Saiba mais acessando o seguinte endereço:
http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/propdengue.htm
segunda-feira, 7 de abril de 2008
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
PROTEÇÃO CONTRA RAIOS SOLARES
Esteja atento aos efeitos dos raios solares.
Estou transcrevendo este artigo, publicado no suplemento "Viver com Saúde" do Jornal NH do dia 17/12/2007, ( www.jornalnh.com.br ), artigo esse patrocinado pelas farmácias de manipulação da cidade de Novo Hamburgo, por conter informações muito claras das ações dos raios UV sobre nossa pele.
"Farmácias de Manipulação – Fotoproteção
Assim como a falta de sol gera problemas de saúde na síntese de vitamina D, a exposição freqüente e intensiva por longos períodos sem uma adequada proteção vem, igualmente apresentando estatísticas crescentes assustadoras quanto à incidência de melanoma. Quando nos expomos ao sol, a radiação Ultra Violeta ( UV ) é absorvida pela nossa pele, desencadeando reações imediatas e cumulativas. Durante todo o dia, as radiações atingem a terra sendo que a UVA está presente do amanhecer até o cair da noite. Esta radiação chega à nossa superfície em grande intensidade e hoje sabe-se que ela penetra a camada mais profunda da pele ( derme ), onde ao longo do tempo, danifica as fibras de colágeno e elastina, reduzindo sua capacidade natural de firmeza e sustentação, refletindo no aparecimento de rugas e o câncer mais agressivo ( melanoma ). A radiação UVB concentra-se entre as 10 h e 16 h, por esse motivo deve-se evitar o banho de sol nesse período e é responsável pela queimadura, envelhecimento e alguns tipos de câncer. A radiação UVC não atinge a superfície da terra, sendo absorvida pela camada de ozônio.
É preciso entender que a radiação UV é cumulativa, embora muitas lesões ou alterações causadas pela luz solar não sejam visíveis na pele de uma criança, a nível celular essa radiação já está agredindo a pele e vai ser responsável mais tarde por lesões pré-malignas, malignas e envelhecimento.
Recentemente, a medicina descobriu a ação nociva e traiçoeira dos raios UVA.Os protetores solares não apresentavam indicações de proteção solar contra os raios UVA, porque ainda não se tinha noção do estrago que poderiam causar. Enquanto todos estavam preocupados em usar fotoprotetores com altos fatores de FPS, acreditando que a pele estava defendida, a radiação UVA já ocupava espaço, sem que ninguém percebesse na pele.
A melanina é um pigmento produzido pela pele humana em maior ou menor quantidade e que funciona como um filtro solar natural. \sendo assim, quanto mais escura for a pele de uma pessoa, mais protegida estará em relação à radiação, isto não quer dizer que essas pessoas estejam imunes às radiações, o que acontece é que elas têm uma proteção natural maior que as pessoas de pele muito clara. Normalmente a escolha de um filtro solar deve ser feita em função de cor da pele.
As emulsões com FPS 15 protegem 93,3 % da radiação UVB, FPS 30-96,7%, FPS 6-98,3%. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, mas não mede a proteção contra os raios UVA. Hoje alguns produtos já oferecem a proteção contra os raios UVA, mas é preciso ficar atento ao FPS-UVA do filtro do produto, nem todos os produtos possuem filtro UVA.
Os aceleradores ou prolongadores de bronzeamento tornam o processo mais rápido e mantém por mais tempo a pigmentação da pele. Podendo ser: uso tópico ( emulsões ) e uso oral ( betacaroteno, carotenos naturais ).
Os simuladores de bronzeamento ou aotobronzeadores se destinam a pigmentar a pele sem a necessidade de raios solares.
Os cosméticos pós-sol têm a finalidade de aliviar as conseqüências causadas pela exposição à radiação UV. Devido a exposição, a pele sofre um processo inflamatório que se manifesta inicialmente como eritema, prurido e dor.
Os filtros solares devem ser usados todo os dias, até mesmo em dias nublados, em todas as estações do ano."
.... (suprimi comercial das farmácias)
Na página 5 do mesmo jornal, no artigo "Proteção Solar, garante bronzeamento saudável", retirei a seguinte tabela orientativa:
COM QUE FILTRO EU VOU?
FPS 8 : Para quem se bronzeia com freqüência e nunca fica vermelho.
FPS 15 : Para quem costuma se bronzear e, às vezes, fica vermelho.
FPS 30 : Para quem não costuma se bronzear e quase sempre fica vermelho
OBS.: Seguir a tabela baseado em seu tipo de pele, resposta ao sol e avaliações de FPS.
Estou transcrevendo este artigo, publicado no suplemento "Viver com Saúde" do Jornal NH do dia 17/12/2007, ( www.jornalnh.com.br ), artigo esse patrocinado pelas farmácias de manipulação da cidade de Novo Hamburgo, por conter informações muito claras das ações dos raios UV sobre nossa pele.
"Farmácias de Manipulação – Fotoproteção
Assim como a falta de sol gera problemas de saúde na síntese de vitamina D, a exposição freqüente e intensiva por longos períodos sem uma adequada proteção vem, igualmente apresentando estatísticas crescentes assustadoras quanto à incidência de melanoma. Quando nos expomos ao sol, a radiação Ultra Violeta ( UV ) é absorvida pela nossa pele, desencadeando reações imediatas e cumulativas. Durante todo o dia, as radiações atingem a terra sendo que a UVA está presente do amanhecer até o cair da noite. Esta radiação chega à nossa superfície em grande intensidade e hoje sabe-se que ela penetra a camada mais profunda da pele ( derme ), onde ao longo do tempo, danifica as fibras de colágeno e elastina, reduzindo sua capacidade natural de firmeza e sustentação, refletindo no aparecimento de rugas e o câncer mais agressivo ( melanoma ). A radiação UVB concentra-se entre as 10 h e 16 h, por esse motivo deve-se evitar o banho de sol nesse período e é responsável pela queimadura, envelhecimento e alguns tipos de câncer. A radiação UVC não atinge a superfície da terra, sendo absorvida pela camada de ozônio.
É preciso entender que a radiação UV é cumulativa, embora muitas lesões ou alterações causadas pela luz solar não sejam visíveis na pele de uma criança, a nível celular essa radiação já está agredindo a pele e vai ser responsável mais tarde por lesões pré-malignas, malignas e envelhecimento.
Recentemente, a medicina descobriu a ação nociva e traiçoeira dos raios UVA.Os protetores solares não apresentavam indicações de proteção solar contra os raios UVA, porque ainda não se tinha noção do estrago que poderiam causar. Enquanto todos estavam preocupados em usar fotoprotetores com altos fatores de FPS, acreditando que a pele estava defendida, a radiação UVA já ocupava espaço, sem que ninguém percebesse na pele.
A melanina é um pigmento produzido pela pele humana em maior ou menor quantidade e que funciona como um filtro solar natural. \sendo assim, quanto mais escura for a pele de uma pessoa, mais protegida estará em relação à radiação, isto não quer dizer que essas pessoas estejam imunes às radiações, o que acontece é que elas têm uma proteção natural maior que as pessoas de pele muito clara. Normalmente a escolha de um filtro solar deve ser feita em função de cor da pele.
As emulsões com FPS 15 protegem 93,3 % da radiação UVB, FPS 30-96,7%, FPS 6-98,3%. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, responsáveis pela queimadura solar, mas não mede a proteção contra os raios UVA. Hoje alguns produtos já oferecem a proteção contra os raios UVA, mas é preciso ficar atento ao FPS-UVA do filtro do produto, nem todos os produtos possuem filtro UVA.
Os aceleradores ou prolongadores de bronzeamento tornam o processo mais rápido e mantém por mais tempo a pigmentação da pele. Podendo ser: uso tópico ( emulsões ) e uso oral ( betacaroteno, carotenos naturais ).
Os simuladores de bronzeamento ou aotobronzeadores se destinam a pigmentar a pele sem a necessidade de raios solares.
Os cosméticos pós-sol têm a finalidade de aliviar as conseqüências causadas pela exposição à radiação UV. Devido a exposição, a pele sofre um processo inflamatório que se manifesta inicialmente como eritema, prurido e dor.
Os filtros solares devem ser usados todo os dias, até mesmo em dias nublados, em todas as estações do ano."
.... (suprimi comercial das farmácias)
Na página 5 do mesmo jornal, no artigo "Proteção Solar, garante bronzeamento saudável", retirei a seguinte tabela orientativa:
COM QUE FILTRO EU VOU?
FPS 8 : Para quem se bronzeia com freqüência e nunca fica vermelho.
FPS 15 : Para quem costuma se bronzear e, às vezes, fica vermelho.
FPS 30 : Para quem não costuma se bronzear e quase sempre fica vermelho
OBS.: Seguir a tabela baseado em seu tipo de pele, resposta ao sol e avaliações de FPS.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
A Doutora, O jornalista e o Arco do Triunfo
Acomodada no meu assento de avião para retornar à Coimbra ainda estava sob o impacto da noite anterior.
O avião taxiava na pista para alçar o seu vôo. Fechei os olhos enquanto subíamos para as nuvens. Pensei que a minha subida poderia ter sido bem diferente.
Naquela noite, em Paris, eu resolvera fazer algo já programado antes da viagem. Subir ao Arco do Triunfo ao anoitecer e ver Paris, à noite, lá de cima. E foi o que fiz.
-Boa noite! Alguém ao meu lado dizia. Olhei ao redor, só ele estava ali,
-Boa noite! Respondi. E arrisquei,
-De onde você é, para falar a minha língua?
-Do Brasil. E você ?
-De Portugal. Qual é seu nome?
Ouvi quase um sussurro, dito lentamente:
-D-e-s-t-i-n-o
-Como, seu nome é "Destino"?
-Não, eu estava pensando alto. Sempre penso que se é o destino que me traz as coisas ou se sou eu que as levo para ele.
-Como assim?
-Meu nome é Ulisses e como sei que você quer saber qual minha profissão, sou jornalista. E você?
-Sou pesquisadora da Universidade de Coimbra.
-E o que pesquisa?
-Atualmente, estou pesquisando sobre o "Pensamento".
-Pensamento? Belo tema.
E completou:
-Estava olhando você há mais ou menos meia hora.
-Não diga, respondi. E o que viu de interessante?
-Aparências, por enquanto nada mais, mas encantadoras para uma noite em Paris.
-E o que você pensou?
-Ah! Pensei na Dulcinéia de Dom Quixote.
-Que estranho, por quê?
-Sabe, olhando Paris daqui de cima, vendo essa imensidão de prédios, ruas e gente, fico a imaginar como seria um Dom Quixote da atualidade.
-E imaginou? Perguntei-lhe, já curiosa, em conhecer mais o pensamento daquele homem, loiro de olhos azuis e vestido todo de preto. Se não fosse o luar, por certo, só lhe enxergaria a cabeça.
-Vejamos. O que permanece até os dias de hoje da vida desse aventureiro? Sem dúvida, Dulcinéia permanece. Porque ainda existe mulher. Você, por exemplo. Rocinante, o cavalo de Dom Quixote, o que seria hoje? Meu Deus, que sacrilégio. Me perdoe Cervantes, por essas comparações mundanas. O que conduziria o "Aventureiro de La Mancha" hoje? O automóvel, penso eu. Sim, não há dúvida. Existem semelhanças fortes, além disso lhe serviria de armadura também. E a "Espada"? O que representaria melhor a "Espada"? Vejamos. Cervantes, por favor, não te levantes de tua tumba sagrada! Espada, espada....O dinheiro ! É o dinheiro! Serve bem. Sancho Pança? E você, fiel escudeiro? Difícil! Quem ? Quem? Não acho. Você não existiria nos dias atuais, meu caro Sancho Pança. Minha história prosseguiria sem você. Viu amigo Cervantes, vamos ter que inventar um novo personagem ou deixar nosso aventureiro sozinho!
-O que você acha? É possível imaginar Dom Quixote nos dia atuais? Perguntou-me, Ulisses.
-Você esqueceu algumas coisas, repondi-lhe.
-O que, esqueci?
-Por exemplo, a "Loucura" de Dom Quixote.
-Bem pensado. Tantas idéias me surgem para a loucura. Vejamos: "Consumismo"?- O cara seria doido por consumismo. Religião?- nosso aventureiro seria um fundamentalista, um terrorista. Ou seria "doido" por ser arrastado por uma sociedade preconceituosa?- por exemplo, quem não for a Paris, não pertence à casta dos cultos, dos bem sucedidos. Ou seria "doido" por lutar contra as hipocrisias do homem moderno? -"Em nome de Jesus, eu te curo. Quem sentia dores nos pés, não sente mais!" . Ou "doido" por querer entender certas ações humanas? -"Ouro nas Igrejas e pobres nas favelas, bem fiéis"! Ou Avião moderno para um e seus companheiros e aeroportos cheios e parados para outros! Ou ainda "doidão" por lutar por uma educação melhor e ver os recursos indo para os paraísos fiscais para encher os bolsos dos inteligentes? Ou "doido" por lutar pela ecologia, contra guerras, contra a exploração do homem pelo homem? Não faltam motivos, nos dias de hoje, para a "doidera" do nosso Dom Quixote da atualidade.
-É, não faltam. Respondi, olhando para ele e achando que sua história teria coerência.
Um certo tempo decorreu até que retomássemos o diálogo. O que estava ele pensando? Estaria completando o quadro de sua história? Não tive coragem de interromper. Permaneci olhando as estrelas do céu de Paris e sua beleza à noite vista de cima do Arco do Triunfo. Ao longe a torre Eifel, tão imponente, varando as alturas. A noite está perfeita para pensar em Piaf. Ah! Edith Piaf, seus amores e seus cantares. A minha recordação mental do ""Hymne À L’Amour", foi interrompida.
-E você, Doutora, em que pensa? Tão quieta? Trouxe-me ele de volta dos meus pensamentos.
-Meu Deus, aí está o pensamento de milhares de homens e mulheres, lhe respondi. Em Paris, em cada lugar, em cada monumento, em cada praça, aí está o "Pensamento" transformado em obras. Elas estratificam cada idéia, cada momento do pensamento das épocas. Podemos reconstruir a história do pensamento humano através de suas obras. Você quer esperimentar, perguntei-lhe?
-Quero!
-Então, feche os olhos e desça comigo até um banco de Champs-Elysées. Estamos sentados e olhamos para cá e não vemos o Arco do Triunfo. Ele ainda não existe. Estamos na época antes de sua construção. Qual é o momento histórico? Recorde seus estudos enquanto estudante de jornalismo.
Aí está ele agora construído. Pronto. Esta obra é um "pensamento"! Ela tem sua história. Não é apenas uma construção fria.
-Mas, quantos a vêem assim, perguntou-me Ulisses.
-É claro, as visões são diferentes! Cada um cria a sua história, como você fez com Dom Quixote.
Quando acabei de dizer essas palavras, Ulisses agarrou-me por trás, encostou-me à parede e senti uma de suas mãos prendendo fortemente meus braços atrás, quase sufocando-me. Uma dor aguda subia pelas minhas costas. Agora olhava atônita para a paisagem noturna, tão linda, de Paris, a outra mão de Ulisses segurava algo parecido com uma faca e a encostou no meu pescoço, pressionando-o de tal modo, que meu coração disparou, minha respiração enchia e esvaziava o meu peito. Mal pude sussurrar:
-O que é isso, Ulisses?
-Veja as horas, Olhe no meu pulso.
Olhei com pavor para o seu pulso que segurava o objeto do meu medo e respondi:
-Falta pouco para as três horas.
-Isso mesmo faltam dois minutos para as três horas da madrugada. Estamos aqui, penso que só nós dois. Daqui a dois minutos o Arco do Triunfo, símbolo dos franceses, voará pelos ares e nós também. Adeus símbolo dos "pensamentos", como você diz.
-Não faça isso, pedi desesperada. Você é um terrorista?
-Já é tarde, na minha religião não há lugar para arrependimentos. Não tem como voltar atrás. Dentro de poucos instantes os explosivos programados para as três horas em ponto, detonarão e tudo ficará sereno depois. Vamos olhar para o relógio e esperar.
Tentei me desvencilhar das mãos de Ulisses, mas era impossível. Pareciam cordas poderosas a envolverem-me e me imobilizarem. Só me restava mesmo esperar. Despedi-me da vida e aguardei. Duas horas e 58 minutos, duas e cinqüenta e nove... Cerrei os olhos...nada mais podia fazer.
Repentinamente senti-me livre. Olhei instintivamente para o meu relógio, Três horas e um minuto. Não explodiu?
Virei-me para Ulisses e ele já estava indo embora. Corri ao seu encalço, segurei-lhe o braço e exigi que me explicasse o que estava acontecendo. Ele voltou-se com calma, olhou-me e disparou:
- Agora você tem a sua tese de doutorado!, disse-me ele, e virou-se para ir embora.
-Espere! Ele voltou-se e perguntou:
-Falta algo, Doutora?
-Sim, lhe respondi. Vamos trocar nossos cartões de endereços. Tenho uma proposta para lhe fazer.
-E qual é? Perguntou-me com ar frívolo, o jornalista.
-Você escreve a sua história e eu a minha e depois de prontas um envia para o outro. O que você acha?
-Ah! Quer descobrir como eu penso! Quer fechar a sua tese, hein, Doutora?
-Talvez, ainda não sei. Mas, acho que devemos isso um ao outro, disse-lhe.
-Pois bem, aceito sua proposta. Dentro de um mês a Doutora receberá a minha versão.
-Combinado. Mas, esqueça, por favor, o "Doutora", acho que você o está usando num sentido que me desagrada.
-Tudo bem. Até daqui há um mês.
-Até. Vi sua silhueta preta sumir naquela madrugada fria em Paris.
autor: ifh
O avião taxiava na pista para alçar o seu vôo. Fechei os olhos enquanto subíamos para as nuvens. Pensei que a minha subida poderia ter sido bem diferente.
Naquela noite, em Paris, eu resolvera fazer algo já programado antes da viagem. Subir ao Arco do Triunfo ao anoitecer e ver Paris, à noite, lá de cima. E foi o que fiz.
-Boa noite! Alguém ao meu lado dizia. Olhei ao redor, só ele estava ali,
-Boa noite! Respondi. E arrisquei,
-De onde você é, para falar a minha língua?
-Do Brasil. E você ?
-De Portugal. Qual é seu nome?
Ouvi quase um sussurro, dito lentamente:
-D-e-s-t-i-n-o
-Como, seu nome é "Destino"?
-Não, eu estava pensando alto. Sempre penso que se é o destino que me traz as coisas ou se sou eu que as levo para ele.
-Como assim?
-Meu nome é Ulisses e como sei que você quer saber qual minha profissão, sou jornalista. E você?
-Sou pesquisadora da Universidade de Coimbra.
-E o que pesquisa?
-Atualmente, estou pesquisando sobre o "Pensamento".
-Pensamento? Belo tema.
E completou:
-Estava olhando você há mais ou menos meia hora.
-Não diga, respondi. E o que viu de interessante?
-Aparências, por enquanto nada mais, mas encantadoras para uma noite em Paris.
-E o que você pensou?
-Ah! Pensei na Dulcinéia de Dom Quixote.
-Que estranho, por quê?
-Sabe, olhando Paris daqui de cima, vendo essa imensidão de prédios, ruas e gente, fico a imaginar como seria um Dom Quixote da atualidade.
-E imaginou? Perguntei-lhe, já curiosa, em conhecer mais o pensamento daquele homem, loiro de olhos azuis e vestido todo de preto. Se não fosse o luar, por certo, só lhe enxergaria a cabeça.
-Vejamos. O que permanece até os dias de hoje da vida desse aventureiro? Sem dúvida, Dulcinéia permanece. Porque ainda existe mulher. Você, por exemplo. Rocinante, o cavalo de Dom Quixote, o que seria hoje? Meu Deus, que sacrilégio. Me perdoe Cervantes, por essas comparações mundanas. O que conduziria o "Aventureiro de La Mancha" hoje? O automóvel, penso eu. Sim, não há dúvida. Existem semelhanças fortes, além disso lhe serviria de armadura também. E a "Espada"? O que representaria melhor a "Espada"? Vejamos. Cervantes, por favor, não te levantes de tua tumba sagrada! Espada, espada....O dinheiro ! É o dinheiro! Serve bem. Sancho Pança? E você, fiel escudeiro? Difícil! Quem ? Quem? Não acho. Você não existiria nos dias atuais, meu caro Sancho Pança. Minha história prosseguiria sem você. Viu amigo Cervantes, vamos ter que inventar um novo personagem ou deixar nosso aventureiro sozinho!
-O que você acha? É possível imaginar Dom Quixote nos dia atuais? Perguntou-me, Ulisses.
-Você esqueceu algumas coisas, repondi-lhe.
-O que, esqueci?
-Por exemplo, a "Loucura" de Dom Quixote.
-Bem pensado. Tantas idéias me surgem para a loucura. Vejamos: "Consumismo"?- O cara seria doido por consumismo. Religião?- nosso aventureiro seria um fundamentalista, um terrorista. Ou seria "doido" por ser arrastado por uma sociedade preconceituosa?- por exemplo, quem não for a Paris, não pertence à casta dos cultos, dos bem sucedidos. Ou seria "doido" por lutar contra as hipocrisias do homem moderno? -"Em nome de Jesus, eu te curo. Quem sentia dores nos pés, não sente mais!" . Ou "doido" por querer entender certas ações humanas? -"Ouro nas Igrejas e pobres nas favelas, bem fiéis"! Ou Avião moderno para um e seus companheiros e aeroportos cheios e parados para outros! Ou ainda "doidão" por lutar por uma educação melhor e ver os recursos indo para os paraísos fiscais para encher os bolsos dos inteligentes? Ou "doido" por lutar pela ecologia, contra guerras, contra a exploração do homem pelo homem? Não faltam motivos, nos dias de hoje, para a "doidera" do nosso Dom Quixote da atualidade.
-É, não faltam. Respondi, olhando para ele e achando que sua história teria coerência.
Um certo tempo decorreu até que retomássemos o diálogo. O que estava ele pensando? Estaria completando o quadro de sua história? Não tive coragem de interromper. Permaneci olhando as estrelas do céu de Paris e sua beleza à noite vista de cima do Arco do Triunfo. Ao longe a torre Eifel, tão imponente, varando as alturas. A noite está perfeita para pensar em Piaf. Ah! Edith Piaf, seus amores e seus cantares. A minha recordação mental do ""Hymne À L’Amour", foi interrompida.
-E você, Doutora, em que pensa? Tão quieta? Trouxe-me ele de volta dos meus pensamentos.
-Meu Deus, aí está o pensamento de milhares de homens e mulheres, lhe respondi. Em Paris, em cada lugar, em cada monumento, em cada praça, aí está o "Pensamento" transformado em obras. Elas estratificam cada idéia, cada momento do pensamento das épocas. Podemos reconstruir a história do pensamento humano através de suas obras. Você quer esperimentar, perguntei-lhe?
-Quero!
-Então, feche os olhos e desça comigo até um banco de Champs-Elysées. Estamos sentados e olhamos para cá e não vemos o Arco do Triunfo. Ele ainda não existe. Estamos na época antes de sua construção. Qual é o momento histórico? Recorde seus estudos enquanto estudante de jornalismo.
Aí está ele agora construído. Pronto. Esta obra é um "pensamento"! Ela tem sua história. Não é apenas uma construção fria.
-Mas, quantos a vêem assim, perguntou-me Ulisses.
-É claro, as visões são diferentes! Cada um cria a sua história, como você fez com Dom Quixote.
Quando acabei de dizer essas palavras, Ulisses agarrou-me por trás, encostou-me à parede e senti uma de suas mãos prendendo fortemente meus braços atrás, quase sufocando-me. Uma dor aguda subia pelas minhas costas. Agora olhava atônita para a paisagem noturna, tão linda, de Paris, a outra mão de Ulisses segurava algo parecido com uma faca e a encostou no meu pescoço, pressionando-o de tal modo, que meu coração disparou, minha respiração enchia e esvaziava o meu peito. Mal pude sussurrar:
-O que é isso, Ulisses?
-Veja as horas, Olhe no meu pulso.
Olhei com pavor para o seu pulso que segurava o objeto do meu medo e respondi:
-Falta pouco para as três horas.
-Isso mesmo faltam dois minutos para as três horas da madrugada. Estamos aqui, penso que só nós dois. Daqui a dois minutos o Arco do Triunfo, símbolo dos franceses, voará pelos ares e nós também. Adeus símbolo dos "pensamentos", como você diz.
-Não faça isso, pedi desesperada. Você é um terrorista?
-Já é tarde, na minha religião não há lugar para arrependimentos. Não tem como voltar atrás. Dentro de poucos instantes os explosivos programados para as três horas em ponto, detonarão e tudo ficará sereno depois. Vamos olhar para o relógio e esperar.
Tentei me desvencilhar das mãos de Ulisses, mas era impossível. Pareciam cordas poderosas a envolverem-me e me imobilizarem. Só me restava mesmo esperar. Despedi-me da vida e aguardei. Duas horas e 58 minutos, duas e cinqüenta e nove... Cerrei os olhos...nada mais podia fazer.
Repentinamente senti-me livre. Olhei instintivamente para o meu relógio, Três horas e um minuto. Não explodiu?
Virei-me para Ulisses e ele já estava indo embora. Corri ao seu encalço, segurei-lhe o braço e exigi que me explicasse o que estava acontecendo. Ele voltou-se com calma, olhou-me e disparou:
- Agora você tem a sua tese de doutorado!, disse-me ele, e virou-se para ir embora.
-Espere! Ele voltou-se e perguntou:
-Falta algo, Doutora?
-Sim, lhe respondi. Vamos trocar nossos cartões de endereços. Tenho uma proposta para lhe fazer.
-E qual é? Perguntou-me com ar frívolo, o jornalista.
-Você escreve a sua história e eu a minha e depois de prontas um envia para o outro. O que você acha?
-Ah! Quer descobrir como eu penso! Quer fechar a sua tese, hein, Doutora?
-Talvez, ainda não sei. Mas, acho que devemos isso um ao outro, disse-lhe.
-Pois bem, aceito sua proposta. Dentro de um mês a Doutora receberá a minha versão.
-Combinado. Mas, esqueça, por favor, o "Doutora", acho que você o está usando num sentido que me desagrada.
-Tudo bem. Até daqui há um mês.
-Até. Vi sua silhueta preta sumir naquela madrugada fria em Paris.
autor: ifh
sábado, 21 de abril de 2007
Combate ao Mosquito da Dengue
Assunto: Fw: Dengue - combateData: Tue, 17 Apr 2007 21:51:44 -0300
Pó de Café, nova arma contra a DENGUE
MAS VOCÊS SABEM PORQUE ISSO NÃO É DIVULGADO NÉ?
AS PREFEITURAS ARRECADAM TODOS OS ANOS UMA POLPUDA VERBA EXTRA POR
CONTA DO MOSQUITINHO. POR QUE ACABAR COM ELE!? GENIAL E IMPORTANTE!
NÃO DEIXEM DE REPASSAR A TODOS!!!
VERÃO E DENGUE ANDAM JUNTOS.
Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto
de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto),durante a
pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café
produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do
Aedes Aegypti.
O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido
colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no
prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, e a borra de café, que é
produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero.
O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo
jogada sobre o solo do jardim e quintal.
Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos
sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além
da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de
final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.
Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de
café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo
de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera
as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais
como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos
efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de
borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela
população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos
com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.
O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às
vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na
água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus,garrafas,
latas, caixas d'água etc.).
'A borra não precisa ser diluída em água para ser usada', diz a bióloga.
Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que
escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.
Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada,
também, como um adubo ecologicamente correto.
Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes Aegypti é o
aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens,
animais e plantas.
Que tal colaborarmos, repassando a mensagem e aplicando a borra de café???
Luciana Rocha Antunes
Bióloga - especialista em Gestão Ambiental
Mestranda em Agroecologia e Desenv. Rural
UFSCar e Embrapa Meio Ambiente
Tel: +55 19 81567751
lurantunes@yahoo.com.br
Pó de Café, nova arma contra a DENGUE
MAS VOCÊS SABEM PORQUE ISSO NÃO É DIVULGADO NÉ?
AS PREFEITURAS ARRECADAM TODOS OS ANOS UMA POLPUDA VERBA EXTRA POR
CONTA DO MOSQUITINHO. POR QUE ACABAR COM ELE!? GENIAL E IMPORTANTE!
NÃO DEIXEM DE REPASSAR A TODOS!!!
VERÃO E DENGUE ANDAM JUNTOS.
Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto
de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto),durante a
pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café
produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do
Aedes Aegypti.
O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido
colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, no
prato dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, e a borra de café, que é
produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero.
O único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo
jogada sobre o solo do jardim e quintal.
Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos
sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além
da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de
final de ano, surge outra ameaça, proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4.
Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de
café por mililitro de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo
de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera
as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais
como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos
efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de
borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela
população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos
com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.
O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às
vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na
água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus,garrafas,
latas, caixas d'água etc.).
'A borra não precisa ser diluída em água para ser usada', diz a bióloga.
Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que
escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.
Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada,
também, como um adubo ecologicamente correto.
Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes Aegypti é o
aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens,
animais e plantas.
Que tal colaborarmos, repassando a mensagem e aplicando a borra de café???
Luciana Rocha Antunes
Bióloga - especialista em Gestão Ambiental
Mestranda em Agroecologia e Desenv. Rural
UFSCar e Embrapa Meio Ambiente
Tel: +55 19 81567751
lurantunes@yahoo.com.br
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
ADAGIÁRIO
http://www.portalbrasil.eti.br/ditopopular/adagio.htm
Eu tinha a intenção de construir um adagiário. Comecei a escrever alguns e outros não me vinham à mente, mas eu sabia que existem centenas, então resolvi consultar a Internet. Bem aí, sabe como é, a Internet "é um desmacha prazer", já tem tudo ou quase tudo. Encontrei um adagiário pronto !!!!!!!
Consulte o endereço acima e se surpreenda, como eu!!!!
Eu tinha a intenção de construir um adagiário. Comecei a escrever alguns e outros não me vinham à mente, mas eu sabia que existem centenas, então resolvi consultar a Internet. Bem aí, sabe como é, a Internet "é um desmacha prazer", já tem tudo ou quase tudo. Encontrei um adagiário pronto !!!!!!!
Consulte o endereço acima e se surpreenda, como eu!!!!
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
RIO DOS SINOS
Minha indignação perante a irresponasibildade do homem diante da natureza:
RIO DOS SINOS
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
De suas entranhas vomita a vida morta
Não há oxigênio, putrefaz-se a matéria
Seres, milhares, agonizantes, suplicantes
Bóiam na ignorância humana.
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Não me deixem morrer
Não roubem minhas árvores ciliares
Não exterminem, dos pássaros, os seus cantares
Não me abandonem, me amem!
Sou história, sou romance, sou transporte
Sou alegria, sou velho e sou criança
Sou poesia, sou esperança
Sou parceiro de suas vidas
Sou templo da natureza."
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante"
"Vim trazer a vida e perpetuar minha espécie
Agonizo e vou morrer
Triste sonho o meu de cumprir minha missão
Não voltarei jamais ao meu lugar
Destruíram minha vida e as vidas que eu daria
Não pude nem dizer adeus, onde estão os meus?"
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Navegava respirando beleza
Navego, agora, singrando os mortos, os peixes
Que me davam o sustento
Meu barco está vazio
Minha criança chora no seu berço
E eu choro por meu rio!"
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Das águas límpidas onde eu nadava
Das areias mornas das borboletas coloridas
Restam magoas e tristezas
E a visão horripilante
Da enorme mortandade
Dos peixes do meu rio!"
"Saudosos tempos das mães
Que suas roupas lavavam
Nas margens ribeirinhas
Nas sombras dos ingazeiros
Acenando para os amigos canoeiros!"
É a história a chorar
Sua saudade da doce vida coloquial
Vamos, num esforço conjunto, fazer voltar
O nosso belo Rio dos Sinos colonial!
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
RIO DOS SINOS
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
De suas entranhas vomita a vida morta
Não há oxigênio, putrefaz-se a matéria
Seres, milhares, agonizantes, suplicantes
Bóiam na ignorância humana.
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Não me deixem morrer
Não roubem minhas árvores ciliares
Não exterminem, dos pássaros, os seus cantares
Não me abandonem, me amem!
Sou história, sou romance, sou transporte
Sou alegria, sou velho e sou criança
Sou poesia, sou esperança
Sou parceiro de suas vidas
Sou templo da natureza."
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante"
"Vim trazer a vida e perpetuar minha espécie
Agonizo e vou morrer
Triste sonho o meu de cumprir minha missão
Não voltarei jamais ao meu lugar
Destruíram minha vida e as vidas que eu daria
Não pude nem dizer adeus, onde estão os meus?"
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Navegava respirando beleza
Navego, agora, singrando os mortos, os peixes
Que me davam o sustento
Meu barco está vazio
Minha criança chora no seu berço
E eu choro por meu rio!"
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
"Das águas límpidas onde eu nadava
Das areias mornas das borboletas coloridas
Restam magoas e tristezas
E a visão horripilante
Da enorme mortandade
Dos peixes do meu rio!"
"Saudosos tempos das mães
Que suas roupas lavavam
Nas margens ribeirinhas
Nas sombras dos ingazeiros
Acenando para os amigos canoeiros!"
É a história a chorar
Sua saudade da doce vida coloquial
Vamos, num esforço conjunto, fazer voltar
O nosso belo Rio dos Sinos colonial!
Levantai-vos Cavaleiros da Luz!
Levantai-vos Cavaleiros da Esperança!
Urge cerrar fileiras contra os Cavaleiros das Trevas!
A grande batalha é agora!
Nosso Rio dos Sinos está agonizante!
terça-feira, 24 de outubro de 2006
Uma réstia de Vinicius
Um copo de whisky varando a madrugada
Alternando-se com a pena que desliza
Chamando a poesia que chega
Doce às vezes, outra arrebatadora
Sempre o amor, a busca constante
A dor da ausência chorando
E também inspirando
Os goles se sucedem
As palavras simples e poéticas deslizam
O orvalho molha o vidro da janela
A lua espia pendurada na noite
O poeta sobe e desce
Quer desapegar-se, não consegue
A vida o prende, a poesia o liberta
O poema se cria, cresce aos poucos
E a garrafa se esvazia, a mente levita
O coração palpita forte
Suspira, o dia chega
Despede-se da noite
A poesia está pronta
Alternando-se com a pena que desliza
Chamando a poesia que chega
Doce às vezes, outra arrebatadora
Sempre o amor, a busca constante
A dor da ausência chorando
E também inspirando
Os goles se sucedem
As palavras simples e poéticas deslizam
O orvalho molha o vidro da janela
A lua espia pendurada na noite
O poeta sobe e desce
Quer desapegar-se, não consegue
A vida o prende, a poesia o liberta
O poema se cria, cresce aos poucos
E a garrafa se esvazia, a mente levita
O coração palpita forte
Suspira, o dia chega
Despede-se da noite
A poesia está pronta
sábado, 21 de outubro de 2006
Colhendo Você
O balão é belo nas suas multicoloridas visões
Mas seu mistério é explodir
Enquanto não explode enfeita
Explodindo em pedacinhos
Estoura a alegria inconstante do ser
O belo tem que explodir
A flor tem que murchar
O rio vai para o mar
O amor é como a rosa
Se colhido como botão
Não desabrocha
Se colhido muito tarde
Em breve despetala
Tenho que colher você
Em tempo certo
Prender você
Não deixar flutuar
Nem explodir
Nem murchar, nem despetalar,
Nem ir para o mar, sem mim
Tenho que colher você
Para resplandecer nos meus dias
Como se eu fosse o oceano
Que reflete, do sol, os raios
Como se fosse a noite
Que enlouquece ao luar
Com mil olhos de estrelas
Pestanejando de longe, muito longe
Espiando você, perdida sem mim
Buscando alguém que não sou eu
Tenho que colher você
Antes que seu perfume se vá
Que seu cheiro de rosa esmaeça
Nas suas pétalas murchas
Antes que a saudade me faça
Peregrino da nostalgia
Pertencendo ao vento
Que desgasta a rocha
De grão a grão, em vão.
Mas seu mistério é explodir
Enquanto não explode enfeita
Explodindo em pedacinhos
Estoura a alegria inconstante do ser
O belo tem que explodir
A flor tem que murchar
O rio vai para o mar
O amor é como a rosa
Se colhido como botão
Não desabrocha
Se colhido muito tarde
Em breve despetala
Tenho que colher você
Em tempo certo
Prender você
Não deixar flutuar
Nem explodir
Nem murchar, nem despetalar,
Nem ir para o mar, sem mim
Tenho que colher você
Para resplandecer nos meus dias
Como se eu fosse o oceano
Que reflete, do sol, os raios
Como se fosse a noite
Que enlouquece ao luar
Com mil olhos de estrelas
Pestanejando de longe, muito longe
Espiando você, perdida sem mim
Buscando alguém que não sou eu
Tenho que colher você
Antes que seu perfume se vá
Que seu cheiro de rosa esmaeça
Nas suas pétalas murchas
Antes que a saudade me faça
Peregrino da nostalgia
Pertencendo ao vento
Que desgasta a rocha
De grão a grão, em vão.
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Para Helenita
Você e Eu
O tempo é a contagem do nosso finito
E nesse finito começamos e terminamos
Não temos a dimensão, apenas a idéia
Notícias do antes e do depois
Somos consciências no presente: você e eu
Você é a dimensão dos meus sonhos
A janela que descortina a realidade
O caminho que me dá a direção
Uma incerteza no todo: eu e você
Eu sou o porto do seu olhar
O reflexo do seu sorriso
A caricia do seu afago
Sou a leveza e a graça do seu caminhar
Sou a explosão do seu vulcão
Você é a cor dos cabelos que imagino
O moldar do vestido que me seduz
O perfume que se desfaz nas minhas ânsias
A maciez por onde eu ando
Somos ainda incertezas: somos eu e você
Sou o recomeçar do seu recomeçar
Você é a esperança da minha esperança
Nessas incertezas e certezas
Nossos dedos se entrelaçam
Nossos corpos se aproximam
Neste momento a certeza: somos você e eu.
O tempo é a contagem do nosso finito
E nesse finito começamos e terminamos
Não temos a dimensão, apenas a idéia
Notícias do antes e do depois
Somos consciências no presente: você e eu
Você é a dimensão dos meus sonhos
A janela que descortina a realidade
O caminho que me dá a direção
Uma incerteza no todo: eu e você
Eu sou o porto do seu olhar
O reflexo do seu sorriso
A caricia do seu afago
Sou a leveza e a graça do seu caminhar
Sou a explosão do seu vulcão
Você é a cor dos cabelos que imagino
O moldar do vestido que me seduz
O perfume que se desfaz nas minhas ânsias
A maciez por onde eu ando
Somos ainda incertezas: somos eu e você
Sou o recomeçar do seu recomeçar
Você é a esperança da minha esperança
Nessas incertezas e certezas
Nossos dedos se entrelaçam
Nossos corpos se aproximam
Neste momento a certeza: somos você e eu.
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Semana Farroupilha
A Peleia das Botas
Numa coxilha gaúcha cuja alma resplandece
Na lua enluarada bem em cima no céu,
Fogueiras de fogo guasca alumiavam o redor,
De longe qualquer um via as chamas alumiar
Povo, em tendas de luz, espalhados, bem juntos
Na infinita planura do verde sem fim.
A cuia corria de mão em mão acariciada
Tal qual o seio da amada morena
No silêncio do amor carnal.
Cada sorver era lento, sorvendo a vida
E o amargo da erva-mate era a doçura
Que alimentava o pensamento e a alma aquecia.
Na calada da madrugada ali se assentavam
De primeiro, antes do sol apontar sua orelha,
Vultos que, em seu tempo, alumiavam os pagos
Com seus feitos e bravuras, destemor e lealdade
A defender seus ideais com lança e sangue
Até a morte lhes tombar.
Bento Gonçalves e seus generais
Ainda bem vestidos com suas fardas farroupilhas
Traçavam estratégias pra ainda vencer
Não mais Laguna o porto, mas Rio Grande,
Seria pro mar a saída, para o charque vender.
Sem serventia o matreiro Saci-pererê
Com cachimbo no canto dos beiços
Pulava em uma perna só
E no descuido dos guascas, trocava chapéus e palas
E se a desatenção fosse grande maneava a cavalhada
Deixando enfezada a gauchada dos pampas.
Então, Bento Gonçalves, o grande comandante
Um plano esperto engendrou:
Chamou o General Neto que entendia dos negros
E mandou que prendesse o serelepe Saci-pererê.
Pendurasse, pela única perna, o negrinho
Numa réstia de luar e lhe entregassem o cachimbo
Pois, com ele iria negociar.
Feito a malvadeza, o negrinho a espernear
Se acercou o comandante e pôs-se assim a falar:
Esse cachimbo só te devolvo depois da tarefa acabar
Vá até ao Moringue e o intrigue com Bento Manuel
Só depois do fato consumado
Volte aqui para receber de volta o cachimbo.
Foi o pererê montado na madrugada
A cumprir tão árdua missão
Já lastimando a falta do torto cachimbo
Que sempre o ajudava a campear.
Se acomodou na sela da coxilha
Pensando qual o plano que iria bolar
Mirou as estrelas infindas
E uma delas lhe disse :
Roube as botas dos dois.
Lá se foi, qual corisco, o negrinho.
Surrupiou as botas de Moringue e também
As de Bento Manoel .
Ao aceitar a oferta, Bento Gonçalves,
Pro negrinho o cachimbo devolveu
Pois se os dois, sem botas, não brigassem
Pelo menos um bom tempo sem elas andariam.
Ordenou, a dois farroupilhas, que pendurassem
Em boa forquilha, os dois pares de botas.
Pelas tantas da noite um alvoroço se fez:
Era tinir de esporas e voar chumaços de capim,
Em roda, a peonada, fazia matinada.
Foi ver Bento Gonçalves qual era a façanha
E sua surpresa foi tanta ao ver
Os dois pares de botas numa encarniçada peleia
Que rompendo campo a fora enroscadas
Se perderam no horizonte.
E de lá, bem dos confins, se ouviu
Uma risada estridente, muito maleva,
Que só podia ser do negrinho safado,
O pastoreador Saci-pererê.
Numa coxilha gaúcha cuja alma resplandece
Na lua enluarada bem em cima no céu,
Fogueiras de fogo guasca alumiavam o redor,
De longe qualquer um via as chamas alumiar
Povo, em tendas de luz, espalhados, bem juntos
Na infinita planura do verde sem fim.
A cuia corria de mão em mão acariciada
Tal qual o seio da amada morena
No silêncio do amor carnal.
Cada sorver era lento, sorvendo a vida
E o amargo da erva-mate era a doçura
Que alimentava o pensamento e a alma aquecia.
Na calada da madrugada ali se assentavam
De primeiro, antes do sol apontar sua orelha,
Vultos que, em seu tempo, alumiavam os pagos
Com seus feitos e bravuras, destemor e lealdade
A defender seus ideais com lança e sangue
Até a morte lhes tombar.
Bento Gonçalves e seus generais
Ainda bem vestidos com suas fardas farroupilhas
Traçavam estratégias pra ainda vencer
Não mais Laguna o porto, mas Rio Grande,
Seria pro mar a saída, para o charque vender.
Sem serventia o matreiro Saci-pererê
Com cachimbo no canto dos beiços
Pulava em uma perna só
E no descuido dos guascas, trocava chapéus e palas
E se a desatenção fosse grande maneava a cavalhada
Deixando enfezada a gauchada dos pampas.
Então, Bento Gonçalves, o grande comandante
Um plano esperto engendrou:
Chamou o General Neto que entendia dos negros
E mandou que prendesse o serelepe Saci-pererê.
Pendurasse, pela única perna, o negrinho
Numa réstia de luar e lhe entregassem o cachimbo
Pois, com ele iria negociar.
Feito a malvadeza, o negrinho a espernear
Se acercou o comandante e pôs-se assim a falar:
Esse cachimbo só te devolvo depois da tarefa acabar
Vá até ao Moringue e o intrigue com Bento Manuel
Só depois do fato consumado
Volte aqui para receber de volta o cachimbo.
Foi o pererê montado na madrugada
A cumprir tão árdua missão
Já lastimando a falta do torto cachimbo
Que sempre o ajudava a campear.
Se acomodou na sela da coxilha
Pensando qual o plano que iria bolar
Mirou as estrelas infindas
E uma delas lhe disse :
Roube as botas dos dois.
Lá se foi, qual corisco, o negrinho.
Surrupiou as botas de Moringue e também
As de Bento Manoel .
Ao aceitar a oferta, Bento Gonçalves,
Pro negrinho o cachimbo devolveu
Pois se os dois, sem botas, não brigassem
Pelo menos um bom tempo sem elas andariam.
Ordenou, a dois farroupilhas, que pendurassem
Em boa forquilha, os dois pares de botas.
Pelas tantas da noite um alvoroço se fez:
Era tinir de esporas e voar chumaços de capim,
Em roda, a peonada, fazia matinada.
Foi ver Bento Gonçalves qual era a façanha
E sua surpresa foi tanta ao ver
Os dois pares de botas numa encarniçada peleia
Que rompendo campo a fora enroscadas
Se perderam no horizonte.
E de lá, bem dos confins, se ouviu
Uma risada estridente, muito maleva,
Que só podia ser do negrinho safado,
O pastoreador Saci-pererê.
terça-feira, 15 de agosto de 2006
Algumas Poesias Preferidas
CÁLICE
Traga-a de volta, meu cálice!
Não me torturem mais as recordações
Dos doces instantes dos seus encantos
Já não suporto as tuas emanações
E dela, a ausência, nos doces cantos.
Traga-a de volta. meu cálice!
Quero sorvê-la novamente
Aos poucos, lentamente,
Ouvir os seus gemidos
Ternos e ungidos
O seu olhar ardente
Falando-me loucamente
E seu corpo desfazendo-se
No meu intensamente.
E, talvez, o último gole sorvendo
Te despedace no chão, meu cálice
Junto da paixão que me faz morrendo
Suplicar a ti, que já não está mais vivendo:
Traga-a de volta meu cálice!
***********************************
Mulher Amante
As entranhas, aos poucos, o amor consome
Magma do vulcão que explode e some
Vens, provocas,te instalas e etérea te vais
Em mim, doloridos, rios de ais
Petrificam em lavas colossais.
Navegas dentro de mim alegremente
Depois partes, assim, tão docemente
Dizendo voltar em tom irreverente
Me deixando a lembrança do teu ventre
Em ondas de sensação efervescente.
Clamo por ti nas noites frias
Do deserto da tua ausência sentida
Me enrosco, me encolho, mas me esfrias
A alma, o corpo, a minha vida partida.
Vem, mulher amante, derrete em mim, teu vulcão
Dissolve-me e arrasta contigo o que restou
Nos acordes sonoros do colchão
Nos ardentes momentos de ilusão.
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Ânsias
Quantas ânsias o homem se impõe
Ao sucumbir aos desejos,
Ao mergulhar nas tenras carnes
De uma caprichosa mulher.
Não, não vou sucumbir aos teus caprichos
Aos teus encantos, aos teus beijos,
Aos teus seios macios.
Não! Não vou! Hás de ver!
Espero por ti nas praias do verão
Nas noites frias do inverno
Na minha solidão...
Mas não vou sucumbir
Aos teus caprichos de mulher
Não! Não vou! Hás de ver!
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
POEMA SOBRE O ROMANTISMO
(Novo Hamburgo, 28/04/2006)
Espanta-se a França ao brado da liberdade!
Ergue-se altaneiro o lábaro dos Românticos,
O sentimento sepulta a realidade
No Brasil, aos primeiros evasivos cânticos.
Minha Terra tem palmeiras
A natureza saudosa das flores
Antônio Gonçalves Dias, do exílio, além fronteiras
Chora e canta a dolorosa ausência dos seus primores.
Casimiro de Abreu, pueril poeta
Saudades da infância querida
O sonho, a fantasia, n’alma inquieta
Amor e medo cavam colossal ferida.
Amargura, intensos amores melancólicos
Venturas perdidas, tédio e desesperança
Lacrimosos poemas, outrossim, tão bucólicos
Amálgamas etéreos, sentimentos em lança
Castro Alves, tocha do condor poeta, lastima
Se é mentira...se é verdade?
Lâmina poética de profundo estigma
Do negro navio, da negra tempestade.
Muito, muito além Sousândrade
Estranho condor no ninho
Encerra com "Guesa"o Romantismo
Sacrificando ao deus Sol o menininho.
&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
Ode aos desgraçados
(N0vo Hamburgo, 10/08/06)
Diante de ti, oh! Dor, deponho meus sentimentos
Armas que tenho diante da besta humana.
A criança, berço da inocência, é encarcerada
Não vive mais, não renasce, é esquecida
Por quê? O que é isso? Como funciona?
Criança perturbadora, curiosa, inventiva
Domesticamos o anjo ao canto adulto
Deponho a INOSCÊNCIA!
Rios de sangue percorrem as estradas
A fé como escudo defende a insanidade
Imortal e perene a besta humana segue
Os irmãos em feudos se encarceram
Que morram os outros, acabou-se
Deponho a PAZ!
Dos corações fluem palavras de fogo
Incendeiam-se as almas, o olhar mata
Agiganta-se a besta humana, explode, destila
Sobra a alma, perdida, abandonada, sofrida
Restos dilacerados de desgraçados
Deponho a FRATERNIDADE!
Procuro no jardim das palavras
As mais lindas e perfumadas
Para fazer um buquê de imagem
Espelho de ti, minha amada.
Quando me chegas, tuas lavas me envolvem
Queimo por dentro e por fora, uma loucura!
Meu olhar desliza pelas coisas tuas, nuas
Tremo ao teu toque, sinto que estremeces
Nosso olhar nos emudece, articulamos apenas
Nossos dedos se entrelaçam, estamos juntos
Brotas em mim e eu em ti
E essas palavras? Enfim,
Somos, um lindo buquê!
Deponho, aos teus pés, oh! Dor,
O AMOR.
Deponho, diante de ti, oh! Dor,
A Ética, a virtude, os valores, a bondade
A fé, o senso e a solidariedade
Faça de todos esses sentimentos, Dor,
Uma fogueira imensa
Pois, muito a besta humana já queimou
Livros, cidades, seres mulheres e homens
E também animais. Tudo já incendiou!
Sou, porém, peregrino do Universo
E a besta tem também o seu anverso
Não deporei diante de ti, oh! Dor
Ode, talvez única, dos desgraçados,
A ESPERANÇA!
*****************************************
Traga-a de volta, meu cálice!
Não me torturem mais as recordações
Dos doces instantes dos seus encantos
Já não suporto as tuas emanações
E dela, a ausência, nos doces cantos.
Traga-a de volta. meu cálice!
Quero sorvê-la novamente
Aos poucos, lentamente,
Ouvir os seus gemidos
Ternos e ungidos
O seu olhar ardente
Falando-me loucamente
E seu corpo desfazendo-se
No meu intensamente.
E, talvez, o último gole sorvendo
Te despedace no chão, meu cálice
Junto da paixão que me faz morrendo
Suplicar a ti, que já não está mais vivendo:
Traga-a de volta meu cálice!
***********************************
Mulher Amante
As entranhas, aos poucos, o amor consome
Magma do vulcão que explode e some
Vens, provocas,te instalas e etérea te vais
Em mim, doloridos, rios de ais
Petrificam em lavas colossais.
Navegas dentro de mim alegremente
Depois partes, assim, tão docemente
Dizendo voltar em tom irreverente
Me deixando a lembrança do teu ventre
Em ondas de sensação efervescente.
Clamo por ti nas noites frias
Do deserto da tua ausência sentida
Me enrosco, me encolho, mas me esfrias
A alma, o corpo, a minha vida partida.
Vem, mulher amante, derrete em mim, teu vulcão
Dissolve-me e arrasta contigo o que restou
Nos acordes sonoros do colchão
Nos ardentes momentos de ilusão.
$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$
Ânsias
Quantas ânsias o homem se impõe
Ao sucumbir aos desejos,
Ao mergulhar nas tenras carnes
De uma caprichosa mulher.
Não, não vou sucumbir aos teus caprichos
Aos teus encantos, aos teus beijos,
Aos teus seios macios.
Não! Não vou! Hás de ver!
Espero por ti nas praias do verão
Nas noites frias do inverno
Na minha solidão...
Mas não vou sucumbir
Aos teus caprichos de mulher
Não! Não vou! Hás de ver!
@@@@@@@@@@@@@@@@@@@
POEMA SOBRE O ROMANTISMO
(Novo Hamburgo, 28/04/2006)
Espanta-se a França ao brado da liberdade!
Ergue-se altaneiro o lábaro dos Românticos,
O sentimento sepulta a realidade
No Brasil, aos primeiros evasivos cânticos.
Minha Terra tem palmeiras
A natureza saudosa das flores
Antônio Gonçalves Dias, do exílio, além fronteiras
Chora e canta a dolorosa ausência dos seus primores.
Casimiro de Abreu, pueril poeta
Saudades da infância querida
O sonho, a fantasia, n’alma inquieta
Amor e medo cavam colossal ferida.
Amargura, intensos amores melancólicos
Venturas perdidas, tédio e desesperança
Lacrimosos poemas, outrossim, tão bucólicos
Amálgamas etéreos, sentimentos em lança
Castro Alves, tocha do condor poeta, lastima
Se é mentira...se é verdade?
Lâmina poética de profundo estigma
Do negro navio, da negra tempestade.
Muito, muito além Sousândrade
Estranho condor no ninho
Encerra com "Guesa"o Romantismo
Sacrificando ao deus Sol o menininho.
&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&
Ode aos desgraçados
(N0vo Hamburgo, 10/08/06)
Diante de ti, oh! Dor, deponho meus sentimentos
Armas que tenho diante da besta humana.
A criança, berço da inocência, é encarcerada
Não vive mais, não renasce, é esquecida
Por quê? O que é isso? Como funciona?
Criança perturbadora, curiosa, inventiva
Domesticamos o anjo ao canto adulto
Deponho a INOSCÊNCIA!
Rios de sangue percorrem as estradas
A fé como escudo defende a insanidade
Imortal e perene a besta humana segue
Os irmãos em feudos se encarceram
Que morram os outros, acabou-se
Deponho a PAZ!
Dos corações fluem palavras de fogo
Incendeiam-se as almas, o olhar mata
Agiganta-se a besta humana, explode, destila
Sobra a alma, perdida, abandonada, sofrida
Restos dilacerados de desgraçados
Deponho a FRATERNIDADE!
Procuro no jardim das palavras
As mais lindas e perfumadas
Para fazer um buquê de imagem
Espelho de ti, minha amada.
Quando me chegas, tuas lavas me envolvem
Queimo por dentro e por fora, uma loucura!
Meu olhar desliza pelas coisas tuas, nuas
Tremo ao teu toque, sinto que estremeces
Nosso olhar nos emudece, articulamos apenas
Nossos dedos se entrelaçam, estamos juntos
Brotas em mim e eu em ti
E essas palavras? Enfim,
Somos, um lindo buquê!
Deponho, aos teus pés, oh! Dor,
O AMOR.
Deponho, diante de ti, oh! Dor,
A Ética, a virtude, os valores, a bondade
A fé, o senso e a solidariedade
Faça de todos esses sentimentos, Dor,
Uma fogueira imensa
Pois, muito a besta humana já queimou
Livros, cidades, seres mulheres e homens
E também animais. Tudo já incendiou!
Sou, porém, peregrino do Universo
E a besta tem também o seu anverso
Não deporei diante de ti, oh! Dor
Ode, talvez única, dos desgraçados,
A ESPERANÇA!
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Um rio entre nós
É um romance que se passa nos primórdios da imigração alemã, na região do Vale dos Sinos. Resgata a saga dos imigrantes e dos mucker. O historiador de São Lopoldo, Germano Oscar Moehlecke, assim comenta "...O romance abrange um período de tempo de meio século, mais ou menos: iniciando nos primórdios da imigração alemã, passa pela Revolução Farroupilha e termina com o episódio Mucker" ..." Ivanio Fernandes Habkost, conseguiu nos trazer uma imagem viva dessa época, com suas histórias sempre desenvolvidas com emoção, paixão e amor. Os colonos alemães e os demais personagens estão corretamente retratados e os episódios vividos nos envolvem em seu desenvolvimento emocional"...
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