
- João do Apocalipse! Ressoou do alto-falante.
Ouviu-se, em toda a esplanada um uníssono “Ohhhh...” da população. Imagina, dentre tantas personagens importantes do país, lá vai um João ninguém, um pobre coitado, um doido varrido. Mas, ele subiu e do alto da plataforma, à frente das duas conchas, qual arauto mesmo do Apocalipse, gritou com voz roufenha, no seu megafone: ”Sete igrejas, sete igrejas, sete igrejas!!! A bola de fogo dos céus se aproxima!
Delírio da multidão!
Usando da mesma estratégia, João do Apocalipse foi encarcerado, No fim da semana estavam todos os personagens dentro na casa de orates de Brasília, supervisionada pelo ilustre Dr. Simão Bacamarte Neto, já apelidado de o “Alienista Neto”. Dentro de poucos dias o alienista neto já havia encarcerado os principais cabeças do país sem derramamento de sangue e na mais absoluta ordem. Isto era muito bem reconhecido pelos meios de comunicação nacionais e internacionais. O país estava à deriva, sem comando e sem perspectivas. Os governantes que resultaram estavam atarantados, não sabiam reagir diante de tamanha confusão. Os deputados já lotavam o prédio da concha virada para cima, onde havia livre circulação. Discursos inflamados se sucediam na tribuna, debulhando as mais variadas soluções. Uns queriam novas eleições, outros que o vice-presidente assumisse, outros ainda queriam votar o regime parlamentarista. Enfim era o caos. Numa coisa todos concordavam: os constituintes dos três poderes deveriam ocupar suas cadeiras e ficarem em assembléia permanente.
IV – A casa de orates Brasiliense e o seu apocalipse
O Dr. Simão Bacamarte Neto instalou-se em um gabinete, sentou-se na suntuosa cadeira, ligou o ar condicionado, distribuiu sobre a mesa seus livros, revistas onde estavam impressos seus artigos, pegou sua caneta de ouro que pertenceu a seu avô, o caderno de anotações e, avidamente, iniciou a preencher as folhas do seu caderno. Era alta madrugada quando João do Apocalipse irrompeu no gabinete e pediu a atenção do Dr.
- Venha até aqui e olhe, Dr.! Veja três luzes aumentando de tamanho em nossa direção.
- Onde?
- Lá! Olhe! E apontou o dedo para o céu, na direção das luzes viajantes.
- Ah! São apenas meteoritos viajantes, João.
- Sim Dr., mas vem para cá!
- Como podes afirmar isso?
- É o Apocalipse, Dr.!
- Que Apocalipse, João?
- O fim do mundo Dr. O fim do mundo que fala a Bíblia.
- Vai, João, vai dormir.!
- Eu vou, mas com certeza amanhã elas estarão aqui.
- Tá certo, João!
O Dr. Simão Bacamarte Neto continuou suas anotações, não sem antes abrir um capítulo para João do Apocalipse, terminando com a pergunta: “Será mesmo?”. Foi dormir também,
Logo cedo, na manhã, recebeu a comissão dos seus prisioneiros que queriam lhe falar.
- Sentem-se, ordenou o Dr. Bacamarte. Antes de qualquer coisa permitam que eu meça a circunferência de suas cabeças.
- Mas, Dr. falou a presidente
Não conseguiu terminar o seu pensamento porque o Dr. já estava medindo sua cabeça e anotando em sua caderneta. Mediu rapidamente, sob a indignação e curiosidade de todos.
- Para que isso Dr.?, perguntou o presidente do Senado.
- Não se espantem, é para uso de meus cálculos. Aprendi com as teorias dos médicos alemães que é possível calcular a massa encefálica a partir dessa medida usando uma equação desenvolvida em suas experiências durante a Segunda Guerra, nos campos de concentração.
Todos se olharam com olhos arregalados.
- E isso leva a que Dr?., solicitou o presidente da câmara
- Ah! È muito importante para estimar o número de neurônios existentes no cérebro. Sabem quantos neurônios possuía Hitler?
E sob total perplexidade dos presentes, respondeu o Dr.:
- Segundo os cálculos dos teóricos alemães, Hitler possuía apenas 56 bilhões dos 86 bilhões possíveis.
- E nós Dr. quantos neurônios temos?, arguiu o ex-presidente Polvo, louco de curiosidade a esta altura.
- É uma incrível coincidência. Vocês têm aproximadamente a mesma circunferência de cabeça que Hitler e, portanto, quase o mesmo número de neurônios. Alguns mais outros menos. É uma grande descoberta, acrescentou.
- Mas, o Hitler era um orates, um doido varrido, Um sem escrúpulos, um facínora, um ditador, um megalomaníaco, exclamou a presidente. O Sr. não quer nos comparar a ele, quer?
- Não sou eu, minha filha são as teorias.
- Mas, se fosse louca, não teria lutado contra a ditadura, criado no meu governo o “bolsa família, o “minha casa, minha vida”e tudo o mais.
- Alto lá Dona Moreia, atalhou o ex-presidente Polvo. O “Bolsa Família” fui eu que criei e o resto criamos juntos,
- Vocês quebraram a Petrobrás, nossa maior empresa . Foi isso que vocês fizeram, atalhou o presidente da Câmara. Vocês deram o golpe da compra da refinaria de Passadina.
- E você que desviou milhões para tua conta no exterior, acusou o presidente do Senado.
E as vozes se alteravam cada vez mais em acusações mútuas. O Dr. Simão Bacamarte Neto a tudo anotava, velozmente, em sua caderneta. Seus olhos exultavam de satisfação. As suas teses estavam se confirmando à medida que a discussão avançava. Ficou mais exultante, ainda, quando seus prisioneiros começaram a se agredirem fisicamente. O gabinete foi transformado em um verdadeiro ringue.
Por fim, entrou o João Apocalipse na sala, subiu numa mesa e começou a gritar:
- Sete Igrejas...Sete Igrejas...É o fim.... É o Apocalipse...O fogo se aproxima.....
Um silêncio total se fez, num instante, até que o ex-presidente Polvo perguntou:
- O que está falando esse doido?
Ninguém respondeu.
A Praça dos Três Poderes virou um buraco só. E tudo sucumbiu ao impacto de três meteoritos. Salvou-se, apenas, a caixa metálica do Dr. Simão Bacamarte Neto.
E a profecia de João do Apocalipse se fez!
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quarta-feira, 23 de março de 2016
IMPOSTO SOBRE EMOÇÕES
“Cobrança da Taxa de Turismo em Gramado começa no mês de abril (Jornal N H – 21.3.2016 )
Gramado - Dentro de poucos dias, a cobrança da Taxa de Turismo Sustentável (TTS) entrará em vigor em Gramado. A partir de Ia de abril, está autorizada a cobrança diária de dois reais por ocupação de unidade habitacional na rede hoteleira. O estabelecimento será o responsável pelo recolhimento da TTS devendo ser cobrada por ocasião da liquidação da conta do hóspede que utiliza os meios de hospedagem na cidade, como hotéis, pousadas, resorts e similares. As informações deverão ser registradas mensalmente, através do Livro Eletrônico de ISSQN, que hoje já recebe a informação em relação ao imposto e, a partir de abril, solicitará também a informação relativa ao número de diárias usufruídas na hospedagem, valor unitário e o valor total arrecadado.”
Não posso deixar de pensar assim: Que ação mais absurda!
Resolveram taxar o lazer, as emoções, o ar que se respira na bela cidade de Gramado. Sim, porque quando se chega nesta cidade as emoções nos invadem por ver os jardins, as belas hortênsias, o clima, as construções. E tudo foi construído com esses objetivos. Ora foi construído com o amor da sua população para agradar os turistas e também, é claro, para objetivos econômicos, muito justamente.
Quem almoça em Gramado, se hospeda, usufrui dos pontos de lazer já paga um preço de cidade turística, muito justo, pois seus comerciantes e cidadãos fizeram investimentos para isso, bem como, por certo os órgãos públicos. Pois, agora essa convivência pacífica, vem a ser perturbada por mais um imposto que eu bem poderia chamar de “Imposto sobre as emoções, ou Imposto do ar que se respira”.
É uma voracidade incompreensível que só posso atribuir a gestores incompetentes e sem visão, como se não bastasse a carga de impostos que são assim mesmo expressando, impostos à população.
Não posso ficar calado de ver tanta barbaridade neste país e, especialmente no meu Rio Grande, tenho que permanecer fiel aos meus tempos de estudante em que lutava por uma sociedade melhor.
Apesar de tudo, minha esperança ressurge do meio das cinzas quando vejo jovens, em grande maioria, na linha de frente, povoando z Polícia Federal, Ministério Público, e outras instituições, a desfraldarem bandeiras em defesa da honestidade e da coragem de enfrentar corruptos e corruptores ferozes, a políticos ladrões.
A vigília é constante!
E deverá ser constante para evitar que os meios justifiquem os fins, para evitar que verdades sejam distorcidas, que valores sejam banalizados, que crenças sejam usadas para subjugar mentes menos esclarecidas, ou para matar e destruir.
E que a “Taxa de Turismo em Gramado” imposta à sociedade não permaneça como mais um exemplo de justificar a injustiça.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
MARÍLIA PÊRA - Minha Homenagem
![]() |
| Última foto nos bastidores do programa da Globo "Pé na cova" |
Ela se desmanchava sem preconceitos em cada cena
Fluía dela um mel de doçura em seu sorriso
De suas mãos flutuantes o envolvimento se completava
E chegava o personagem cativante, melodioso, amoroso
Dos seus olhos vinha a sua alma profunda, interpretativa
O seu cantar trazia o silêncio dos ouvintes, alma a alma
A estrela iluminava radiante ao seu redor e, a luz se fazia
Personagens tantos, uma obra em cada um, um aceno
Uma colcha tecida com o esforço da perfeição, ela estendeu
No palco, na TV, na vida, na vida de cada um
Foi tantas e tantas, mas sobretudo Marília, Marília Pêra
A grande artista brasileira!
Eu me extasiava com a sua interpretação. Uma artista que me puxava para dentro do seu personagem, ela foi cada um deles profundamente. Contracenava com qualquer colega com a mesma generosidade, com o mesmo desprendimento. Foi soberba. Foi mestra. Será eterna. Não haverá despedida!
PARA RESUMO HISTÓRICO DE SUA VIDA: http://mortenahistoria.blogspot.com.br/2015/12/morte-de-marilia-pera.html
sábado, 21 de novembro de 2015
A PÍLULA DO CÂNCER
FOSFOETANOLAMINA SINTÉTICA – A “PÍLULA DO CÂNCER”
Leia sobre esta substância no site abaixo da Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosfoetanolamina
Notícia vinculada na revista EXAME do dia 03 de novembro de 2015, leia clicando no link abaixo:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-contratam-empresa-para-regularizar-pilula-do-cancer
‘Estado do Rio Grande do Sul vai analisar a “pílula do câncer’.
Leia a notícia no Jornal NH ( de Novo Hamburgo/RS), na página 13 do dia 19/11/2015., que também publica:
“Laminar do Supremo abriu Jurisprudência – No último mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a laminar de uma paciente terminal de câncer, moradora do Rio de Janeiro, para uso da fosfoetanolamina sintética em seu tratamento...”
Leia sobre esta substância no site abaixo da Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosfoetanolamina
Notícia vinculada na revista EXAME do dia 03 de novembro de 2015, leia clicando no link abaixo:
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/cientistas-contratam-empresa-para-regularizar-pilula-do-cancer
‘Estado do Rio Grande do Sul vai analisar a “pílula do câncer’.
Leia a notícia no Jornal NH ( de Novo Hamburgo/RS), na página 13 do dia 19/11/2015., que também publica:
“Laminar do Supremo abriu Jurisprudência – No último mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a laminar de uma paciente terminal de câncer, moradora do Rio de Janeiro, para uso da fosfoetanolamina sintética em seu tratamento...”
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Descarte correto de medicamentos
Na página 8 do NH de 17/11/2015 li a manchete " Descarte correto de medicamentos agora é lei". Pensei; "Finalmente fizeram uma lei que beneficia o consumidor, nessa área.", mas qual foi minha surpresa que no final da notícia li o seguinte: "Conforme a assessoria de imprensa da Semam( NH ), a lei prevê que o consumidor deve devolver o produto, com nota fiscal, na loja onde comprou!".
Pergunto: Quem guarda nota fiscal de remédio por um ano ou mais? E o cupom fiscal que a farmácia oferece apaga com o tempo, não se lê nada!?
A lei municipal 2.868/2015, de Novo Hamburgo/RS, com certeza não vai beneficiar o consumidor que já tem sua vida atribulada para ainda ter que guardar nota de medicamento com cupom que apaga!
E o descarte continuará do jeito que está, infelizmente!
Será que eu estou tão "fora da casinha" assim?!
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
INDIGNAÇÃO
Indignação !
( Nov. 2015)
Ainda não sei o que vou criar agora. Vou deixar que meu coração e minha mente falem e vou escrever sem cortes. Não sei se o título é adequado, mas vou deixar assim.
Quando comecei a me dar conta das coisas, assisti a criação da Petrobrás. Amei “O petróleo é nosso”. Assisti Getúlio Vargas suicidar-se, o reboliço político e social após sua morte. Janio Quadros não aguentou. Juscelino construiu Brasília. Jango foi deposto, veio a ditadura. Miltares no poder por anos a fio. Perseguições, torturas, mortes. Eleições. Itamar, Fernando Cardoso, Lula e agora Dilma. Hodiernamente “Mensalão”, “Lava Jato” e o que mais veremos? Passou minha vida ativa e estarrecido vejo um suceder de clãs roubando o dinheiro do povo, quadrilhas assaltando o povo, matando o povo. Ladrões de toda estirpe sendo soltos no maior disparate social.. Escolas sucateadas no físico e no moral. saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente, tudo atirado a um segundo plano. Impostos exorbitantes para sustentar uma máquina pública vergonhosa. E a natureza gritando: tsunamis, queimadas, terremotos, tempestades, seca, desertos se formando, safras agrícolas perdidas... Hordas de seres irracionais invadindo e matando inocentes. Hordas de seres racionais escravizando, humilhando. Crianças raquíticas, com sede, com fome. Seres perdidos por todo o lado.
Senhor Deus da Humanidade, onde estás? Não sou ninguém para Lhe perguntar, apenas um filho Seu. Mas, ouso ainda, como permites que um filho Seu alcance a tanto mal? Deturpe as mentes, minta, sirva-se dos outros para enriquecer materialmente? Porque permites que um Steve Jobs morra tão cedo, quando a humanidade precisava tanto dele? Do seu gênio, da sua criatividade? Do seu fazer inovador?
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
Castro Alves já perguntava! E faz tempo! E muita gente continua perguntando. Teremos paciência?
Eu era uma criança pobre, pé no cão, calça remendada e outras convivências desta dimensão. Fui arrancado desta vida e lançado em outra e comecei a conviver com meus limites na busca de objetivos que nem eram meus e me transformei num ser lutador, ansioso por sempre estar com meus limites na conquista do que achava que era certo e necessário. Tive que aprender a escrever com a mão, depois com a máquina de escrever, mais adiante com o computador, aprendendo no esforço e, nos meus limites sempre, a dominar esta máquina fantástica, símbolo de uma era espetacular da evolução humana .Uma montanha de novos termos estrangeiros e na língua mãe a aprender, entender o seu significado: softwares, hardwares, sites, web, feedback,e por aí vai. Além, é claro, da absorção e atualização dos meus conhecimentos profissionais para exercer minha profissão de engenheiro químico. Agora, não consigo descansar, embora com 75 anos e aposentado. Chegam os celulares, os smartphones, o whatsapp, o facebook, o twiter. Uma linguagem de novo, nova, repleta de estrangeirismo da língua inglesa Qualquer criança já entende sem maiores esforços. E Eu? E meus neurônios, já envelhecidos? A ansiedade é enorme. Não me conformei vendo meus filhos e netos nessa “onda” e eu fora. O moderno smartphone já está comigo, e luto para aprender. Muita ansiedade, enxurrada de coisas novas, um mundo virtual a me chamar a me puxar, “curtidas”, “compartilhamento”, mensagens, jogos, opiniões contraditórias ou não, aplicativos a centenas, uma loucura!
O tempo passando, a tecnologia evoluindo e, eu, tendo o privilégio de ver, acompanhar e participar de tudo isso, de toda a maravilha e de toda a canalhice dos políticos a enriquecerem e o povo e sociedade sendo levado nesse roldão.
Tenho meditado muito e, agradeço a Deus, por esse tempo que me é dado. Agradeço também, à possibilidade de transformar em palavras o que me vai na alma. O registro é por conta do meu viés jornalístico que me foi roubado pela vida. Muitas coisas me foram roubadas, mas me conformo. Muitas outras coisas ganhei, me conformo também. Mas, muito mais conquistei por luta, por energia, por talento, embora escasso.
Preocupo-me com a humanidade. Para onde vamos? Hoje, nunca vivi um momento assim, estamos quase perdidos. Valores, espiritualidade, ética, honestidade, respeito, convivência social, relacionamento, tudo em discussão, como se não tivéssemos algum legado.
O Prof. Cleber Prodanov, em sua crônica (O Elevador, NH-12.11.2015) escreveu sobre o comportamento das pessoas num elevador. Meus Deus, é isso mesmo, não nos cumprimentamos ao entrarmos naqueles cubículos, não seguramos a porta, queremos entrar na frente de idosos, de mães com seus pequenos no colo, todos estranhos uns aos outros embora humanos. Aquele cubículo passa a ser um espaço de constrangimento, mau humor, e de falta de civilidade. Que exemplo diário e atual do que está acontecendo conosco! E assim é em qualquer segmento, no trânsito, nas escolas, nas delegacias, nos postos de saúde, e por aí vai.
Que tempos! Mais uma vez pergunto com nosso poeta magistral:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
E assim o tempo passa e verdades ditas, como essa por Castro Alves, continuam bem atuais. Por acaso a escravidão terminou?
Somos escravos dos desejos dos outros, da ganância deles e nossa, do nosso stress, do computador, agora dos smartphones, dos carros importados, dos impostos, do medo, da ansiedade, das neuroses maiores e menores. Escravizamos e somos escravizados!
Criam-se leis e mais leis, cheias de alternativas para interpretações dos nobres advogados e juízes prolongarem, quase sempre, por anos, quando não indefinidamente, as sentenças. Políticos ladrões cumprindo penas em casa, ou absolvidos, traficantes protegidos, menores infratores matando sem punição.
Inocentes morrendo ou em cadeiras de rodas. Crimes bárbaros no trânsito, cometido por irresponsáveis que, mediante fiança, ficam soltos e voltam a cometer as mesmas infrações!
Balas perdidas matando crianças!
Escolas perdidas formando analfabetos e vazios de aprendizado ético. Professores à própria sorte!
Quem mudará? Sodoma e Gomorra Foram exemplos. Tsunamis também! Hiroshima e Nagasaki idem. Os meteoros foram os primeiros corretivos!
Bíblicos, históricos ou reais, esses fatos nos lembram exemplos bem significativos de transmutações sociais quer políticos (Queda da Bastilha), quer tecnológicos (Revolução industrial, Conquista espacial, Computadores, Celulares), ou para sermos bem brasileiros, no esporte, os 7 X 1 para a Alemanha, ( Copa do Mundo Fifa 2014) que acabou com uma era futebolística brasileira.
Oremos!
( Nov. 2015)
Ainda não sei o que vou criar agora. Vou deixar que meu coração e minha mente falem e vou escrever sem cortes. Não sei se o título é adequado, mas vou deixar assim.
Quando comecei a me dar conta das coisas, assisti a criação da Petrobrás. Amei “O petróleo é nosso”. Assisti Getúlio Vargas suicidar-se, o reboliço político e social após sua morte. Janio Quadros não aguentou. Juscelino construiu Brasília. Jango foi deposto, veio a ditadura. Miltares no poder por anos a fio. Perseguições, torturas, mortes. Eleições. Itamar, Fernando Cardoso, Lula e agora Dilma. Hodiernamente “Mensalão”, “Lava Jato” e o que mais veremos? Passou minha vida ativa e estarrecido vejo um suceder de clãs roubando o dinheiro do povo, quadrilhas assaltando o povo, matando o povo. Ladrões de toda estirpe sendo soltos no maior disparate social.. Escolas sucateadas no físico e no moral. saúde, segurança, mobilidade urbana, meio ambiente, tudo atirado a um segundo plano. Impostos exorbitantes para sustentar uma máquina pública vergonhosa. E a natureza gritando: tsunamis, queimadas, terremotos, tempestades, seca, desertos se formando, safras agrícolas perdidas... Hordas de seres irracionais invadindo e matando inocentes. Hordas de seres racionais escravizando, humilhando. Crianças raquíticas, com sede, com fome. Seres perdidos por todo o lado.
Senhor Deus da Humanidade, onde estás? Não sou ninguém para Lhe perguntar, apenas um filho Seu. Mas, ouso ainda, como permites que um filho Seu alcance a tanto mal? Deturpe as mentes, minta, sirva-se dos outros para enriquecer materialmente? Porque permites que um Steve Jobs morra tão cedo, quando a humanidade precisava tanto dele? Do seu gênio, da sua criatividade? Do seu fazer inovador?
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
Castro Alves já perguntava! E faz tempo! E muita gente continua perguntando. Teremos paciência?
Eu era uma criança pobre, pé no cão, calça remendada e outras convivências desta dimensão. Fui arrancado desta vida e lançado em outra e comecei a conviver com meus limites na busca de objetivos que nem eram meus e me transformei num ser lutador, ansioso por sempre estar com meus limites na conquista do que achava que era certo e necessário. Tive que aprender a escrever com a mão, depois com a máquina de escrever, mais adiante com o computador, aprendendo no esforço e, nos meus limites sempre, a dominar esta máquina fantástica, símbolo de uma era espetacular da evolução humana .Uma montanha de novos termos estrangeiros e na língua mãe a aprender, entender o seu significado: softwares, hardwares, sites, web, feedback,e por aí vai. Além, é claro, da absorção e atualização dos meus conhecimentos profissionais para exercer minha profissão de engenheiro químico. Agora, não consigo descansar, embora com 75 anos e aposentado. Chegam os celulares, os smartphones, o whatsapp, o facebook, o twiter. Uma linguagem de novo, nova, repleta de estrangeirismo da língua inglesa Qualquer criança já entende sem maiores esforços. E Eu? E meus neurônios, já envelhecidos? A ansiedade é enorme. Não me conformei vendo meus filhos e netos nessa “onda” e eu fora. O moderno smartphone já está comigo, e luto para aprender. Muita ansiedade, enxurrada de coisas novas, um mundo virtual a me chamar a me puxar, “curtidas”, “compartilhamento”, mensagens, jogos, opiniões contraditórias ou não, aplicativos a centenas, uma loucura!
O tempo passando, a tecnologia evoluindo e, eu, tendo o privilégio de ver, acompanhar e participar de tudo isso, de toda a maravilha e de toda a canalhice dos políticos a enriquecerem e o povo e sociedade sendo levado nesse roldão.
Tenho meditado muito e, agradeço a Deus, por esse tempo que me é dado. Agradeço também, à possibilidade de transformar em palavras o que me vai na alma. O registro é por conta do meu viés jornalístico que me foi roubado pela vida. Muitas coisas me foram roubadas, mas me conformo. Muitas outras coisas ganhei, me conformo também. Mas, muito mais conquistei por luta, por energia, por talento, embora escasso.
Preocupo-me com a humanidade. Para onde vamos? Hoje, nunca vivi um momento assim, estamos quase perdidos. Valores, espiritualidade, ética, honestidade, respeito, convivência social, relacionamento, tudo em discussão, como se não tivéssemos algum legado.
O Prof. Cleber Prodanov, em sua crônica (O Elevador, NH-12.11.2015) escreveu sobre o comportamento das pessoas num elevador. Meus Deus, é isso mesmo, não nos cumprimentamos ao entrarmos naqueles cubículos, não seguramos a porta, queremos entrar na frente de idosos, de mães com seus pequenos no colo, todos estranhos uns aos outros embora humanos. Aquele cubículo passa a ser um espaço de constrangimento, mau humor, e de falta de civilidade. Que exemplo diário e atual do que está acontecendo conosco! E assim é em qualquer segmento, no trânsito, nas escolas, nas delegacias, nos postos de saúde, e por aí vai.
Que tempos! Mais uma vez pergunto com nosso poeta magistral:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?”
E assim o tempo passa e verdades ditas, como essa por Castro Alves, continuam bem atuais. Por acaso a escravidão terminou?
Somos escravos dos desejos dos outros, da ganância deles e nossa, do nosso stress, do computador, agora dos smartphones, dos carros importados, dos impostos, do medo, da ansiedade, das neuroses maiores e menores. Escravizamos e somos escravizados!
Criam-se leis e mais leis, cheias de alternativas para interpretações dos nobres advogados e juízes prolongarem, quase sempre, por anos, quando não indefinidamente, as sentenças. Políticos ladrões cumprindo penas em casa, ou absolvidos, traficantes protegidos, menores infratores matando sem punição.
Inocentes morrendo ou em cadeiras de rodas. Crimes bárbaros no trânsito, cometido por irresponsáveis que, mediante fiança, ficam soltos e voltam a cometer as mesmas infrações!
Balas perdidas matando crianças!
Escolas perdidas formando analfabetos e vazios de aprendizado ético. Professores à própria sorte!
Quem mudará? Sodoma e Gomorra Foram exemplos. Tsunamis também! Hiroshima e Nagasaki idem. Os meteoros foram os primeiros corretivos!
Bíblicos, históricos ou reais, esses fatos nos lembram exemplos bem significativos de transmutações sociais quer políticos (Queda da Bastilha), quer tecnológicos (Revolução industrial, Conquista espacial, Computadores, Celulares), ou para sermos bem brasileiros, no esporte, os 7 X 1 para a Alemanha, ( Copa do Mundo Fifa 2014) que acabou com uma era futebolística brasileira.
Oremos!
terça-feira, 4 de agosto de 2015
SALIM
Julho/2015.
Andando pelas ruas do Rio de Janeiro parei para observar as esculturas expostas sobre a calçada: máscaras africanas, figuras de animais africanos entre outras. Então meus olhos concentraram-se no escultor, um negro simpático, de canelas muito finas e sorriso fácil. Salim, seu nome. Esculturava, em madeira, um elefante. De onde és Salim?, perguntei. Sou do Senegal. Perguntei o preço de uma girafa entalhada em madeira que Helenita, minha esposa estava interessada. R$ 80,00, respondeu ele. Dei-lhe R$ 100,00 e ele me devolveu R$ 70,00, Então, lhe perguntei novamente quanto custava a girafa e ele confirmou os R$ 80,00. Devolvi-lhe os R$ 50,00 a mais que me estava dando. Ele, com um sorriso e um certo olhar, me agradeceu. Pedi que tirasse uma foto comigo o que concordou. Nesse encontro passei no teste de honestidade, mas mais do que isso fiquei imaginando a coragem daquele homem, em terra estranha a ganhar a vida com sua arte, muito humilde, mas repleta de recordações de sua África. Era magro e vestia uma roupa típica de sua cultura, como se vê na foto. Pensei se sua magreza era de subnutrição ou se assim era sua constituição física. Não fiquei sabendo.
O Salim faz um Rio de Janeiro mais belo e peculiar e tornou minha estada mais humana, pois consegui interagir com o pulsar dessa magnífica cidade.
sábado, 18 de julho de 2015
NA PARTE INFERIOR DA SENOIDE EMOCIONAL
Muitas vezes, meu emocional se encontra na parte inferior da senoide de minha vida. Muitas vezes eu ouço pessoas e, também, leio nas redes sociais, de alguma forma, apelos explícitos ou implícitos, por algum tipo de ajuda, Nós somos assim, períodos de euforia, estabilidade e depressão, se alternam. Nenhum desses períodos, que se prolongue, é bom, nem mesmo o de estabilidade, pois o universo é um exemplo de transformação constante, apesar de suas leis.O conflito gera mudanças.Buscar soluções constantes para auxiliar-nos é a solução.Pensando nessas coisas, encontrei:
Uns são assim como retrata o Renato Russo, talvez, sempre existirá alguém do mal que te inveja, que quer te derrubar, que vai te oprimir, que vai te humilhar e, quererá de alguma forma te prejudicar. Por outro lado, existe uma grande porcentagem de pessoas que desejam o bem, E se você não conseguir sair do "buraco" sozinho, como canta Renato Russo, procure alguém que o seu coração indica, a maioria das vezes essa pessoa está bem pertinho de você.
Mais Uma Vez
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Renato RussoMas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Uns são assim como retrata o Renato Russo, talvez, sempre existirá alguém do mal que te inveja, que quer te derrubar, que vai te oprimir, que vai te humilhar e, quererá de alguma forma te prejudicar. Por outro lado, existe uma grande porcentagem de pessoas que desejam o bem, E se você não conseguir sair do "buraco" sozinho, como canta Renato Russo, procure alguém que o seu coração indica, a maioria das vezes essa pessoa está bem pertinho de você.
terça-feira, 12 de maio de 2015
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Trazendo Recordações - Janelas para o passado – II (Abril/2015)
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Quando se é jovem, geralmente, a nossa mente é mais ágil e sobra lugar em nossa memória para gravarmos o que gostamos como filmes, a letra de alguma música ou mesmo a música, alguma história, um fato interessante, um evento ou mesmo algo sem muito sentido que nos agrade. Pois, lembrei-me que, em certo tempo de minha juventude, decorei um texto bizarro que permanece até hoje em minha mente. E, para dar um pouco de atenção a esta minha mente que guarda isso e algumas outras tantas coisas, resolvi pesquisar a origem deste texto e aprofundei este estudo o qual me levou a aprender coisas novas e interessantes, bem como recordar outras. No tempo em que decorei o texto não havia Internet, mas agora ela me proporcionou uma interessante viagem.
Eis o texto que guarda minha memória:
“Doidarraz, escanifrado e mau, moralão cloacino dos estutilóquios regeneradores que a caninina facúndia de Quintilhano compele no sadismo dos maldizentes procelosos....”
È isso que recito de cor.
Pesquisando, eis que do endereço:
http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2386
retirei o seguinte:
“Falar difícil
Duda Guennes*
Há gente que gosta de falar difícil. Alguns por sua cultura bacharelesca e outros pela vivência científica das suas profissões.
“Em 1968, o jornal "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro publicou uma carta-aberta que o dire(c)tor do Serviço Nacional de Doenças Mentais (acho que se chamava Lopes Rodrigues ou Lopes Gonçalves, por aí) endereçou ao escritor Gustavo Corção, na qual, entre outros mimos, chamava-o de «Doidarraz escanifrado e mau, moralão cloacino dos estultilóquios regeneradores que a canina facúndia de Quintiliano compele no sadismo incoercível dos maldizentes procelosos, ao duelo hipocondríaco da luta com os moinhos da sua alucinada quixotesca nosocomial dematóide do regicídio inconsciente e de esquizopata da agressão bebefrênica...» e por aí vai.”
Parece-me que o texto ainda segue com outras “facundias de Quintilhano”. Vamos começar pelo significado das palavras para ficar mais interessante.
Significado das palavras:
- escanifrado – magrela, raquítico
- cloacino – relativo a cloaca, latrinário, indecente
- estultilóquios – palavras estultas (Estulto: tolo, néscio, insensaro)
- facundia: facilidade de discursar, eloquência
- Quintilhano: nome com que ficou conhecido Marcus Fabius Quintiliana (Calagurris Nassica, atual Calahorra, Espanha, c 30 - ?c.100) Abriu em Roma uma escola de retórica. Em seu tratado sobre oratória, reagiu contra o gosto “moderno” representado por Sêneca e pregou um retorno ao classicismo de Cícero. Essa obra, que exerceu grande influência no Renascimento, trata, além de técnicas de retórica, de teoria educacional, crítica literária e ensinamentos morais. (Enciclopédia Larousse)
- Compele: compelir- obrigar, forçar, constranger
- Sadismo- gôso com o sofrimento alheio
- Incoercível: que não pode ser coagido
- Proceloso- relativo a procela; tempetuoso. (Procela: Tempestade marítma, agitação extraordinária)
- Hipocondríaco- aquele que sofre de hipocondria. (Hipocondria: Estado mental caracterizado por depressão e preocupação mórbita)
- Nosocomial – relativo a nosocômio. (Nosocômio: hospital)
- Dematóide- o dicionário não define
- Regicídio – assassino de um rei ou rainha
- Esquizopata – o dicionário não define. Deve ser algo como esquizofrênico (que sofre de esquizofrenia-loucura.
- Bebefrênica – o dicionário não define
- Quixotesca – que diz respeito a Dom Quixote, próprio ou característico de Dom Quixote (Dom Quixote De La Manvha, romance escrito por Miguel de Cervantes Saavedra)
Naquele tempo preocupei-me apenas em decorar o texto, razões não tenho, talvez por achar diferente ou coisa assim. Agora muitas questões me surgem:
- Por qual razão o autor do texto o escreveu e com tamanha virulência ofensiva?
- Quem é o autor e Gustavo Corção? Deste último, lembro-me vagamente que li algum de seus livros.
E uma outra questão: vontade imensa de reler Dom Quixote de La Mancha, romance que li em minha juventude, maravilhoso e que me proporcionou uma inédita visão de mundo.. Tenho ainda os dois volumes dos “Clássicos Garnier – Difusão Européia do Livro”
E Quintilhano? Fico imaginando que tenha sido o manancial onde beberam (ou bebem!) os estudantes de advocacia para aprimorar a sua facúndia.
Quanta cultura se pode extrair, por curiosidade, de um texto de tal forma escrito.
Mas, aprofundando as pesquisas:
Sobre Quintilhano ler no endereço:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quintiliano
Sobre Gustavo Corção:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1AVNG_enBR618BR627&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=jornal+diario+de+not%C3%ADcias+1968+Rio+de+Janeiro+Gustavo+Cor%C3%A7%C3%A3o
Neste endereço se encontram artigos que nos dão uma panorâmica do pensamento de Gustavo Corção, Entre eles:
“Gustavo Corção: apóstolo da 'linha-dura' Bras. Hist. vol.32 no.63 São Paulo 2012”:
RESUMO
O objetivo deste artigo é analisar as crônicas de Gustavo Corção na imprensa brasileira (Diário de Notícias e O Globo) entre 1964 e 1968. A hipótese é que Gustavo Corção foi um dos artífices na esfera pública brasileira da legitimação das bases antidemocráticas da 'democracia' do regime militar. Além disso, a sua definição pela 'linha-dura' relacionou-se aos inimigos escolhidos, quase sempre personalidades católicas. Com isso poderemos perceber tanto aspectos da participação do laicato como da relação que se estabeleceu entre o Estado brasileiro e a Igreja católica no período em tela. O artigo procura demonstrar que é preciso mais atenção à recuperação dos sentidos de democracia que os grupos sociais mobilizaram naquele período, menos para justificar suas ações, e sim para entendê-las e contextualizá-las.”
CORÇÃO E O CATOLICISMO:
XIII Congresso Brasileiro de Sociologia
29 de maio a 1 de junho de 2007, UFPE, Recife (PE)
Grupo de Trabalho: Pensamento Social Brasileiro
CONSAGRAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO: GUSTAVO CORÇÃO NA CRÔNICA BRASILEIRA.
Christiane Jalles de Paula (CPDOC)
CORÇÃO E O REGIME MILITAR:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882012000100008
Lendo sobre Corção, dá para entender o texto do artigo que origina esta minha crônica. Ele gerou muitos adversários ao longo de sua vida pública e entre eles, com certeza, o autor do texto que minha mente teima em guardar.
Esclarecido o mistério !!!
Aprendi bastante!
“DOIDARRAZ, ESCANIFRADO E MAU...”
Quando se é jovem, geralmente, a nossa mente é mais ágil e sobra lugar em nossa memória para gravarmos o que gostamos como filmes, a letra de alguma música ou mesmo a música, alguma história, um fato interessante, um evento ou mesmo algo sem muito sentido que nos agrade. Pois, lembrei-me que, em certo tempo de minha juventude, decorei um texto bizarro que permanece até hoje em minha mente. E, para dar um pouco de atenção a esta minha mente que guarda isso e algumas outras tantas coisas, resolvi pesquisar a origem deste texto e aprofundei este estudo o qual me levou a aprender coisas novas e interessantes, bem como recordar outras. No tempo em que decorei o texto não havia Internet, mas agora ela me proporcionou uma interessante viagem.
Eis o texto que guarda minha memória:
“Doidarraz, escanifrado e mau, moralão cloacino dos estutilóquios regeneradores que a caninina facúndia de Quintilhano compele no sadismo dos maldizentes procelosos....”
È isso que recito de cor.
Pesquisando, eis que do endereço:
http://www.ciberduvidas.com/idioma.php?rid=2386
retirei o seguinte:
“Falar difícil
Duda Guennes*
Há gente que gosta de falar difícil. Alguns por sua cultura bacharelesca e outros pela vivência científica das suas profissões.
“Em 1968, o jornal "Diário de Notícias" do Rio de Janeiro publicou uma carta-aberta que o dire(c)tor do Serviço Nacional de Doenças Mentais (acho que se chamava Lopes Rodrigues ou Lopes Gonçalves, por aí) endereçou ao escritor Gustavo Corção, na qual, entre outros mimos, chamava-o de «Doidarraz escanifrado e mau, moralão cloacino dos estultilóquios regeneradores que a canina facúndia de Quintiliano compele no sadismo incoercível dos maldizentes procelosos, ao duelo hipocondríaco da luta com os moinhos da sua alucinada quixotesca nosocomial dematóide do regicídio inconsciente e de esquizopata da agressão bebefrênica...» e por aí vai.”
Parece-me que o texto ainda segue com outras “facundias de Quintilhano”. Vamos começar pelo significado das palavras para ficar mais interessante.
Significado das palavras:
- escanifrado – magrela, raquítico
- cloacino – relativo a cloaca, latrinário, indecente
- estultilóquios – palavras estultas (Estulto: tolo, néscio, insensaro)
- facundia: facilidade de discursar, eloquência
- Quintilhano: nome com que ficou conhecido Marcus Fabius Quintiliana (Calagurris Nassica, atual Calahorra, Espanha, c 30 - ?c.100) Abriu em Roma uma escola de retórica. Em seu tratado sobre oratória, reagiu contra o gosto “moderno” representado por Sêneca e pregou um retorno ao classicismo de Cícero. Essa obra, que exerceu grande influência no Renascimento, trata, além de técnicas de retórica, de teoria educacional, crítica literária e ensinamentos morais. (Enciclopédia Larousse)
- Compele: compelir- obrigar, forçar, constranger
- Sadismo- gôso com o sofrimento alheio
- Incoercível: que não pode ser coagido
- Proceloso- relativo a procela; tempetuoso. (Procela: Tempestade marítma, agitação extraordinária)
- Hipocondríaco- aquele que sofre de hipocondria. (Hipocondria: Estado mental caracterizado por depressão e preocupação mórbita)
- Nosocomial – relativo a nosocômio. (Nosocômio: hospital)
- Dematóide- o dicionário não define
- Regicídio – assassino de um rei ou rainha
- Esquizopata – o dicionário não define. Deve ser algo como esquizofrênico (que sofre de esquizofrenia-loucura.
- Bebefrênica – o dicionário não define
- Quixotesca – que diz respeito a Dom Quixote, próprio ou característico de Dom Quixote (Dom Quixote De La Manvha, romance escrito por Miguel de Cervantes Saavedra)
Naquele tempo preocupei-me apenas em decorar o texto, razões não tenho, talvez por achar diferente ou coisa assim. Agora muitas questões me surgem:
- Por qual razão o autor do texto o escreveu e com tamanha virulência ofensiva?
- Quem é o autor e Gustavo Corção? Deste último, lembro-me vagamente que li algum de seus livros.
E uma outra questão: vontade imensa de reler Dom Quixote de La Mancha, romance que li em minha juventude, maravilhoso e que me proporcionou uma inédita visão de mundo.. Tenho ainda os dois volumes dos “Clássicos Garnier – Difusão Européia do Livro”
E Quintilhano? Fico imaginando que tenha sido o manancial onde beberam (ou bebem!) os estudantes de advocacia para aprimorar a sua facúndia.
Quanta cultura se pode extrair, por curiosidade, de um texto de tal forma escrito.
Mas, aprofundando as pesquisas:
Sobre Quintilhano ler no endereço:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quintiliano
Sobre Gustavo Corção:
https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&rlz=1C1AVNG_enBR618BR627&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=jornal+diario+de+not%C3%ADcias+1968+Rio+de+Janeiro+Gustavo+Cor%C3%A7%C3%A3o
Neste endereço se encontram artigos que nos dão uma panorâmica do pensamento de Gustavo Corção, Entre eles:
“Gustavo Corção: apóstolo da 'linha-dura' Bras. Hist. vol.32 no.63 São Paulo 2012”:
RESUMO
O objetivo deste artigo é analisar as crônicas de Gustavo Corção na imprensa brasileira (Diário de Notícias e O Globo) entre 1964 e 1968. A hipótese é que Gustavo Corção foi um dos artífices na esfera pública brasileira da legitimação das bases antidemocráticas da 'democracia' do regime militar. Além disso, a sua definição pela 'linha-dura' relacionou-se aos inimigos escolhidos, quase sempre personalidades católicas. Com isso poderemos perceber tanto aspectos da participação do laicato como da relação que se estabeleceu entre o Estado brasileiro e a Igreja católica no período em tela. O artigo procura demonstrar que é preciso mais atenção à recuperação dos sentidos de democracia que os grupos sociais mobilizaram naquele período, menos para justificar suas ações, e sim para entendê-las e contextualizá-las.”
CORÇÃO E O CATOLICISMO:
XIII Congresso Brasileiro de Sociologia
29 de maio a 1 de junho de 2007, UFPE, Recife (PE)
Grupo de Trabalho: Pensamento Social Brasileiro
CONSAGRAÇÃO E DESLEGITIMAÇÃO: GUSTAVO CORÇÃO NA CRÔNICA BRASILEIRA.
Christiane Jalles de Paula (CPDOC)
CORÇÃO E O REGIME MILITAR:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-01882012000100008
Lendo sobre Corção, dá para entender o texto do artigo que origina esta minha crônica. Ele gerou muitos adversários ao longo de sua vida pública e entre eles, com certeza, o autor do texto que minha mente teima em guardar.
Esclarecido o mistério !!!
Aprendi bastante!
quinta-feira, 23 de abril de 2015
PONTO DE TANGÊNCIA
Quero escrever, hoje, sobre ponto de tangência!.
Venho pensando sobre, há algum tempo.
Ponto de tangência é um conceito matemático em que duas entidades se encostam num determinado ponto de si mesmas.
Pensei em usar esse conceito para algumas situações e, principalmente, no relacionamento do ser com outros seres, do ser com o ambiente, do ser com situações e por aí vai.
Imaginemos que tenhamos dois pedaços de pedra ferro, uma em cada mão. O que acontece se tangenciarmos as duas? Depende, não é mesmo? Até faísca podemos obter e com elas acender um fogo!
Aprofundemos.
Onde os pontos de tangência entre duas pessoas? Muito generalizada essa questão. É preciso um contorno mais específico. Escolhamos: no trabalho? Em casa? No metrô?, no clube, na rua?
Pois, vou lhes descrever um ponto de tangência na rua. Aconteceu comigo. É um fato real. Caminhava eu, na rua Salgado Filho, em Porto Alegre, nas proximidades do viaduto da Santa Casa, quando vislumbrei uma senhora, de cor preta, maltrapilha vindo em direção oposta à minha, na mesma calçada. Compadeci-me dela e dirigi-lhe, mentalmente, uma oração. Ao passar por mim, acreditem, deu-me um tapa no rosto, para espanto dos demais transeuntes!. Ainda procuro uma boa explicação. Como sou espírita tenho cá minha versão.
Na rua tangenciamos com centenas de pessoas. Todas desconhecidas, embora, seres humanos. Já tentou parar alguma e lhe dirigir a palavra? Pense nas consequências...
Pensemos no entorno familiar, em casa. Em que momentos marido e mulher se tangenciam? Sempre surgem restrições para esse ponto, ou esses pontos, serem definidos.
Mas, cada um, a seu tempo, será diferente do anterior como se dá, embora, talvez, sempre no mesmo lugar, na mesa, na cama, na sala, enfim, também, em outros lugares. Situações repletas de contexto.
Ponto de tangência, portanto, serve para olharmos o relacionamento. O relacionamento é uma oportunidade, nunca um problema. O ponto de tangência, no relacionamento, deveria vir carregado de amenidades: Uma flor, um perfume, um abraço, uma palavra não dita, uma palavra bem dita, um pedaço de pão, um olhar, um abraço, um bom dia, um boa noite, boa viagem, te amo, tu és meu amigo.
Mas, somos seres humanos, e muitas vezes, permitimos que o tangenciamento seja uma colisão. E, tal, como na colisão das pedras ferro, surgem faíscas que aqui têm nome: crise.
Toda crise é resistência à mudança, sabemos. Cabe nossa análise e aceitação.
Sempre que nos deparamos com uma entidade, animada ou inanimada, temos uma possibilidade de acontecer um ponto de tangência. Temos sempre a escolha e ela depende do nosso domínio sobre nossas imperfeições.
Coloquemos as amenidades na frente! Elas irão regular o tangenciamento não permitindo a colisão. Se não conseguirmos, sejamos, em última instância “como o sândalo que perfuma o machado que o fere”! Roto pensamento que atravessa os tempos, mas que não praticamos ao pé da letra. O mais simples é fugir de uma discussão para que palavras ruins não saiam de nós e rasguem a sensibilidade do outro. Ou que vão se acumulando e minando a relação.
O ponto de tangência é uma sutileza importante.
Na mesa, quando nos reunimos para uma refeição, encontramos um ponto de tangência que, na maioria das vezes, não aproveitamos, A televisão fica ligada, ou o celular toca, enfim engolimos a refeição e o tempo tão proveitoso nesse ponto de tangência, se esvai. Fazemos, mesmo que individualmente e mentalmente, um agradecimento pelo pão que nos alimenta naquele momento? Aproveitamos para perguntar ao outro (s) o que de importante aconteceu? Quais os planos? Usamos de amenidades: Passa o feijão, por favor? A salada está ótima! Como foi o seu dia?
E, no trabalho? Olá pessoal, bom dia! Por favor, vamos para reunião. Chefe, trouxe aqui o que o senhor me pediu, espero que esteja a seu gosto. Obrigado, sente-se, por favor. Hoje é aniversário de nosso colega, cantemos parabéns para ele. São muitas as amenidades que podemos acrescentar ao dia a dia do nosso trabalho, afinal precisamos trabalhar.
Relacionamentos só se constroem com pontos de tangência. E não vivemos sem nos relacionarmos. Hoje em dia os pontos de tangência se modificaram, acontecem mais velozmente, as maneiras se multiplicaram: facebook, e-mail, celular, whatsapp, televisão, e por aí vai. Os relacionamentos se expandiram para o mundo virtual. Novos conceitos, novos comportamentos, novas atitudes se disseminam como o ar. Temos uma visão de mundo e do mundo tão rapidamente que nos perturbamos, nos agitamos, nos estressamos, É um entorno imenso para o qual temos que nos adaptar. Por isso precisamos olhar para o ponto de tangência que se nos apresenta, restringir a abrangência do contexto, e tentarmos atingir esse ponto suavemente, como uma nave que desce e se assenta na base sem solavanco.
Repito: o relacionamento é uma oportunidade, não um problema! O ponto de tangência é o foco!
Venho pensando sobre, há algum tempo.
Ponto de tangência é um conceito matemático em que duas entidades se encostam num determinado ponto de si mesmas.
Pensei em usar esse conceito para algumas situações e, principalmente, no relacionamento do ser com outros seres, do ser com o ambiente, do ser com situações e por aí vai.
Imaginemos que tenhamos dois pedaços de pedra ferro, uma em cada mão. O que acontece se tangenciarmos as duas? Depende, não é mesmo? Até faísca podemos obter e com elas acender um fogo!
Aprofundemos.
Onde os pontos de tangência entre duas pessoas? Muito generalizada essa questão. É preciso um contorno mais específico. Escolhamos: no trabalho? Em casa? No metrô?, no clube, na rua?
Pois, vou lhes descrever um ponto de tangência na rua. Aconteceu comigo. É um fato real. Caminhava eu, na rua Salgado Filho, em Porto Alegre, nas proximidades do viaduto da Santa Casa, quando vislumbrei uma senhora, de cor preta, maltrapilha vindo em direção oposta à minha, na mesma calçada. Compadeci-me dela e dirigi-lhe, mentalmente, uma oração. Ao passar por mim, acreditem, deu-me um tapa no rosto, para espanto dos demais transeuntes!. Ainda procuro uma boa explicação. Como sou espírita tenho cá minha versão.
Na rua tangenciamos com centenas de pessoas. Todas desconhecidas, embora, seres humanos. Já tentou parar alguma e lhe dirigir a palavra? Pense nas consequências...
Pensemos no entorno familiar, em casa. Em que momentos marido e mulher se tangenciam? Sempre surgem restrições para esse ponto, ou esses pontos, serem definidos.
Mas, cada um, a seu tempo, será diferente do anterior como se dá, embora, talvez, sempre no mesmo lugar, na mesa, na cama, na sala, enfim, também, em outros lugares. Situações repletas de contexto.
Ponto de tangência, portanto, serve para olharmos o relacionamento. O relacionamento é uma oportunidade, nunca um problema. O ponto de tangência, no relacionamento, deveria vir carregado de amenidades: Uma flor, um perfume, um abraço, uma palavra não dita, uma palavra bem dita, um pedaço de pão, um olhar, um abraço, um bom dia, um boa noite, boa viagem, te amo, tu és meu amigo.
Mas, somos seres humanos, e muitas vezes, permitimos que o tangenciamento seja uma colisão. E, tal, como na colisão das pedras ferro, surgem faíscas que aqui têm nome: crise.
Toda crise é resistência à mudança, sabemos. Cabe nossa análise e aceitação.
Sempre que nos deparamos com uma entidade, animada ou inanimada, temos uma possibilidade de acontecer um ponto de tangência. Temos sempre a escolha e ela depende do nosso domínio sobre nossas imperfeições.
Coloquemos as amenidades na frente! Elas irão regular o tangenciamento não permitindo a colisão. Se não conseguirmos, sejamos, em última instância “como o sândalo que perfuma o machado que o fere”! Roto pensamento que atravessa os tempos, mas que não praticamos ao pé da letra. O mais simples é fugir de uma discussão para que palavras ruins não saiam de nós e rasguem a sensibilidade do outro. Ou que vão se acumulando e minando a relação.
O ponto de tangência é uma sutileza importante.
Na mesa, quando nos reunimos para uma refeição, encontramos um ponto de tangência que, na maioria das vezes, não aproveitamos, A televisão fica ligada, ou o celular toca, enfim engolimos a refeição e o tempo tão proveitoso nesse ponto de tangência, se esvai. Fazemos, mesmo que individualmente e mentalmente, um agradecimento pelo pão que nos alimenta naquele momento? Aproveitamos para perguntar ao outro (s) o que de importante aconteceu? Quais os planos? Usamos de amenidades: Passa o feijão, por favor? A salada está ótima! Como foi o seu dia?
E, no trabalho? Olá pessoal, bom dia! Por favor, vamos para reunião. Chefe, trouxe aqui o que o senhor me pediu, espero que esteja a seu gosto. Obrigado, sente-se, por favor. Hoje é aniversário de nosso colega, cantemos parabéns para ele. São muitas as amenidades que podemos acrescentar ao dia a dia do nosso trabalho, afinal precisamos trabalhar.
Relacionamentos só se constroem com pontos de tangência. E não vivemos sem nos relacionarmos. Hoje em dia os pontos de tangência se modificaram, acontecem mais velozmente, as maneiras se multiplicaram: facebook, e-mail, celular, whatsapp, televisão, e por aí vai. Os relacionamentos se expandiram para o mundo virtual. Novos conceitos, novos comportamentos, novas atitudes se disseminam como o ar. Temos uma visão de mundo e do mundo tão rapidamente que nos perturbamos, nos agitamos, nos estressamos, É um entorno imenso para o qual temos que nos adaptar. Por isso precisamos olhar para o ponto de tangência que se nos apresenta, restringir a abrangência do contexto, e tentarmos atingir esse ponto suavemente, como uma nave que desce e se assenta na base sem solavanco.
Repito: o relacionamento é uma oportunidade, não um problema! O ponto de tangência é o foco!
quinta-feira, 5 de março de 2015
Lei da Entropia
Autoria de um excelente professor de física e matemática que também sabe escrever.
Autor: Prof. Pachecão - José Inácio da Silva Pereira
Diário do Sudoeste da Bahia
Postado em 9/12/2013
Conselho aos da minha geração. Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos! De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural. É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei da Entropia. Essa lei diz que: “A energia de um corpo tende a se degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta”. Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo os membros se enfraquecem, os sentidos se embotam. Sendo assim, relaxe e aproveite. Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. Se você deixar o seu carro no alto de uma montanha, daqui a 10 anos ele estará todo carcomido. O mesmo acontece conosco. O conselho é: Viva. Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez. Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”. Hilário, porém realista. Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não queira ser jovem novamente, você já foi. Pare de evocar
lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor que a si próprio inflige. Já viveu essa fase, reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado. Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto” como já dizia Cícero. Abra a mão daquela belezaexuberante, da memória infalível, da ausência da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho pra não se tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida. Querer reconquistar esse passado seria retrocesso e o preço a ser pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e, mesmo
assim, você verá que não ficou como outrora. A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar? Guarde os bisturis e toca a vida. Você sabe quem enche os consultórios dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza. Na verdade, ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem. Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las! Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências, livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme e dos membros enfraquecidos. Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena a ruína sua própria alma. Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e não viveu. Se não viveu na fase de vida o melhor a fazer é esquecer. A causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso, temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente estará sempre em conflito se ela se sentir insegura. A vida é o que importa.
Concentre-se nisso. A sabedoria consiste em aceitar nossos limites. Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho? Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou.
Há tantas coisas interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não te pertencem mais. Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não viveram juntos, faça a festa, celebre a vida, agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute. Aceitando ou não o processo vai continuar. Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora. Nada nos pertence. Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente o oposto. O que importa é o que está dentro de nós, a velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro precisa ter pouco fora”.
Esse é o segredo de uma boa vida.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Professores Heróis!
Se eu fosse professor,
não renunciaria a mim mesmo, mas abriria minha alma para a compreensão,
.
traria o meu conhecimento, mas abriria minha mente para aprender,
traria o meu programa de ensino, mas não ultrapassaria o limite dos meus alunos,
traria os meus defeitos, mas não os colocaria no ombro dos colegas, nem dos alunos
teria poder, mas usaria a fraternidade
teria momentos de raiva, mas usaria a paciência
Será que eu seria assim? Bem, pelo menos me esforçaria!
Desejo a todos os professores um feliz ano letivo de 2015!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
2015!
2015!
11 de Fevereiro.Primeiros pensamentos deste ano em meu blog.
“2015” ano de completar 75 anos de vida. Estou no lucro, se chegar até 04/08 dia de completar esta idade. É um bom pensamento inicial. Na verdade, é apenas, a idade do Ivanio, nome que meus pais deram a meu corpo quando nasci. Como acredito na continuidade da vida, nem sei a minha idade, por isso não me espanto com o futuro. Mas, estou muito preocupado com o presente, pois não tenho respostas para muitas perguntas:
- Qual o futuro do nosso planeta? Quanto o homem abreviará sua existência?
- Qual o futuro do nosso país?
- Qual o futuro de nossa sociedade? Ou, da Humanidade?
- Qual o futuro da Ética?
- Qual o futuro da Moral?
- Qual o futuro da Política?
- Qual o futuro da Paz?
Poderia questionar qualquer atividade porque estou decepcionado! Não quero falar sobre o que diuturnamente ouvimos e lemos nos meios de comunicação. Esses assuntos nos tiram do foco. Nossos pensamentos estão, infelizmente, impregnados desses fatos e quase não conseguimos parar para escrever uma poesia, um conto, uma carta, ler um livro com serenidade. Eles, nossos pensamentos, estão sendo induzidos a criar ações individuais, sem solidariedade, sem fraternidade, para defender nossos interesses de poder, de egoísmo, de sobrevivência.
Já se difunde a ruptura social no país!
Também já vi este filme!
Piorou!
Eu aceito o elefante, o rinoceronte, o jacaré, a cobra, mas não os coloco dentro da minha casa, agora não sou contra quem o faz! Mas, tenho o direito de não conviver com eles. Esses animais os vejo no zoológico, na televisão, talvez num “safari”, se tivesse dinheiro, mas com muita segurança. Talvez seja uma questão de dimensão!
Não gosto de fumaça de cigarro. Só fiquei ciente disso quando deixei de fumar, aliás, bem cedo! Outra coisa, fico com muita indignação quando um fumante coloca suas baganas em meu território!
Olho com tristeza para jovens que possuem todas as oportunidades para estudar e não o fazem e também, para os adultos que não estudaram e se revoltam por não alcançarem oportunidades. Fico triste, também, quando vejo pessoas que desejam, mas têm limitações e não conseguem.
Lamento que crianças e jovens superdotados sejam privados de escolas adequadas em nome da famigerada “inclusão social”. Verificam-se atrasos incomensuráveis no desenvolvimento desses, que não têm culpa de serem privilegiados. Alguns heróis conseguem ultrapassar essa barreira na justiça! E algumas escolas, são precursores oásis, felizmente.
Crer no perdão! Ama o teu inimigo! Quem é capaz? Nem meu colega que ameaça o meu poder, o meu cargo, que dirá meu inimigo de verdade!
E, assim caminha a Humanidade!
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
EMBAIXO DO VIADUTO
Uma rua solitária, pouca luz na noite
E um covarde à espreita...
Uma faca no pescoço, a palavra um açoite.
A mão nervosa segura o braço
O terror, o estremecer... Não aquele abraço!
Sonhara, sorrira, encantara-se
A primeira vez seria com quem amava
Mas, agora o aço, o asco
Embaixo do viaduto, o horror
A desilusão, as lágrimas, a dor
Num momento tudo, no outro nada...
A lâmina estava ali... Desafiadora... Cortante
Uma só decisão... O sangue rugiu lancinante
Nunca mais...
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
VAMOS CONVERSAR....
Vamos conversar...
É
um bom começo ... Será ?
Bom,
que seja um monólogo!
Eu
tenho o direito de pensar e escrever.
Quem
lerá? Não sei, mas importa mesmo é colocar as ideias. Depois, mais tarde,
quando as ler poderei , talvez, julgar.
Julgar?
É justo? Bom, é isso que fazemos o tempo
todo!
Julgamos
o nosso cachorro, o nosso gato, o nosso passarinho, as formigas, as baratas, as
cobras, o tigre, o leão, os peixes... e sobretudo o nosso semelhante.
Semelhante?
Perguntou Quintana, “Quem é o nosso semelhante?”
Ando
aproveitando o tempo que Deus me deu para realizar leituras um pouco mais
aprofundadas.
É
isso! A realidade retratada. É a sociedade que construímos. Será que eu ajudei
a construir? Acho que sim. E por isso continuo protestando através das formas que
posso no voto, no exemplo, nas palavras, nas ações.
Sobre
educação, é um bom tema!
Tenho
ouvido e lido bastante sobre educação. Tenho vivenciado algumas transformações,
desde o meu tempo de estudante, após dos meus filhos, agora dos netos. Isso me
dá certo crédito.
Nos
meus bons tempos, lá pelos idos de 1950/1960, ser professor, antes ser
professora, porque, professor era raro, notadamente no ensino primário e no
ginásio (hoje ensino médio) era profissão por aptidão ou gosto, não por
necessidade, como hoje é. Salário era apenas complemento, pois as professoras
ou casavam com cadetes do exército ou médicos. Eram, por assim dizer,
pertencentes à classe média, que na época era bem abastada. A professora era
respeitada como mestra, nas escolas havia disciplina, respeito, cultivava-se o
Hino Nacional, Bandeira brasileira, a Pátria. Ensinava-se moral e cultivava-se
Deus.
Daí
veio um camarada e disse que tudo isso era da elite e os demais eram os
excluídos, criou a pedagogia do excluído. E vieram os entendidos e
interpretaram as ideias e acabaram com o respeito, com a disciplina, Não pode
mais cantar o Hino Nacional nas escolas, não pode mais falar em Deus, não pode
mais punir. Professor não detém mais o saber, ele deve ser humilde, reconhecer
sua ignorância e aprender com os alunos. Esses são os novos reis. Professor tem
que ser eclético, deve saber lidar e ensinar uma classe heterogênea de 35
alunos, com alunos com deficiência intelectual, ou física, alunos superdotados,
autistas, com dificuldades de aprendizagem, com mal educados, indisciplinados,
bem educados e disciplinados, Qis diferentes, e outras diferenças mais.
A
hipocrisia grassa nas escolas como capim. Eu gostaria de fazer uma estatística
nas escolas e saber quantos professores tiveram algum transtorno psíquico,
quantos estão se sustentando por meio de remédios calmantes. De saber quantas
escolas estão preparadas para aplicar as novas leis e decretos para absorver a
tão propalada inclusão escolar. Eu gostaria de saber, também, entre outras
tantas coisas, sobre gestão escolar ou, talvez, com mais abrangência, sobre
gestão na educação. Gestão sobre pessoas fundamentalmente, sobre recursos, foco
no aluno. Foco no professor! Relações humanas! Fraternidade! Compreensão!
Integração real com a comunidade escolar.
Hipocrisia,
por quê?
Porque
impera a lei do faz de conta: “Eu digo que deve ser assim e você diz que faz!”
Mas, ninguém provê nada, e eu, portanto, não faço. O discurso hipócrita existe:
eu faço a gestão que posso, eu ensino o que posso e o aluno aprende o que pode.
E fica o dito pelo não dito. E a educação está no caos que está, como todo
mundo sabe.
Eu
diria que chega de intenções!
Vamos
agir!
A
comunidade consciente, que quer uma boa educação para seus filhos, deve agir.
As leis que dão garantias estão editadas e os canais de reivindicação estão
disponíveis: Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretarias, Círculo de Pais
e Mestres e outras organizações e instituições. Tudo dentro da lei!
Olhem,
não falei da violência, do bullying, na incompetência, no despreparo, na
institucionalização do poder que deprime, na corrupção – pobre escola
brasileira!
Ah!
E de certas ideias oportunistas, como esta: “Aluno não é estudante!” propalada,
agora, por algum mestre e “euforizada” por outros. Professor não é mais
professor é trabalhador em educação! Antes era “Professora”, depois durante
muito tempo, “Tia”, agora “Professora”
novamente – pobre aluno!
Resumindo
o que é real:
- as escolas dissociadas da realidade social e
sucateadas, gestores à própria sorte;
-
o professor está jogado dentro da sala de aula com a ordem: “Te vira que o
filho é teu!”
-
alunos “endeusados”.
Como,
ainda, vivemos numa democracia, segue meu e-mail para conversarmos:
Ivanio
Fernandes Habkost
Novo
Hamburgo.
terça-feira, 9 de setembro de 2014
PANELINHA
CURIOSIDADE: “PANELINHA”
Pesquisando a vida e obra de Machado de Assis http://pt.wikipedia.org/wiki/Machado_de_Assis
deparei-me com
a seguinte descrição que extrai do endereço:
“Em 1901, criou a "Panelinha" para a realização de
festivos ágapes e encontros de escritores e artistas, como a da fotografia
acima. De fato, a expressão panelinha foi inventada destes encontros, onde os
convidados eram servidos em uma panela de prata, motivo pelo qual o grupo
passou a ser conhecido como Panelinha de Prata.”
Este termo “Panelinha” é conhecido e usado em qualquer
segmento social. Desde a minha juventude já ouvia e usava este termo. É,
talvez, um conceito que mais se enraizou na fala popular do brasileiro, atravessou
já dois séculos, mais ou menos, e permanece vivo. Esse Machado de Assis é mesmo
imortal!
O Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, define assim ‘panelinha”:
- Panela pequena; (fig.) conluio para fins pouco descentes;
grupo de políticos do mesmo partido, que, mais sensíveis aos interesses
individuais que aos coletivos, repartem entre si as vantagens do poder; grupo literário muito ligado , e dados ao
elogio mútuo.
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